Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

22 Abra os olhos, pois a luz mostra o que você procura durante a noite.


Notas iniciais
*** 7º episodio da Saga do Difusor fugitivo***(Como assim?! 7º Já!!Nossa.) Anteriormente: Jalaska se juntou ao grupo, e todos que estavam junto de Yan. Eles ainda estão com o problema de iluminação, que afeta também a construção da armadilha. (Boa leitura! e até as notas finais)

Kan reuniu todo o grupo e explicou o plano, e neste momento perguntou o nome dos que desconhecia. Assim como ele apresentou os que estavam com ele.

Yan separou os dois kits, que achava que eram as armadilhas, do meio das diversas coisas no porta-malas da Bmw. Ele sabia o suficiente sobre alguns dos equipamentos de Flecher para conseguir montar e ativar, mas o funcionamento da maioria só o dono poderia dizer.

O equipamento escolhido era um tipo de escudo elétrico, como o escudo que envolve a escola nos ataques do Totem. Ele só usariam para impedir que o Difusor fugisse por aquele portão destruído e se tentasse levaria um choque.

Os pais de Flecher eram especialistas em desenvolver armamentos. E por isso viviam viajando de país em país, onde o poder militar precisasse de seus serviços. Na ultima viagem eles levam o filho mais velho, recém-formado em administração e política, deixando Flecher e Sam perto do avô. Foi nessa viagem que eles morreram. O rapaz que restou da família não gostava muito de armas desde sua infância, mas, seguindo seu sangue, mostrou que tinha uma habilidade natural para desenvolver armas e estudá-las.

– Isso não vai funcionar. Precisamos de energia Dukan. -disse Yan do telhado da guarita instalando um ponto/estaca do equipamento que limitava o escudo sobre a passagem.

–Mas já fizemos de tudo, Yan. Até mesmo aquele garoto que faz robótica tentou arrumar... Na verdade ele disse que não tinha o que arrumar. Que está tudo certo.

Kate, Cadius e Aaron haviam ido até a outra guarida para montar a segunda armadilha que Yan havia explicado como instalar. Diana, Derek e Destiny estavam juntos, e parecia que Diana fazia uma enquete para descobrir mais sobre os dois. Marlene tinha se estranhado com Taz no momento em que Dukan falava com todos. Ela estava apenas observando a pequena menina, quando Taz percebeu a olhou raivosa e ameaçadoramente. Então Lene estava distante do grupo, ajudando Yan segurando as estranhas peças que eram fincadas ao redor da passagem no muro.

Beatrice estava na dela, sentada em um banco do pátio, até que Clark se aproximou e sentou do lado dela. Ela o achou fofo por vir lhe fazer companhia e o acariciava no pescoço. Na frente dela ela assistia Taz contando tudo o que aconteceu na Leões S. para Jalaska. Beatrice suspirou começando a roer as unhas da mão esquerda por não ter o que fazer, depois olhou para Clark que tinha se chacoalhado incomodado. Notou a estática nos pelos escuros e os finos e inofensivos raios elétricos correndo pelos seus dedos. Então Beatrice se levantou com uma idéia e foi até o painel de luz. Abriu e fechou as mãos encarando os fios coloridos se concentrando.

—Cuidado Beatrice, você pode... — avisava Kan.

—Levar um choque? — ela o interrompeu o encarando e levantando uma sobrancelha desdenhosa. Então apoiou a palma da mão direita sobre os fios sem medo e encarou o painel. Os raios de eletricidade brilharam dentro da caixa de luz, os postes da rua diminuiriam a luminosidade e Kan pode notar que a energia vinha de Beatrice em direção aos fios. Depois ela abaixou a mão.

—Não deveria acontecer alguma coisa agora?- comentou Kan.

Ela encarou-o irritada e tocou bruscamente o painel da mesma forma liberando uma explosão de energia para os fios. Então as luzes dos holofotes começaram a acender com altos estalos iluminando todo o pátio ao redor da catedral, que tinha revelava sua cor cinza amarronzada. Outras luzes externas do edifício se acendiam sucessivamente para iluminar e destacando as diversas torres e fachada.

