Notas iniciais
Aesthetic da Victória na capa ♥

Está em todos os jornais: Mais uma guerra começou!

Um lado finge pedir paz e o outro nunca escutou...

(Fresno – Homem ao mar)

— Elegantemente atrasado, senhor Strange! – cumprimento-o abraçando forte.

— Minha pequena, — segura meu rosto. – desculpe por ter te abandonado... Eu fui um burro! Já não bastasse você ter vivido a vida toda sem mim e eu fiz isso... Perdoe-me! – pediu com os olhos marejados.

— Pai, — acaricio seu rosto. – depois de tudo o que passamos, eu te entendo! Não precisa pedir perdão... – volto a chorar.

Ele me abraça de forma calorosa e fraternal, um abraço do pai que eu nunca tive e finalmente estava ali, diante de meus olhos.

Nosso momento é interrompido por Peter que grita e pula nas costas do meu pai:

— SOGRÃO! – Stephen quase cai para trás com a força de Peter.

— Que história é essa de sogrão? – pergunta nos encarando com desconfiança.

— Depois eu explico! Temos uma guerra rolando aqui, sabe? – explico apontando para as batalhas que ocorriam ao nosso redor.

— Guerra? Isso vai ser fácil! – afirma Wanda surgindo de um canto obscuro. – Já cuidei do Super-Choque (refere-se ao Lincoln). Quem mais vai lidar com meus poderes? – sorri mostrando as luzes vermelhas em suas mãos.

— Desculpa aí, diferentona, gótica suave, poderosa, fodástica! – Peter brinca. – Mas e do Colmeia, manja ou nem? – ele aponta para Hive que lutava com Fury, Hill, Fitz e Simmons.

— Crianças, por favor, segurem a hype! – pede meu pai, brincalhão. – Se nós quatro juntos lutarmos contra Ward, seremos capazes de vencê-lo!

— O nome dele é Hive agora! – aviso. – Nome feio, mas fazer o que, né? – dou de ombros.

— Vamos, Stranges! Não se misturem com esta gentalha! – Peet puxa meu pai e eu pelos braços, caminhando na direção de Hive e deixando Wanda com cara de poucos amigos.

Rio com sua zoeira.

— Mas pai, e o Lash? – pergunto a ele sobre o monstro que ainda estava imobilizado.

— Ele mexeu com a Macabra. Sabe como é... Mexeu com a Macabra, mexeu com você! – afirma. – E mexeu com você, mexeu comigo... Prendê-lo-ei em outra dimensão! – dá de ombros.

— Ele estava expelindo energia na Macabra... Por isso senti aquela dor! – falo quase inaudível. – Espera como você sabe que o nome da minha árvore é Macabra? – pergunto ao meu pai.

— Eu tenho informantes! – ele aponta para Wanda que já se aproximava de Hive sem nos esperar. – Ela é foda! – sorri.

— Não está apaixonado por ela não, né sogro? – Peter pergunta e meu pai o fuzila com o olhar.

— Claro que não! E quero explicações sobre essa história de sogro...

— Victória! – somos interrompidos pela voz de Natasha nos chamando. – Precisamos de ajuda com a mulher de vermelho! – fala com a voz cansada de correr de Jessica.

— Não a machuque! Ela é minha babá... – informo, deixando todos (exceto Peter, que já sabia) boquiabertos. – Depois explico melhor... Somente a detenham, ela não é má, está sendo controlada pela H.Y.D.R.A.!

— Estamos apanhando dela, sabia? – a ruiva ergue uma sobrancelha.

— Peter, Wanda, ajudem Natasha a conter Jessica. Eu irei conter o Hive e preciso que meu pai ajude o Homem de Ferro a conter o Hellfire. – oriento e todos consentem.

Cada um toma suas posições.

Máquina de Combate, Capitão América, Tremor e Visão que há pouco lutavam com o Lash que está imobilizado atualmente, foram lutar com a velocista YoYo. Day lançava suas ondas sísmicas para desestabilizá-la, mas ela ainda era mais rápida. Tanto que conseguia desviar dos golpes que Rhodes e Rogers davam, bem como os tiros que o Visão jogava. O sintozóide até tentava usar sua intangibilidade para atravessá-la, mas não conseguia. Até que o mesmo teve uma ideia:

— Já perceberam que essa inumana parte de um ponto especifico e volta para o mesmo lugar? – questionou.

— Eu tenho um plano! – Capitão América afirma e reúne todos os heróis ao seu lado. – Quando ela voltar para ao ponto de partida, o Visão atravessa-a com sua intangibilidade!

Jessica preparava mais um soco com sua energia bioelétrica para desferir em Natasha, quando Wanda cria um escudo com sua magia, fazendo Jessica bater e voar para longe. Só que como ela também ganhou asas, conseguiu voar na direção da Feiticeira para atacá-la, porém, Peter a segura com suas teias, enquanto o Homem-Formiga se encolhe para golpeá-la. Eu sei que eles conseguirão detê-la!

