Um pouco antes do final do capítulo anterior:

P.O.V. Autora:

Feiticeira Escarlate conseguiu ler a mente do Doutor Estranho e foi então que ela percebeu que tudo o que ele sentia por Victória não passava de uma forma dele se relembrar do único amor de sua vida, Bianca Bérgamo! Ela não pôde conter o alívio que sentiu ao saber disso, só mostrava que na verdade, o mago nunca foi apaixonado pela garota, mas sim, pelo fantasma de seu passado que o assombrava. Para ele, ficar com Victória era o mais perto que voltaria a ter Bianca em seus braços. Só que a Feiticeira ficou com uma dúvida: Por que as duas têm tantas coisas em comum?

— Doutor Estranho, me desculpe por te julgar, eu realmente não sabia de tudo isso... – Wanda se desculpou com certo constrangimento.

— Sem problemas, Wanda! Agora você sabe por que devemos protegê-la, não sabe? – Wanda também viu a visão que Stephen teve da guerra dos inumanos causada pela H.Y.D.R.A., então ela simplesmente assentiu com a cabeça positivamente. – Talvez, se eu usar a minha telepatia, eu a encontre...

— Então, concentre-se! Você precisa achá-la! – ela sorriu e ele retribuiu, voltando a sua posição de meditação anterior.

P.O.V. Victória Gelardino:

Depois do tal de Helmut Zemo mostrar seu rosto terrível para mim e dizer que aquilo foi culpa da minha mãe, senti um arrepio percorrer minha espinha. Por que aquela maldita árvore que eu sempre sonhei e sempre que eu sentia medo não apareceu naquele momento? Por que a merda dos meus poderes não funcionavam?

— O que a minha mãe tem a ver com isso? – resolvi questionar depois de um longo silêncio entre nós. Zemo andava de um lado para o outro.

— A sua mãe, aquela desgraçada, jogou um ácido que deformou o meu rosto e me deixou desse jeito... Como ela já está morta, VOCÊ — deu ênfase apontando para meu peito desnudo. – irá pagar por isso!

— Sabe que os Vingadores virão atrás de mim, né? – perguntei com certo deboche. Ele riu maleficamente, me fazendo assustar.

— Você está pelada, amarrada, em uma base à prova de quaisquer poderes e com três buracos de bala abertos... Acha que vai sobreviver até eles chegarem?

— Ela vai sim! – uma voz surgiu ao fundo, mas não me animei com o que disse, pois logo reconheci que ela era de Ward.

— Do que está falando, agente Ward? – Zemo questionou.

— Precisamos dela para dar início à nossa guerra! – Ward respondeu. Sua expressão estava mais sombria do que nunca.

Logo, outro homem com o rosto vermelho, semelhante a uma caveira surgiu também:

— Ande Ward, esse é o momento de mostrar que você mereceu passar pela névoa terrigênica! Mostre para Victória que a H.Y.D.R.A. está sempre à frente da S.H.I.E.L.D.!

— Quem é você? – perguntei ao vermelho.

— Eu sou o Caveira Vermelha... – ele se aproximou de mim, acariciando meu rosto. – Não me reconheceu, minha querida? – eu não o respondi. Só o encarei séria. – Fui eu quem coloquei o Ward dentro da S.H.I.E.L.D. e era para mim que ele passava TODAS as informações sobre vocês... Mas minha cara, sinceramente, eu já sabia da sua existência muito antes da S.H.I.E.L.D. te encontrar...

— C-Como? – gaguejei.

— Porque nós sempre estamos a um passo a frente de vocês! – Ward conectou um HD a um computador que começou a projetar imagens de vários documentos.

Logo, vi o nome “Paola Gelardino, agente nível 10” no título de um dos arquivos.

— Quer saber quem é o seu pai? – perguntou-me Ward. – Seja leal à H.Y.D.R.A., ajude-nos a liderar meu exército de inumanos e descobrirá!

Confesso que a proposta era tentadora, afinal, eu só havia entrado na S.H.I.E.L.D. por este motivo! Mas desde que descobri ter superpoderes, eu basicamente descobri que eu tinha uma razão de existir, no caso, salvar pessoas através desse dom! E eu sei que criar um exército de inumanos para matar aqueles que se negarem a se aliarem à H.Y.D.R.A. ia totalmente contra o meu propósito.

