Filhos da noite 3 – Ascensão

11 Capítulo 10 – NECESSIDADE


— O que você quer? — Perguntei assim que fechei a porta do escritório do meu pai.

— O que eu quero? — Perguntou. — Quero que pare de agir sem pensar. Primeiro: você deixou Hank saber seu segredo. Segundo: ontem à noite tentou invadir um prédio dele e lutou com dois guardas. E agora fez todo esse show.

— Como você sabe de ontem à noite?

— Eu tenho investigado aquele local. Por que você foi até lá? E por que não me avisou?

— Fui com Scott e Nora. — Respondi.

— Quem é Scott?

— Um Nephilim. — Respondi.

— Não acredito que você anda com Nephilim agora.

— Ando com quem está na mesma causa que eu, pai. Acabar com Hank Millar. — Resmunguei.

— Pensei que você estava comigo nessa.

— E estou. — Respondi. — Mas não podia deixar Nora ir sozinha. Ainda preciso ajudar Nora. Scott encontrou com ela ontem e contou tudo a ela.

— Você tem que entender, como minha filha você tem que andar...

— Nora é uma Nephilim não é? Nunca vou deixar de andar com ela. Sou parte Nephilim. Nico e Tyler são parte Nephilim. Você precisa entender que tem pessoas que dou mais valor a amizade do que a... Espécie. Eles estão loucos para acabar com Hank. Isso nos deixa no mesmo patamar.

— Por que você expulsou Caroline do quarto de Nico?

— Ela é uma vadia. — Respondi e ele ficou me encarando.

— Ela é ex do seu atual.

— Não me lembre disso.

— Você tem que deixar a vida pessoal do seu irmão em paz. Como ele deixa a tua. Ele contou que Ben recuperou a memória.

— Sim. E Nico pode ter a vida pessoal dele com quem ele quiser. Menos com ela.

— Bom... Acho que faz algum tempo que eles estão saindo junto. Então você tem que...

— Eu não tenho nada. — Respondi. — Vou conversar com Nico sobre isso. Mas não vou aceitar ela.

— Bom, estamos quites então. — Nico respondeu da porta. — Eu também não gosto de Ben.

— Ótimo. — Respondi. — Me sinto bem melhor.

A tensão se desfez com a gargalhada do nosso pai.

— Eu não acredito que vivi para ver uma cena patética dessa. — Falou.

— Você está gostando daquela vadia? Ou é coisa de momento?

— Não sei.

— Você sabe que ela é uma vadia e falsa não é?

— Como você sabe?

— Eu sinto isso. E acredite, mulher nunca pega ranço da vadia errada.

— Isso é só recalque por causa do Ben. Esquece isso Nikki. Você está com ele e ela está comigo. Ponto.

— Eca Nico. Pegar lixo usado. Tem tanta garota legal por ai.

— Só deixa eu fazer as minhas coisas do meu jeito. E você faz as suas do seu jeito. — Dei de ombros.

— Ok. To saindo. — Falei antes de levantar. — Vou para fazenda estudar alguns livros de feitiços. Até depois. — Falei antes de passar pela porta.

O dia passou e mal encontrei com Ben.

Na segunda-feira estava distraída no corredor arrumando minhas coisas para a ginástica artística quando Nora apareceu correndo.

— Preciso de você. — A encarei com a testa franzida depois arregalei os olhos.

— Nem pensar. — Respondi sabendo que ela queria voltar ao galpão hoje à noite.

— Você tem que ver que estou certa.

— Há uma pequena chance, mas e se você estiver errada?

— Podemos correr o risco!

— Não podemos não. — Respondi. — Já levei a maior bronca do papai.

— E quando é que você liga para isso?

Fiquei a encarando depois enruguei o nariz.

— Você tem razão. Qual o plano?

— Fugir pela janela depois que a minha mãe dormir.

— Isso não vai ser uma boa ideia.

— Vai sim. — Ela sorriu.

— Ok. Até depois. — Falei seguindo para o ginásio.

A noite tomei banho e vesti uma calça de moletom cinza escura, camiseta gola v cinza claro e fiquei deitada esperando. Depois que Blyte foi dormir Nora levantou. Peguei um moletom azul e calcei meu tênis da Nike.

A primeira coisa que fiz antes de sair foi enviar uma mensagem ao Patch, ao Ben e ao Nico. Todas com a mesma frase: Estou voltando ao prédio de Hank com Nora.

Fui até a janela e flutuei para baixo facilmente, segui até a janela de Nora e a ajudei a descer flutuando seu corpo até o chão. Nós empurramos o carro dela o mais silenciosamente possível. Quando chegamos na esquina nós entramos no carro.

Nora estacionou o carro alguns quarteirões de onde Scott tinha estacionado aquele dia. Descemos do carro e começamos a correr. A cada 10 minutos um guarda saia do prédio e olhava o perímetro. Nora e eu voltamos no quarteirão e ficamos escondidas no beco abaixo ao prédio.

Subi em uma lixeira e saltei puxando a escada de incêndio, ela estava trancada e fiquei pendurada. Encarei Nora que pressionou os lábios. Suspirei começando a subir usando a força dos braços. Ginástica artística era um esporte maravilhoso.

Consegui soltar a escada para Nora subir. Nós subimos até o terceiro nível e olhamos as janelas. Estavam trancadas. Nora conseguiu arrombar uma e entrou com uma câmera na mão.

Espiei para dentro, mas meu corpo foi empurrado para o lado e Patch puxou Nora.

— Mexa-se! — Ele puxou Nora para fora.

Ele nos empurrou para a escada. Os gritos começaram quando começamos a descer a escada.

