P.O.V. Stephen Strange:

Quando Sophie se separou do beijo, fiquei encarando-a com os olhos arregalados por um bom tempo. A mesma, simplesmente se virou para os homens que estavam em silêncio e deu um sorriso vitorioso.

Tentei ler sua mente, contudo, não conseguia, era como se fosse impenetrável.

— Que tal me levar para casa hoje, senhor Cumberbatch? – questionou, virando-se para mim com uma sobrancelha arqueada.

— É... Bem... Eu... – comecei a pensar nas melhores palavras a dizer, mas ela semicerrou os olhos e entendi que era um sinal para sairmos dali. – Claro, ficarei honrado em levá-la embora! – concluo dando um sorriso sem graça.

— Ótimo! Adeus, rapazes! – disse acenando para os brutamontes que ainda estavam completamente calados, enroscou seu braço no meu e me puxou porta afora.

— O que foi aquilo? – começo a questioná-la, enquanto caminhamos ligeiramente até o carro deixado próximo do local.

— A única forma que achei de salvar sua pele. De nada, por sinal! – responde sarcasticamente e não contenho uma revirada de olhos.

— Como sabia que eu estava em perigo? E como se livrou do Strucker?

— Coulson me avisou pelo comunicador que eu tinha que te ajudar, para me livrar do Werner, Matt derramou uma bebida nele e iniciaram uma discussão... Espera, cadê o Matt? – pergunta quase para si mesma.

— Coulson? May? – chamo e aguardo respostas. – Onde está o Murdock?

“Ele ainda está discutindo com o Werner. Entrem no carro e iremos orientá-lo para que procure vocês!” – May responde através do meu comunicador.

Caminhamos mais um pouco e abro a porta do carro para que Triz entre, enquanto arruma seu vestido curto.

Sento-me ao seu lado no banco do motorista e ficamos em silêncio por um tempo.

— Você sentiu a mesma coisa que eu naquela hora? – quebra a mudez.

— Do que está falando? – pergunto inocentemente.

— Na hora do beijo... Eu tive a impressão de ver fogos de artifício... – fala virando-se para mim. – Acho que nós temos química, sei lá... – brinca com os cabelos.

— Não sei se vi fogos de artifício, todavia, devo admitir que foi surpreendente! – exclamo.

Vejo um sorriso se abrir em seu rosto, enquanto suas orbes azuis encaram as minhas. Tira os óculos que usava e os deixa no porta-luvas, faz o mesmo com seu ponto eletrônico que estava na orelha. Depois, volta a encarar meus lábios. Numa atitude repentina, agarra meu pescoço e me inclina para beijá-la.

Sinto seus dedos passearem pela minha nuca num movimento vagaroso que me deixa arrepiado. Leva uma de suas mãos para brincar por meu corpo e a deixa passeando um bom tempo em meu peito.

Sim, agora estou sentindo... É como se minha alma estivesse sendo projetada para um campo verde e sereno, com águas límpidas onde é possível ver cada vida que vive debaixo dela.

Somos interrompidos por um pigarreio e nos soltamos bruscamente. Ao olharmos para trás, vemos Matt com um sorriso medonho.

— Não é porque sou cego que vou deixar que vocês se peguem na minha frente. – brinca.

Sinto minhas bochechas queimarem e percebo Gravidade mais vermelha que o sangue que circula em suas veias. Ficamos com tanta vergonha, que fizemos de conta que nada havia acontecido e seguimos viagem de volta para a base dos Vingadores em silêncio. Ficaríamos lá esta noite e no dia seguinte passaríamos na S.H.I.E.L.D. para entregarmos o relatório da missão.

— Antes que me perguntem, cheguei agora, vocês já estavam se pegando. E eu só me livrei do Werner porque um cara veio me ajudar, dizendo que eu não tinha culpa de molhá-lo por ser cego. – Demolidor ri, porém, o ignoramos e seguimos viagem.

P.O.V. Sophie Triz:

Ao chegarmos à base dos Vingadores, o único que encontramos na sala é Tony Stark.

— Ufa, que bom que chegaram! – exclama e caminha até nós. – Fizeram um excelente trabalho! – me abraça e cochicha algo incompreensível em meu ouvido.

— Você observou a missão mas não deu palpite nenhum, Stark. Não tem que reclamar mesmo! – Matt contesta estressado e direciona-se ao seu quarto.

— Preciso de um banho, aquele lugar era muito fedido. Boa noite! – Stephen se despede, tomando o mesmo rumo.

— E então senhorita... – Tony começa a falar e se senta no sofá de fronte comigo. – Você disse que no retorno de sua missão poderíamos conversar. – eu sabia que iria me cobrar, mas não pensei que fosse agora...

— Posso tomar um banho primeiro? – questiono.

— Que tal uma hidromassagem? – rebate e abro um sorriso com a proposta tentadora. Depois, envolve sua mão em minha cintura, guiando-me ao seu quarto.

[x]

Após tirar aquela roupa incômoda do disfarce e a peruca, entro na hidro seguida por Tony. Ele não havia pedido, mas se um homem te convida para o quarto dele, não se deve esperar coisa boa...

Seu corpo fica por cima do meu, nossos lábios se selam num beijo quente. As línguas se entrelaçam e as respirações se descompassam.

Ele acaricia cada parte do meu corpo e sem delongas coloca seus dedos sobre meu clitóris, onde começa a acariciá-lo e fecho meus olhos, gemendo.

— Ai, Doutor! – murmuro.

— Doutor? – para repentinamente.

