Notas iniciais
oieeee, queria muito começar já agradecendo a Ale Belikov pela primeira recomendação da fic já tão no inicio, foi uma surpresa pra mim com apenas 2 capitulos ganhar assim uma recomendação por isso muito obrigada, esse capítulo é especialmente pra você, espero que gostem.

–Essa não esqueci-me de colocar um vestido preto- lamentei enquanto entrava na casa da família Dragomir de braços dados a Eddie, enquanto Mason estava mas afastado um pouco ao lado, ele não gosta muito de contato físico percebi no instante em que ele voltara, soltei um suspiro pesado, talvez ele ainda não tenha superado nossa ultima conversa e por mais que tente disfarçar eu também não havia o feito.

–Está de luto, querida irmã?- perguntou meu “querido” irmão enquanto sorria e cumprimentava brevemente as pessoas a nossa volta, o carisma em pessoa.

–Mas é claro que estou, principalmente agora- informei sorrindo falsamente.

–Pelo que, se me permite perguntar?-

–Nesse momento, minha vontade de viver- ele prendeu o riso, eu o olhei secamente, o olhar que demorara anos para aprender mais que logo foi transformado em um riso fraco.

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“Eu gostaria que alguém me matasse lenta e dolorosamente, depois de cumprimentar os donos da casa e sua família, fomos para um canto afastado obviamente as mulheres que ainda nãop são casadas não deveriam se expor tanto, somente algumas, dependendo da idade poderiam frequentar a sociedade, eu comecei aos quatorze anos a pedido de minha mãe que desde já queria me arrumar um marido,falta pouco para completar dezesseis então creio que não seja muito tempo comparado as mulheres mais velhas aqui presentes.”

“Não consegui olhar ao redor e não me sentir perdida, de fato jamais saberia como conseguira fugir de Rhea Dragomir e sua estimulante conversa sobre pratos e talheres, jamais imaginara algo tão tedioso.”

“Mas que lastima. A cena o qual me encontro, escondida nos arbustos, tentando desesperadamente não ser notada, dado a minha altura isso não seria uma tarefa tão árdua.”

Ouço vozes e no mesmo instante escondo tudo debaixo do vestido, me recomponho e tento sair sem que me percebam, mas fui pega.

Ele era alto, algo como, muito alto mesmo, deveria ser maior que meu pai e meus irmãos tenho certeza, e muito bonito, a beleza não era algo que eu dava valor de costume, nunca compreendi o porquê de as pessoas se apegarem a algo tão passageiro como a beleza, porem já tive minhas exceções naquele momento ele era uma delas. Ele estava de preto. Ele estava de luto.

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Dimitri Belikov,eu presumi, por ser o único a usar roupa fúnebre, agora de forma total e definitiva eu entendia tamanho fascínio, postura forte, cabelos longos, lisos e escuros talvez não tanto quanto seus olhos, olhos, olhar arregalado o dele e de todos que o acompanhavam, insistiram em fazer-me companhia, após apresentações decidiu-se por fazer um passeio pelo jardim.

–Senhorita Mazur se queria ver o jardim só bastava ter nos chamado, não deveria vir sozinha-

–Eu sinto muitíssimo senhora Dragomir, apenas não queria incomodar- eu sorri, o sorriso do qual ninguém duvidara a não ser o balançar de cabeça negativamente de meu irmão mais velho que voltara a me acompanhar de braços dados.

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Todos estavam entretidos em uma conversa desnecessária que só servia realmente para poder dizer que de fato estava-se tento uma conversa, eu andava alheia, isso vai parecer estranho mais jamais acreditei que grama de fato pudesse ser mais verde do que outra, para mim grama era grama, mais de alguma forma aquela grama não.

–É verdade então- murmurei baixinho mas não passou despercebido.

–Disse alguma coisa senhorita Mazur?- desviando o olhar das rosas perfeitamente podadas olhei para o conjunto de pessoas que andava lentamente, tentei imaginar quem poderia ter me chamado.