Patch segurou Nora entre os braços.

— Faça o que fizer, não solte. — Ele falou.

Patch saltou e pousou com Nora nos braços. Ele me encarou e eu voei para baixo.

— Estou estacionado a três quarteirões de distância. — Patch falou.

— Vão. Eu vou atrasa-los. — Falei.

— É perigoso. — Patch falou.

— Eu sei me cuidar.

Com um impulso das mãos com a magia meu corpo foi lançado contra o guarda, voei por cima dele agarrando sua camiseta, usando a magia girei pousando no chão e com uma força enorme fiz o corpo do guarda girar e ser lançado longe.

Sai correndo em direção a esquina, mas fui barrada por Ben que estava dirigindo uma moto BMW S1000 preta.

— Sobe. — Ele falou e saltei para o banco do carona.

Abracei sua cintura e ele acelerou para longe do prédio.

Ben dirigiu até a sua casa.

— Conseguiu? — Perguntei assim que Patch atendeu.

— Sim. Você está bem?

— Estou. E Nora?

— Foi complicado, encontramos alguns Nephilim, mas se saímos bem. Nora está comigo.

— Ok. Patch...

— Eu sei, Nikki. Vou fazer isso.

— Ótimo. Por que se você não fizer, eu vou fazer. Mas você é a pessoa certa para isso. — Desliguei e suspirei me jogando no sofá.

Ben trouxe um copo com água.

— Tudo bem?

— Sim. Eles estão bem.

Meu celular tocou e olhei no visor era Nico. Lancei um olhar a Ben depois enruguei o nariz.

— Onde você está?

— Com Ben.

— Papai mandou ir atrás de você. Mas encontraram só o carro de Nora.

— Sim. Estamos bem. Patch e Ben nos buscaram.

— Vocês são malucas. Ele está uma fera.

— Não estou me importando. Diga a ele que aquele prédio esta cheio de Nephilim. Recrutas. Hank está planejando algo grande.

— E papai vai devolver a altura. — Nico resmungou antes de desligar.

— Quer comer algo? — Ben perguntou e sorri.

— Você sabe que eu sou insaciável. — Falei e ele sorriu.

— É perfeita.

Depois do jantar fomos para a cama.

Acordei com o celular tocando. Olhei no visor era Vee.

— Oi. — Murmurei fechando olhos.

— Como assim Nora está com Patch?

— O que? — Abri meus olhos encarando o teto. — Como você sabe?

— Ele me ligou pedindo para acobertar ela que passou a noite lá. Como ela está com ele?

— Eles se reencontraram. E é claro que ela sentiu que o conhecia.

— Mas a mãe dela...

— A tia Blyte que vá para o inferno. Cansei disso. Ela não pode fazer a filha esquecer o único cara que ela amou na vida. E ela não precisa saber desse reencontro. Agora me deixe dormir por que você terá que dar explicações a Nora depois. — Desliguei e fechei os olhos.

— Na verdade, tem que levantar. — Encarei Ben que estava parado na porta com uma bandeja de café da manhã.

Sorri e ele se aproximou. Levantei e fui até o banheiro.

— Duas escovas de dente? — Perguntei e ele sorriu.

— Adivinha de quem é a rosa?

— Espero que seja minha. — Sorriu assentindo.

Voltei para o banheiro e fiz minha higiene depois retornei ao quarto. Peguei um pedaço de bolo de chocolate e a xícara com chá. Cheirei e senti o cheiro da erva doce.

Depois do café encarei Ben que me observava.

— Você não é de comer muito não é?

— Nem de dormir. — Ele respondeu. — Não sinto muito essas necessidades. Mas gosto de tê-la aqui.

— Mas tem algo que você sente necessidade. — Toquei seu peito e ele sorriu.

— Posso ser Anjo caído, mas também sou homem. — Se deitou sobre mim e me beijou.

Empurrei sua calça de moletom para baixo junto da cueca e ele sorriu sob meus lábios.

O encarei assustada.

— O que aconteceu? — Perguntou estranhando minha expressão.

— A necessidade. — Falei. — Sinto essa necessidade de ter você. Isso machuca você?

— Não. Por quê?

— Por que sou parte succubus. Posso sugar sua energia.

— Eu acho que tenho energia suficiente para nós dois. Não sinto nada. Na verdade, amo essa sua necessidade de mim.

— Ótimo. — Respondi puxando seu corpo para cima do meu. — Continuo com roupa.

Na verdade era só a calcinha. Ele sorriu.

— Posso fazer isso.

Ben empurrou a calcinha para o lado e me penetrou. Sorri me sentindo completa.

Ele me largou a uma distância da fazenda e corri até a casa. Nora tinha mandado uma mensagem avisando que Hank tinha dormido lá.

Nojo definia isso.

Quando cheguei a casa claro que encontrei ele.

— Onde você estava?

— Não é da sua conta. — Respondi fechando a porta.

— Quando eu me casar com Blyte vai ser da minha conta.

— Quando isso acontecer eu terei saído daqui. Pode ter certeza. — Respondi. — Ou eu terei matado você antes. — Retruquei parando frente a frente com ele que sorriu.

— Tente e você sentirá a fúria Nephilim sobre você.

— Digo o mesmo a você. Tente e você terá a fúria dos Anjos caídos sobre você. Da pior forma possível. — Respondi antes de virar e subir as escadas.

Estava atrasada para a aula.

Notas finais
N.B.: Mas que po@#*. Esse cara me tira do sério. Sabe aquela surra, só pra pessoa entender onde está se metendo? Ele está merecendo viu. Bjs, bjs. Fhany Malfoy. N.A.: Sim, ele esta merecendo mesmo.