Filha de um Estranho - Duas Temporadas
19 Novamente amiguinhos

Stephen preparou um lanche delicioso com mussarela e cheddar. Comi com o maior gosto e saboreava cada gostinho do cheddar. Nós conversávamos sobre vários assuntos aleatórios enquanto ríamos de algumas coisas engraçadas. Mas a verdade, é que toda aquela atração que senti por aquele homem no meu primeiro dia na S.H.I.E.L.D. voltou. E voltou com tudo! Eu encarava aqueles olhos verde-azulados e sentia meu coração palpitar mais forte dentro do peito. Até que em determinado momento, perdi o controle sobre meus sentimentos e resolvi inventar uma desculpa para poder arrastá-lo para seu quarto. Eu disse que queria ver sua Esfera de Agamotto que ele tanto falava. Claro, ele ficou se achando por conta disso e logo me convidou para irmos ao quarto dele.
Chegando lá, ele me pediu um momento que ia procurar seus artefatos mágicos para me mostrar. Enquanto isso, eu resolvi entrar em seu banheiro, aproveitando de sua distração e me despi. Logo, eu fingi cair no banheiro e dei um grito.
P.O.V. Stephen Strange:
Ouvi um barulho seguido de um grito vindos do banheiro de meu quarto. Olho para trás e Victória não estava mais no quarto. Só podia ser ela! Corro para ajudá-la, só que a vejo completamente nua em minha frente. Claro que em sã consciência, sabendo que ela é comprometida e que eu não sou um tipo de cara “pegador” não faria nada com ela. Entretanto, enquanto estendo a mão para ajudá-la a se levantar, sinto sua voz se projetando em minha mente: “Beije-me! Sinta o que estou sentindo! Venha Stephen, quero te sentir!”.
— Eu já falei para você não usar seus poderes! – ralhei com ela que apenas deu um sorriso safado no rosto e entrelaçou os braços em torno do meu pescoço.
— Pare de resistir, Stephen! Venha! – ela encostou nossos rostos e continuou a me provocar em pensamentos.
Eu comecei a sentir o que ela sentia. Novamente ela usava seus poderes para me ter para si. Provavelmente era por isso que desde a primeira vez em que a vi, comecei a não me controlar e queria tê-la para mim. E naquele momento não foi diferente.
Deixei que ela tirasse minha camisa, logo em seguida beijou meu peito e desceu até o final de minha barriga, onde parou e tirou minha calça junto com minha cueca. Depois, senti sua boca envolvendo minha intimidade e aquilo me fazia delirar. Eu sentia algo que há muito tempo não conseguia me dar ao luxo de sentir com outro alguém. Aquilo me fez lembrar novamente de Bianca. Victória me lembra a Bianca! Numa ação quase espontânea empurrei-a para longe de mim, que caiu sentada no chão, com o olhar confuso.
— O que é isso? – perguntou indignada.
— Desculpe, não podemos fazer isso... Você tem o Ward! – a verdade é que eu estava pouco me fodendo pro Ward! O fato era que eu havia lembrado da mulher da minha vida, Bianca!
— Esqueça o Ward! Nós não temos nada muito sério... – ela se levantou e caminhou para perto de mim novamente. – Agora você... Eu te desejo desde a primeira vez em que te vi. – Mordeu os lábios e novamente Bianca voltou à minha mente. Ela fazia isso quando estava excitada!
“Venha Stephen, me deixa ser sua!” – novamente ela se projetou em meu pensamento. Só que desta vez, não era a voz de Victória, mas sim, era a voz de Bianca... Naquele momento, eu me senti como se estivesse delirando, mas podia jurar que quem estava em minha frente era ela: a mulher de minha vida! “Eu quero ser quem você mais deseja, Stephen!” – depois que ela falou isso, literalmente eu só pensava em Bianca e foi aí que não me segurei e a beijei vorazmente.
Eu precisava senti-la nem que fosse só mais uma vez em meus braços. Eu a beijei como um beijo de saudade, como um soldado que acaba de voltar da guerra e beija a esposa que há muito não via. E depois de enrolar meus braços em sua cintura, eu a levei para minha cama, onde continuei a beijando e passando as mãos por cada canto de seu corpo.
