Notas iniciais
Na capa, temos a Daisy saindo do casulo (a pedra citada no capítulo anterior), mas façam de conta que é a Sophie rs

P.O.V. Autora:

Enquanto os Vingadores e os agentes da S.H.I.E.L.D. lutavam contra os homens, o casulo onde Sophie estava presa começou a se desfazer aos poucos. Quando restavam apenas alguns pedaços da pedra uma onda de gravidade lançou todos os presentes contra a parede. Era como se uma explosão invisível tivesse ocorrido.

A garota começou a levitar no ar, como se estivesse em um foguete fora da atmosfera. Ao olhar para baixo, ficou mais assustada do que já estava:

— P-por que vocês estão tão pequenos? – perguntou ao olhar Capitão América, Homem de Ferro e Viúva Negra se aproximando, após recuperarem-se da queda.

— Fique calma, senhorita! Apenas, fique calma! – pediu Rogers com cautela.

— Eu vou buscá-la! – Tony afirmou e ligou os propulsores de sua armadura, voando na direção da jovem. Abraçou-a no ar e a levou no colo até o chão.

— O que está acontecendo? Por que todas essas pessoas viraram pedras e não voltaram ao normal como eu? – ela perguntava confusa.

— ELES ESTÃO FUGINDO! – T’Challa gritou referindo-se aos homens que fizeram o ataque.

A maioria das pessoas ainda estava tentando se recuperar após serem lançadas contra a parede. Parte delas estava desmaiada por causa da pancada e algumas até feridas. Não tiveram condições para impedirem os homens de fugirem.

— Senhorita Triz, — Coulson se aproximou de Triz acompanhado de Daisy. – a Daisy pode te explicar melhor sobre o que está acontecendo...

— O QUÊ? COMO ASSIM? QUEM SÃO VOCÊS? – ela começou a gritar e algumas lágrimas despontaram em seu rosto.

— Nós somos a S.H.I.E.L.D., uma organização que cuida de todos esses ataques que vêm acontecendo no mundo junto com os Vingadores! – Daisy explicou. — Isso que aconteceu com você, mudará completamente sua vida daqui em diante...

— Minha pele está fervendo, meu coração está mais acelerado que o normal e eu fui a única a sair de dentro de uma pedra. Pare de enrolar e diga logo o que está acontecendo comigo! – Sophie estava realmente desesperada. Sentia algo diferente dentro de si. Algo que jamais havia sentido antes!

— Você acabou de se tornar uma de nós, somos os inumanos! – Daisy explica. – Há muito tempo, os krees, uma raça alienígena de pele azul, deixou aqui na terra esses cristais que se entrarem em contato com pessoas normais é nocivo. Mas se entrar em contato com pessoas que tem parte do DNA alienígena, elas se transformam em um de nós.

— Obrigada pela aula de história! – a brasileirarespondeu sarcástica. – Agora, como faço para me curar disso?

— Não há cura porque isso não é uma doença! – Daisy morde o lábio após falar isso. Ela sabe que sentiu o mesmo que Sophie está sentindo no momento quando passou pela névoa terrigênica.

— COMO É QUE É? – Triz começou a subir o tom de voz. – COMO ASSIM NÃO É UMA DOENÇA? EU QUERO QUE VOCÊS ME DIGAM COMO FAÇO PARA VOLTAR A SER UMA PESSOA NORMAL! – ao final da frase, vários objetos voavam em torno da garota.

— Senhorita Triz, acalme-se! – Doutor Estranho se pronunciava pela primeira vez. – Eu sei que é difícil aceitar, isso aconteceu comigo também! Acredite, eu era cético com relação às artes místicas e hoje sou o Feiticeiro Supremo!

— Olha, Doutor Esquisito, — a garota colocou a mão no peito dele irritada. – não me interessa o passado de vocês, só quero a minha CURA! – sem querer o Mago foi lançado para longe através dos poderes da garota.