—Assim é melhor para você Kan?- Beatrice disse irônica, pois havia percebido quando ele deixou o carro com o farol ligado.

A maioria do grupo ainda tinha sua visão se adequando com a luminosidade quando Yan gritou:

—Cuidado!- alertando quando o escudo se formou de cima até em baixo próximo de Kan, Beatrice e Marlene. Mas o escudo era diferente do usado pelo Totem, este era esbranquiçado e visível, com veias finas de eletricidade percorrendo-o o tempo todo.

Quando todos estavam acostumados á luz surgiu o gorgolejar não tão distante. Só então todos ali perceberam que o Difusor estava no meio do pátio virado para eles, supostamente parado por notar a mudança do ambiente.

Clark, que havia seguido Beatrice, encarava a criatura distante, pronto para atacá-la á qualquer movimento ameaçador.

—Aquilo que é um difusor?-Perguntou Jalaska á Taz.

—É sim. Será que consigo atirar uma flecha daqui. –ela pegou o arco e flecha, mirou e o menino a interrompeu.

—É mais fácil eu acertar o meu skate. E... deixa ele quietinho lá.

O difusor deu uma empinada e começou a correr pelo pátio bem confuso de para onde ia. Mas não os atacava diretamente.

—Não, não, não, não!- dizia Dukan preocupado dando enquanto o Difusor se aproximava de seu carro parado no meio do pátio e pisava no capo e atingia o motor, como se o carro fosse algum inimigo a ser contido. E com o ultimo “não” gritado alto por Kan a criatura o encarou e correu para dentro da catedral em fuga.

Clark saiu correndo atrás do Difusor. Yan saltou de onde estava e foi atrás dele. Todos os outros os seguiram preparando suas armas.

Beatrice tinha uma das pistolas de Flecher e um chicote que ela também não entendia porque escolheu. Diana tinha um colete com pequenas facas prateadas de arremesso em bolsinhos e uma pistola de balas. Destiny tinha um pequeno machado afiado e uma adagada. Derek tinha uma das armas grande de eletricidade, um pouco menor que a de Kan. Brian Jalaska e Marlene não tinham armas. Brian tinha percebido isso, mas tentou pensar que podia usar seu skate para se defender e atacar, até passar pela van verde amassada e notar algo esquecido; um cilindro longo e grande com uma bolsa de munição ao lado sob um dos bancos.

Ao entrar na catedral passaram pela enorme porta arranhada e entortada de madeira escura. No interior as luzes entravam pelos enormes vitrais coloridos e havia pequenos abajures nas paredes e pilastras iluminando, mas a maioria estava com as lâmpadas queimadas. No enorme salão em que chegaram havia lustres pendurados á metros de distancia do piso e do teto e nas laterais havia diversas passagens que levavam á corredores ocultos, que davam em outros corredores que levavam á salas e salões. Naquele salão principal havia alguns bancos velhos de madeira e o resto do espaço era livre, nas paredes laterais, entre as passagens, tinha as imagens Santas em tamanho natural cobertas com enormes plásticos grossos empoeirados por muito tempo.

Clark havia parado no meio do salão imóvel. Kan logo viu que ele olhava para a criatura perto de um enorme altar. O Difusor tentava se livrando de uma cortina velha de tecido vermelho que se rasgava facilmente. Ele deu um tiro com a sua arma que atingiu a armadura. Os outros do grupo se espalharam pelos corredores laterais atrás de uma boa posição para suas armas. O Difusor olhou na direção de Kan indiferente e depois para as sacadas nas laterais do amplo salão, se moveu para o lado direito e se preparou para saltar, como um gato, para a sacada próxima. Um estrondo veio do lado de Kan seguido por um chiado que acompanhou um míssil pequeno até atingir o Difusor nas costelas. Jalaska havia usado seu, nem tão pequeno, lança mísseis e a criatura foi jogada contra o balcão de mármore e a seguir estava imóvel.

