Notas iniciais
Alguns personagens serão apresentados nesse próximos capítulos, não se preocupe, o seu aparecerá! Ah, não fui exatamente específica na descrição das garotas e outros porque prefiro deixar essa parte para, vocês sabem, o Étienne hihihihi

Arthur Prewett Bérgefn

Arthur inclinou-se para o lado, fitando sua própria aparência no espelho. Ajustou o terno preto e elegante e bagunçou o cabelo. Se dissesse que não sabia o motivo das garotas estarem sempre lhe olhando, estaria mentindo – Arthur Prewett tinha perfeita consciência de sua bela aparência; os olhos lilases brilhavam, sua orgulhosa herança paterna, combinados com os finos e delicados fios dourados.

― Arthur ― o rei apareceu, trajando seu uniforme real de Bérgefn. Após desviar seu solhos dos do filho, balançou a cabeça ― Pelo amor de Deus, Arthur!― exclamou ―Vá vestir seu uniforme.

Ele bufou. Arthur fazia parte do estrito grupo que ficava absurdamente transtornada em receber uma ordem de seu pai; ele odiava receber ordens, mesmo que fosse cumpri-las de um modo ou de outro. Aquilo, de alguma forma, fazia-o se sentir... Impotente? Fosse como fosse, Arthur Prewett não recebia ordens, principalmente quando elas vinham com uma rigidez tão implacável. Outra coisa que irritava-o no tom de voz que o pai usava com ele era a frequência com que o fazia: de uns tempos pra cá, sempre.

― O terno me cai melhor.

― Isso é um evento em público ― Meu Deus, mulher! Ele quase se assustou com a aparição repentina da mãe ― Não faça isso hoje. Os olhares de todo o mundo repousam em você.

E quando não?

Sendo o ilustríssimo Príncipe Herdeiro, todas e quaisquer novidades que corriam por Bérgefn falavam sobre ele. E, quando não dele, de sua pequena irmã gêmea, Anne. Era exaustivo lidar com a imprensa; eles eram imprevisíveis – e Arthur odiava não ter a situação sobre controle. Seria um bom rei, alguns diziam. Seria um desastre à Nação, outros sussurravam. Mas sempre foi assim, sempre tinham os anti-tudo-e-qualquer-coisa, sempre tinham os pessimistas que espalhavam boatos sujos sobre a sua pessoa. Mas assim fora até com os melhores líderes – e ele seria um líder incrível.

Girou nos calcanhares, voltando pelo corredor de onde viera sem a menor intenção de trocar o terno por um uniforme ridiculamente sufocante.

― Você parece um pinguim com aquele uniforme, irmão― Anne riu em suas costas. Claro, ela provavelmente estava fazendo... O que quer que mulheres fazem quando não querem se aprontar para um evento de “perspectiva”.

― E é exatamente por isso que não vou usá-lo ― deu de ombros, indiferente.

Anne parecia prestes a discutir, mas logo desistiu; discutir com Arthur sempre elevava-o a um nível de endeusamento próprio insuportável, pois ele sempre parecia ter a bendita resposta bem na ponta da língua. Um sorriso surgiu na face da garota.

― Acho que ambos concordamos que essa é uma noite para quebrar algumas regras ― e piscou.

― De fato, cara irmã.

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Anne Prewett Bérgefn

Anne estava tão nervosa quando as luzes ascenderam, que, instantaneamente, sem seu habitual sorriso e aceno para as câmeras, ela congelou; não, ela não iria travar. Sim, ela iria quebrar algumas regras não publicamente explícitas. Talvez, apenas talvez, Hank, o homem que colocara seu nome dentro da cúpula, fosse demitido. Mas, afinal, por que Arthur podia e ela não? Eles tinham exatamente a mesma idade! Só porque é homem? Não. Um pensamento tão atrasado quanto esse não poderia preencher a concepção de Sawel Prewett, afinal de contas. Ou as razões deviam-se puramente ao fato de não quererem a filhinha, pequena e indefesa, que ainda dormia com Merlin, seu ursinho de pelúcia, longe?

E ela, claro, seria a rebelde da história.

Será que ninguém percebeu que Arthur está usando terno?! Ele, sim, deveria ser taxado como tal naquele dia.

― Caro povo de Bérgefn! ― a voz animada, confiante, carismática e cheia de entusiasmo anunciou ― Estamos aqui hoje, reunidos, ― para celebrar a união desse casal perante a Deus, Anne completou mentalmente ― para o anúncio real!

O rei, com um sorriso no rosto, levantou-se. Caminhou até o centro da plateia com confiança, afinal, estava entre amigos; o povo confiava em Sawel, ele era, possivelmente, um dos mais amados reis da história do país. Era duro e um tanto frio quando precisava, mas principalmente com Arthur. Sempre com Arthur, afinal, ele seria seu sucessor.

Então, veio a apresentação usual.

― E, agora, os nomes de nossos competidores! ― era óbvio de quem se tratava, mas um pouco de drama às mentes desafortunadas nunca foi pecado ― Príncipe Arthur Prewett de Bérgefn ― aquela expressão presunçosa reprimida (e absurdamente sexy) veio, acompanhada de um sorriso. A plateia rompeu em aplausos ― E... Princesa Anne Lynn Prewett de Bérgefn!

