Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Estávamos no carro parados na frente de uma lanchonete barata de comida com procedência suspeita, mas era esse tipo de lugar que eu gostava de ir. Não porque gosto de comida ruim, não é isso, é que é nesse tipo de lugares que você pode se divertir pelo simples fato de quase ninguém frequenta ou pelas pessoas ao seu redor serem mais estranhas que você.

Voltando, estávamos no carro, mas não um carro qualquer. Estou falando de um Porsche dourado do ano com tudo que deixaria um garoto da minha idade louco. Eu não ligava mais, primeiro por ser uma garota com péssima memória para nome de carros e segundo por que de certa forma já estava acostumada a carros luxuosos.

– Se continuar comendo nesse ritmo, vamos nos atrasar – Bufou tio Ap.

Tio Ap é um cara legal mesmo que só me visite três vezes a cada três meses para me dar aulas de mitologia e línguas antigas como latim e grego .Bem, ele é o dono dos caros luxuosos no qual eu estava acostumada já que meu pai com seu salário de professo de universidade não poderia ter um desses. Mas acho que isso não se aplica a Ap, pois ele é professor particular e sempre vinha com um carro diferente quando me visitava.

– Não gosto de comer no carro – disse revirando os olhos.

– E eu não gosto de comer nesses muquifos que você chama de lanchonete alternativa.

– Mas você nem sequer esta comendo...

– Sei que não gosta da ideia de um acampamento de férias, mas você vai gostar juro que vai.

– Você disse isso sobre o acampamento de arco e flecha em Long Island... — murmurou baixo mais é claro que ele ouviu. Tio Ap tinha a audição de um leproso.

– É diferente, sei que vai se divertir.

Meu pai odiava Tio Ap e normalmente não levava a serio as ideias de acampamento de férias dele, uma única vez ele deixou que ele me levasse a um acampamento de arco e flecha, alegando que meu pai tinha que pensar em minha segurança pessoal e todo aquele papo de alto defesa. Não entendi muito bem como meu pai caiu nessa, claro, muito comum alguém andar armado de arco e flecha por ai.

Ele arrancou com o carro logo após minha tão esperada ultima mordida no lanche. Med no banco de traz latiu ardido implorando para ter uma janela aberta para colocar a cabeça. A viagem foi tranquila, pois nossa nova casa no Brooklyn não ficava tão longe do tal acampamento. Era estranho mais sempre achei que os carros de tio Ap eram mais rápidos que o comum...

– Bom, chegamos.

– Não sei como meu pai concordou com isso, você lembra o que aconteceu com o ultimo acampamento... Né?

– Não foi de todo ruim – ele diz de modo pensativo.

– Na verdade foi sim! – não queria magoá-lo, mas não é todo dia que se é perseguido pela diretora do acampamento que soltava fogo pelo nariz e tudo mais, se não fosse por... Quem mesmo? Estranho, mas não consigo me lembrar de quem me salvara, uma garota talvez...

– Terra para Ivy! – disse tio Ap estalando os dedos á minha frente.

– Tio Ap eu...- ele me interrompeu com um resmungo, ele não era meu tio de verdade e já tínhamos conversado sobre como ele se sentia velho com esse negocio de tio. Ele realmente não era velho ainda mais com os cabelos loiros arrepiados e óculos de sol como hoje.

– Ap – me corrigi – desculpe eu... Esse lugar parece uma fazendinha. – realmente só havia notado agora como o lugar era estranho.

– Eu estava dizendo que isso tudo tem uma ligação com a sua mãe...

– Não tenho mãe – o interrompi.

– Como quiser doçura, só estou dizendo que vai gostar daqui. Então pode descer, vamos, vamos – disse ele varrendo o ar com os dedos.

– OK, OK como quiser, não vou ficar ofendida por ser expulsa do carro – disse abrindo a porta e indo para a porta do passageiro pegar Med e a mochila.

– Ótimo – ele disse satisfeito me analisando com a mochila e a coleira de Med nas mãos – Só precisa de uma coisa- ele se virou e me estendeu uma camisa laranja, com “Acampamento Meio Sangue” estampado na frente acima de um Pégaso.

Peguei e a vesti por cima da regata preta que usava – Prontinho – ficou meio grande, cobrindo metade do meu shorts jeans.

– Ótimo, querida – Beijou o topo da minha cabeça e saiu em direção ao carro.

– Ei! Você não vai entrar comigo?- disse aturdida.

– Não.

E sorrindo ele se foi.

– Acho que agora é com a gente Med...

Notas finais
comeeeeeenteeem u..u