Filhos da Noite

11 Capítulo 10 - SUSPEITO


Liguei para Nora.

— Onde você estava? Está bem? Não me diga que foi para cama com o professor!?

— Nossa como você pensa bem de mim. — Falei. — Ainda na biblioteca?

— Sim. Tenho uma resenha de Otelo para fazer.

— Eu tinha esquecido.

— Que novidade. Onde você está? A visita no hospital acaba as 8.

— Estou com o Ben. Já estou indo para ai. Vou pegar uma comida para você.

— Eu ficaria muito feliz. — Desligou.

— Vou pegar um cachorro-quente. — Falei para Ben quando levantei e coloquei o celular no bolso de trás da calça.

— Eu pago.

— Claro que não. É para a Nora. Eu preciso mesmo ir. — Falei enquanto seguíamos até o carrinho do cachorro quente.

— Vou estar de olho.

— Ok. — Falei.

Ben me beijou antes de se afastar.

Peguei um cachorro-quente e depois dirigi até a biblioteca.

Escondi o cachorro-quente dentro da mochila e entrei na biblioteca, procurei pelos pensamentos de Nora até encontra-la com Elliot. Ela estava assustada então me apressei.

— Deixe-me te levar para jantar. Não tem uma lanchonete bem na esquina?

— Obrigada, mas minha mãe ficará me esperando. Ela esteve fora da cidade a semana toda e volta hoje à noite. — Nora levantou e Elliot ergueu seu celular para ela.

— Liga para ela.

— Não posso sair em noites de semana.

— Isso se chama mentir, Nora. Diga a ela que sua lição de casa está demorando mais que o esperado. Diga a ela que você precisa de mais uma hora na biblioteca. Ela não vai saber a diferença.

— Minha mãe não gosta que eu saia com caras que ela não conheceu.

Entrei na sala.

— Nós dois sabemos que você não se preocupa muito com as regras da sua mãe, já que sábado à noite você estava comigo no Delphic.

— Hey Nora? — Falei da porta do laboratório e ela me encarou.

Elliot me lançou um olhar de ódio e eu semi cerrei os olhos devolvendo o olhar.

— Oi. — Nora falou passando por ele.

— Trouxe comida. Vamos?

— Vamos. — Ela se apressou em passar o braço pelo meu.

Nos apressamos pelas mesa das coleções até que Nora olhou para trás.

— Ele não está mais lá. — Parou de caminhar. — Já volto.

Foi rapidamente no laboratório de novo.

— Afinal o que você queria? — Perguntei quando ela voltou.

— Elliot foi suspeito de matar uma garota na sua antiga escola. Vi em uma notícia. Agora está dentro da mochila.

— Por isso o medo?

— É. Ele está me dando arrepios.

Voltamos a caminhar para a saída quando o celular dela tocou.

— Mãe?

— Boas notícias. O leilão acabou cedo. Entrei na estrada uma hora mais cedo que o planejado e devo chegar logo em casa. Onde você está?

— Oi! Eu não estava te esperando até mais tarde. Estou saindo da biblioteca. Como estava o norte de Nova York?

— O norte de Nova York estava... Comprido. — Ela riu. — Mal posso esperar para te ver. E ver a Nikki. Ela está bem?

— É o seguinte. Preciso visitar a Vee. Eu talvez me atrase alguns minutos. Irei me apressar, prometo.

— É claro. Alguma novidade? Recebi sua mensagem essa manhã sobre a cirurgia dela.

— A cirurgia acabou. Eles vão levá-la para um quarto particular a qualquer minuto agora.

— Nora, estou tão feliz por não ter sido você. Eu não poderia viver comigo mesma se algo acontecesse com você. Especialmente depois que o seu pai... Só estou feliz por ambas estarmos seguras. Diga “oi” para a Vee por mim. Te vejo logo. Beijinhos e abraços.

— Te amo, mãe.

— O que dizia a notícia? — Perguntei e ela me entregou o papel.

— Temos que ir logo.

Cada uma foi para o seu carro, mas claro que eu cheguei antes que ela. Tive tempo de ler a notícia.

E era preocupante. Ele tinha sido visto com a garota e de repente ela apareceu morta.

Depois apareceu um bilhete de suicídio. Muito louco.

Nora e eu entramos no hospital pela porta giratória de vidro depois paramos na bancada principal para perguntar sobre Vee.