— É que... Bem... Na minha fantasia, eu sou sua paciente doente, carente e você deve cuidar de mim! – dou uma desculpa, fazendo-o sorrir maliciosamente.

— Se é assim, então vire de costas para que eu te dê uma injeção! – meu coração dispara e o obedeço sem pestanejar.

— Vai devagar, Doutor! – peço arrancando-lhe um sorriso, enquanto se posiciona atrás de mim.

No dia seguinte

P.O.V. Tony Stark:

Após a noite maravilhosa de ontem, acordo com o despertador da Sophie tocando alto. Ela precisava se apressar, pois iria à S.H.I.E.L.D. passar as informações da missão, entretanto ninguém poderia saber o que aconteceu. Pedi a ela que mantivesse segredo e não hesitou, pelo contrário, concordou. É a primeira mulher que consente com isso...

Para que ela não se arrisque em ir ao seu quarto e seja vista pelos corredores andando com lençóis, empresto minha camisa a ela, que serve como um vestido.

Acompanho-a até a porta. Ela sai de fininho, rumando ao seu quarto, porém, para ao ser descoberta. Romanoff pede que vá falar com ela imediatamente. Resolvo ficar ouvindo a conversa.

— Você está atrasada! Strange disse que era para vocês estarem na S.H.I.E.L.D. há meia hora! – a ruiva briga.

— Puta merda! Perdi o horário. – Gravidade explica.

— A noite foi tão boa assim? – Strange ironiza.

— D-do que v-você está falando? – ela gagueja e ouço uma risada do Mago.

— A camisa gigante do Black Sabbath, o cabelo bagunçado, o sorriso no rosto e os gemidos que ouvi do meu quarto... Acha que sou bobo? – ele é muito bom, tipo Sherlock Holmes.

Já que fomos descobertos, saio do quarto e dou um “bom dia” alto e contente. Todos nos olham com sorrisos perversos. Até o virjão do Picolé!

— Stephen, vamos para a S.H.I.E.L.D.? – Sophie ignora, quebrando o clima.

— Claro, senhora Stark! – brinca. – Mas é melhor trocar de roupa... – orienta.

[x]

P.O.V. Stephen Strange:

Teletransporto-nos à base da S.H.I.E.L.D., onde encontramos um Coulson furioso, acompanhado de May, Fury e Matt.

— É um prazer conhecê-la, Agente Gravidade! Sente-se, por favor! – Nick orienta-a. Eles ainda não haviam se conhecido.

— Gostaria de começar essa reunião parabenizando pelo sucesso da missão de ontem! – começa May.

— E eu gostaria de parabenizar por serem tão pontuais! – Coulson completa com sarcasmo. – Não queremos explicações, apenas digam cada detalhe da missão.

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Após os agentes anotarem nosso relatório, o qual seria usado para extrair possíveis informações adicionais dos planos da H.Y.D.R.A., Sophie sai da sala apressada. Resolvo segui-la, parando em sua frente.

— Você precisa comer alguma coisa ou vai passar mal... – oriento.

Ela dá um sorriso bobo, sem motivo aparente. E mais uma vez, não consigo entrar em sua mente para descobrir. Merda!

— Todo preocupadinho comigo... – coloca as mãos em meus ombros. – Escute, Stephen, não é porque rolou aquilo ontem que eu sinta algo por você, ok? – explica.

— Acha mesmo que quero alguma coisa com você? Enxergue-se garota! Sou desejado até mesmo por mulheres de outras dimensões, acha que vou querer algo com uma pirralha? – replico irritado. – Além do mais, o Stark sabe do beijo que aconteceu ontem? Porque se soubesse, não teria transado com você...

— Aquele beijo foi profissional, Stephen! Fiz para te salvar, e por sinal, você é um ingrato. – aponta o dedo na direção do meu rosto, nervosa. – Você é um velho, arrogante, egoísta...

— Stark não é muito diferente de mim! – rebato.

— Pelo menos ele é bom de cama... Já você, deve ser um brocha... – manifesta com desdém.

Cerro meus punhos enraivecido e antes que pudesse fazer qualquer coisa, Deadpool surge.

— VOCÊS SE BEIJARAM? – exprime num tom alto. – QUANDO VAI SER O CASAMENTO? – nos aperta em seus braços.

— Sai, Wade! – Sophie o joga para longe com seus poderes.

Sem arrependimentos, sai naturalmente, enquanto caminho em direção ao tagarela que havia voado para outro canto do corredor da base.

Base da H.Y.D.R.A.

Localização: Desconhecida.

Victória estava presa numa camisa de força dentro de uma cela. Um homem surge acompanhado de Thor.

— Guerreira Macabra, qual é sua missão mesmo? – questiona enquanto abre a cela, jogando Thor algemado ao seu lado.

— Senhor Kaecilius, minha missão é matar o Doutor Estranho, resgatar Zemo, Jessica Drew e Malick! – afirma convicta.

— Não... Não faças isto... – Thor murmura, debatendo-se com as algemas. Seu rosto estava completamente desfigurado. O deus do trovão recebe uma injeção tranquilizante que Kaecilius dispara com uma arma.

— Caveira Vermelha, avise ao Roberto que ela está preparada! – Kaecilius grita, ouvindo um “Ok” do fundador da H.Y.D.R.A.

Depois caminha até a cela ao lado e vê o gigante esmeralda sentado de costas. Sua cela era especial, capaz de conter qualquer perigo.

— Hulk, qual a sua missão? – o homem pergunta.

O verdão bufa e responde:

— Hulk esmagar Vingadores! – Kaecilius dá uma risada maléfica.