Filha de um Estranho - Duas Temporadas
17 Vai taca, taca, taca, taca, taca
Notas iniciais

Quando eu gritei “ÁGUA”, olhei para Stephen que se aproximava do buraco negro e o vi se encharcar. Pois é, o buraco sumiu e virou água, como eu pensei. Mas por que a cadeira não apareceu? Nem o hambúrguer?
O que importa agora, é que caímos na água, afinal, a sala toda havia inundado. Até eu que há pouco estava lutando para não ser sugada, estava toda molhada. Por sorte, a quantidade de água não era capaz de nos afogar, então, consegui chegar a Stephen que me deu um olhar de poucos amigos.
Só que tudo ainda estava para piorar, quando a porta da sala foi aberta por Coulson e a água se espalhou por toda a base da SHIELD:
— Quem foi que fez isso? – perguntou vendo a barra de suas calças e seus sapatos ensoparem.
— Quem você acha? – Stephen questionou e conseguiu se levantar, afinal a água já havia se espalhado por todos os cantos. – A sua recruta, é claro!
— Eu achei que você estivesse a treinando! – Coulson retrucou para me defender. Isso era legal da parte dele!
— Estava, mas não sei o que deu nela de transformar uma árvore em um buraco negro e um buraco negro em água! – Stephen estava realmente irritado. Falava num tom ríspido enquanto tentava torcer suas roupas.
— Desculpe, eu ainda não sei como meus poderes funcionam! – tentei me redimir.
— Tudo bem, querida! Eu vou pedir para alguém secar esse molhariço todo! – Coulson realmente me entendia. Só Stephen me tratava com estupidez!
— Escute aqui, garota! – Stephen me puxou pelo braço e arregalei meus olhos, assustada. – Enquanto eu não descobrir como funcionam seus poderes, você está proibida de usar sua magia, estamos entendidos? – eu realmente estava tão amedrontada que não o respondi. Apenas balancei a cabeça positivamente e saí andando o mais depressa de lá.
Para piorar meu dia, esbarrei na pessoa que eu menos queria ver: Daisy!
— Oi! – afirmou com um sorrisinho irônico.
— Olá! Está tudo bem com você? – perguntei lembrando-me do dia em que eu a ataquei sem querer.
— Não... Enquanto você estiver aqui, eu não vou ficar bem! – afirmou e envolveu suas mãos em meu pescoço, pressionando-me contra a parede.
“Pare de fazer isso! Eu não tenho controle sobre minha magia. Posso acabar te machucando! Você sabe que não foi por querer!” – Não sei como, mas minha voz através do pensamento, era projetada para o pensamento dela. E quando isso acontecia, eu conseguia sentir o mesmo que ela!
Daisy se assustou com a voz e eu pude sentir isso.
— Seja lá o que estiver tentando fazer, desta vez eu vou ter controle sobre mim mesma e não vou...
“VAI TACA, TACA, TACA, TACA, TACA...” – comecei a pensar numa das músicas mais irritantes que já tinha ouvido em minha vida. Parece que funcionou, pois os dedos de Daisy começaram a se afrouxar do meu pescoço.
Olhei-a novamente nos olhos e voltei a projetar meus pensamentos para ela: “VÁRIOS HOMEM BOMBA, BOMBA, BOMBA AQUI! VÁRIOS HOMEM BOMBA, BOMBA, BOMBA LÁ...”
Imediatamente ela soltou meu pescoço e se curvou passando as mãos nos cabelos. Ela estava realmente irritada! Eu não me contive e tive que dar uma risada de leve. Foi quando ela levantou-se novamente e me encarou:
— Você acha que é melhor do que eu só porque consegue fazer isso?
— Posso não ser melhor, mas que isso pode te enlouquecer, eu sei que pode! Lá no dia da festa, você saiu completamente desnorteada após eu entrar em sua mente! Eu senti seu medo naquele dia... Eu também senti a sua irritação agora! Posso me conectar a você e isso pode te derrotar! – assim que falei isso, ela ameaçou me dar um soco no rosto. Por sorte, desviei a tempo!
— O que vocês duas estão fazendo? – Phil, que vinha com uma equipe de limpeza ao seu lado, viu que nós nos encarávamos prontas para brigar.