Nós tínhamos 15 minutos para visita-la. Entramos no quarto 207.

— Vee? — Nora perguntou.

Nora puxou o buque de balões que eu realmente achei desnecessário. Vee estava reclinada na cama com o braço esquerdo com gesso.

— Oi! — Nora e eu falamos juntas.

— Eu amo remédios. Sério. Eles são demais. Até melhores que um cappuccino Enzo. Ei, isso rimou. Cappuccino Enzo. É um sinal. Estou destinada a ser uma poetisa. Quer ouvir outro poema? Sou boa de improviso.

— Hãn... — Nora perguntou.

Uma enfermeira assobiou e arrumou o intravenoso de Vee.

— Está se sentindo bem? — Nora perguntou.

— Esqueça ser uma poetisa. Estou destinada à comédia de stand-up. Toc, toc.

— O quê? — Nora perguntou.

A enfermeira revirou os olhos.

— Quem é?

— Garra.

— Garra quem?

— Garra sua toalha, nós vamos para a praia.

— Patético. — Murmurei.

— Talvez um pouco menos de analgésicos. — Nora pediu a enfermeira.

— Tarde demais. Acabei de lhe dar outra dose. Espere até vê-la daqui a dez minutos. — Ela saiu assobiando.

— Então? — Nora perguntou. — Qual o veredito?

— O veredicto? Meu médico é um bundão. Lembra muito um Oompa Loompa. Não me olhe severamente. Da última vez que ele veio, começou a cantar Funky Chicken. E ele está sempre comendo chocolate. Na maior parte animais de chocolate. Você sabe os coelhinhos sólidos de chocolate que eles vendem na Páscoa? Foi isso que o Oompa Loompa comeu de janta. Comeu um pato de chocolate no almoço com Peeps amarelo.

— Eu quis dizer o veredito... — Nora apontou para o braço quebrado.

— Ah. Um braço quebrado, uma concussão, cortes, arranhões e contusões sortidas. Felizmente, por causa dos meus reflexos rápidos, pulei para fora do caminho antes que algum dano maior fosse feito. Quando se trata de reflexos, eu sou como um gato. Sou a mulher gato. Eu sou invulnerável. A única razão por ele ter me acertado foi por causa da chuva. Gatos não gostam de água. Nos enfraquece. É a nossa kriptonita.

— Eu sinto tanto. — Nora falou. — Devia ser eu na cama do hospital.

— E ficar com todos os remédios? Uh-uh. De jeito nenhum.

— A polícia achou alguma pista?

— Nada, necas, zero.

— Nenhuma testemunha?

— Nós estávamos em um cemitério no meio de uma tempestade. A maioria das pessoas normais estavam dentro de casa.

— Como aconteceu?

— Eu estava andando até o cemitério, como planejamos, quando de repente eu ouço passos chegando perto por trás de mim. Foi quando olhei para trás, e foi tudo muito rápido. Houve o relampejo de uma arma e ele dando o bote em mim. Como eu disse aos policias, meu cérebro não estava exatamente transmitindo “Consiga uma identificação visual”. Estava mais para “Santa bizarrice, estou prestes a virar papinha!” Ele rosnou, me bateu três ou quatro vezes com a arma, agarrou minha bolsa de mão, e correu.

— Espera. Foi um cara? Você viu o rosto dele?

— É claro que era um cara. Ele tinha olhos escuros... Olhos de carvão. Mas foi tudo o que vi. Ele estava usando uma máscara de esqui.

Dei um passo para trás quando ela falou na máscara de esqui. Lancei um olhar para Nora que me encarou de volta.

— Para quem você disse que iríamos fazer compras? — Nora perguntou.

Ela arrumou um travesseiro no pescoço.

— Minha mãe.

— Foi só? Ninguém mais?

— Eu talvez tenha falado para o Elliot.

— Você contou ao Elliot?

— Qual o problema?

— Tem algo que preciso te contar. Lembra da noite que levamos o Neon para casa e acertamos um veado?

— Sim? — Ela franziu a testa.

— Não foi um veado. Foi um cara. Um cara com máscara de esqui.

— Cala a boca. — Ela sussurrou. — Você está me dizendo que o ataque não foi aleatório? Você está dizendo que esse cara quer algo de mim? Não, espera. Ele quer algo de você. Eu estava usando a sua jaqueta. Ele achou que eu fosse você. Tem certeza de que não contou ao Patch sobre as compras? Porque, refletindo mais, acho que o cara tinha o complexo do Patch. Mais ou menos alto. Mais ou menos magro. Meio sexy, tirando a parte do ataque.

