
Entrei na base dos Vingadores e vi quão grande e bonita era tanto por dentro quanto por fora. Minha boca se formou um perfeito “O”, tanto que Peter me deu um grito “Fecha a boca!”. Esse garoto é engraçado demais!
— Já está tarde! O que vamos comer? – perguntou T’Challa passando as mãos na barriga.
— Posso fazer páprica! – Visão exclamou e eu ri. – O que foi?
— Você sabe cozinhar?
— Claro! Não é porque sou um sintozóide que não sei cozinhar! – UI, essa doeu!
— Acho que a mulher do grupo poderia cozinhar para nós! – Ward disse envolvendo os braços em meus ombros.
Fuzilei-o com o olhar:
— Acha que sou sua empregada, ou o quê? – Todos me olharam assustados. – Eu nunca cozinhei... Minha babá fazia comida pra mim, ou minha mãe quando estava em casa. E no orfanato, quem cozinhavam eram as freiras!
— E como você quer casar? – perguntou Peter.
— Quem disse que quero? – respondi lhe dando um sorrisinho e uma piscadela.
— Ok, ok, vamos pedir logo uma pizza! – exclamou Tony e eu aplaudi, sarcástica.
— Comida italiana... Huuuuuum, há quanto tempo não como uma pizza de pizzaria? Deixa-me ver... – coloquei a mão no queixo como se puxasse as lembranças na mente. – Já sei, desde que fui para o orfanato! – caímos na risada.
Enquanto Tony foi pedir a pizza, sentei no sofá grande de couro preto e Grant se sentou ao meu lado.
— Eu sei que você quer descobrir quem é seu pai... Tenha certeza que Coulson irá descobrir! – afirmou e eu sorri. – Sabe, eu também tive uma família complicada!
Eu apoiei minhas mãos nos joelhos e o olhei com atenção:
— Quer me contar?
— Claro! – ele exclamou.
Ward me contou sobre seus pais que batiam nele e em seu irmão mais novo. Falou que seu irmão mais velho também o maltratava e uma vez o obrigou a jogar o mais novo em um poço. Percebi o sofrimento, a dor em sua fala ao contar que seu irmãozinho gritava, chorava em desespero, porém Ward teve de deixá-lo lá, para não apanhar mais de seu irmão mais velho. Disse que fez isso para protegê-los, pois se ajudasse o mais novo, ambos apanhariam.
Fiquei bem triste com a história de Ward. Vi seus olhos encherem-se de lágrimas enquanto contava a história e o abracei para confortá-lo. Ele me retribuiu, apertando-me em seus braços fortes. Seu corpo era caloroso e eu me lembrei em flashes da noite passada em que fiquei bêbada e beijei Grant. Aquilo fez com que minha intimidade pulsasse dentro da minha calça, mas eu não podia ficar com ele novamente, afinal ele é comprometido com a “Garota Terremoto”.
Percebi o olhar desgostoso de Stephen que conversava com Tony, mas nos encarava enquanto conversávamos. Esse Doutor ainda vai me enlouquecer com esses olhares dele!
— Olha a pizza! – informou T’Challa trazendo as três caixas de pizza nas mãos.
— Três pizzas? – perguntei. – Vocês comem, hein! – todos riram.
Visão me serviu um pedaço de uma quatro queijos. Huuuum, estava deliciosa! Fiquei querendo mais! Repeti, mas dessa vez peguei uma de calabresa. Depois de me esbaldar em cinco pedaços de pizza, senti-me como se fosse um balão a ponto de estourar. Acho que fazia muito tempo que não comia em grande quantidade e algo tão gostoso.
Depois do jantar, bateu o cansaço. Era tudo novo para mim e partir de amanhã meu treinamento começa! Por isso preciso descansar...
— Vamos dormir, pessoal? Afinal amanhã começam os treinamentos da Vick! – informou Ward. No mesmo instante concordei.
— Preciso de roupas para dormir! – afirmei.
— Vai ser difícil... Só tem homens aqui! – informou Parker.
— Ainda tem algumas roupas velhas da Pepper lá no meu closet... Tudo bem para você ficar com elas? – perguntou-me Tony.