Wanda se irritou e imobilizou Sophie com seus poderes:

— Senhorita nervosinha, não é porque você não sabe lidar com seus poderes que tem o direito de machucar os outros! – Sophie tentava se mexer, mas não conseguia. – Se acha que esses poderes são uma doença, se joga na frente de um caminhão, se joga num rio... Sei lá, se mata! – assim que Wanda terminou a frase, um campo gravitacional se formou em torno do corpo de Sophie, parando os poderes da Feiticeira.

Antes que a brasileira se explicasse, ao levantar sua mão para falar com Wanda, jogou-a para longe.

— PUTA QUE PARIU! COMO FAÇO PARA PARAR ISSO? – Triz perguntou à Daisy encarando suas próprias mãos.

— No começo vai ser meio difícil controlar... Foi assim comigo também! – Tremor dá de ombros parando na frente de Sophie. – Venha conosco, a S.H.I.E.L.D. pode te treinar e ajudar com essa nova vida!

— Mas eu não quero uma nova vida! – Sophie insiste.

— Tem certeza que não quer viver em uma agência ultrassecreta, lutar ao lado dos Vingadores e ainda receber um salário por isso? – Daisy arqueia uma das sobrancelhas.

Sophie fica pensativa por um longo tempo, enquanto Wanda a encara com um olhar mortal e Stephen tenta ler seus pensamentos.

— Quer saber? Eu sempre quis mudar o mundo. E eu nem gosto muito do meu emprego... – ela ri fraco. – Eu aceito!

Daisy comemora e a abraça.

— Seja bem-vinda à família S.H.I.E.L.D.! – Romanoff encara a recruta.

— Mas tem um problema em tudo isso... – Tony começa a falar. – Pedi à Sexta-Feira que procurasse dados dos caras que fizeram isso e eu não gostei nenhum pouco do resultado... – ele coça a cabeça olhando a tela do celular.

— Quem são esses caras? – Bobbi pergunta estralando os dedos.

— A H.Y.D.R.A.!

BÔNUS:

Victória ergueu o olhar para a figura em sua frente, que lhe estendeu a mão e repetiu a pergunta:

— Quem és tu?

— Eu sou Victória Gelardino! – afirma receosa.

— És de Midgard? – o homem pergunta e ela apenas assente com a cabeça. – Prazer, sou Thor, filho de Odin! Já estive em Midgard antes lutando ao lado dos Vingadores...

— THOR! – ela exclama interrompendo o rapaz. – Você está diferente... Não te reconheci! – Thor estava com os cabelos curtos e a barba mais comprida do que nunca.

— Meu irmão trapaceou comigo e cortou os meus cabelos! – ele dá de ombros. – Diga-me, como vieste parar aqui?

— Também não sei... A última coisa que me lembro é de ter entrado em um buraco negro! – ela coça a cabeça confusa. Thor percebe o ferimento em seu braço e fica espantado.

— Venha, vou cuidar desse teu ferimento! – caminha e a garota o acompanha. – Como entraste por um buraco negro? – questiona.

— Digamos que eu tenho poderes que controlam a natureza e algumas coisas cósmicas! – ela explica. – Sou filha do Doutor Estranho...

— O MAGO SUPREMO DE MIDGARD? – Thor fala alto parando imediatamente. – Teu pai... Preciso falar com ele, mas a Bifrost foi quebrada com a libertação do Ragnarok... – uma tristeza despontou no olhar do deus.

— Primeiro: O que é Bifrost? – Victória pergunta. – Segundo: O que é Ragnarok? E terceiro: Porque precisa falar com meu pai?

— Teu pai é portador da Joia da Alma! É o único que pode me ajudar a ressuscitar os cidadãos de Asgard. Bifrost é uma ponte que liga Asgard aos nove reinos e Ragnarok é o crepúsculo dos deuses. Mais algum questionamento? – o loiro arqueia uma das sobrancelhas.

— Sim, — Victória afirma. – se a cidade está nesse caos todo, onde você vai achar um curativo para meu machucado? – ela aponta para o braço ferido.

— Ora, para isso temos um médico aqui! – ele afirma com obviedade.

— Médico? – Victória pergunta.

— Sim, ele vem aí! – Thor aponta para um rosto bastante conhecido que se aproximava e não demorou para que a garota o reconhecesse.

— Doutor Banner!