Gavião Arqueiro, Harpia, Demolidor e Pantera Negra lutavam com Zemo, que tentava cortá-los com suas katanas. Matt lhe deu uma voadora no peito, derrubando-o, mas logo se levantou. Bobbi atirou seus bastões na barriga dele, que inacreditavelmente, segurou-os no ar. Clint jogou uma flecha de gelo, que o deixou congelado por um tempo. Só que assim que descongelou, Zemo saiu mais irado do que nunca, lutando com Pantera que lhe dava socos e chutes.

Vi meu pai evocar o "Escudo de Seraphim" para se proteger das rajadas de fogo do Hellfire, enquanto Homem de Ferro atirava com seus propulsores e Coulson com suas armas da S.H.I.E.L.D., depois meu pai lhe descarregou uma forte energia a qual chamou de "Os Sete Sóis de Cinnibus". Tenho muito a aprender com ele!

Os outros Vingadores e agentes da S.H.I.E.L.D. estavam em vantagem até o momento. Mas ainda faltava a cabeça: Hive! Eu sabia que lutar com ele era sacrifício, tanto que ele estava tentando devorar a carne de Maria Hill com seus nano parasitas. Assim que vi isso, evoquei Macabra novamente, que lhe ergueu pelo pescoço. Hill ficou bastante machucada, pedi a Fury que a tirasse da batalha, enquanto Fitz e Simmons fossem ajudar os outros heróis. A briga seria Hive e eu! Claro que eu contaria com a ajuda de Macabra.

Fitz e Simmons insistiram em me ajudar, mas bati o pé que essa luta era minha e eles obedeceram. Caminhei até Hive que já se soltava dos braços de Macabra.

Quando caiu no chão, me encarou:

— Sabe que posso devorar sua carne, não sabe? – perguntou tentando me amedrontar.

— Sei! Mas, estou sentindo seu medo... Estou conectada com você! – Hive tinha um bloqueio mental que não me permitia entrar na mente dele para implantar meus pensamentos. Porém, eu conseguia sentir o que sentia.

— Que bom... Então espero que consiga ver isso! – ele atirou nano parasitas em Coulson que estava próximos a nós, que devoraram parte de seu braço. Por sorte, meu pai conseguiu controlá-los através de sua magia, o que fez com que ele não fosse devorado por inteiro.

— FILHO DA PUTA! – exclamo partindo para cima de Ward junto com minha árvore mascote.

Ele me dá dois socos no rosto. Um acerta meu olho, fazendo minha visão embaçar. Macabra o acerta com seus galhos.

— Não se esqueça de que além de inumano sou um exímio lutador! – ri.

— ÁGUA! – Macabra desaparece, transformando-se em água.

Todo o salão é inundado, fazendo com que todos caiam, em meio à forte correnteza que se forma. Exceto Peter e Jessica que lutavam pendurados na parede, como duas aranhas.

Hive consegue sair da água, coloca-se de pé e me levanta pelo pescoço. Minhas vistas escurecem e começo a sentir o ar sumindo, até que ele é enrolado por uma teia que nos joga no chão, entretanto me livra das mãos dele.

Fico debaixo d’água e começo a me debater na tentativa de livrar-me do afogamento. Por sorte, Peet me salva:

— Vick, tá tudo bem com você? – pergunta.

— Acho que está... – afirmo cuspindo água. – Peter, eu tenho um plano para deter o Hive, mas preciso da sua ajuda!

— Fale, eu faço o que for preciso... – afirma com um olhar preocupado.

— Preciso que todos os inumanos sejam atraídos para perto do Hive, exceto Jessica e Zemo. Zemo precisa ficar aqui para pagar por tudo o que fez e Jessica tem que ser curada do controle da H.Y.D.R.A.! – informo.

— Mas o que você vai fazer? – seu tom de voz fica mais aflito.

— Você verá! – informo, agarrando-o e lhe dando um beijo. Nossas línguas se movimentam rápido. Minhas mãos seguram seu rosto com força, enquanto uma de suas mãos acaricia meu cabelo e a outra aperta minha cintura.

Separo do beijo devido à falta de fôlego. Olho para o lado, meu pai está em pé, nos encarando com os olhos cerrados. Conecto-me com ele e percebo que está com ciúmes. Sorrio mandando um beijo no ar para ele que acena positivamente com a cabeça, dando um sorriso de lado.

Jessica ataca Peter por trás, que se livra rapidamente dela, jogando-a longe. Ele corre para seguir nossos planos, enquanto Hive termina de se livrar das teias que o prendiam. Ele tenta atirar nano parasitas em mim, mas Day surge na minha frente, fazendo um escudo com suas ondas sísmicas.

— Eu estava te devendo essa! – pisca para mim. Passo para ela o mesmo plano que passei a Peter.

Ambos agilizam o processo enquanto os outros ficam observando. Hive e eu trocamos golpes com dificuldade devido à água.

Logo, todos os inumanos estão reunidos. Até mesmo Lash, que ainda estava imobilizado, é arrastado pelo meu pai para perto de mim, Alisha, YoYo e Lincoln que estão desmaiados são levados por Wanda.

