Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
26 Aqueles que estão entre os objetivos.
Notas iniciais
Narração Philipe:
Tudo parecia um pesadelo desde que abri os olhos neste mundo. O que eu era final? Minha mãe sempre foi divertida comigo e meu pai era um chato, e eles me deixaram sozinho. Meus tios eram ocupados com coisas secretas e não me deixavam ser eu mesmo na casa deles. Derek me perturbava por diversão cem por cento de seu tempo durante os dois anos que estive lá. Ormelia, a caçula dos meus tios, até dava umas gargalhadas de mim, mas nunca me deu um motivo para não gostar dela. Então eu tinha Fineu.A pessoa que trouxe uma luz agradável para a minha nova vida.Achei que seria certo retribuir o seguindo e o ajudando. Até que um dia tudo muda, ele se torna outro, diz que o irrito e que sou um peso na vida de todo mundo. Tudo que ele disse para mim em alguma noite deixa de existir. Eu não quis acreditar no que ele me disse e tentava interpretar de uma forma melhor. E isso só o irritou mais até que me mandou embora. Mandando-me morrer como o fracassado solitário que era.É nesse momento que o velho ferimento dentro de mim foi aberto novamente e sangrava sem ninguém poder ver ou consertar. Eu não consegui dizer nenhuma resposta, pois ainda existia um sentimento por aquele garoto, uma esperança de que ele estivesse apenas desabafando e que logo me chamaria de volta.
Contudo nesta noite, em meio às lagrimas que me pertenciam, percebi o quanto ele me afundou. E eu estava caindo para aquele espaço que ele julgou ser para mim. Não! As coisas que alguém fala não pode te definir por inteiro, uma pequena parte talvez, mas não o todo.
Eu sei que me preocupava com ele, e apenas com ele. E decidi que a partir de agora eu vou ser toda essa parte que ele não reconheceu de mim. Vou provar que ele não foi nada além de um caso na minha vida e que posso muito bem ser muito mais do que ele acredita. Ele me verá destruir aquela nave e ser mais forte e corajoso do que ele foi, e isso tudo completamente sem ele.
Narração Alec:
Era meu primeiro dia naquela casa. Leno foi um cara legal e o tal de Yan também, tentei causar boa impressão neles, já que vou morar aqui. Acordar naquele quarto espaçoso e bem decorado parecia um de meus muitos sonhos. Não tinha como trombar em armários, não havia bagunça para todos os cantos e, principalmente, tinha um banheiro grande e luxuoso só para mim. Levantei-me totalmente revigorado daquela viagem de três horas e me preparei para mais um dia. Vesti o suéter grosso verde escuro e a calças jeans preta com tênis.
Ao sair para aquele longo corredor observei os dois lados e eram iguais dando em janelas estreitas com cortinas. Eu não sabia para onde ir. As coisas pareciam bem diferentes de ontem à tarde e não consegui notar nenhum detalhe que mostrasse o caminho para as escadas. Então fui na sorte e segui para direita.
No final do corredor havia outro corredor do lado esquerdo e mais portas com tudo igual. Continuei andando até que vi alguém mais a frente e parei. O menino de roupas escuras tinha saído de um dos quartos e olhou confuso para os dois lados do corredor, depois seguiu confiante na minha direção ao me notar. Eu o esperei se aproximar pensando que talvez ele saiba como sair dali.
–-Você...sabe pra onde fica as escadas?-disse ele sem graça.Ótimo, agora eramos dois.
––Não. –respondi rindo.-Eu também estou meio perdido. Acho que só podemos continuar andando.-dei de ombros e continuamos para o final do corredor.-Como você se chama?
–-Cadius.
–-Um nome legal, diferente. Eu sou Alec Lannister... Mora aqui faz muito tempo?
–-Eu não moro aqui. Foi só por essa noite... eu acho. É sem saída.-ele apontou e o corredor que tinha acabado. Então demos meia volta e começamos a voltar pelo corredor.-E você?
–-Também não. Cheguei ontem.
–-Eu não te vi no ataque e nem na catedral...
–-Ataque? -parei e o encarei. -Que ataque?
–-O de ontem.
–-Hum... Eu não sabia.-continuei andando. Um ataque logo no primeiro dia em que cheguei, e nem fiquei sabendo. Mas até que foi melhor assim, pelo menos pude aproveitar o quarto e descansar. E pelo que parece eles foram bem.