— FODA-SE! – gritei e ri debochando da cara dos três patetas da H.Y.D.R.A. – FODA-SEEEEEEEE!!! FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE... – comecei a cantar em meio a um sorriso sarcástico no rosto.

Eu irritei profundamente os três, tanto que levei um soco do Caveira no nariz.

— Ward, mostre a ela o que se faz quando alguém zomba da H.Y.D.R.A.! – ele ordenou.

— E eu, quando obterei minha vingança? – Zemo perguntou, enquanto Ward se aproximava por trás de mim.

— Se ela não quer se afiliar da H.Y.D.R.A., quero que você a mate! – Caveira ordenou e se retirou do local, desconectando o HD e colocando-o no bolso.

Percebi que Ward abaixou as calças, senti sua ereção atrás de mim... Eu sabia o que estava prestes a acontecer! Zemo, pegou uma caneta, passou na sola de seu sapato e começou a enfiá-la nos meus ferimentos de balas. Aquilo me fez sentir uma puta de uma dor do caralho!

Enquanto Ward penetrou em mim, me forçando a fazer sexo anal com ele, Zemo continuava a tentar me matar da forma mais lenta e dolorosa possível, causando-me uma infecção generalizada, colocando as bactérias de seu sapato dentro do meu corpo... E elas agiam rapidamente, tanto que a dor era instantânea.

Depois de um bom tempo sendo estuprada por Ward por trás, ele saiu de lá e começou a me estuprar pela frente. Ele me puxou para ficar de costas para Zemo, que começou a me dar chicotadas nas costas. A essa altura eu já nem sei o que doía mais... Eu apenas chorava e gritava de dor, entretanto eles não esboçavam nenhuma reação além de sorrisos psicopatas.

De repente, ouço uma voz entrar em minha mente:

“Victória... Victória...”— a voz chamava e era bem difícil para eu me concentrar, mas consegui. Logo percebi que era Stephen!

“Doutor Estranho, me ajude!”— respondi telepaticamente.

“Preciso que se concentre no local onde você está, se conseguir fazer isso, eu posso me teletransportar!”— ele informou.

“Você não vai conseguir se teletransportar, essa base contém superpoderes, eu mesma estou indefesa!”

“Ainda que eu não consiga me teletransportar diretamente para dentro da base, posso conseguir me teletransportar para aí perto. Faça o que eu mando!”— ele disse com um tom autoritário.

E em meio a lágrimas, consegui observar cada canto da base para descrever em pensamento para Strange.

“Ótimo! Chegaremos aí em breve!”— ele afirmou.

“Stephen, vocês não vão conseguir passar... Têm vários agentes espalhados pela base, armados até os dentes!”

“Levaremos nossos melhores combatentes! Eu já estou aqui... Não está tão difícil!”— ele afirmou com certo sorriso na voz.

Eu já comecei a perder os sentidos, a dor estava chegando a um ponto insuportável! E bem, como eu aprendi nas aulas de Ciências do orfanato, quando seu corpo não suporta mais a dor, você apaga... E minha vista se embaçou, até que isso acontecesse.

P.O.V. Stephen Strange:

Eu havia conseguido chegar à porta da base. Vi alguns agentes parados carregados de armamentos e com suas fardas. Decidi trazer Wanda comigo, ela era poderosa e podia me dar cobertura na parte de fora do cativeiro. Escondemo-nos em meio a alguns arbustos para que os agentes não nos vissem, peguei nossa localização no GPS e tratei de ligar para Coulson:

— Agente Coulson, encontrei Victória, estamos em Berlim, na Alemanha. Traga todos os Vingadores para cá! Mas atenção, essa base é à prova de poderes, então cuidado... —

— Tudo bem, vou avisar o Stark! – Coulson me interrompeu, atropelando minha fala e desligou.

— Sorte que eu aprendi um pouco de artes marciais! – sorri para Wanda que retribuiu.

— Pena que eu não tive o mesmo treinamento! – ela informou.

— Mas eu te trouxe justamente por causa dos seus poderes... Vou precisar que você fique aqui fora, cuidando desses agentes que estão na porta. Provavelmente tentarão fugir levando Victória e quero que você os impeça, entendeu?

— Além de muito bonito, é um excelente estrategista, Doutor Estranho! – Wanda sorriu maliciosa, acariciando meu queixo e aproximando seus lábios dos meus.