Filhos da Noite

15 Capitulo 15 - O Retorno


[Adamas – Sarpsborg, Noruega]

Sentir minha irmã em meus braços mais uma vez, o quanto eu ansiava por esse momento, séculos de minha vida, o esforço de milhares de vampiros ou humanos, mesmo que alto para a própria capacidade, não se comparava a tudo que aconteceu entre a perda e o reencontro.

Ela havia fechado a porta com magia pouco depois que conseguimos nos abraçar, ainda não havíamos nos separado, e francamente, nenhum dos dois queria fazer isso, não agora, mas seria necessário em breve, tínhamos muito a conversar, muito a discutir e da minha parte, apenas uma questão era importante, e a resposta com certeza iria me deixar chocado.

Eu sentia minha lagrimas, descendo pelo rosto e morrendo em seus cabelos, assim como sabia que era o mesmo que ela sentia fisicamente, lagrimas tão cheias e carregadas, cada uma delas possuía uma carga tão significativa para ambos, tempo, saudade, culpa, amor... Todas as sensações e sentimentos eram tão palpáveis naquele pequeno tempo que compartilhávamos.

— Você...

— Xiiiiiiiii – Interrompi sua frase antes de qualquer coisa. – Ainda não. – Pedi ainda segurando-a com força contra mim. – Por favor.

— Tudo bem. – A voz dela permanecia tão doce, tão calma, tão perfeita de se ouvir. Ela descansou a cabeça em meu ombro e ainda abraçada começou a acariciar meus cabelos, da mesma forma que um dia o fez, eu não me lembrava de ser tão bom quanto agora, tão calmante quanto era possível sentir, tão seguro. Eu poderia adormecer mais uma vez nessa posição, neste momento, para que ele durasse infinitamente. Contudo, até para vampiros, algumas boas sensações não podem durar para sempre.

— Está diferente. – Eu disse para iniciar nossa separação, tocando seu rosto quando ficamos frente a frente. – Pouco... Seus olhos.

— Eu precisava que o mundo visse uma adulta. – Ela me respondeu sorrindo. – E eu tive de abandonar o vermelho, humanos não reagem bem a olhos vermelhos.

— O dourado é bonito. – Respondi. – Combina com seus cabelos, mesmo que mais curtos.

— Você também mudou Adamas. – Ela segurou minha mão. – Não é mais um garoto. Porém, ainda meu irmão mais velho, mesmo que pouco.

— Como disse, é necessário que nos vejam como adultos. – Falei, agora separando completamente nossos toques.

— Vamos sentar? – Questionou apontando a própria sala.

— Certo. – O clima de reencontro ainda estava ali, a energia ainda pairava no ar, contudo ambos parecíamos procurar o que dizer, por onde começar a conversar, quais palavras utilizar, era tanto a dizer, tanto a perguntar e pouca familiaridade com a situação.

— Como me encontrou? – Ela questionou curiosa. – Eu tenho certeza que cada movimento é silencioso o suficiente para que nossa mãe ou Lilith não me encontrem.

— Música... – Foi minha resposta apontando para o piano no canto do cômodo antes de ver seu olhar confuso. – Você amava música, eu sabia que não ficaria afastada dela, você não poderia fazer o sucesso pelo mundo, alguém iria te localizar. Agora como professora, você poderia usar os seus talentos, ver mais, aprender mais e utilizar sua forma de arte tranquilamente.

— Ainda não explica como me encontrou.

— Eu fui atrás de professoras de música bem referenciadas na Europa, e então fui alinhando os fatos e informações, quantidade de alunos, alunos de sucesso, tempo de trabalho, região...

— Entendi. – Ela estava surpresa, ao mesmo tempo parecia frustrada. – Achei que meu sistema era perfeito.

— Ele é ótimo contra humanos. – Confirmei. – Agora contra um vampiro mirando especificamente em você...

— É, uma chance em milhares... – Ela baixou a cabeça. – Elas te contaram?

— Eu descobri sozinho. – Ela suspirou. – Nenhuma delas citou algo antes da minha descoberta, ou eu estaria aqui antes.

