Filhos da noite 3 – Ascensão
4 Capítulo 3 - SEM MEMÓRIA
Estava no meio de uma luta com Tyler no qual estava vencendo quando meu celular tocou.
Agarrei o celular e era a Blyte.— Oi. — Atendi tentando passar uma voz apática.— Nora foi encontrada.— O que? — Falei. — Não acredito. Onde?— No cemitério. Achei que você gostaria de ir vê-la. Ela está no hospital.— Vou tentar me arrumar e vou para lá.— Oh querida. Estou tão feliz. Escutei vida de novo na sua voz. É como se minhas duas filhas tivessem voltando.Engoli. Não a odiava. Deveria por ter mentido todos esses anos.— Te encontro lá. — Falei antes de desligar. — Hank liberou Nora. Ela não lembra de nada. Aquele desgraçado.Corri pelas escadas em direção ao meu quarto. Tomei um banho e vesti uma blusa branca gola v, calça jeans e um moletom azul. Calcei meu tênis da Nike e fiz uma trança embutida enquanto voltava a descer as escadas.Cheguei no hospital e encontrei com todos. Vee e Blyte vieram me abraçar até mesmo Dorothea me abraçou.— É bom vê-la de novo. — Blyte falou.— Onde ela está?— Esta desacordada. Queria conversar com você e Vee. Detetive Basso falou que ela não lembra de nada desde abril.— Desde abril? — Perguntei franzindo a testa. — Mas por quê?— O psicólogo acha que está tentando se proteger.— Então ela não lembra do Patch. — Murmurei.— O que é uma boa ideia. Isto é se não foi ele que fez isso com ela. — Blyte falou. — Ele sumiu.— Ele não sumiu. Me ligou todos os dias todos esses meses.— E você atendeu ele? — Vee perguntou.— Algumas vezes. Ele e Ben estão fora da cidade. Mas ele queria saber notícias dela. E eu não queria saber notícias do Ben. — Menti perfeitamente. — Por que abril?— Não importa. — Blyte falou. — Quando ela acordar vamos conversar com ela. Agora quero pedir uma coisa a vocês duas.— O que? — Vee perguntou.— Se ela não lembra do Patch. Quero que deixem isso assim.— Por mim tudo bem. — Vee falou.— Por quê? — Perguntei.— Por que ele não era boa pessoa.Mordi o lábio e a língua. Eu perguntaria se "Hank Millar era?".— Você não pode fazer algo assim. Ela gostava dele de verdade.— Ele só a fez sofrer. — Vee lembrou e lancei a ela um olhar mortal.Não poderia ir contra isso. Elas não sabiam da verdade que eu sabia."Deixe assim!" A voz de Patch invadiu a minha cabeça.Olhei por cima do ombro depois voltei a encara-las.— Contra a minha vontade. Mas ok. — Resmunguei antes de abrir a porta e entrar no quarto que ela estava.Me joguei em uma cadeira e fiquei esperando. Blyte ficou comigo.Fiquei alerta quando ela acordou.— Oh, baby. — Blyte falou para Nora. — Oh, querida. — Ela sentou na beira da cama e abraçou Nora enquanto eu ficava em pé do lado. — Eu te amo. Eu te amo tanto. — Mãe.— Você se lembra de mim. Eu estava tão assustada. Eu pensei... Oh, baby. Eu pensei o pior! — É verdade? O que o detetive disse. Eu estava... Ha 11 semanas... — Eu assenti segurando a sua mão. — O que me aconteceu?— A polícia está fazendo todo o possível para reunir as respostas. — Blyte tentou sorrir, mas não conseguiu. — A coisa mais importante é que você está de volta. Você está em casa. Tudo o que aconteceu, acabou. Vamos passar por isso. — Como fui sequestrada?— O que você lembra? Detetive Basso disse que mesmo um pequeno detalhe pode ser útil. Pense novamente. Tente se lembrar. Como é que você foi ao cemitério? Onde você estava antes disso? — Eu não me lembro de nada. Como minha memória...— Qual é a última coisa que você lembra?— Escola. Eu tinha um teste de biologia chegando. Mas acho que perdi.— Você quer dizer química. — Blyte corrigiu. — Escola de Verão. — Nunca tinha ido para a escola de verão. — Nora respondeu e Blyte colocou a mão na boca.— Bom nós fomos... Em algumas aulas. — Respondi e Nora me encarou.— Que dia é hoje? Que mês?— T-tudo bem, baby. — Blyte murmurou. — Nós vamos obter a sua memória de volta. Dr. Howlett disse que a maioria dos pacientes vê melhora acentuada ao longo do tempo. — Nora tentou sentar, mas não conseguiu.— Apenas me diga o mês que estamos! — Ela pediu histérica e Blyte me encarou.— Não adianta esconder. — Falei.— Setembro. — Blyte respondeu. — Seis de Setembro. — Nora afundou na cama de novo.— Eu pensei que era abril. Não me lembro nada de abril passado. O verão realmente... Apenas acabou? Simples assim? — Simples assim? — Blyte perguntou. — Eu me arrastava. Cada dia sem você... Onze semanas de não saber nada... O pânico, a preocupação, o medo, o desespero nunca terminando... — É setembro e fiquei desaparecida por 11 semanas então foi isso que perdi — Vinte e um de Junho. A noite do solstício de verão. — Mas não me lembrava de Junho. Eu nem me lembro de Maio. Ela não lembrava de Patch mesmo. Sua memória foi apagada para esquecer ele. Esquecer os anjos caídos e Nephilim. Esquecer de tudo.— O que o médico disse? — Nora perguntou. — Tive um ferimento na cabeça? Eu estava drogada? Por que não consigo lembrar de algo? — Dr. Howlett disse que é amnésia retrógrada. Significa que algumas de suas memórias pré-existentes são perdidas. Nós só não temos certeza de quão longe a perda de memória foi. Abril. — Ela sussurrou.
