Filho Da Caçada
13 Capítulo 13 - A viajem de Trem
Depois que Apolo se foi, decidimos fazer um lanche antes de tomar qualquer atitude, eu me sentia fisicamente exausto, não tinha certeza se era pelo fato de não ter dormido nada a noite ou se essa missão começava a pesar em meus ombros.
E, junto com o cansaço, eu comecei a sentir uma dor aguda no meu braço. Levantei a manga, e o que eu vi, foi um enorme corte, e bem fundo. Como eu não havia notado isso antes? Bem, eu não tinha certeza, mas agora ele ardia. Eu me lembrei vagamente do bico de ferro das aves do lago cortando minha by Text-Enhance\\\">pele, mas eu sentia como se isso fosse a um milhão de anos atrás.
- Passarinho estupido — eu resmunguei.
- Ficou louco? Deu pra falar sozinho agora? — era Melanie, ela se aproximava a passos lentos.
- Pior que isso, comecei a me machucar e esquecer do ferimento. — eu disse mostrando meu braço.
Ela torceu a boca, examinando meu ferimento.
- é, isso aqui ta bem feio, mas eu posso dar um jeito.... eu costumva cuidar das caçadoras feridas.
- Otimo — eu disse.
- eu ja volto — ela disse — fique aqui e tente não mexer muito esse braço.
Eu assenti.
Eu vi Melanie conversando com Luca, e ele tirou de seu cinto de ferramentas duas caixinhas azuis, e um tubinho de alguma coisa, depois tirou uma caixinha de primeiros socorros. eu sabia porque tinha aquela cruz vermelha na lateral.
Melanie voltou até mim.
- Isso pode arder um pouco, mas faça o favor de não gritar como uma menininha, não quero que meu irmão seja um frangote a respeito de machucados, e outra, não seria nada legal para sua imagem com Sam, ela ficaria desapontada se descobrisse que você pode matar mostros mas tem medo de um curativinho.
Eu realmente espero que minha irmã não tenha me visto corar.
E realmente ardeu, mas eu me segurei, pelo o que ela tinha falado. Melanie passou primeiro um algodão com alguma coisa gelada, ela disse que servia para limpar o machucado, depois, ela passou uma pomada e começou e enrolar meu braço com a gaze.
- Eu acho que te devo desculpas — ela disse, sem me olhar, bem concentrada em enrolar meu braço. — Sabe, por ser tão rude e grossa com você... você não tem culpa por...existir.
eu sorri, vindo de Melanie, aquilo era um imenso elogio.
- Eu também tenho que me desculpar — eu admiti — na verdade, eu fiquei um pouco assustado pelo fato de ser quem eu sou, e então, quando você e as outras caçadoras chegaram, eu quis me mostrar forte, valente, provar algum valor, e não deixei espaço nenhum para fazer alguma amizade.
- Não que alguma de nós estivesse interessada em amizade — ela disse rindo — na verdade, a maioria compartilhava o meu pensamento de cortar sua garganta.
Eu engoli seco.
- O que tr fez mudar de ideia?
Ela pareceu relutante em dizer, mas enfim suspirou.
- Na noite anterior ao nosso encontro com as aves, eu sonhei cim minh...nossa mãe. Eu não conseguia ver onde ela estava, mas via que ela estava fraca, sua aura diminuida, eu rosto estava cansado, com olheiras, e os cabelos um emaranhado de nós, eu nunca pensei que uma Deusa pudesse parecer tão... fragil.
Ela plhava para baixo, talvez tentando esconder as lágrimas.
- Ela não disse nada a respeito da localização, ou o que enfrentariamos, por mais que eu perguntasse, ela não disse nada disso, ela olhou no fundo dos meus olhos e disse " — meu filho " ela tinha tanto orgulho, e tanta dor na voz... " meu filho, Melanie, querida, voce precisa entender... ele é tudo oque resta para me salvar... meu precioso menino" e depois ela se tornou nevoa e sumiu.
Eu senti meu coração aquecer, eu so tinha visto minha mãe uma vez, em meu sonho, e ela não disse muito... eu me sentia vivo e querido ao saber que minha mãe não tinha me rejeitado como eu achei mipinha vida inteira.
- eu achei que ela estava ficando louca — Melanie continuou. — Masentão, quando você voltou, e me salvou... eu pensei que você me deixaria cair.... se livraria de um problema, mas não, você voltou e me salvou, mesmo eu sendo maldosa com você o tempo todo. Você tem um bom coração... maninho. — ela terminou o curativo no meu braço.
- Desculpe interromper o momento fraternal tão fofo — disse Bianca se aproximando — Mas... Artemis, resgate, missão... isso faz vocês lembrarem de alguma coisa?
Eu me levantei, tirando a poeira da minha roupa.
- então, para onde vamos agora, senhor GPS? — disse Nalu.
Eu fechei os olhos, dessa vez, não vi a trilha azul, mas o mapa dos estados unidos, e no centro, brilhava um estado meio retangular.
- Tenessee — eu disse.
- TENESSEE? — Luca exclamou. — Ah cara, eu não acredito, por que viemos até a California?
Sam deu de ombros — e você ainda quer entender os Deuses.
- Nós não vamos viajar a lá sombra outra vez — Disse luca, cortando o olhar maligno de Bianca.
- E também nada de cavalos voadores — disse Thalia se encolhendo. — desculpem, mas se tiver outro jeito, prefiro evitar voar.
- que tal o trem? — Sam sugeriu — Eu vi uma estaçao a pouco daqui...
