Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

11 Cabeça fria e calmaria. -Marlene e Taz-


Notas iniciais
Olá, Uma vez entendi, em uma frase de um padre, que coragem é agir com o coração. E acredito que quando se age como o coração é algo que parte de dentro, talvez da alma. (Boa leitura.)

Narração Marlene(16 anos):

Atualmente as naves estranhas andam frequentemente passando aqui pelo centro. Lembro-me que antes as coisas eram mais calmas, mas sempre não gostei de saber que há humanos vivendo fora do planeta e que nos usam. Minha família não costuma vir ao centro frequentemente, mas hoje é aniversario de quatorze anos do meu irmão, Ethan, e mamãe pediu que o trouxesse para encontra-la no trabalho. Ele é parecido comigo: olhos pretos, pele morena e cabelos escuros ondulados, a exceção já que o meu é castanho. Ela é vendedora em um shopping, nada de mais eu sei, mas vivemos bem assim. Ela soube nos criar com esse emprego depois que nosso pai morreu.

Nós encontramos em uma praça de alimentação, cheia de gente que nos observa, talvez por não estarmos com roupas de marcas, ou sei lá porque nos amam. Os dois conversam bem sozinhos e eu sobro revirando o resto de suco dentro do copo.

– Bom, eu tenho que resolver algumas coisas da loja antes de passear com vocês. — diz nossa mãe Beatrice. — Por enquanto vocês podem dar uma volta pelo andar. Não vão muito longe para que eu possa encontra-los depois. — Ela sorri,um sorriso contagiante que meu irmão tem facilidade para retribuir. Ela nos oferece algum dinheiro dizendo:- Caso vocês se interessem por algo.

No bairro onde moramos, ao noroeste do centro de Runa, as coisas são bem mais simples. Casas pequenas e confortáveis, famílias que se conhecem e ruas tranquilas de asfalto inteiro, pois nenhum carro passa por lá a bons anos. Exceto o da família de Estella. Uma menina cujo pai tem um carro, mas não é perfeito, solta fumaça e tem ferrugem em muitas partes. É o único carro do bairro, posso dizer, mas normalmente sai de manhã e volta de noite, quase ninguém vê e a menina se acha a toda por isso. Lá a maioria dos jovens estudam em casa, como eu e meu irmão, já que as escolas mais próximas são muito longe e os pontos de Ônibus são irreconhecíveis e lotados.

– Ei Ethan. Isso deve ser caro largue isso ai!

– Não, não é. E é bonito.

Logo depois o crash de vidro se quebrando toma conta da loja. Um atendente estava bem próximo e viu tudo. Poderia deixar meu irmão, e economizar a minha parte do que a mamãe deu, fingindo que não o conheço. Mas eu não podia fazer isso, era aniversario dele e de qualquer forma acabaria ajudandando-o.

– Vocês terão que pagar pelo abajur. -diz o homem sério e alto de terno e crachá.

– Sim, claro. -digo segurado o pulso de Ethan, para que fique no lugar. Já que por instinto ele tem a mania de fugir de suas próprias bagunças — ham....quanto é mesmo?- sorrio nervosamente.

Saio da loja muito irritada com Ethan. Tivemos que dar tudo para pagar, e ainda os trocados que eram meus e estavam no bolso oculto da minha bota. Isso para levar um bando de cacos de vidro vermelho e um suporte com lâmpada.

– Feliz a aniversario. -digo entregando a compra á Ethan. — Espero que faça bom uso com o meu presente irmãozinho. -Ele não sorri, mas diz obrigado.

Andamos mais um pouco em outras lojas, que não tinha nada para ser quebrado. Resolvo descansar em um banco e chamo Ethan, mas ele não me escuta e continua andando direto para uma loja de doces e quitutes. Eu não devia ir lá, mas eram doces enfeitados expostos, uma gostosura.

– Não seria legal ter um bolo desses hoje no meu aniversario?- diz Ethan secando um bolo de aparência deliciosa. Ele e eu puxamos o fanatismo por qualquer coisa doce, principalmente os bens enfeitados.

– Talvez eu possa de dar um de presente. — diz um garoto moreno de jaqueta na cintura e coturnos no balcão terminando um bolo branco com lascas coco. — Para compensar ter quase te atropelado. — ele gesticula com a colher e nos encara com olhos azuis violeta audaciosos.

– Quando... — encaro o meu irmão rapidamente. Ele sorri feliz para o estanho. Então ele me responde:

– Há, não foi nada demais Lene. Foi quando atravessávamos o estacionamento.

O garoto ainda nos olhava.

– Acho que não, obrigada. — Ia saindo, pois agora eu estava muito irritada com a tamanha imprudência de Ethan que mal tinha completado quatorze anos.

O rapaz pediu algo se levantando do banco e deixando o dinheiro da sua conta. Se virou para nós:

– Ethan? Não é. Talvez nós possamosir ao salão de jogos então, eu pago. E é aqui no final do corredor.