— Os olhos do Patch não são da cor do carvão, eles são pretos.

— Talvez seus olhos fossem pretos. Eu não consigo me lembrar. Aconteceu realmente rápido. Posso ser específica quanto à arma. Estava apontada para mim. Tipo, diretamente para mim.

— O seu atacante parecia com o Elliot? — Nora perguntou.

— Ele era cerca de nove quilos mais leve e dez centímetros mais alto para ser o Elliot.

— Isso é culpa minha. Eu nunca deveria ter deixado você sair daquela loja usando o meu casaco.

— Eu sei que você não quer escutar isso. Mas quanto mais penso nisso, mais similaridades eu vejo entre o Patch e o meu atacante. Mesmo complexo. Mesma passada longa. Pena o arquivo escolar dele estar vazio. Nós precisamos de um endereço. Precisamos achar uma avozinha vizinha que pode ser persuadida a instalar uma webcam em sua janela e direcioná-la na casa dele. Porque algo no Patch simplesmente não é certo.

— Você honestamente acha que o Patch poderia ter feito isso com você? — Nora perguntou e Vee mordeu o lábio.

— É claro que não. — Me pronunciei pela primeira vez.

— Acho que ele está escondendo algo. — Vee falou. — Algo grande. — Ela se afundou mais na cama. — Meu corpo está formigando. Eu me sinto bem por toda parte.

— Nós não temos um endereço. — Nora falou. — Mas sabemos onde ele trabalha.

— Você está pensando o que eu estou pensando?

— Baseada em experiências passadas, espero que não.

— A verdade é que precisamos reciclar nossa habilidade de investigação. Ou nós a usamos ou a perdemos, foi o que o Treinador disse. Precisamos descobrir mais sobre o passado do Patch. Ei, aposto que se a gente documentar, o Treinador até mesmo nos dará pontos extras.

Eu tinha que falar com Benjamin sobre isso. Se precisasse até com Patch. Não era ele. Não podia ser ele.

Uma enfermeira apareceu na porta.

— São oito horas. — Ela avisou batendo no seu relógio. — O horário de visita acabou.

— Eu já sairei.

Nora esperou ela se afastar e fechou a porta do quarto. Ela iria contar sobre a notícia envolvendo Elliot, mas Vee estava adormecendo.

— Aqui, vem. Corrente de remédios... A qualquer momento agora... A onda de calor... Tchauzinho, Sr. Dor...

— Vee...

— Toc, toc.

— Isso é realmente importante...

— Toc, toc.

— É sobre o Elliot...

— Toc, tooooc.

— Quem é?

Bu.

— Bu quem?

— Buá, alguém está chorando e não sou eu! — Ela riu e eu arregalei os olhos.

— Me liga amanhã após ser liberada. — Nora falou abrindo a mochila. — Antes que eu esqueça, eu trouxe a sua lição de casa. Onde quer que eu a coloque? — Ela apontou para a lata de lixo e eu tive que rir.

— Bem ali estará bom.

Nora revirou os olhos e deixou perto das coisas dela.

Saímos do hospital e seguimos para casa.

Não era o Patch. Eu tinha certeza disso. Só não sabia como provar.

Notas finais
N.B.: PQP, a Vee já é sonsa naturalmente, com remédios então, bye bye lucidez kkkkkkkkkkk Aaaaaaaaaaaah, não sei se Nikki irá compartilhar o que descobriu com a Nora, deveria? Talvez, também não sei dizer kkkkkk Okay, estou um tanto ' quero que muitas coisas aconteçam, mas não tenho certeza'. Estou amando isso aqui, Parabéns amiga. Elliot me dá uns arrepios bem ruins, cruz credo. Bjs, bjs. Fhany Malfoy N.A.: kkkkkk Tem muita coisa para acontecer ainda. Obrigada amiga. Pessoal queria pedir desculpa pela demora. Estou numa correria. Mas aqui estou eu com 3 capítulos fresquinhos para vocês. Queria agradecer a Limão por favoritar a historia Filhos da Noite. E tenho uma ótima noticia para vocês. Terminei de escrever Filhos da Noite 4. E já estou trabalhando em um projeto novo. Bjs. CM Winchester