- Otimo — eu disse — Mas dessa vez, teria como irmos de passageiros?
- Desculpe Drake — disse Sam, — mas aqueles passaros levaram minha sacola de moedas.
- Sem problemas — disse Luca, remexendo no sinto de ferramentas. Ele tirou de lá algumas notas.
- Luca, você tem certeza que isso não é... ilegal? — Nalu perguntou.
- Não, na verdade, acho que tem uma grande probabilidade se ser ilegal ,mas explodir vilas, e andar de carona no bagageiro de um trem também me parecem bem ilegal...
- Ok, somos ilegais, otimo. vamos logo — disse Thalia. — Qualquer coisa é melhor que voar.
Chegamos na estaçao de trem, Compramos nossas passagens para o Tenessee, com algumas paradas pelo caminho. Na hora de embarcar, o homem dos tickets pediu nossas cartas de permissão para viajar sozinhos. Luca remexeu na bolsa e tirou alguns papeis, eles estavam quentes, como se acabassem de sair do forno. Nalu usou seu " charme " para convecer o homem de aceitar nossa entrada nem ao menos checar os papeis.
Meu acento, por sorte do destino, era ao lado do de Sam. Luca e Nalu sentaram na nossa frente, as poltronas que davam costas para a minha eram de Thalia e Bianca, e Melanie ficou com o banco duplo, de frente para Bianca e Thalia.
Assim que eu sentei no confortavel banco de couro, eu senti meu corpo pesar, o cansaço voltou a me invadir. Sam e Nalu conversavam animadas, Luca entava concentrado em fazer um coraçao de engranagens para Nalu. As vozes pareciam vagas, eu senti meus olhos pesarem, e adormeci.
No meu sonho, eu vi minha mãe. Ela estava exatamente como Melanie havia descrito. fragil.
Mas seu roto pareceu ganhar vida quando ela me viu, seus olhos se iluminaram.
- Filho — ela sussurrou- venha até aqui, não tenho muito tempo... até Calisto voltar.
Calisto, esse nome rodou na minha mente, como se eu devesse conhecer.
Eu me aproximei dela, minha mãe levantou a mão, sorrindo, e tocou meus cabelos, um toque reconfortante, carinhoso, algo que eu so havia sentido quando era um bebe.
Então, minha mente foi invadida. eu estava flutuando, como um fantasma, em memorias, as memorias de minha mãe.
Ela e um jovem grande, de cabelos e olhos claros, nadavam no rio, eu assumi que aquele homem fosse meu pai. Ela sorria para ele, mas sempre que ele ae aproximava demais, ela dava alguns passos para trás.
A imagem mudou, meus pais agora estavam na cozinha da minha casa. Meu pai parecia espantado, e confuso. Artemis tinha um olhar de pesar no rosto, como se contasse a morte de alguem,ou talvez algo como " eu sou uma Deusa, estou esperando um filho se, mesmo que nos não tivessemos feito nada, e ele é um menino, eu não posso ficar com ele" Eu sentia que era a segunda opção.
Mais uma vez a imagem mudou, agora era uma sequencia mais rapida. Minha mae segurava um bebezinho no colo, era eu. ela cantava e me aninhava. Depois eu vi ela brincando de correr comigo. a imagem mudou, Artemis estava numa sala de marmore, um homem barbudo, vestindo toga e com um raio — isso mesmo, um raio — nas mãos, gritava com Artemis como se ela fosse uma garotinha. eu podia ser seus lábios, ele dizia " Mortal! você está se tornando Mortal! "
Elae sva mais uma vez na cabana, deixaa um bilhete com um colar , o meu colar, em cima da mesa. Ela foi até minha cama, beijou meu rosto, eu dormia, e então, ela saiu.
Eu voltei para o cenario inicial de meu sonho.
- Artemis... — eu disse, chocado.
- Por favor, me chame de mãe. — ela disse. — Drake, meu querido, me desculpe... eu queria... mas eu não pude. — Lagrimas começaram a escorrer do rosto de artemis, gotas perfeitas, como cristais.
Um rugido, muito, algo, capaz de tremer o chão, soou atrás de nós.
- Você tem que ir,meu bem, volteremos a nos encontrar — ela disse, e então, eu acordei.
Eu estava de volta ao trem. Era tarde da noite,ce todos dormiam. Nalu estava encostada na janela, e Luca estava encostado nela. Eu tinha a cabeça no ombro de Sam, e ela encostava a cabeça na minha. imaginei se eu havia adormicido no ombro dela, e dei graças aos Deuses por não ser athalia sentada do meu lado, eu tinha a certeza que seu dormisse no ombro dela, acordaria eletrocutado.
Eu levanteiva cabeça, Sam abriu os olhos, só uma fenda deles.
- já chegamos? — ela perguntou sonolenta.
- Não, ainda temos muito pela frente, volte a dormir — eu disse. Ela assentiu.
Sam voltou a se reencostar na poltrona, mas eu fui tomado pelo impuso, e coloquei a mão em meu ombro, puxando sua cabeça para meu colo. Ela se ajeitou, colocando as mãos apoiadas na barriga, e voltou a dormir.
Depois do sonho com minha mãe, eu havia perdido o sono. Eu tirei os cachos loiros do rosto de Sam, e passei a mão em seu rosto adormecido, ela era ainda mais linda quando estava relaxada, sem brigar comigo ou ficar preocupada.
Depois de alguns minutos a observando, eu cai no solo outra vez.
Notas finais
... sabe comoé....
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