– Marlene eu vou. — Ele me olhou rapidamente nada disposto a meobedecer e seguiu para perto do garoto que recebia duas caixas pequenas do atendente. Entregou a sacola ao meu irmão com um sorriso e dizendo feliz aniversario. Parou deixando a porta aberta para passarmos e me enacarou. Supirei e fui, já que ele ia pagar.

Entre os jogos nos conversamos, seu nome era Flecher e disse que estava esfriando a cabeça um pouco, pois me contou que estava combatendo os filhos da Lua e as coisas estavam lentas demais. Tudo o que ele me contou dos ataques do que viu me fez perceber que combatê-los era algo que eu também desejava. Mesmo sem nunca estudar em uma escola e estar fora de perigo, eu não gostava da existência deles e abominava o sofrimento que eles nos causavam. E com um pouco mais de analise percebi que na minha vida isso era o meu maior interesse.

Ofereci-me para juntar a eles, e ele se surpreendeu sem entender muito bem.

– Tudo bem. -disse sorrindo e voltando a atenção para o painel do jogo a sua frente. — Estamos precisando de gente mesmo. Leno pretende dar um treinamento, ele não quer pessoas despreparada nos combates. Então todos os aliados tem que estar lá. Eu te aviso quando.

Mamãe nos encontrou no salão de jogos dizendo que o lugar seria a sua primeira opção, mas deixou por ultimo, pois nunca estivemos ali. Ela olhou o garoto bem vestido junto com a gente com um suéter branco e jaqueta preta na cintura e, eu me irritei um pouco quando ela fez isso, me olhou a seguir com um sorriso sugestivo demais. Flecher se apresentou como amigo de Ethan educadamente e se despediu.

Narração de Flecher (17 anos):

Meu avô me obrigou a sair de casa. Eu estava bem organizando as coisas no computador e no deposito, mas para ele eu estava entocado demais. Perguntei antes de sair se Yan queria ir comigo para algum lugar, mas ele ainda estava ocupado demais com aquele cachorro que estava doente e parado. Leno permitiu que ele deixasse o cão em um chalé abandonado que fica no meio de um bosque que faz parte do terreno na mansão, pois Yan disse que a casa dele era pequena e que o padrasto não ia gostar muito. Fui para o shopping, quase atropelei um garoto e conheci pessoas para jogar e esquecer um pouco o Estado, mas a garota me lembrou de tudo.

Mais tarde seguia pelas avenidas indo para casa, mas não queria chegar tão cedo. Então fui para longe do centro, para os campos, ou a área rural, ao Sudeste escutando as musicas no radio do carro. A estrada se estendia na minha frente como uma linha reta e escura cortando um campo de trigo alto e dourado infinito. As coisas pareciam isoladas do universo ali. Uma realidade alternativa e em paz.

De repente alguém de cabelos curtos escuros e magro sai do meio do campo e corre rápido pela rua. Eu só freei a Bmw sem saber bem o por que fiz. O individuo parau subtamente e se virou pra mim. Olhou espantado para o alto bem atrás do carro e para alguma coisa que eu não tinha visão, e começou a correr em minha direção. Arrumando um espelho eu vejo uma aeronave, cintilando entre a invisibilidade e solidez. O perseguido ainda estava longe enquanto o Toten, fora de uma escola e ainda longe, se aproximava mais.

Narração Taz Lopez(15 anos)

A volta para o orfanato no fim do mundo estava bem difícil. O velho, e razinza, ônibus escolar andava lentamente após o motor ser remendado mais uma vez no meio do caminho pelo motorista, e faz tudo do orfanato, Rudolph. Mal esperava para partir de vez daquele lugar no meio do mato. Lá somos obrigados a plantar, colher e cuidar de bichos para nós mesmo comer depois. E eu sempre acabo sendo escolhida para abatate-los. Talvez seja uma punição pelas incontáveis fugas e brigas que arrumo.

Mas hoje, não chegamos ao orfanato Starcheperives, pois do nada, naquela estrada monótona onde atravessamos o campo de trigo, uma explosão no pneu traseiro do lado direito fez todo mundo saltitar e bater nas paredes de ferro com o brusco desvio para o meio da plantação. Ninguém antes reclamou da falta de cinto de segurança, mas aposto que se acordarem com as dores vão se lembrar disso. Alguns bons metros foram percorridos pelo ônibus aleijado. Eu estava bem, verifiquei se não tinha me machucado e sai por uma das janelas quando ele parou. Batendo a poeira das calças grossas cheia de bolsos bege e da regata branca olhei para o ônibus e percebi que não foi um simples pneu furado. Comecei a me afastar, e vi ainda longe o suficiente para fugir, uma nave cinza alaranjada do tamanho de uma mosca gorda vindo calmamente no horizonte. Corri entre as hastes dos trigos. Eu era rápida e ia sim fugir daquilo. Sabia que se me pegassem eu iria para um lugar que não tinha escapatória.