— Me desculpe. – Ela ainda não estava olhando pra mim.

— Você sabia do meu retorno? – Indaguei.

— Sabia. – Mais uma resposta sem me olhar nos olhos. – Acho que todo vampiro e feiticeiro no mundo sentiu quando a balança de magia e poder descompensou por completo. – Ela finalmente olhou para mim. – E a noticia de que “O Dragão” retornou! Não é algo que vampiros conseguem esconder, mesmo isolada eu acabo tendo contato com outros.

— Então por que? – Perguntei com o olhar fixo. – Por que você não me procurou?

— Eu queria Adamas. Eu...

— Adam. – Interrompi-a, que me olhou confusa. – Eu alterei meu nome quando voltei... Foi a última...

— A última forma que eu te chamei. – Ela se lembrou. – Posso continuar? – Assenti. – Eu queria muito, eu conseguia sentir sua magia daqui; cada pico de energia que você gerava, cada tempestade... Eu queria muito, era só cruzar o oceano ou correr uns mil quilômetros... Tão perto, tão simples.

— E mesmo assim você não foi. – Eu não precisava me ver para imaginar minha feição clara, provavelmente eu parecia um cãozinho abandonado.

— Eu não podia ir, mesmo agora, nesse momento eu sinto... É cedo demais. – Ela parecia desapontada consigo mesma.

— Cedo demais por que? – Questionei. — Nossa mãe falou brevemente sobre o seu retorno, sua “vivencia” dentro do vazio e...

— Então você já sabe o que eu vi. – O tom dessa resposta havia sido muito mais sério do que antes.

— Você viu a nossa guerra, nossa luta contra o mundo e os humanos!

— Eu vi o massacre Adam. – Estalando os dedos ela criou projeções de fogo azul entre nós. – Eu vi suas batalhas, batalhas que humanos não tinham a mera chance de vencer. Eu vi enquanto Lilian transformava você em uma arma, um ser de caos, e destruição, alguém capaz de tudo para alcançar um objetivo.

— Tudo que eu fiz, eu fiz por... – Ela me cortou antes que pudesse terminar.

— Você fez “por mim” ... – A feição dela estava mista, decepção, raiva... – Em meu nome, você causou a mesma dor que você e nossa mãe sentiram em outras... De quantas mães você tirou os filhos? De quantos irmãos você tirou a metade, quantas crianças você tornou órfãs?

— Eu... – Ela não estava errada, incontáveis vidas se foram pelas minhas mãos.

— Exatamente, você encerrou muito mais destinos do que era necessário... Uma família extinta, outra amaldiçoada...

— Eu retirei a maldição! – Respondi. – Foi recente, você não teria como saber, mas, isso já foi resolvido.

— Foi por altruísmo ou por algo em troca? – Eu fiquei em silencio com a pergunta e desviei o olhar. – Então... Fazer algo certo, pelos motivos errados não faz com que você cometa uma boa ação.

— Eu... – Eu não sabia o que dizer ou como continuar.

— Eu não quero que você se justifique. – Continuou. – Nós dois poderíamos fechar os olhos, seguir com nossas vidas e dizer que você foi influenciado, que foi a criação que recebeu após me perder... E nós dois estaríamos apenas mentindo para criar um falso cenário onde podemos viver juntos como tudo era antes.

— Nós podemos! – Eu não iria desistir da ideia. – Em minha casa, não tem paredes, eu nunca esqueci minhas promessas, tudo que um dia eu disse, hoje eu posso te dar. – Eu precisava que ela voltasse comigo.

— Eu também não tenho. – Ela apontou a casa, apenas agora eu via o seu conceito aberto, fora as quatro paredes externas do local. – Não é esse o problema.

— Então me explique com exatidão os seus motivos!

— Nós não somos mais os mesmos Adam. – Começou. – Nenhum de nós passou imutável pelo teste do tempo, a imortalidade não é perfeita e olhe tudo que aconteceu! Você não é mais o meu irmão, o garoto gentil, você se tornou uma extensão do que um dia foi o nosso pai! – Ela suspirou. – Em algum momento sim, será possível voltarmos, mas, agora eu não consigo. Eu olho para vocês e vejo o flagelo da humanidade...