— Foi ela quem começou! – afirmamos em uníssono apontando uma para a outra.
— Acompanhem-me até a sala de reuniões! – ordenou sério e o seguimos de cabeça baixa, como dois cachorrinhos que levaram bronca de seu dono.
Chegamos à sala de reuniões e sentamos na mesa, quando Phillip começou o sermão de que deveríamos nos unir, pois a S.H.I.E.L.D. é uma só e blá blá blá...
P.O.V. Grant Ward:
Victória havia ido treinar com o Mágico de Oz enquanto eu teria que me reunir com o bêbado do Stark e sua turma. Espero que seja algo realmente importante!
Cheguei à sala da mansão e todos estavam reunidos. Olharam-me com uma cara feia, então resolvi questionar um tanto quanto sarcástico:
— Muito atrasado?
— Não... Só uma hora! – Parker apontou para o relógio.
— Ah, é que sabem como é! Victória dormiu comigo e ficamos até tarde nos divertindo! – eu ri e todos continuaram sérios. – Qual é o problema de vocês?
— O que você faz ou deixa de fazer com sua namorada, não interessa a nós, senhor Grant Ward! – o cara que usa fantasia de gatinho tentando me dar lição de moral? Eu mereço!
— Tudo bem, o que é tão importante assim para me acordarem tão cedo? – revirei os olhos.
— Vamos recrutar Steve Rogers e os outros fugitivos! Ontem a noite, T’Challa verificou através de seu sistema que a H.Y.D.R.A. está começando a agir. Inumanos espalhados pelo mundo estão sumindo repentinamente, me parece que estão montando o exército que Fury havia nos avisado!
— E já sabem para onde estão sendo levados? – perguntei.
— Não! – T’Challa respondeu. – Não sei por que, mas o meu sistema não está conseguindo localizar para onde estão levando-os e muito menos o que estão fazendo com eles!
— E quando vamos atrás do Capitão? – questionei tentando demonstrar interesse.
— Agora mesmo! Esta reunião é para informar que eu irei atrás do Capitão, enquanto T’Challa irá procurar o Gavião, Peter irá atrás do Homem-Formiga Gigante, Visão irá atrás da Feiticeira, Rhodes irá atrás do Falcão e você... Vai recrutar a Romanoff!
— EU VOU RECRUTAR A ROMANOFF? – falei alto, quase caindo da cadeira.
— Algum problema? – Rhodes me questionou.
— E se ela quiser me bater? Creio que ela não queira saber da S.H.I.E.L.D.!
— Não se preocupe, alguns agentes da S.H.I.E.L.D. irão te acompanhar! E por se tratar da Natasha que é extremamente bem treinada, mandarei com você as agentes May e Hill.
— A Cavalaria e a Chatona? Ótimo! – exclamei e Stark revirou os olhos.
— Mais alguma objeção, senhor Ward? – perguntou Rhodes como se fosse um general.
— Posso ir ao banheiro antes de partirmos? – perguntei brincando e Stark, novamente revirando os olhos permitiu.
Bati continência só para provocá-los e subi as escadas correndo. Cheguei no meu quarto, peguei meu celular e liguei para ele:
— Olá Ward! Espero que tenha novidades para mim!
— Claro que tenho... Eles estão sabendo do exército! Só que não conseguiram ver para onde os inumanos estão sendo levados!
— Ótimo! Que continue assim!
— Estou indo com eles agora recrutar a equipe do Capitão, fiquei encarregado de recrutar a Viúva Negra!
— Tome cuidado... Romanoff é extremamente habilidosa e ela sabe ver quando alguém está mentindo!
— Pode deixar comigo! Ela não vai nem desconfiar!
Ele riu.
— Estou orgulhoso de você, Ward!
— Que bom! Quando vai chegar a minha vez de ter a honra de fazer parte deste exército?
— Assim que sua missão acabar, Ward! Enquanto isso, mantenha-me informado e continue com seu disfarce!
— Pode deixar, agora preciso ir antes que desconfiem da minha demora!
— Lembre-se de ter cuidado! E antes que me esqueça, você deve sempre saudar à organização...
— E como é essa saudação?
— Hail H.Y.D.R.A.! – após ele pronunciar aquelas palavras desligou o telefone e eu voltei à sala onde os Vingadores estavam reunidos.
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