Filha de um Estranho - Duas Temporadas
46 Kisses, kisses everywhere!
Notas iniciais

P.O.V. Peter Parker:
Depois da festa frustrada do senhor Stark, levei Gwen até sua casa. Conversamos por um tempo e depois eu tinha que dizer à tia May que as aulas na Fundação Setembro voltaram e eu teria que ficar um tempo fora.
Antes que eu voltasse aos Vingadores, combinei de sair com a Gwen no domingo após a festa, que é hoje. Coloquei uma camisa do Pokémon, uma calça jeans comum e tênis. Gwen havia se tornado minha melhor amiga e a pessoa mais próxima desde que perdi a Vick. Eu ainda sentia falta dela, mas não tanto agora que conheci a pessoa maravilhosa que a Stacy é.
Fui até sua casa de bicicleta, toquei a campainha e ela saiu com um sorriso no rosto, linda como sempre! Usava um vestido florido e sapatilhas.
— Oi Peet! – ela cumprimentou. Eu a convenci a me chamar pelo meu apelido e olha que antes eu só deixava a Vick me chamar assim.
— Oi Gwen! – respondo sorridente.
Prendo minha bicicleta na porta de sua casa e decidimos dar um passeio pelo bairro. Stacy reclama de fome e minha barriga também, então, aproveito o pouco que restou do meu salário da S.H.I.E.L.D. e a convido para lancharmos no BK (N/A: Burger King, paga nóis!).
Chegando ao restaurante, do lado de fora vejo uma Lamborghini irada. Antes que eu pudesse babar naquela máquina, vejo o senhor Stark apoiado na porta do carro com a... Sophie? A garota mal chegou e o senhor Stark já está pegando?
— Ei, você não estuda na Fundação Setembro do Tony? – Gwen pergunta apontando para ele.
— S-sim... – gaguejo. É tão ruim mentir para ela!
— Por que não fala com ele? A tia May disse que ele foi a sua casa te convidar pessoalmente... Tem que ser muito nerd mesmo! – ela ri.
— Acho uma boa ideia! – rio diabolicamente. Esfrego as mãos e chego de mansinho perto do casal. – Oi, senhor Stark!
Eles se soltam imediatamente e me olham com uma cara de espanto muito engraçada. Se eu pudesse tirava uma foto!
— P-pirralho! – Tony me cumprimenta gaguejando e engolindo a seco.
— Oi, Peter! – Sophie dá um sorriso amarelo.
— Senhor Stark, estou surpreso em vê-lo aqui, achei que o senhor só frequentava restaurantes caros... – brinco.
— É que... Bem... A Sophie... E-eu fui buscá-la e ela quis parar aqui! – depois de se enrolar para falar, ele consegue dar uma desculpa. – Pirralho, vai curtir, afinal amanhã suas aulas recomeçam! – ele afirma.
— Por isso eu trouxe a Gwen! – aponto para ela que os cumprimenta. – Bem, foi bom te ver, senhor Stark... Até amanhã! – entro com Gwen no restaurante e comentamos sobre o quanto ele havia ficado sem graça.
P.O.V. Stephen Strange:
Eu estava no Sanctum Sanctorum arrumando minhas malas para levar para a base dos Vingadores quando ouço alguém bater na porta. Abro a porta, desanimado, pois já sabia que se tratava de Wanda:
— O que você quer? – pergunto seco.
— O que tá rolando entre você e a tal “Queen of Night”? – pergunta cruzando os braços.
— Tchau, Wanda! – falo sem paciência fechando a porta, mas ela segura com seus poderes.
— Você não respondeu minha pergunta! – ela fala, irritada.
— Não tenho nada! Só a conheci quando Murdock a trouxe com um ferimento gigante no braço, costurei e ela me entregou um cartão informando que era cantora da noite. Tony precisava de uma cantora e eu a indiquei. Por que quer saber Wanda? Não te devo satisfações! – afirmo irritado enquanto tentava fechar a porta novamente.