— O que eles têm de tão especial? – Questionei quase retoricamente. – Nós sempre estaremos aqui, nós estávamos lutando para ter você de volta, eu estava!

— Você estava se vingando Adamas! – Respondeu seria. – Sua fúria invencível contra eles... Não era amor o sentimento te guiando, talvez no início, mas, você foi vítima da própria paixão! – Ela se levantou. – Quer saber o quanto os humanos podem ser especiais? Tem que dar uma chance a eles. – Ela então pegou um álbum no meio das inúmeras prateleiras de livros. – Vai passando!

A sequencia era simples, claramente memorias que ela não precisava eternizar em fotografias, mas, provavelmente eram momentos importantes, não apenas para ela, mas, para os humanos com quem compartilhava tantas daquelas imagens, ela parecia feliz, em cada uma delas era claro que ela estava bem... haviam fotos de dois homens diferentes, eram íntimos pelo que dava pra ver e ambos em épocas distintas.

— Você teve relacionamentos com humanos. – Falei. – Não é um problema, é bem normal, eles são a maioria e pode ser que apareçam alguns interessantes...

— Continua olhando. – Pediu. Nas imagens seguintes havia uma história, e eu não precisava de ninguém narrando pra entender o rumo que ela havia seguido. Nefertari estava com um bebe, em seguida, momentos dela com essa criança um pouco mais velha, e conforme seguia, mais velha ficava a criança, até o momento em que suas idades se igualavam e logo, a mulher superava Nefi, cada vez mais velha, o suficiente para ser confundida com a mãe da jovem Nefertari que a acompanhava...

— Essa pessoa...

— Sua sobrinha! – Respondeu tomando o álbum. – Ela se chamava Annie.

— Ela era metade humana?! – Ela assentiu. – Não podemos ter prole com humanos, a vida da criança é veloz, vinte anos de vida no máximo e não podemos estagnar ou retardar o envelhecimento!

— Eu sei de tudo isso... – Ela tocava as fotos enquanto sorria, ela parecia tão em paz. – E no tempo que ela viveu, eu aprendi tanto, com tudo que ela sentia, com o mundo que ela descobria, as sensações que só ela poderia sentir, o calor, o frio, um arrepio... Nós achamos que somos especiais porque somos eternos... – Ela riu. – A mortalidade, ela é uma dadiva da qual nunca teremos o prazer de usufruir.

— Se tivesse transformado o pai dela...

— Pra que ele fosse condenado? – Questionou rápida. – Mais um escravo da própria sede, preso a noite, sem poder ver ou encontrar aqueles que um dia abraçou, aqueles que pegou no colo, para que visse o tempo passar e aos poucos fosse se tornando vazio ou apático as mudanças do mundo... Essa não é a vida que ele merecia!

— Nefi... Nós podemos... – Ela me interrompeu com um aceno de mão.

— Não agora. – Falou decidida. – Me faça apenas um favor.

— Tudo o que você pedir.

— De uma chance, se permita uma conexão. – Ela tocou meu peito. – Você viveu tempo demais por outros, pensando no mundo a sua volta, guiado pela Lilian, aprendendo com nossa mãe, definido pelo nosso pai, preso a minha memória... Permita que você, Adam! Viva mais e encontre o que te faz feliz, seja alguém, seja algo, mas, deve ser por você mesmo.

— Nefi eu já...

— Prometa que irá tentar. – Pediu novamente. – E quando encontrar você vai voltar e vai me dizer exatamente como se sentiu.

— Você está me expulsando? – Perguntei.

— Estou pedindo para que veja o mundo com seus próprios olhos e com uma nova perspectiva. – Explicou. – Não era para nos vermos ainda tão cedo. – Ela me abraçou. – Eu estou feliz, em ver você, sentir você, ouvir sua voz... É tudo nostálgico e perfeito e eu quero mais momentos como esse! – Ela nos separou. – Mas, primeiro temos que melhorar, todos nós e isso me inclui também.