Voltamos para o corredor do meu quarto que era bem mais longo que o outro e seguimos para o outro lado. Por impulso mostrei o meu quarto ao passar pela porta, mesmo que isso não tivesse importância, mas eu sabia onde era o dele.
–- Esse corredor não tem fim?!- parei novamente um pouco indignado, quase podia ter certeza de que o lugar não era assim ontem. – Sabe, estamos no segundo andar,se não acharmos as escadas logo pulamos por aquelas janela. Pode ser?
Ele me olhou preocupado. Mas era uma boa ideia, melhor que continuar perdido como estávamos. Continuamos e no meio do corredor encontramos as portas de um elevador e na parede oposta uma porta larga e grande que não poderia ser de outro quarto. Depois de passarmos por ela chegamos à uma sacada com grades de ferro e corrimão e dos dois lados as escadarias descendo para o térreo e o enorme à hall de entrada. O hall era um belo lugar aonde a parede da porta de entrada chegava oito metros com enormes vitrais translúcidos. E a essa hora do dia o lugar ficava iluminado naturalmente.
Cadius não perdeu tempo de apreciar a vista comigo e desceu. Eu fui atrás dele, pois a fome já me batia e no térreo eu já sabia melhor onde ficavam os cômodos. De repente observando Cadius na minha frente ele para ao ouvir um barulho e olha espantando para o alto na sacada. Quando vejo oque ele olha encontro uma garota sobre a grade e eram quatro metros até o piso.
––Ei!-grito chamando a atenção da garota de longos cabelos lisos escuro. -O que esta fazendo?
Ela me olha e da de ombros sem me responder. Continua andando pela barra se entretendo sozinha.
–-Será que a Kate vai pular?- disse Cadius prestando atenção nos passos da garota e logo perguntei para ela.
–-Não é má ideia. –sussurrou ela. Depois se preparou olhando para baixo e saltou.
Deu para perceber que ela não tinha medo de altura e que saltar era rotina pelo jeito que ela soube cair no chão.
Narração Beatrice.
O carro de Flecher era rápido e logo chegamos a casa dele. Passamos por um portão grande e seguimos por uma estradinha longa que cortava um jardim cheio de arvores e plantas. Depois que saímos daquela floresta encontramos o enorme prédio com uma arquitetura antiga de janelas grandes e três andares. A entrada cobria o final da estrada, com uma escadaria e uma curta varanda antes das enormes portas de madeira entrada rodeadas por um vitral que ia até o segundo andar.
Flecher tentou acordar Yan que tinha apagado sobre o banco traseiro de couro escuro. O menino resmungou e continuou no seu mundo de sonhos.
–-Podemos deixa-lo ai. -sugeri para Flecher indiferente.
–-Sei o que pode acorda-lo.-ele saiu do carro e esperou apoiado na porta. E eu esperei o que ele ia fazer.
Ouvi latidos vindos de longe do jardim e logo ele deu passagem para o cão invadir o carro. Eu ri da forma que Yan acordou com a euforia do grande cachorro. Quando sai o moreno andava mancando para dentro da casa e um dos empregados apareceu para ajuda-lo, ele negou pedindo que guardasse o carro indicando a chaves comigo. Yan já tinha acordado e dava atenção para Clark tentando seguir para dentro da casa.
No hall de entrada encontramos os outros, Kate e Cadius, Marlene logo apareceu de um cômodo vizinho que devia ser uma sala de estar com um livro na mão. E tinha um garoto que eu não conhecia de cabelos loiros escuros compridos e olhos em algum tom de amarelo. Ele estava bem vestido, talvez fosse algum parente do anfitrião.
–-O que vocês estão fazendo aqui?-perguntou Flecher de repente sério, parecia que aquilo tinha o perturbado. Ninguém o entendeu nem conseguiu lhe dar uma resposta. Ele encarou outro empregado que estava perto e perguntou do avô, depois seguiu para uma passagem ao lado da escada sem se importar em deixar os outros.
–-Ele parecia mais legal ontem. — comentou aquele que eu não conhecia.
Yan suspirou e todos olharam para ele pareciam esperara alguma explicação. E eu também esta curiosa.
–Desculpem ele. Acho que são pessoas demais aqui... — ninguém pareceu realmente convencido. Então ele se rendeu um pouco: — Só posso dizer que os objetivos dele são mais importantes do que tudo. Ele só não quer colocar alguém no meio disso.
Depois ele desviou o olhar de todos e seguiu apressado para as escadas dizendo que ia dormir, fugindo das perguntas.
Fale com o autor