— Você é meu, Stephen! – a Feiticeira pula no meu colo e começa a me beijar puxando meus cabelos.
Tiro-a de cima de mim e jogo no sofá:
— Já chega, Wanda! Acabou! Eu não quero mais transar com você simplesmente por carência... Isso é errado! – afirmo sério.
— Vai dizer que não passou a sentir nada por mim durante esse tempo? – ela pergunta se ajeitando no sofá, fazendo uma pose sexy a fim de se insinuar para mim.
— NÃO, WANDA, NÃO! – grito. – EU NÃO SINTO NADA POR VOCÊ, EU ESTAVA CARENTE, A PERDA DA VICTÓRIA, DESCOBRIR QUE ELA É MINHA FILHA, O FANTASMA DA PAOLA... TUDO ISSO ME ENLOUQUECEU, AGORA TRATE DE SAIR DAQUI! – perco o controle e arrasto Maximoff pelo braço, empurro-a para fora e tranco a porta.
— STEPHEN! – ela grita enquanto bate desesperadamente na porta. – STEPHEN, VENHA CÁ! STEPHEN! STEPHEEEEN! – continuo a ignorando e arrumando minhas coisas. Já havia passado da hora de eu agir como homem!
P.O.V. Sophie Triz:
Depois que Peter interrompeu o beijo que Tony me deu, entrei no carro batendo a porta. Logo, ele entrou e ficou me olhando por um tempo.
— Desculpa Sophie... Eu não queria...
— Não queria, mas fez! – interrompo-o. – Tony, a gente nem se conhece... Não quero apressar as coisas! – afirmo passando as mãos em meus cabelos.
— Desculpe! – fala baixinho.
Ele acelera o carro e partimos para a base. Durante todo o trajeto, permanecemos em silêncio total.
Ao chegar ao nosso destino, enquanto o bilionário estaciona em sua garagem, apresso-o para que me entregue as malas.
— Eu vou te ajudar com as malas! – ele informa antes de eu descer do carro.
— EU NÃO QUERO! – grito e abro a porta irritada.
Tony me segue até o porta-malas.
— Não precisa ficar agindo desse jeito! – o playboy provoca.
— Cala a boca e me dá a porra das malas! – ordeno e o mesmo obedece.
Tony me entrega as malas, porém, ao invés de soltar fica puxando-as. Começo a perder a paciência e antes que eu fale qualquer coisa, vejo-o ser lançado para longe através dos meus poderes. Porra! Como controla essa merda?
Corro em sua direção e percebo que bateu a cabeça forte e desmaiou. Porra, porra, porra! Pego minhas malas e subo em direção à sala de estar da base, onde Steve beijava, ou melhor, engolia Natasha.
Pigarreio e eles param imediatamente me olhando assustados.
— Aconteceu um pequeno acidente... – falo sem graça. – Sem querer, eu joguei o Tony contra a parede, que bateu a cabeça e desmaiou! – eles riem.
— Bom trabalho! – Natasha brinca. – Vamos, Steve... Vamos acordar a Bela Adormecida! – ela o arrasta para a garagem.
Caminho na direção das escadas que dão acesso aos quartos, todavia, levo um susto quando Doutor Estranho surge na minha frente. Dou um grito tão alto que com certeza devem ter pensado que morri. Sem contar que minhas malas caíram no chão, abriram e minhas roupas se espalharam.
— Porra, Esquisito! – reclamo enquanto me abaixo para pegar minhas coisas.
— Desculpa... Eu tive que me teletransportar para fugir de uma pessoa! – ri sem graça.
— A H.Y.D.R.A.? – pergunto com os olhos arregalados.
— Não, não... Muito pior... Uma fã! – ele ri e eu fico sem entender. – Deixa que eu te ajude! – ele se abaixa e começa a me ajudar a pegar as roupas.
