Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

62 Sociedade. - Sob o olhar de um comandante.


Notas iniciais
19º Desejo um feliz resto de semana, porque quarta feira sempre, pra mim, é um dia não muito animado...rs. Certo, nesse capitulo sobre o Estado e a cobaia Kan, vamos falar um pouquinho do que seria esse lugar... Não sei porque estou escrevendo isso acima, é so lerem e saberão... Ando meio falando e escrevendo coisas nem coesão... Ah tão sabendo a inscrição para se tornar um Beta esta aberta, se tiverem interesse to informando...eu até gostaria, mas não tenho tempo pra ser isso e acho que meus conhecimentos não são suficientes, embora digam que o teste não é tão difícil. -Boa leitura!

A sociedade que a nave, o Estado, desenvolveu tinha uma clara divisão social dos habitantes comuns, e necessários, e dos cientistas e seus assistentes e aprendizes. Porém todos moravam na mesma área com o teto a milhares de metros acima para um ambiente melhor que chamavam de Colônia. Era um lugar parecido com uma cidade compacta, onde avenidas largas separavam grupos de dez prédios em quarteirões exatamente quadrados, esses prédios, estreitos, bem próximos e com mais de vinte andares, eram preenchidos por apartamentos pequenos disponíveis na maioria das vezes para apenas uma pessoa morar.

Nos prédios próximos do centro da colônia, tinham nos primeiros andares, ou no térreo que eram como um amplo salão, comércios como supermercados, loja de roupas, concertos do mais diferentes, bares, danceteria, até hortifrúti e pet-shop. Tudo que se poderia encontrar em uma cidade da terra nos primeiros andares nos prédios de moradia.

O centro da colônia tinha uma quantidade igual de quarteirões em toda a sua volta e era marcado por uma imensa praça que possuía árvores e um belo jardim de flores coloridas, além de um palco fixo onde ocorriam às apresentações publicas ou comemorativas que havia na nave. Em dois pontos opostos nas laterais dessa praça, as chamadas colunas de elevadores brotavam do chão e seguiam até o teto longínquo, com seu interior ocupado por três elevadores com propulsores quase supersônicos que levavam os trabalhadores ao Instituto, a área de pesquisas em cobaias. E era perto dessas colunas que os cientistas, seus aprendizes e assistentes eram acomodados privilegiadamente. Enquanto os subalternos, que trabalhavam em fabricas, campos de agricultura controlada, criação de animais, fabricas de diversas coisas e as ocupações básicas para manter a sociedade, ocupavam os prédios nas bordas da colônia. Mas todos tinham um lugar e sua função importante.

O Estado dá grande atenção para a educação de seus habitantes, tanto para que a cultura seja transmitida, continua e com conteúdo superior que as dos terráqueos, como pelo motivo que Os Guias, que estavam no topo de comando de tudo, podiam avaliar e encontrar aqueles que poderiam se tornar algo mais além de um subordinado, aqueles que seriam um substituto de cientista, ou assistente, ou mesmo aquele que poderia se tornar um soldado que lutaria nas batalhas que poderia vir.

Os Guias são cinco pessoas lideres com diferentes conhecimentos e capacidades. Eles controlavam o governador, que não passava de um homem comum sob suas ordens que lidava e resolvia os problemas dos habitantes da colônia, e se fosse necessário enviariam os piores problemas ao conhecimento deles para que Os Guias tomem a providencia que acharem melhor. Também essas cinco pessoas controlavam os Comandantes das seções de pesquisas do Instituto, e os Comandantes mandavam em suas seções como a maior autoridade seguindo apenas a regra básica: de obter resultado uteis de toda uma lista de testes e projetos propostos e escolhidos pelos Guias; o que os permitia fazer o que achasse necessários para realiza-lo.

***

Não havia hora marca para uma cobaia. A hora era qualquer uma assim como os minutos e os dias. E foi em um momento assim que Kan recebeu visitas em sua cela tediosamente espelhada e com moveis imóveis, dois soldados vestidos com o costumeiro macacão grosso e com um brilho prateado apareceram sérios e se posicionaram um de cada lado da porta enquanto a doutora Rose entrava com uma cara de desagrado de tê-los como companhia ou seguidores. Ela não estava com vontade de falar e apenas se aproximou do loiro que se sentou sobre a cama e a espero. Com instrumentos estranhos, mas úteis, ela cutucou-o pra tirar uma amostra de sangue que foi analisada ali mesmo pelo aparelho, com outro ela abriu espaços da malha do traje de cobaia e avaliou a cicatrização dos cortes e com um terceiro instrumento que envolveu o pulso de Dukan ela avaliou outras coisas que ele não poderia pensar.

–Ele esta bem — disse a mulher recolhendo os equipamentos e se afastando como se tivesse outra coisa para fazer no minuto seguinte.

Os soldados a deixaram ir e aquele que tinha o controle do traje fez com que Dukan se levantasse e eles o levaram para mais uma seção de teste na ala pertencente á Jess.

O objetivo dessa fase era atingir a sustentação do folego do rapaz, que se mostrou boa no momento de limpeza. Era algo que Jess queria. Então o soldado que seria seu avaliador o jogou dentro de um tanque de agua com pesos no braço e nas pernas e explicou o objetivo simples do teste. Depois com um controle aumentou o peso do equipamento gradativamente, e Dukan afundou. Como ninguém ali parecia que se importava que um dia antes ele foi fatiado por um laser e morto, não teve confiança de quanto tempo o deixariam submerso e relutou nos primeiros trinta e cinco segundos de teste sem muito sucesso. O avaliador cumpriu a promessa de trazê-lo de volta nesse tempo, e então Kan tentou se dedicar ao desafio. O teste se passou por algumas horas e no final o avaliador disse que ele foi muito bem com um sorriso incomum no rosto.

