Notas iniciais
Anteriormente: Lucas entregou um relatório que dizia que um ataque acontecer, Flecher convocou um treino, mas foi interrompido pela visita do delegado da cidade (que para esclarecer agora, já é um conhecido da família dele, já que o pai de Flecher desenvolvia armas). O delegado informou sobre uma denuncia, e comentou coisas sobre Taz. Ah, e enquanto isso, Vinte acabou em um encontro com Beatrice, sua pior inimiga no momento. Após um plano, Cadius o ajudou usando seu poder, mandando a mente de Bea para outra realidade, onde ela lutou até o limite com o soldado, descontando toda a ira que podia ter. Fiquem agora com a continuação desse longo dia. -Boa leitura.

As coisas giraram um pouco quando Beatrice acordou em uma sala qualquer e se sentou no sofá macio, sem entender como chegou ali. Então ela lembrou-se que teriam um treino no salão 7 e percebeu, ao olhar em volta, a presença de Diana, Cadius e Aaron.

–Esta se sentindo bem? -perguntou Diana, sentada mais próximo, preocupada.

–Como um pombo contra um para-brisa... -respondeu ela sem muito humor, sentindo uma dor de cabeça e estranhando os dois garotos a observando com atenção.

Aaron sorriu da resposta dela, depois se levantou e saiu da sala como se já tivesse visto o que queria ali. Ele não era mesmo de ficar falando.

–Não tinha um treinamento agora?- Bea perguntou um pouco confusa para a garota ao lado.

–Ah... -Diana olhou Cadius sem saber o que dizer. –Sim.

Depois Beatrice se levantou e saiu andando. Diana e Cadius seguiram em seu encalço para o salão 7, que ecoava os som de algumas armas. Marlene, Lucas e Brian tinham ficado treinando para o caso de Flecher voltar. E Aaron se juntou há eles pouco antes das duas garotas e Cadius chegarem.

[...]

Vinte ainda estava na sala onde Yan fazia os curativo para seu pé baleado, que não causou danos permanentes, e o corte no rosto.

–... não foi tão ruim assim. -comentava com Destiny sentada ao seu lado no banco. –Sou resistente o suficiente para suportar esses ferimentos. Mas, como é mesmo que você conseguiu o corte na mão?

–Ah, acho que...

–Se distraiu? É possível. Sei que se preocupou comigo. -e sorriu convencido para a garota, que em vez de responder sorriu de volta.

–Agora vamos voltar ao treino?- perguntou Philipe, que estava com eles.

–Já treinei um pouco. – falou Vinte.

–Acho que temos que voltar. -respondeu Yan.

–Ah, eu pensei em mostrar algo para vocês. -fez um cara de desapontado. -Mas se querem volta...

–Mostrar o que, Vinte?- Philipe ficou curioso.

O soldado olhou o garoto e depois para os outros que também esperavam a reposta.

–Esta na hora de reabilitar Phanton. -disse com um sorriso.

–Legal! –e Philipe se moveu ansioso, mesmo sem entender como poderia ser esse reabilitar.

–Mas é importante o que Flecher esta fazendo... O treino juntos. -disse Yan que sabia que era por causa da ameaça de um ataque.

–Yan, acho que a maioria aqui quer ver o Phanton. –argumentou o soldado que ficou de pé, sentindo a dor do ferimento o percorrer e apenas suportou com um sorriso. Era uma sensação nova do ferimento à bala, já que os projéteis conhecidos por ele eram de energia. Depois seguiu para fora da sala acompanhando dos três.

***

Taz estava esperando o momento de reencontrar Flecher e teve tempo para pensar no que o delegado falou. Depois de assistir o homem sair da mansão, através de uma janela da sala vizinha ao hall de entrada, foi ao encontro do garoto, que caminhava solitário pelo espaço pronto para retornar ao subsolo, e por um momento, o vendo sozinho sem nota-la, Taz imaginou como era estar naquela enorme mansão sem ter absolutamente ninguém o rodeando. Ela também era só, porém no orfanato sempre tinha uma gritaria pela casa ou alguém perturbando, o que a levou a querer afastar todo mundo e decorar muitas ameaças funcionais, mas sempre havia alguém por perto. A jovem correu até o lado de Flecher, que a notou com um breve olhar, e o acompanhou até o elevador.