—Ah! Assim não vale Jalaska! -Gritou irritada Taz ao sair de uma passagem á dez metros de onde o Difusor estava. A voz dela ecoou sozinha pelo espaço vazio.

Brian sorriu com o sucesso de seu tiro e correu pelo salão querendo se aproximar da sua caça abatida. Kan, Yan e Clark, os únicos que estava ao lado dele, o seguiram. E á seis metros do difusor Kan subitamente para e levanta sua arma mirando na criatura. Um metro depois Yan também muda de expressão e diminui a velocidade dizendo tenso para Brian esperar.

A três metros do Difusor o menino parou e se virou para ele com um sorriso no rosto sem entender. Olhou para Taz ainda no mesmo lugar assistindo tudo com Beatrice que havia se juntado a ela. Brian viu as duas meninas saírem mais para o salão, Taz apontou o arco na direção dele e Beatrice as pistolas. No lado oposto do salão Derek apontava sua arma e avançava na direção de Kan com passos cautelosos e lentos.

O gorgolejar baixo veio de trás de Jalaska, que olhou para o chão, entre seus pés, e sentiu a poça de sangue do Difusor que escorria. Ouviu o som de partes da armadura de ferro atingido o chão de pedra á suas costas. O menino não ousou olhar para trás e tentou começar a se afastar, mas logo a calda do difusor o atingiu brutalmente o lançando no ar e o jogando para o lado de Derek. Neste momento todos atiram na abertura da armadura que Brian tinha feito com o míssil. Diana e Destiny estavam de lados opostos logo atrás do difusor, após percorrerem corredores ocultos, e também fizeram sua parte lançando machado e facas. Marlene estava junto de Diana, que havia lhe dado a pistola de balas quando ela notou que ela não tinha arma, agora atirava na criatura. O Difusor tentou fugir novamente para as sacadas, mas não conseguiu perdeu as forças pelo sangramento excessivo e os ferimentos. Ele tombou de costas sobre o altar com seu ultimo rugido.

Um rugido que foi respondido do lado de fora e do telhado da catedral. Um som parecido com de um corvo, só que mais grosso e ecoado pela noite. Então o telhado de vidro sobre eles se parte, com os estilhaços caindo como uma chuva e com os lustres próximos do teto balançando e caiando.

Todos do grupo correram para se esconder surpreendidos. Derek carregou Jalaska desacordado, ferido e sujo com o sangue esverdeado do Difusor pelos corredores ocultos das laterais. Junto dele Yan procurava uma sala mais segura para avaliar Brian. Dukan havia ido em direção a Taz e Beatrice, que se protegeram dos cacos de vidro afiados adentrando no corredor de onde vieram. Depois os três foram pelos corredores em direção ao altar para encontrar Diana, Marlene e Destiny. Elas já tinham se afastando quando a criatura havia caído quase na frente delas.

Notas finais
O interior da catedral: http://blog.arounder.com/wp-content/uploads/2010/03/Screen-shot-2010-03-19-at-1.40.47-PM-300x211.png Então, esse capitulo seria o fim. Mas, mas...é o penúltimo. Dá pra a acreditar que quinta e eu só tinha os dois primeiros parágrafos? fiquei bem em duvida se conseguiria algo para sexta, mas aqui esta. Confesso que não gostei do capitulo. Não pelo conteúdo e ação, pois nossa...esse capitulo tem um bocado de coisa, mas sim pela organização das palavras, minha revisão ficou meio desleixada neste ponto. Porém acredito que estava legível e compreensível. O próximo ta escrito e Ufa...são quase duas mil palavras para finalizar a saga. Como se setem sabendo que faltam mais um capitulo para o final da saga???? Obrigada pelos comentários no capitulo anterior. Fico muito feliz com a companhia. Espero os comentários para o próximo capitulo chegar. Obrigada por ler, e digam se tiveram alguma duvida ou algum trecho que não deu para entender. Até O proximo.. ô.Ô