— Perder? Como perder? — Ele acha que é psicológico. — Psicológico?— Ele pensa que você está bloqueando-a para evitar lembrar de algo traumático. — Eu não estou bloqueando-a. — Ela começou a chorar. — Gostaria de saber se eu estava tentando esquecer cinco meses da minha vida. Eu quero saber o que aconteceu comigo. — Tente lembrar. Foi um homem? Você estava com um cara todo este tempo? — Blyte perguntou. — Você sabe que você não tem que proteger ninguém, certo? Se sabe com quem esteve, você pode me dizer. Não importa o que lhe disse, você está segura agora. Eles não podem te pegar. Eles fizeram essa coisa horrível com você e é culpa deles. Deles.Ela realmente achava que Patch tinha feito algo com Nora.Detetive Basso apareceu.— Pensei que Nora pudesse lembrar de algo enquanto era só nós três. — Ela falou. — Eu sei que você disse que queria interrogá-la, mas eu só pensei... — Detetive Basso balançou a cabeça.— Você disse que não tem uma imagem clara, mas mesmo os detalhes difusos podem ajudar. — Como a cor do cabelo. — Blyte falou. — Talvez fosse... Negra, por exemplo? Eu acho que iria explodir a qualquer momento.Eu sentia minha magia se revirando dentro de mim.— Quero ir para casa. — Nora falou.Eles se entreolharam.— Dr. Howlett precisa fazer alguns testes. — Blyte falou— Que tipo de testes? — Oh, as coisas relacionadas à sua amnésia. Isso terminará logo. E depois vamos voltar para casa.— O que você não está me dizendo? — Nora perguntou.— Precisamos executar alguns testes. Certificar de que tudo ficará bem. — Me deem licença. — Pedi antes de sair do quarto, precisava respirar.Detetive Basso me encontrou no corredor.— Tentei conversar com você todos esses meses. — Ele murmurou.— Eu já disse o que você precisava saber. Eu não sei. Eu fui para fazenda para deixa-la sozinha. Ela tinha descoberto que sua mãe tinha traído o pai e que ela não era filha de quem ela sempre chamou de pai. Ela estava com raiva.— Tem certeza que ela não fugiu?— Eu já disse tenho. Ela teria me dito ou falado para Vee. Nós somos as melhores amigas dela. Assim como sei que o ex namorado dela não tem nada a ver com isso. Você mesmo sabe do Rixon. Sabe que ele tentou matá-la. Por que focar em alguém que não tem nada a ver com isso?— É as suspeitas da mãe dela. — Dei de ombros.— Não sei. Posso tomar um ar agora?— Sim, mas antes gostaria que você visse outra pessoa.Franzi a testa.— Do que você está falando?Detetive Basso começou a caminhar e o acompanhei.— Ele foi encontrado há várias semanas, mas você não atendeu as minhas ligações. Sem documentos. Sem memória. Sem parentes.— De quem você está falando? — Perguntei.Ele dobrou um corredor e foi em direção uma porta.— Eu mantive ele aqui, mas quero que cuide dele agora. Já que você o conhece.— Quem? — Perguntei.Ele abriu a porta e eu fiquei parada. Minhas pernas pareciam pedras.— Já vi vocês muitas vezes juntos. — Ele comentou. — Sei que seu testemunho sobre Patch e Benjamin estarem fora da cidade. Por isso peço que conte a verdade para ajudar não só ela, mas ele também. — O que aconteceu com ele? — Perguntei.— Não sabemos. Mas você sabe.— Tudo o que sei é que Patch não fez aquilo a Nora. — Respondi o encarando nos olhos. — Essa é a verdade. Não foi ele, mas também não sei quem foi.— Eu acho que você tem uma suspeita e não quer contar.— Eu já disse. Rixon. Eu suspeito dele.Detetive Basso assentiu antes de se afastar, mas sabia que ele estava duvidando de mim.Virei para dentro do quarto. Tinha passado todas essas semanas procurando por ele. E ele estava dentro do hospital.Entrei no quarto e Ben ergueu a cabeça, ele estava olhando tv todo esse tempo em que estive na porta com detetive Basso.Meu coração acelerou e sorri. Ele estava com os cabelos um pouco maiores e uma barba por fazer. Continuava lindo. E seus olhos verdes ainda tinha aquele brilho que tanto amava. Mas tinha algo de diferente agora.Eu não vi nada além de confusão.— Oi. — Falei quebrando o silencio.— Quem é você? — Ele perguntou.Foi como uma balde de água fria. Refiz a conversa do Detetive Basso na minha cabeça e lembrei que ele avisou que Ben estava sem a memória.
Notas finais
N.B.: Ora, ora, ora. Quem diria, não é mesmo... Que tombo por aqui. Bjs, bjs. Fhany Malfoy.
N.A.: kkkkk acho que por essa ninguém esperava. Bjs. CM Winchester
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