–Porque era raro que você trouxesse alguém pra cá? –questionou Taz.

Flecher não entendeu por um momento, já que seus pensamentos estavam na denuncia que o delegado lhe informou e os problemas que aquilo podia causar, mas quando entrou no elevador respondeu:

–Porque era isso, Taz... Não queria ter mais alguém para perder. -a ultima frase saiu como um pensamento em voz alta.

Flecher encarou por alguns segundos o painel com os números dos andares, confirmando que estavam indo para o lugar certo, e, sem querer saber se Taz o ouvia ou não, terminou dizendo:

–Só que depois, não pude me impedir. –ele se voltou pra Taz e a observou fixamente, até que o elevador se abriu e eles pararam de se encarar, pois Flecher saiu andando.

–Espera ai... –ela correu para alcança-lo. –Mas, que eu me lembre, fui a primeira a estar aqui. E... Dá para você parar um pouco Flecher?! -ela se irritava em ter que falar andando rápido.

–Não. Tenho que informar os outros sobre o que esta acontecendo. -respondeu o garoto olhando sempre o corredor a frente, sem parar, e tentando forçar o assunto a se encerrar, já tinha dito demais e sabia que Taz já tinha tirado alguma intepretação dos comentários de Robert.

Taz continuou tentando acompanhar os passos rápidos dele depois da resposta direta. E, por alguma razão no universo, o que Flecher disse de não poder se impedir de trazer alguém, se fixou em seus pensamentos, mas estava complicado entender o que aquilo queria dizer, precisava que ele se explicasse melhor, então Taz resolveu para-lo, dando um leve chute no calcanhar dele no meio de um de seus passos apressados — já que pedir não adiantou. Flecher se desiquilibrou, mas percebeu rápido e se apoiou na parede do corredor antes de chegar na ultima fase do tropeço, o chão.

–Taz!- Finalmente ele parou e a olho levemente irritado.

–Eu fui a primeira nesta casa Flecher! -se aproximou dele com uma cara séria. -E você me trouxe!- o cutucou no peito com força o empurrando contra a parede. Seria mais fácil se ele admitisse que falava dela, que tivesse um motivo a mais que o fez trazer alguém para a casa, assim ela não teria vontade de arrancar uma confissão diretamente dele nem ficaria irritada, como naquele momento.

Flecher ficou mudo por um minuto. Notava que ela estava determinada em esclarecer as coisas que pensava.

–E o que tem isso? -se fez de desentendido.

–Alguma coisa!- exclamou ela. -O que significa o “não pude me impedir”? “não pude me impedir” porque encontrou uma órfã que ia ficar andado por ai sem ter o que fazer? -ela começava a pensar em muitas teorias para provoca-lo a dar uma resposta. –Ou será: porque precisava de muita ajuda? Hãm?! Porque quebrou seu habito de solitário Flecher?!

O garoto a encarou, não gostava de ela estar falando alto com ele e ali, onde os outros podiam escutar os ecos. Porém pensava na resposta que ela queria ouvir, mas não ia dizer, seria como dar mais combustível para o que ele estava evitando nesse tempo todo, queria manter o foco em sua luta. Flecher abriu a boca pra dizer algo e Taz esperou, mas uma voz o chamou do fundo do corredor em que estavam. Yan com Philipe, Destiny e Vinte os encontraram.

Destiny os olhou séria, tinha ouvido um pouco das falas altas que não entendeu nenhuma palavra, mas algo nela não gostou de saber que era Taz falando daquele jeito com aquele garoto imóvel e contra a parede.

–O que vocês estão fazendo aqui? E o treinamento?- questionou Flecher os vendo se aproximar.

–Tivemos um problema... –e Yan apontou Vinte com um curativo no rosto. -Beatrice não esta tão acostumada com ele. E agora estávamos levando-o para ver Phanton, se não tiver problemas...?