— Você sabe que eu vou voltar aqui, a cada desculpa possível para te ver e mesmo sem uma.

— E quem garante que vai me encontrar? – Falou sorrindo. – Respeite o tempo e eu mesma irei até você.

— Eu não quero me despedir de novo! – Admiti puxando-a para mais um abraço.

— Não vai precisar. – Ela tocou minha testa e eu pude sentir, a energia etérea, ela iria me enviar de volta com magia. – Eu te amo!

— Eu também te amo! – Respondi enquanto meu corpo mutava.

— Até breve Adam.

— Até breve minha irmã. – Respondi olhando-a e ao piscar os olhos, estava em minha casa. – Eu vou esperar por você. – Falei sozinho, mas, com a certeza de que ela estava ciente também.

[Alexander – Tuneis da Congregação dos Caçadores]

Eu estava indo até a congregação, não para uma reunião, não por equipamentos, mas, para alertar os caçadores sobre o vampiro que Belle havia encontrado, enfrentei um dilema pessoal de uma semana sobre contar ou não para eles a respeito, mas, eles precisavam saber, assim teriam pelo menos uma noção do que estava acontecendo a nossa volta. Eu iria omitir completamente a parte do conluio dela com ele, mas, eles precisavam saber, precisavam estar atentos e preparados para o caso desse vampiro aparecer.
O que eu não contava era o Timing dos outros membros que enquanto eu ia até lá, alguns me chamaram eufóricos, disseram que era urgente e que era importante que fosse rápido e preparado para uma surpresa. Meu coração acelerou na hora, eles não são do tipo de fazer brincadeiras.

— Finalmente! – Terry me recebeu na entrada. – Estão ansiosos esperando você chegar.

— E qual o motivo de tanta excitação? – Perguntei para receber um aceno negativo como resposta.

— Você precisa ver pra crer e eu garanto que vale a pena. – Seguimos caminhando até o relicário dos caçadores, havia tanta coisa ali dentro que quase parecia um museu. Um grupo de nove caçadores estava a nossa frente. – Alexander Belmont, esse é Hanzo Kyojuro ele opera no Japão a quarenta anos e no momento está a frente do treinamento dos novos caçadores do próprio País. Kyojuro San, esse é Alexander Belmont, o maior caçador da Europa atualmente e líder do que restou do clã Belmont.

— É uma honra conhece-lo meu jovem. – O senhor Kyojuro tinha um porte incrível para alguém da própria idade, supus que estava na casa dos sessenta, olhos negros, um cavanhaque que mesclava o branco, o preto e o cinza. O Cabelo estava preso em um coque bem feito, ele estava com um terno cinza e tinha uma catana na cintura, provavelmente a arma de sua escolha, eu nunca havia conhecido um samurai antes e se soubesse que veria um hoje, teria trazido Archie comigo. – Eu conheci seu avô. Miguel era um caçador excepcional.

— A honra é toda minha, senhor! – Respondi me curvando. – E obrigado, eu tento manter o legado dele.

— Bom, não vamos perder mais tempo. – Disse Hanzo. – Por favor Sr. Terry. – Terry correu até o fundo da sala e então voltou com um pequeno caixote nas mãos. – Encontrei isso na minha última incursão a um ninho, estava atrás de um vidro blindado e em exposição para o antro de vampiros.

Assim que Terry abriu eu imagino que meus olhos possivelmente brilharam, era mais um fragmento da ceifadora, o fragmento da base, ou seja, apenas um fragmento restava pelo mundo, a maior e mais temível arma dos caçadores, a arma que matou Dracula e muitos outros vampiros também, feita para que um Belmont pudesse levar a batalha contra as trevas a um novo nível.

— É lindo. – Falei com o fragmento em mãos. – Está quase completa!

— Em breve irmão! – Terry tocou meu ombro, ele estava sorrindo como eu. – Vamos, faça sua mágica. – Pediu ansioso.