A nave não ligou muito para mim e cortou o teto do onibus com um laser com um tipo de garra pegou cada um dos meus antigos colegas, para depois se afasta se tornando invisível e atirando na carcaça do ônibus com o Rudolph.Vendo isso eu não parava de correr. E semenxerga-los corri mais rápido para o orfanato que não fica tão longe. Esferas elétricas acetaram alguns trigos pelo qual eu passava, confirmando que eles estavam atrás de mim.

Quando sai para a estrada tinha o objetivo de chegar na casa velha do orfanato, que ficava do outro lado. Correndo o mais rápido que eu podia até que um som tardio de pneu freando chegou á mim e me fez perceber o carro vermelho parado. A nave resolveu aparecer, pra me deixar um pouco mais tensa e corri para o carro que estava á uns vinte metros. Seja quem for ia me levar para o orfanato mais rápido. Lá eu teria mais armas para usar e lutar. Ao me aproximar do veiculo vi quem dirigia sair do carro vestido com uma jaqueta e caminhando para a traseira do carro. Eu não entendi e quase parei de correr, mas era melhor do que a pessoa acelerar e me deixar ali. O rapaz abriu o porta-malas calmo demais. Eu já estava perto o suficiente para gritar:

– Entra no carro! Me leve ali!- apontei para a casa com algumas arvores no meio daquele nada.

– Espere. -disse calmamente o rapaz me encarando e puxando uma bazuca modificada do meio das tralhas do compartimento. Ele se virou e ao lado do carro preparou-se para atirar na nave, erroneamente visível. — Como você se chama?-perguntou normalmente como se a situação fosse qualquer outra.

– Que meu nome o quê! Atira logo!- o chutei levemente no tornozelo, mas ele se desequilibrou impaciente.

– Droga garoto! Espere um pouco!-ele me olhou irritado.

– Eu não sou garoto!

– O quê?! Espere! É agora!- ele me olhou rapidamente confuso e incerto e voltou da mesma forma a mirar da arma.

Ele atirou. Um dardo longo e pontudo foi lançado, acompanhado de outros menores. O maior atingiu e perfurou a lataria até sua metade, os outros se espalharam em volta. Do maior pulsou uma forte luz junto com um guincho agudo, veias de eletricidade azul clara brotaram do maior ligando cada um dos dardos menores formando uma rede. A nave que vinha na nossa direção virou-se para esquerda e para cima a toda velocidade. Subiu vários metros até que os motores pararam e ela imbicou para baixo em queda livre, colidiu no meio do campo no fim e explodiu.

– Claro!-disse o rapaz se virando pra mim tranquilo, como se explodir nave fosse uma rotina.- Desculpe te chamar de garoto. — me olhava ainda incomodado. Provavelmente pensando em como alguém vestido do meu jeito, pode ser uma menina. — Então como se chama?

– Taz Lopes. — e ele foi surpreendido pelo meu soco. -E nunca mais me mande esperar! Ou me chame de garoto!

Ele ficou um pouco bravo e sem entender.

– Você bate que nem...-ele parou e desviou o olhar. Surpirou.- Eu sou Flecher... Pode me explicar o que aconteceu?

– Sim, se me levar lá antes. -Apontei de novo o orfanato.

Ele me levou e eu fui juntando as minhas coisas, fazendo-o me perseguir para ouvir o que queria. Não ficaria naquele lugar mais nenhum dia. Flecher me perguntou aonde ia depois que me desse uma carona para a cidade, eu não sabiae ele me convidou a se juntar a organização dele para combater aquelas naves e pessoas.

– Me dando comida e abrigo beleza. -ele concordou.

Notas finais
A Bmw de Flecher (eu amo vermelho *-*): http://www.clickgratis.com.br/blog-clickgratis/wp-content/uploads/2012/06/bmw-m3-vermelho.jpg Sinceramente, eu gostei dela. Apesar de achar que ela devia ser mais ‘direto com arma na mão e luta. ’ e não sair correndo, se bem que ela estava desarmada e tinha um plano de lutar quando estivesse na casa. No próximo personagens de Bia e do Escritor. “Viva os dias como se fosse o ultimo” Então agradeço sempre á vocês: Obrigada de verdade a Ester, Nicky, Animação, Kunimitsu, Kaochi, Bia, Lola e Bolinhos.Vocês me surpreenderam comentando cada capítulo dos dias seguidos que postei. Eu gostei muito, fiquei mais apaixonada por vocês, e por essa dedicação. E, poxa vida, já passando de 10 capítulos! Espero que não se importem com a quantidade... pois esta fic é indefinida, mas com certeza terá um fim. Não pasmem antes da hora só porque disse que terá um fim, é um fato. ;D E vou amar se até lá essas oito pessoas lindas se disporem a comentar. Por que é inegável que me sinto melhor tendo companhia e mais disposta a escrever. Espero que tenham gostado,eu não fiquei bem com um capitulo tão grande,mas não tinha como dividi-lo. :P Bjs e até breve. Comentem.