De repente, o vejo pegar uma de minhas calcinhas fio dental vermelha na mão. Ele a fita, curioso.
— Stephen?! – chamo e ele me olha meio assustado.
— Como você consegue usar isso? – pergunta.
— Só uso se quiser seduzir alguém! – brinco. – Pena que até agora não achei ninguém para seduzir aqui. – dou de ombros e ele ri.
Depois de guardarmos todas as roupas, ele pega as malas.
— Deixe que eu as leve para seu quarto! Vou levar as minhas também...
— Não precisa! – interrompo-o, tomando-as de suas mãos. – Eu me viro sozinha! – falo fazendo força. Preciso voltar a puxar peso!
— Eu insisto, deixe-me ajudá-la! – pede.
— NÃO! – falo alto e começo a subir as escadas com dificuldade.
Logo, vejo Wanda chegar e ela começa a brigar com Stephen. O motivo não consigo entender muito bem, pois ela fala mais rápido que uma metralhadora disparando.
Ela me lança um olhar mortal:
— Tá olhando o quê? – pergunta, cruzando os braços.
— N-nada! – engulo a seco e volto a subir as escadas.
Porém, meus braços não aguentam mais o peso de uma das malas e devido ao suor de minhas mãos, ela escorrega e se abre, espalhando tudo de novo...
Bufo e ameaço de começar a chorar, enquanto Stephen me olha com uma cara de “Eu ia te ajudar!”, mas logo volta a prestar atenção em sua namorada que o chacoalha para encará-la.
Visão aparece acompanhado de Sam e ao verem aquela minha cena deprimente tentando guardar minhas roupas, são solidários:
— Senhorita Triz, deixe-me te ajudar! – o sintozóide fala.
— Obrigada, Visão! – afirmo.
— Eu vou subindo sua outra mala enquanto isso! – Sam informa pegando minha mala e lhe dou um “joinha” em agradecimento.
Depois que Visão e eu recolhemos tudo, ao som da briga de Wanda com Stephen, ele fala:
— Posso guardá-las no guarda-roupa para a senhorita? – ele pergunta. Esse robô é tão fofo e gentil.
— Seria um grande favor! – afirmo e o androide sorri, subindo com a mala. – Enquanto isso, vou pegar só essa roupa e vou tomar banho! – aviso a ele que assente. Eu havia pegado um vestido para me trocar.
P.O.V. Tony Stark:
Após Steve e Natasha me acharem desmaiado, minha visão ainda turva e minha cabeça dolorida, pergunto o que aconteceu. Ele disseram que sem querer a Sophie me jogou contra a parede através dos poderes.
— Essa garota precisa ser treinada urgentemente, ai! – reclamo enquanto me levanto sendo apoiado pelos braços do Rogers. – Obrigado, Romanogers! – brinco e os dois se entreolham.
Sou guiado por eles pelas escadas e de longe ouço uma gritaria. Ao chegar à sala, vejo Wanda dando um tapa na cara do Doutor Estranho:
— EI, EI EI! – grito chamando a atenção de ambos. – Aqui não é lugar para briguinha de casal. Se quiserem discutir alto desse jeito, façam isso na rua, estamos entendidos? – a garota revira os olhos e sobe para seu quarto pisando fundo.
— Ela não é minha namorada! – Stephen informa.
— Não é o que ela pensa! – Natasha debocha e o mago a fuzila com os olhos. – Bom humor faz bem, Strange! – ele rola os olhos e sobe para seu quarto.
— Vamos jantar em uma pizzaria? – Steve pergunta enquanto aproxima seus lábios de Romanoff.
— EI, EI... Eu tô de vela! – chamo a atenção deles que riem sem graça.
— Foi mal! – Steve fala. Depois, caminha até a geladeira onde me traz pedras de gelo dentro de um pano e põe em minha cabeça. – Isso vai te ajudar a melhorar!
Sento-me no sofá, jogando o corpo e ligo a TV. O casal faz o mesmo.
Fale com o autor