Mas o dia de cobaia desse combatente não acabou por aí, depois de se alimentar e de alguns minutos de descaço ele foi levado para um treinamento contra oponentes, uma luta física.

Dukan estava em uma sala de teto baixo ampla, provavelmente a mesma em que disputou um jogo com o 177, só que sem as mesas ocupando o espaçou. Havia arenas de seis metros quadrados com os cantos marcados por estacas de um metro, que mais tarde ele pode perceber que lançavam um escudo para limitar o ringue. E Jess estava lá com dois subcomandantes ao encalço e alguns soldados.

A luta se iniciava com as cobaias com melhores resultados nos testes colocadas em uma arena e Kan era um deles mesmo estando pouco tempo naquele lugar. Depois os oponentes de cada um tomaram sua posição. Dukan estranhou muito um dos soldados se dirigir a arena dele e ficar em sua frente o encarando.

–301,312, 324, 330, 345 e 351, — proclamou um homem que passava entre as arenas segurando uma prancheta — isso é apenas um treino com os recrutas de um futuro Comando. Não os matem ou firam gravemente antes da hora. Se pressentirmos isso serão imediatamente nocauteado com um tranquilizante que conhecemos por ter reações colaterais doloridas.

Assim, com Kan ainda confuso do porque lutaria contra um futuro soldado, o traje amenizou seu controle sobre ele e um sino metálico soou. O rapaz na sua frente, agora sem o capacete ou as luvas, tomou a posição para o combate com um olhar determinado. Dukan fez a mesma coisa e esperou, pois preferia que o inimigo atacasse primeiro, uma coisa diferente das outras cobaias que não viram problemas em dar golpes em seus oponentes uniformizados no segundo seguinte.

Os dois começaram a dar voltas pela a arena esperando um primeiro ataque, enquanto os outros já conseguiam tirar gotas sangue do inimigo. Até que o homem que caminhava entre as arenas chamou o nome do oponente de Kan com uma expressão que o mandava avançar. Uma distração que o soldado logo aproveitou e atingiu Kan com um punho bem mirado em seu maxilar. Por um momento o loiro ficou tonto e o soldado tentou derruba-lo com um movimento de perna contra aquela em que ele estava apoiado, mas Kan a retirou antes de ser atingido surpreendendo o soldado e deu o primeiro golpe no ombro direito do oponente. Um golpe pesado que fez o soldado se afastar resistindo a dor. Dukan não queria tirar sangue de ninguém, mesmo ele sendo um soldado de porte comum e esperou novamente. O soldado retomou a postura de luta com um olhar raivoso e, enquanto alguma cobaia que terminou sua luta era levada da sala, ele avançou. Dessa vez Kan estava preparado e se defendeu dos socos que tinha tática e força suficiente de algum treinamento. E quando sentiu a oportunidade atacou de uma forma equivalente não sendo um oponente fácil. Entretanto o soldado sempre encontrava a brecha para contra atacar mais rapidamente. Minutos depois nessa troca de golpes e defesa, o soldado parou de tentar atingi-lo e se afastou. O sino havia soado novamente e Dukan não percebeu levando um tempo para baixar a guarda enquanto o outro já massageava levemente as jutas da mão esperando o intervalo passar.

Em volta deles duas arenas estavam vazias e desativadas, e as outras tinham a cobaia em um canto oposto ao do adversário. Em um dos ringues Dukan viu uma cobaia com o rosto marcado por golpes sendo obrigado a resistir ao dor sozinho enquanto o soldado no mesmo espaço parecia arrogante esperando para poder finalizar o que começou. E pelo jeito a regra de não matar ou ferir gravemente não se dirigia aos jovens soldados que treinavam com uma cobaia.

De repente o homem que caminhava entre as arenas entregou uma espada curta para Kan e o soldado, mas o oponente também recebeu um tipo de bracelete para proteção. Assim que todos estavam equipados com as laminas o sino metálico soou e o oponente de Kan não perdeu tempo.

O som das laminas se chocando ecoava e se confundiam pelo lugar. Volta e meia, enquanto Dukan se esquivava e tentava atacar, surgia um gemido de alguém sendo cortado. E longos minutos depois Kan já tinha cortes superficiais e seu oponente um na testa feito com muito custo, então o sino tocou e eles pararam cansados igualmente.

O soldado diante de Kan acenou levemente com a cabeça, agradecendo a boa luta talvez, e se retirou seguindo os outros soldados que iam na direção de Jess e seus subcomandantes.

O homem alto de cabelos grisalhos em corte militar, conhecido como comandante de toda aquela seção, tinha um sorriso no rosto normalmente serio e encarava Kan de longe satisfeito com o que viu.

Notas finais
Olá! ... Estão bem? Não se esqueçam da inscrição para betas. Sabia que sendo um deles é como um voluntariado para futuros editores? Eu gosto do que eles fazem...ajudar é bom. ... Nesse capitulo coisas sobre essa nave. Ficou confuso? duvidas? disque 0800-Comente e eu atendo. ;D ... Não tenho mais como dizer sobre o próximo, ando escrevendo e postando...Sem estoque, sem previsão, capítulos direto do forno. ... Obrigada por ler!