–Senhorita Mazur- claro, Natasha Ozera não parava de tagarelar estonteante por estar ao lado do viúvo russo eu suponho, mas creio que o assunto certamente não deveria estar o agradando, ele parecia tão disperso quanto eu, de fato não falara com ninguém, quero dizer não exatamente com ninguém, esta bem ele não falara comigo, mas talvez fosse inapropriado, embora ainda assim ferisse o ego, ele parecia mal me olhar.

–Ó, me perdoe eu estava pensando em algo e distrai-me- tentei sorrir amigavelmente porem imagino que devo ter fracassado.

–Por favor, compartilhe conosco o que pensara- ela disse, senti uma ponta de irritação em sua voz.

–Eu estava pensando- disse deixando minhas mãos acariciarem as pétalas de uma rosa cor de carmim – Que era verdade o que dizem-

–E o que dizem- agora Vasilissa era quem estava curiosa um pouco atrás de mim, olhei para ela.

–Não existe nada tão belo quanto um jardim inglês- Rhea a matriarca da família agradeceu ao elogio devido ao fato deste ser o jardim de sua casa, porém duvido que fosse quem trabalhou nele para que tivesse tamanha beleza.

–Perdoe-me porem devo discordar- todos viraram ao ouvir a sua voz ele só havia falado algumas vezes e mesmo assim não conseguira o ouvir com tamanha clareza quanto agora, minha face deveria estampar espanto, talvez todos estejam porem não saberia dizer não olhara para eles.

–Sinto muito por minha insolência, mas não há como não perguntar por quê? – tentei olhar em seus olhos porem os mesmos fugiram de mim, mas ao mesmo tempo eu não consegui deixar de sorrir enquanto que ele se mantinha sério e com a expressão rude.

–Sou um grande amante de minha terra natal, mesmo que goste muito de morar aqui nada poderia roubar meu amor pela Rússia-

– Totalmente compreensível- disse Natasha, eu duvidara de que ela realmente havia saído do condado alguma vez que dirá do país, era de se esperar que as mulheres aqui concordassem com tudo o que ele dissesse desde que isso significasse ganhar sua afeição, acredite como eu compreendia isso.

–De parte da Rússia disse que vinha mesmo?- eu estava passando dos limites, e não me importava, ele também parecia não se importa no entanto os outros ao nosso redor pareciam espantados, os meus pais poderiam não se opor a minha falta de respeito pelas regras impostas mas em situações assim eu deveria ser a dama perfeita, espere, não sou dama.

–Não disse na verdade- poderia ouvir seu sotaque o dia todo, era rouco bem diferente do britânico- Sibéria- ele disse finalmente, não contive uma risada.

–Sibéria?- eu repeti mais para mim do que para ele- O paraíso de gelo eu suponho.

–Paraíso de gelo?- soou mais como uma pergunta- creio que não é como imagina-

–Ó claro- eu o interrompi, erro grave, felizmente ninguém pareceu se importar meu irmão ao meu lado repreendeu-me beliscando o braço, tentei não fazer careta.

–Senhorita Mazur- ora que maravilha mais alguém para chamar-me a atenção, eu sabia o que falava não precisava que me corrigissem embora fosse exatamente o que uma criança dissesse, eu não era uma, não poderia ser- O senhor Belikov deve saber melhor do que fala ele já esteve em muitos lugares- aposto que gostaria que seu vestido fosse um deles.

–É verdade, o senhor Belikov já viajou para tantos lugares ainda tão novo que eu como homem vivido me sinto menos experiente- disse algum senhor que não me lembrara do nome- espero um dia poder ir para metade dos lugares o qual já foi- isso era verdade, o que não daria para largar tudo e ir para outro lugar.

Mas em meio a tanta bajulação de senhores que obviamente queria desposar suas filhas com aquele viúvo, ele parecia não se importar nem achar aquilo o mínimo relevante.

–Onde está sua irmã senhor Belikov?- Natasha perguntou de todas parecia a mais descarada, porem devia-lhe algum credito, enquanto as outras deixavam seus pais bajularem e lidarem sozinhos com o rapaz na busca de persuadi-lo a casar, Natasha tomava as rédeas da situação e parecia tentar conquista-lo por conta própria eu respeito isso, mas também não poderia deixar de me divertir as suas custas.