Afastei um pouco meus lábios dos dela e os desci pelo seu pescoço, fazendo-a arrepiar. Depois, desci para um de seus seios, onde comecei a lamber, beijar, chupar... E finalmente, quando eu me senti completamente em êxtase, penetrei nela. Bem devagar. Meus movimentos de vai e vem eram calmos, o que a fazia agarrar o lençol e gemer a cada mexida. Depois acelerei o ritmo e pude perceber que ela chegou ao seu ápice. Senti-me vitorioso e não demorou muito para alcançar meu ápice também. Depois de tudo aquilo, Bianca entrou de volta para o banheiro, ofegante, com os cabelos bagunçados e um sorriso gostoso. Mas quando ela saiu, a ilusão acabou. Eu havia transado com Victória! E o arrependimento bateu...
P.O.V. Grant Ward:
— Demolidor! – exclamou Stark e logo se aproximou do cara com fantasia vermelha. – Quem está com os batimentos descompassados?
Ele parou, se concentrou e caminhou em minha direção:
— Qual é o seu nome? – perguntou e eu engoli a seco.
— Meu nome é Grant Ward! – afirmei tentando transmitir segurança. Mas meu coração palpitava cada vez mais rápido.
— Por que seu coração está tão acelerado, senhor Grant Ward? – perguntou-me sem me encarar e aquilo me assustava mais.
— Porque estou na frente de vocês, grandes mitos! Grandes heróis! Romanoff por exemplo, ela trabalha para a mesma agência que eu! – caminhei até a Viúva Negra, apoiei meu braço em seu ombro e percebi ela me lançar um olhar fatal.
— Você o conhece, Natasha? – perguntou ainda desconfiado.
— Não... Você é novo na S.H.I.E.L.D.? – o questionário começou por parte dela.
— Sou sim, entrei lá recentemente na equipe do Coulson!
— Coulson está montando uma equipe? – Capitão América perguntou.
— Está sim! Até temos uma nova recruta que está treinando com os Vingadores, chamada Victória Gelardino!
— Victória Gelardino? A filha de Paola Gelardino? – Romanoff deu quase um pulo quando ouviu o nome da garota.
— Ela mesma! Somos da mesma equipe e somos namorados... Acredito que vocês vão conhecê-la se forem conosco para a base dos Vingadores... – Eu tentei explicar e comecei a despertar interesse neles.
— Pois bem, nós vamos assim que o Stark nos explicar tudo sobre o plano da H.Y.D.R.A. e com a condição de que não teremos que nos registrar para lutar ao lado de vocês! – Maria Hill rolou os olhos, May bufou e Stark ralhou com essa condição do Capitão. Mas May começou a explicar toda a história sobre a guerra entre inumanos e humanos que a H.Y.D.R.A. estava planejando.
Ouviram-nos atentamente e concordaram em nos ajudar. Logo, Capitão América, Viúva Negra e Demolidor entraram na nave conosco. A missão estava cumprida e eu continuava infiltrado na S.H.I.E.L.D.
Chegando novamente à base, vi Victória sentada na sala de estar assistindo TV. Corri para lhe beijar e manter nosso disfarce, mas ela me tratou de uma forma um tanto fria. Deve estar de TPM...
Quando ela viu o Capitão América, só faltou surtar dando ataque de fangirl. Pediu autógrafo, tirou selfie e o caralho a quatro com o cara. Depois, ela começou a conversar com Romanoff e Demolidor, como se fossem amiguinhos de infância. Pois é, ela realmente estava encantada de estar nesse mundo de super-heróis! Logo, Rhodes chegou acompanhado do Falcão, Visão acompanhado da Feiticeira Escarlate, T’Challa com Gavião Arqueiro e Peter com o Homem-Formiga. Todos se reuniram ali na sala e conversaram por horas e horas como se tivessem voltado a serem amiguinhos e a Guerra Civil nunca tivesse ocorrido.
Eu já não aguentava mais tanta rasgação de seda junta e resolvi ir para meu quarto. Só que antes de chegar lá, avistei o Doutor Estranho socando a parede de costas para mim. Eu até ia provocá-lo e falar alguma coisa, porém preferi simplesmente entrar no meu quarto e ligar para ele para contar todas as novidades do dia de hoje.
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