— Claro! Mas quem é Pepper? – vi uma tristeza aparecer em sua expressão.
— Minha ex-namorada. – afirmou dando um sorriso sem graça. – Vamos ao meu quarto! Vou te dar algumas roupas dela que você pode aproveitar!
Sorri agradecida e acompanhei Tony que subiu as escadas e entrou em uma suíte enorme com um closet maior ainda!
—UAU! Que palácio é esse! – exclamei encantada. Ele riu, me puxou para a parte do armário, onde separou algumas roupas e me entregou.
— Aí estão algumas peças! Se quiser mais, me avise que peço para a governanta levar para seu quarto!
— Eu tenho um quarto? – perguntei surpresa.
— Agora você é uma vingadora, esqueceu? Venha, vou te mostrar SEU quarto! – deu ênfase brincalhão como sempre.
Segurou no meu braço e me arrastou para o final daquele longo corredor. Paramos de frente a uma porta marrom. Tony abriu a maçaneta devagar e vi uma cama com lençóis brancos límpidos estendidos. Ele jogou as roupas dentro das gavetas de um guarda roupas gigante e minhas malas já estavam lá.
— Amanhã peço para que a Margareth venha guardar suas roupas enquanto você treina. Também vou pedir para ela limpar. Acho que dá para você passar pelo menos esta noite! – suspirou e eu espontaneamente o abracei, num gesto de gratidão.
Nunca tive esta mordomia e eu estava realmente feliz por estar vivendo um momento tão diferente depois da monotonia de tantos anos!
— Obrigada por tudo, Tony! – sorri e ele me retribuiu, colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha. Beijou minha testa e ficou um tempo ali encarando o quarto, rodando a cabeça quase em 360 graus. – Esse quarto era de alguém em especial para você olhá-lo deste jeito? – perguntei tirando-o dos seus possíveis devaneios.
— Era do Steve Rogers! – deu um suspiro longo. – Preciso ir! Boa noite! – deus as costas como se fugisse do assunto. Fiquei ali, parada, intrigada por um bom tempo.
Depois me troquei. Peguei uma camisola cor de pérolas, senti cheiro de amaciante delicioso e me troquei. Deitei-me e fiquei fitando o teto por um bom tempo, refletindo sobre as mudanças em minha vida e tudo que já havia acontecido de mais louco desde que Coulson me recrutou para a S.H.I.E.L.D.
Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi batidas na porta.
Ao abri-la tive uma grata surpresa, Ward estava com alguns chocolates na mão.
— Oi, gosta de chocolates?
— Mas é claro! – afirmei puxando um dos chocolates de sua mão.
— Posso entrar? – ele disse arqueando uma das sobrancelhas.
— Senta aí! – apontei para a cama. Ele entrou, fechou a porta e se sentou ao meu lado na cama.
Comemos um chocolate cada e rimos de algumas piadas que Ward contou. Logo, ele se calou, começou a encarar meus lábios e lambeu os dele.
Antes que eu falasse qualquer coisa, ele impulsionou o corpo para frente e senti seu calor próximo a mim. Grant me beijou. Sua língua fazia movimentos giratórios em torno da minha e seus lábios estavam totalmente colados, enquanto eu estava sem reação.
— Pode relaxar, gatinha! – ele falou ao pé do meu ouvido e me arrepiei.
— Mas e a Daisy? – eu perguntava afastando-o com minhas mãos.
— Ela não é, nem nunca foi nada minha! Essas crises de ciúmes dela foi porque estávamos ficando e eu não quis mais ela... – quando ele falou aquilo senti um alívio.
— Então quando ela me atacou...?
— Foi puro ciúmes de uma ex-ficante! – ele completou e rimos. – Me dá uma chance, vai? – pediu encostando nossos narizes.
Eu estava sedenta por sexo. Não fazia nada desde que terminei com meu primeiro e único namorado e isso já faziam cinco anos.
Puxei-o pela camisa e o beijei vorazmente. Grant empurrou-me na cama e deitou-se sobre mim, tirando minha camisola.
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