Ele deveria estar muito apaixonado, ou odiara fervorosamente o casamento, se fosse a primeira opção então era um tolo, se fosse a segunda talvez fosse mais ainda. Na minha idade algumas moças temem o casamento, outras o anseiam desesperadamente, acredito que eu seja indiferente quanto a ele.

Porem eu me via o mínimo curiosa para saber por que ainda vestia preto, era bizarro, sem contar revoltante, não por mim, mas por todas aquelas moças que pareciam dispostas a dar suas almas por uma aliança, no momento eu me encontro feliz com meu espartilho, talvez não tão feliz assim enquanto esse ainda me rouba o ar, eu vou me segurar a ideia de que é somente por isso que esta se tornando difícil respirar.

–Esta bem então, afinal o que é esse jardim perfeito e cheio de vida se comparado ao eterno inverno? Obviamente o inverno deve ser muito mais aconchegante, como um mar de facas.

–Talves sejam um mar de Roses- ele murmurou somente para que eu ouvisse, certamente ele não quis dizer um mar de rosas.

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Quando o evento acabou já estava pronta para ir embora, no entanto teria de me despedir, após vários momentos de harmonia fingida e calmaria forjada eu iria me retirar, quando uma voz me chama.

–Senhorita Mazur- como manda a regra abaixo à cabeça e desço um pouco com a coluna reta, ele faz o mesmo. — Perdoe-me não tê-la cumprimentado no inicio, não costumo ter de lidar com pessoas novas- Ter de lidar? Então eu era um fardo? Fora ele quem falara comigo em primeiro lugar, nunca gritei com ninguém alem de meus irmãos acredite se quiser, mas estou tão próximo agora que não imagina o quanto.

–Eu imagino que não deveria receber muitas visitas na Sibéria- minha voz deveria ter cortado mais que uma faca.

–Não costumo conversar com pessoas da qual não tenho uma opinião já formada sobre ela-

– Pois bem, não obriguei as palavras a saírem de sua boca- ele arregalou os olhos, também pudera olha o que fura dizer ao senhor de luto.

–Quis dizer que já sei o que penso ao seu respeito e não costumo mudar de opinião-

–Acredito que não esteja sozinho nesse quesito- ele estava sendo rude? Eu não saberia dizer. Eu saberia se tivesse dito algo realmente digno de tanta indelicadeza afinal eu mesma já o fizera inúmeras vezes, mas não aqui – pelo menos que eu me lembre- e não com ele.

–Pois então acabe com isso, diga-me de uma vez o que pensas de mim?-

–A senhorita é... – ele parou por um longo momento até que finalmente disse- Incomum.

Então ele não disse mais nada.

–Talvez não devesse ter dito isso- soou como ameaça embora não fora, não era corajosa a esse ponto, mas talvez pudesse ser louca.

–Acredite não foi minha intenção ofende-la-

–talvez tenha sim, talvez não, mas com certeza o senhor veio falar comigo no intuito de dizer-me isso, só ainda não sei por que, mas acredite que não poderia ofender-me nem mesmo se quisesse, mas falei sério quando disse que não deveria ter me contado.

Ele pareceu refletir, quem quer que nos visse acharia que estávamos tendo uma conversa amigável, talvez até flertando, mas eu Rosemarie Mazur sei o que é um flerte e estávamos bem longe disso, e essa conversa era exatamente amigável, até porque eu ainda não sabia o seu sentido.

–Agora eu já sei o que pensa de mim e que é provável de que não mude de ideia com relação a isso, no entanto o senhor não sabe o que eu penso a seu respeito, e não pretendo lhe contar tão cedo, por isso até breve.

–Seria de muita injustiça se não me contasse

–Me perdoe, mas nem mesmo eu poderia lhe dizer em voz alta.

"Eu definitivamente havia esquecido meu vestido preto"

Notas finais
Pronto mais um capitulo, ela finalmente conheceu ele, então o que acharam dessa recepção um tanto peculiar por assim dizer?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.