Flecher ficou em silencio, analisando as ataduras da ruiva e do soldado. Depois suspirou, olhou uma ultima vez para Taz, e foi se juntar aos outros dizendo:

–Você pode ir com ele, Yan. Os outros têm que voltar comigo, tenho umas coisas pra dizer.

Philipe fez uma cara de desagrado, queria observar Phanton e ver o que Vinte ia fazer, mas seguiu o moreno para o salão 7.

Assim que chegaram, Taz foi até Brian, que tinha alguns machados pequenos de lançamento, puxou o primeiro da mão dele sem autorização, mirou e jogou no alvo, depois pediu outro; estava brava por ter sido interrompida e por Flecher fugir do assunto. Philipe seguiu Flecher e o ajudou a encontrar os papeis que Lucas tinha entregado mais cedo. Marlene explicava para Aaron e Cadius como funcionava um rifle que tinha ali, e nenhum dos dois se davam bem com aquele tipo de arma. Destiny se juntou á Diana para saber de Beatrice, e elas observaram a morena de longe.

–Segura mais firme essa pistola, Lucas!- falou Beatrice observando atentamente o garoto de gorro.

Ela já ajudava os outros a manusear armas nos treinamentos anteriores e agora fazia uma ultima tentativa de fazer Lucas conseguir atirar e acertar o alvo. Mas a lembrança de que Beatrice tinha atirado em alguém, sem se importar em matar, á poucos minutos, deixava Lucas mais nervoso.

Depois não demorou muito para Flecher chamar a atenção de todos e explicar tudo que estava acontecendo: um novo ataque estava para acontecer em muito pouco tempo, por isso o treino, para que ele pudesse saber se todos estavam prontos para mais um contra ataque; E o fato do delegado informar sobre um denuncia de homicídio na casa, agora eles estavam sob os olhares da policia local e corriam o risco de não serem vistos como os bons moços da cidade.

Apos todos entenderam, Taz subitamente sugeriu um duelo de lutas, para saberem como todos se viravam sozinhos e sem armas. Como não tinham muito tempo, pois a noite havia chegando rapidamente, Flecher concordou com ideia.

Destiny se acertou com Diana para ser sua dupla, pois não queria lutar novamente com Taz. Marlene também não esperou o olhar da pequena e se juntou á Beatrice. Aaron e Lucas, que estavam próximos, não falaram muito mais concordaram em treinar juntos. E Cadius foi puxado por um Brian afobado.

Olhando em volta e vendo todos com seus pares se espalhando para a lutarem, Taz ficou séria os encarando um de cada vez. Flecher, que ia apenas observa-los, a notou sobrando do outro lado do salão. A garota o olhou rapidamente sem uma expressão, então desviou o olhar para o menino de cabelos bagunçados, se aproximou deles e arrastou Philipe para um canto, o informando de que iriam lutar.

Notas finais
Olá, como prometido, hoje é segunda e postei. Uhul! Apesar de imprevistos. Então, muitos perguntam sobre o fato de 177 ficar sendo chamado de 177, e se tantos querem sabem outro tanto pode se perguntar e não dizer, então digo que esse detalhe será resolvido, depois. Quem sabe eu faço uma enquete entre alguns nomes e vocês me ajudam a decidir. O próximo: Haha ^^', eu não sei direito. Tem muito de um assunto delicadíssimo e complicadíssimo (que estou achando que esta muito dramático, meloso e exagerado) que sinto que tenho que rever muito bem antes de dizer qualquer coisa... Na verdade tenho dois cap seguintes (prontinhos) pra rever, sabe por causa disso que acima. Mas tem ciúmes, briga, acessórios e conversas com explicações esperadas. (P.S. Internos: Ah, esses momentos seguintes são tão difíceis. E agora? Faço o que posso ou pulo tudo isso e parto para a ação, que é o que sei escrever?! Helena em ajuda! [ ~silencio~ porque ela tá em um desafio de encaramento com o celular, mas sorri pra ele e o cutuca]) Ok! Valeu por ler, agradeço de coração essa dedicação! Nós vemos provavelmente lá pra sexta ou coisa assim. Estão convidados pra comentar!