Filho da morte'
2 Capitulo 2 - Conheço o acampamento
Aquilo tudo era muito estranho para mim, aquela história de Deuses, semideuses e o mais estranho, monstros, eu estava completamente em transe:
–Isso explica muita coisa, mas é muito estranho, eu sempre lidei com "Deuses", como apenas mitos -falei
–É eu sei isso tudo é muito estranho no inicio, mais com o tempo você vai se acostumar -disse Carol
–Mais se eu sou filho de Hades, cade todos aqueles poderes legais e tal?
–Ata! Você se esqueceu do que aconteceu no ginásio da sua escola? O resto vem com o tempo
–Mas e aquele monstro, vários deles devem estar atras de mim, mais eu nem sei porque!
–Aqui nenhum monstro vai importuna-lo -disse Carol
–Ah é! Bem lembrado, onde é que estou e que lugar é esse?
–Aqui é a enfermaria do Acampamento Meio-Sangue — explicou ela — É um lugar para pessoas como você, filhos de deuses com mortais, resumindo um acampamento para semideuses! Venha vou te mostrar tudo!
O lugar não era muito interessante, maior parte era ocupada por campos de morango ao sul, ao norte podia-se ver a praia que dava em Long Island, mais abaixo tinha o bosque, onde Carol me explicara, acontecia batalhas entre os heróis, ao redor estavam os estábulos ao oeste, a arena que me chamou bastante atenção, e um agrupamento de chalés, cada um para os filhos de um certo deus, estavam todos em sintonia em formato da letra grega ômega ( Ω ), todos eram diferentes, cada um de um jeito, e ela tinha me explicado que cada chalé tinha um líder, mas, que eu era o único filho de Hades, por tanto o chalé era todo meu! Ela explicou também que eu era o ÚNICO filho dos três grandes ( Zeus, Poseidon e Hades ).
–Porque eu o único filho de dos três grandes aqui? — perguntei interessado
–Por causa de um acordo entre os Deuses -respondeu-me Carol
–Que acordo?
–Eles afirmavam que seus filhos seriam uma ameaça ao mundo mortal e até mesmo para eles, então decidiram que não teriam mais filhos com mortais. — falou — Mais parece que como sempre Hades não cumpriu com sua palavra!
–Então quer dizer que eu sou uma ameaça? — perguntei entusiasmado
–De uma certa forma, sim — disse ela nada animada — Mais não se iluda tá, eu te mataria sem que você notasse.
–Ata vai pensando!
–kkkk! Você nem sabe ao menos segurar uma espada!
–Isso não vem ao caso! Então é por isso que aquele monstro queria me matar? — falei tentando fugir do assunto
–Eu já falei demais, venha! Vou te apresentar a uma pessoa!
Enquanto nós caminhávamos em direção ao sul, ela me contou como chegara ao acampamento aos 8 anos, e o que tinha aprendido ali, naquele acampamento para filho de deuses, as técnicas de combate, como manejar uma espada... Desde quando eu tinha sido atacado, toda aquela velha história que eu conhecia sobre seres mitológicos, tinha vindo à tona, e agora eram reais.
–E a minha mãe? Será que ela sabia que meu... que meu... que ele era um deus — disse tentando não gaguejar mais, ainda era difícil pra mim chamar Hades de pai, como se nada tivesse acontecido — Porque será que ela não me contou nada?
–Obvio que para a sua segurança né!! — falou Carol com desdém
–Como será que ela está? Eu tenho que falar com ela, avisar que tá tudo bem!
–Calma antes vamos ver Nori, o diretor do acampamento
Depois de alguns minutos, estávamos a uns 50 metros de uma casa enorme, azul escura, que mais parecia uma mansão antiga de Nova York!
–Que lugar é esse? — perguntei interessado — Porque estou aqui?
–Aqui é a "Casa Grande", é onde ficam Dionisio e Nori o diretor do acampamento — disse-me ela — E Nori precisa vê-lo.
–Perai, você disse Dionisio?? Não seria o Deus Dionisio né? — perguntei
–É ele sim, é até que você algumas coisas sobre deuses né?
–É fiz um trabalho a uns 2 meses sobre esse assunto — falei — Mas você falou que esse tal de Nori queria me ver certo?
–É, eu disse
–Porque?
–Isso você vai saber agora, venha! — ordenou ela
Quando nos aproximamos a porta abriu de maneira brusca, logo na entrada havia uma sala com um sofá de couro branco e várias cabeças de animais entalhadas na parede. Mais na frente via-se um corredor que dava em uma outra sala que parecia ter um clareira acesa, pois estava bem clara.
–Venha! — disse Carol me conduzindo até a sala depois do corredor.
Assim que entrei vi uma pessoa sentada de costas para mim.
–Mãe? — perguntei sem entender
–Filho! — assim que me viu ela se levantou e me deu um abraço — Eu pensei que você tinha morrido garoto! — disse ela deixando uma lágrima cair
–Eu disse que ele estava bem — falou um homem que vinha da sala atrás de mim
–Esse é Nori — explicou Carol.
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