— Você nunca vai vencer esta guerra, Hive! Vá para o quinto dos infernos... – afirmo com raiva. Concentro-me e evoco: — Buraco negro!

Toda a água é dispersa. Hive percebe a cor de meus olhos mudarem para a cor negra. Enquanto o buraco negro não surge, é o tempo que tenho de orientar os Vingadores a se segurarem em algum lugar. Todos obedecem, mas sinto que estão com medo.

O buraco negro começa a sugar o exército da H.Y.D.R.A. Hellfire tenta se segurar na perna da armadura de Stark, mas o mesmo lhe dá um chute que o empurra direto no buraco negro.

Todos são sugados, exceto Jessica, que estava enrolada nas teias de Peter e estava se debatendo a fim de se soltar e Zemo que estava preso na parede pelas flechas do Gavião Arqueiro.

Hive começa a ser puxado, mas antes de entrar no buraco negro, puxa minha perna. Começo a ser sugada para dentro dele, mas meu pai segura minhas mãos. Minha metade de baixo está dentro do buraco negro. Minha metade de cima está fora.

— Victória, eu vou te salvar! – meu pai me olha desesperado.

— Pai, se você me salvar, o Hive ficará também! – informo.

O buraco negro começa a se fechar, pois eu não estava perdendo a concentração.

— Vick, seus olhos estão oscilando entre a cor normal e a cor negra. Se o buraco negro fechar agora, você vai junto! – informa enquanto continua se esforçando para me puxar para fora.

— Desculpe pai... Esse é meu sacrifício... – afirmo com lágrimas nos olhos. – Finalmente poderei rever minha mãe! – sorrio em meio à tristeza. Meu pai começa a me repreender, mas não dou ouvidos. Apenas solto de sua mão e deixo o buraco negro me engolir.

P.O.V. Stephen Strange:

— VICTÓRIAAAAAAAA!!! – grito desesperado. – NÃOOOOO, NÃOOOOO!!! – caio de joelhos no chão, chorando.

— Eu não acredito que ela fez isso! – Homem-Aranha chega por trás de mim, tirando sua máscara, chorando.

Logo, todos os Vingadores formam uma roda ao nosso redor para se lamentar pela perda.

Dois dias depois:

— Estamos aqui, nesta cerimônia, em memória das agentes Victória e Paola Gelardino Strange. – era a primeira vez em que eram apresentadas com meu sobrenome. — Ambas lutaram bravamente contra a H.Y.D.R.A., ambas perderam suas vidas pelas mãos da H.Y.D.R.A.... – Fury fazia um discurso. Fazíamos uma cerimônia de despedida para Vick. Sem caixão, pois não tínhamos o corpo. Era somente para celebrar e honrar a coragem que ela e sua mãe tiveram. Para homenageá-las que tanto se dedicaram à S.H.I.E.L.D.

Todos choravam muito. Eu estava sentado no meio de Peter, May e Coulson.

— Eles ainda vão pagar por isso! – a agente informa, sem derramar uma lágrima. Mas a tristeza era perceptível em seu semblante.

— May, meu amor! Você não pode viver a vida atrás de uma vingança! – Coulson deposita um beijo em seus lábios com o rosto banhado em lágrimas.

Peter estava abraçado comigo, soluçando de tanto que chorava. Eu também estava em prantos.

— Doutor Estranho!? – Stark me chama. – Tem certeza que não quer mesmo voltar para os Vingadores, em memória de sua filha? – pergunta.

— Meu lugar não é aqui... – afirmo sem lhe dar muita atenção.

Algumas horas depois:

A cerimônia estava encerrada. Optei em não fazer discurso. Não sou muito bom em expressar meus sentimentos!

Wanda conversava comigo, estava com o rosto triste, mas se sinal de ter chorado. Ela nunca gostou da Vick, seria ironia ela chorar...

Agradeço às condolências de todos e caminho até meu carro. Mas antes, sou interrompido por Daisy, que vem de braços dados com Matt. Peter vem logo atrás:

— Senhor Strange, onde ficará agora? – Parker pergunta.

— Sanctum Sanctorum! – afirmo.

— Onde fica isso? – Daisy franze o cenho.

— É o seu santuário, em Nova York, não é? – Matt pergunta.

— Exatamente! O lar do Mago Supremo não é uma lenda! – brinco. – Vê se volta para a escola! – bato no peito de Peter que sorri.

— Infelizmente vai ser difícil sem a presença dela. No começo, queria sair com a Vick para causar ciúmes na Betty, mas agora tenho certeza que estava mesmo apaixonado... – informa secando uma lágrima insistente.

— Ela estará para sempre aqui... – toco no lado esquerdo do meu peito. – Em nossos corações! – afirmo. Abro a porta do carro. – Cuidem-se crianças! Até mais! – despeço-me entrando no carro.

Ligo o carro e antes de dar partida, observo pela última vez um banner estendido na praça com a seguinte escrita:

Quantas armas poderão calar as almas
dos que estão em guerra?

(Fresno – À Prova de Balas)

Dou partida no carro, enquanto vou refletindo sobre esta frase durante o caminho.