Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
42 Perdendo a batalha, os golpes do inimigo.
Notas iniciais
Fletcher se concentrou, precisava da habilidade que o Estado lhe deu, e sob seus olhos fechados linhas de um centímetro de largura com uma cor neon-verde começaram a escorrer. Depois se dividiram em duas, uma atravessou sua bochecha e sumiu pelo pescoço abaixo e a outra se curvou para o lado em direção à orelha e a nuca. Outras linhas mais finas e mais curtas surgiram no queixo e na testa. Esses veios verde-neon se espalharam por Fletcher chegando até as mãos aparentes e fora da manga da jaqueta. Ele abriu os olhos novamente e eles estavam claros, quase que com uma luz própria, contrastando com as sobrancelhas e cabelo escuro.
Afastou-se da beirada e andou alguns metros sobre o telhado tomando distancia, depois correu e saltou o vão entre o Totem e o prédio. Pousou sem danos na aeronave, que nos segundos seguintes foi tomada pelos mesmos veios verdes brilhantes que cobriu toda a lataria, porém esses eram mais largos e interligados desordenadamente. Então a marca conduziu um pulso de luz elétrica antes de desaparecer da mesma forma que surgiu, rapidamente.
A nave chacoalhou rapidamente, fumaças saíram de frestas, suas luzes piscaram, explosões internas soavam abafadas e um chiado estranho começou. Fletcher reapareceu já sem suas faixas verde-neon e saltou rapidamente de volta para o telhado, mas a distancia havia aumentada subitamente e ele caiu conseguindo se segurar no beiral de uma janela. Ele olhou para baixo e se deixou cair para um próximo ponto de apoio da arquitetura da casa. Por fim chegou ao chão gramado e sentiu o cansaço que seu ato sempre causava. Voltou a olhar o Totem e o viu se afastar para cima em uma tentativa de fuga, mesmo com todos os problemas mecânicos, e logo depois explodiu deixando seus pedaços caírem para todos os cantos e um dos grandes atingiu fatalmente o despreocupado segundo soldado com tele-transporte portátil que há poucos minutos estava protegido.
Fletcher sentia seu coração se esforçando, a respiração alterada e seus músculos prestes a desistir, mas permaneceu de pé. Virou-se para Dukan, Beatrice e Savannah que o encaravam após vê-lo destruir o Totem sozinho e teve que apontar os mesmo soldados que cercaram Alec indo até eles sem desistirem da batalha.
Restavam poucos soldados. A maioria dos combatentes que ainda lutavam e estavam vencendo os últimos oponentes.
Fletcher não ficou em paz por muito tempo, um soldado o atingiu com um soco e logo agarrou seu pescoço com as mãos enluvadas o enforcando. No começo ele lutou como podia pra se soltar, então deu golpeou o rosto do soldado atingindo o capacete, mas foi o suficiente para fazê-lo solta-lo. Ele não estava com muita energia para continuar, mas se afastou e atacou novamente seu oponente. Porém na hora de se defender não conseguiu agilidade suficiente e o punho do soldado o atingiu em várias partes, o ultimo acertou suas costelas o fazendo curvar-se mais quase se rendendo. De repente o soldado parou de olhá-lo e Fletcher notou a ruiva estava bem próxima com a pistola para a cabeça do inimigo, e quando ela apertou o gatilho nada aconteceu. Antes que Savannah pudesse ficar surpresa de não ter mais balas o soldado lhe deu um soco forte, ela se desequilibrou e caiu desacordada. Fletcher juntou sua energia para atacá-lo e impedi-lo de acertar a ruiva novamente.
De longe Diana notou Fletcher, assistiu ele receber mais alguns socos e dar outros cada vez mais sem força. Ele não estava em seu melhor estado para estar lutando e o soldado aproveitava para se divertir, até que se cansou, puxou uma faca do colete e, pegando Fletcher de surpresa, fez um corte transversal em seu abdômen. O garoto se afastou desajeitadamente colocando a mão e antebraço sobre o ferimento que sangrava bastante. Diana não podia continuar vendo aquilo, puxou a zarabatana e preparou-se para atacar o inimigo de Fletcher com um dardo, como fez com alguns soldados até o momento. Remexeu a pequena bolsa do lado direito do cinto, que continha os dardos com uma das formulas de Yan, mas esta estava vazia e ela se espantou. Remexeu gêmea da bolsa do lado esquerdo e pegou o ultimo dardo. Então ela percebeu que não conseguia definir se aquele dardo era o do tipo mortal ou o que paralisava, mas era o único que ela tinha, seria bom ela não errar ou Fletcher não sobreviveria. Ela correu para mais perto dos dois. Agora Fletcher tentava se soltar as mãos do soldado que novamente o enforcava. Diana mirou e tomou fôlego para a zarabatana, sentiu Cadius chegar junto depois derrubar o inimigo que o ocupava, e quando achou a oportunidade assoprou, o dardo voou rapidamente e atingiu Fletcher, que estranhou antes de cair no chão. E o soldado achou que conseguiu seu objetivo de deixá-lo inconsciente.
–O que você fez?!- disse Cadius lançando um breve olhar para Diana, que estava pasma de ter errado. O menino ao lado dela levantou a pistola a seguir e atirou de longe, não era muito bom naquela distancia, mas não podia deixar o soldado atingir Fletcher fatalmente após recuperar sua faca. Depois que o homem caiu morto, ele se virou exaltado para garota. –Diana você o matou? Qual era aquele dardo?
A menina encarava chocada a cena de Fletcher caído próximo do soldado que desaparecia em poeira. Não dava para saber se ele estava vivo olhando aquela distancia. E Diana tinha receio de se aproximar pensando que podia ter matado um aliado, e logo o neto de Leno que nunca fez mal a ela.
Enquanto isso, Aaron havia se juntado á Brian e Taz depois de deixar Kate com Philipe, Yan e Marlene. Eles lutavam contra a maior quantidade de inimigos, Taz continuava usando sua besta e pulando em um pé, quando sua munição acabou elas usou as facas, Brian tinha seus inimigos e gostava de estar usando seu poder, Aaron usava o escudo de energia que gerava para proteger Taz e alguns outros combatentes distantes quando não tinha um inimigo ocupando sua atenção.
Beatrice usava seu chicote para pegar um soldado e logo depois encontrava outro. A impressionava o fato de eles serem persistentes e mesmo estando prestes a perder continuavam.
Dukan acabou perdendo a faca ao cravá-la em um dos soldados e não teve tempo de recuperá-la, pois logo outro soldado, que era do tamanho dele, apareceu disposto a lutar sem armas e o ocupava. De repente o soldado que teletransportou Alec abandonou o equipamento para ajudar aos poucos companheiros que restavam naquela batalha, e atacou Kan que era o mais próximo. O loiro o percebeu vindo e o atingiu com um soco, enquanto desviava de um golpe do primeiro oponente, o soldado menor caiu longe enraivecido.
Muito rapidamente o Kan venceu seu primeiro oponente e avançou na direção do segundo de olhos azuis que ainda estava caído no chão. Desarmado o soldado começou a se rastejar para longe dele na mesma mediada que ele se aproximava. Dukan apenas o olhou de cima quando o soldado parou de rastejar, não sentia que podia matar alguém que estava tão indefeso e tinha no olhar o medo. Porém o soldado ainda era um soldado, e aproveitou a desatenção dele puxando rapidamente uma lança abandonada e com um movimento rápido a fincou no lado esquerdo do peito de Kan até o atravessar completamente. A seguir o soldado se levantou e correu para pegar o instrumento de tele transporte.
Fale com o autor