Eu peguei meu chicote com a mão esquerda e o fragmento com a direita, o chicote com três fragmentos já fundidos em seu corpo de couro com prata e runas para combater o mal. Eu me concentrei e então aproximei um do outro, eu não sei dizer o que os caçadores e feiticeiros antigos faziam, porém, eu sabia que não estavam de brincadeira, o chicote era quase um ser vivo, ele se fundia aos fragmentos da ceifadora de uma maneira celular, dois corpos viravam um e então ele era ainda mais efetivo contra as bestas que enfrentávamos.
Por algum motivo ele não funcionava da mesma maneira com os outros caçadores, o que era uma pena, todos mereciam um desse, uma arma capaz de mudar o rumo de uma batalha conta o mal. A luz branca pulsou quando a fusão dos dois estava concluída, nada havia mudado de maneira abrupta, mas, o corpo da arma estava mais “brilhante” por assim dizer.

— Em breve poderá completa-lo. – Hanzo quebrou o silêncio. – Tem caçadores procurando pelo ultimo fragmento no mundo todo, Rússia, Brasil, Índia, Austrália... Não irá demorar jovem Belmont.

— Assim espero. – Concordei esperançoso. – Não estamos em um momento de guerra aberta ou com algum vampiro perigoso em vista, mas, como saber quando um milenar é capaz de despertar. Melhor termos a arma e não precisar...

— Do que precisarmos e lutar sem chances de vencer. – Terry completou pra mim.

— E qual era o seu assunto aqui hoje irmão? – Perguntou Terry, me fazendo lembrar do motivo inicial da minha visita.

— Bom, como já é do conhecimento de vocês, o meu irmão mais novo havia sido capturado e feito refém por dois vampiros algum tempo atrás. – Eles assentiram. – Teve uma vampira que só pude encarar antes de fugirmos do local, não era possível arriscar um confronto. – Expliquei. – E bem, parece que recentemente Belle também acabou tendo contato com um vampiro, um que provavelmente é praticante de magia, então eu achei melh...

— ALEXANDER!! – Archie e Maria estavam correndo até nós, correndo de verdade, com desespero e ofegantes, ele estava com um enorme livro nos braços e a garota tinha um jarro rudimentar de barro em mãos. – VOCÊS PRECISAM CORRER!

— Opa opa. – Pedi segurando ambos pelo ombro. – Respirem! O que aconteceu? Vocês deveriam estar na igreja com o Padre Lucas nesse momento.

— O PADRE PRECISA DE AJUDA. – Foi maria quem gritou agora.

— Maria, gritar não ajuda. – Respondi. – O que aconteceu com o padre?

— Nós fomos atacados! – Archie respondeu acelerado. – Tinha vampiros em volta da igreja e uma vampira do lado de fora...

— Respira pra falar Archie. – Terry se juntou a mim para tentar acalma-los e entender a situação. – O que tem essa vampira?

— Ela voava! E estava disparando fogo contra a igreja. O padre nos enviou com o tomo e água benta, ele ficou para segurar os vampiros! – Maria respondeu.

— Ele não tem chance contra todos Alexander. – Archie realmente estava tenso. – Você precisa.

— Eu sei irmãozinho. Bom trabalho vocês dois. – Eu me virei para os caçadores. – Parece que vou testar o upgrade mais cedo do que esperado. – Falei sorrindo. – Vocês estão comigo? – Todos confirmaram com um aceno de cabeça. Seria rápido pela quantidade de caçadores, nossa desvantagem, sem trajes, apenas as armas. A vantagem, o terreno da batalha era solo sagrado.

— Vai na frente irmão. – Terry tocou meu ombro.

— Archie e Maria, fiquem aqui. E falem com Adrienne, ela vai vir com mais equipamentos, se detectarem algum vampiro. – Apontei o arsenal. – Ambos estão com permissão para se armar e atacar.

— Tem certeza? – Archie me questionou.

— Não completamente. Mas, estou contando com vocês pra seguirem essas instruções. – E então caminhei para a frente dos caçadores já posicionados. – Vamos caçar!