Mais aplausos. Anne sorriu e acenou. Arthur sorriu para a irmã, interiormente perplexo. Seu pai bateu palmas, sem sorriso algum. A apresentação acabou, os gêmeos se entreolharam e a mensagem nos olhos lilases do irmão nunca esteve mais clara: você está ferrada.

Eu sei.

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Davine Sinclair Havilliard

Alguns diriam que Davine já fora uma boa menina; e, de fato, já fora. Não mais, no entanto. Antes, seus olhos eram assustadoramente fechados para o que realmente acontecia em Havilliard – príncipes e princesas, vivendo felizes e cantando ao pôr do Sol. Mas, não. Não quando você cai na besteira de se apaixonar pela única pessoa com quem ninguém jamais aprovaria e numa época totalmente inapropriada: durante uma aliança. Supostamente, deveria se casar com o herdeiro deles para que ambos os reinos se unissem numa grande potência.

“Pai...” ela tentou argumentar, realmente tentou, mas sua decisão foi rápida e unânime perante o conselho.

“Vocês têm três dias para esvaziar o quarto e partir”. E aquilo lhe destruiu em tantas miniformas possíveis, tantas que alguns ousariam chamá-la de quebrada.

Ela queria Richard. Não era justo colocar a vida inteira de alguém numa mesa e simplesmente bater um martelo. Pronto, o cargo de Conselheiro Real já estava vago novamente. Simplesmente não compactuava com a realidade. E a culpa, embora não admitisse, era sua. Sua e de Richard; a culpa era do amor férvido que surgiu entre eles, uma paixão louca e desenfreada.

“Richard!” ela chamou mais uma vez. Ele, virando-se brevemente, apenas abaixou a cabeça e seguiu atrás de seu pai, o ex-conselheiro, agora um homem desempregado e sem lar. Não era justo.

― Davine― o pai chamou ― Está na hora do anúncio ―, claro, a Seleção do Príncipe Étienne. Ela mesma havia se prontificado, mesmo depois de Richard. Queria jogar na cara dos pais como poderia ser uma exímia rainha, queria vingança contra os "benevolentes" reis de sua Nação.

Ela acenou com a cabeça, os fios castanhos exóticos soltando-se do coque alto e malfeito que havia feito desesperadamente rápido para não aparentar ter acabado de sair da cama quando o pai, seu belo pai, seu rei, adentrou o cômodo. Como um homem que aparentava ser tão justo e possuir tanta compaixão podia ser tão... Hipócrita? Duro, frio, rígido?

Mas essa era Havilliard, dura, fria, rígida e hipócrita. E quando ela virasse rainha, tudo mudaria ― como Dorothy e seus sapatinhos de rubi.

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Laryssa Di Laurentis Lúthien

Lúthien estava ensolarada naquele dia em específico. Laryssa levantou-se preguiçosamente da cama, arrastando os pés, e fitou seu reflexo no bendito espelho. Argh. Apesar de ser bonita, estava com aquela beleza mórbida que geralmente se têm na manhã; olheiras que destacavam os olhos azuis, os fios ruivos e ondulados, embaraçados. Procurou pelo relógio na cômoda. Onze e vinte.

― Ai, Meu Deus!― assustou-se, correndo até o closet. Então, a partir daí, Laryssa Mercer virou multitarefas: escovava os dentes enquanto tentava, desesperadamente, passar as pernas pela meia calça e pentear o cabelo. Tantas coisas juntas lhe deram náuseas.

Sentou na cama, a cabeça latejando e o estômago virado às avessas. Sua mãe havia ordenado que colocasse o espartilho e o longo vestido com três saias e sobretúnica alaranjada. Não daria certo; ela provavelmente jogaria tudo que havia colocado na boca na última semana (e não fora muito).

― Laryssa!― a voz de seu pai soou do outro lado da porta. Ela sabia que ele estava tentando ser cauteloso e paciente com ela desde... Desde o abuso, mas só de estar seminua no quarto com um homem perto, mesmo que com duas portas e três guardas mulheres de segurança de distância, já lhe causava arrepios.

― Já vou― encurvou-se sobre os joelhos.

Aquele era um dia especificamente especial, ela não poderia dar-se o luxo de faltar, afinal, tudo tratava-se sobre ela. Se pudesse, adiaria o compromisso, mas aquele era o prazo final para as inscrições na Seleção do Príncipe Étienne. Ela precisava estar lá ― pelo seu pais. Por ela mesma, talvez.

― Certo― suspirou ― Lá vou eu.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem sua opinião. Estou escrevendo essas introduções bem rápidas, portanto, acredito que teremos apenas mais... Dois ou um? Tenho que fazer as contas ainda XD Mas, bem, deixem suas opiniões sobre as concorrentes e se gostaram (ou não) da maneira como interpretei seus personagens. Sério, eu acabo de descobrir que devo ser um desastre escrevendo sobre personagens que não são meus, hahahaha. Mais Selecionadas e Selecionados nos próximos. Au revoir!