Filha de Zeus
6 Capítulo 6.
Notas iniciais
O dia amanheceu calmo no Acampamento. Ouviam-se o barulho das espadas se chocando e o barulho das flechas sendo disparadas ao alvo. Também ouviam-se gritos de reclamação de vários campistas aos irmãos Stoll. Madeline levantou bem devagar, assimilando tudo oque lhe acontecera no dia anterior. A missão fora um fracasso, disso todos sabiam. Faltava Quíron decidir oque fazer. Mas, antes disso, a garota teria uns assuntos para tratar com o Centauro.
Após se levantar, tomar um longo banho e vestir alguma roupa, Madeline correu por todo o Acampamento atrás de Quíron. E o achou, dando um sermão em Travis Stoll, perto dos arqueiros.
– Quíron! – berrou. O Centauro olhou para trás e a viu.
– Bom, já vou indo. – Travis riu, saindo de cena.
– Não pense que nossa conversa acabou! – gritou, para o garoto que ria.
– Precisamos conversar sobre a Profecia. – disparou, sem respirar.
Foram para um lugar afastado, a praia. Não havia ninguém aquela hora, muito menos Percy, que deveria estar em seu décimo quinto sono. Madeline contou oque lhe atormentava, o fato de Anne ainda não ter sido reclamada, e a Profecia dizer que ela se sacrificaria. Quíron ouvia tudo com atenção, sem deixar escapar detalhe algum.
– Estou preocupada. – murmurou.
– Não fique. – disse, o Centauro. – Talvez, não seja algo tão sério.
– Profecias são sérias. Eu sei disso. – murmurou novamente.
– Quantas Profecias disseram que campistas iam morrer, e então, voltavam sã e salvos? – era uma pergunta retórica, então, Madeline não respondeu.
– Eu sei, mas há algo que me perturba. – disse ela.
– Profecias são feitas para enganar. Confundir você. – disse, sorrindo.
– Precisamos de ajuda do Olimpo, se quisermos pegar a espada.
– Duvido muito que eles vão te ajudar. Zeus pode querer, mas não depende só dele. Para tudo há uma votação, e não acho que Ares vá deixar que te ajudem. – disse, dando ombros. Madeline bufou.
– Nesse ponto eu concordo. – falou. – Vou pensar em algo, obrigada.
***
E então, se passaram um, dois, três dias. E Madeline não havia pensado em nada. Consequentemente, ela havia se afastado um pouco de todos, para ficar no estábulo com os Pégasos. E então, viu Blackjack, o Pégaso de Percy. Fez carinho na cabeça do animal e lhe deu alguns torrões. Foi o suficiente para que o Pégaso a amasse de imediado. Caminhou para o café da manhã lentamente, mas viu uma movimentação no céu.
Algo descia rápido para o chão, mas ninguém ali sentia medo. A barreira os protegeria, não é? Mas quando aquilo passou a barreira, todos começaram a se preocupar. Pegaram vários armamentos, mas Madeline ficou no mesmo lugar. E então, quando aquilo pousou no chão, viram que era um Pégaso.
– Uau. – alguns murmuraram.
Era um cavalo branco, e quando se olhava para o tal por mais de cinco segundos, seus olhos chegavam a doer de tanto que o pelo reluzia. As asas tinham detalhes em dourado, magnífico. E então, Madeline notou uma caixa dourada presa ao cavalo. E tinha seu nome.
"Querida filha.
Este é o seu Pégaso. A levará para onde desejar, a qualquer hora. Seu nome é Fox, espero que goste.
Zeus."
Após ler o bilhete, Madeline sorriu e viu Percy abrindo espaço entre as pessoas. A menina passou a mão pela crina do cavalo, – ou será égua? Melhor chamar de Pégaso mesmo. – e o mesmo relinchou. Viu de canto de olho Anne e Annabeth chegarem com espadas nas mãos.
– Não precisa disso. É só um presente. – murmurou.
– É lindo. – sorriu Percy. A menina sorriu de volta.
– Eu sei. – disse.
– Sabia que eles podem falar conosco? Pela mente. – disse Percy, sorrindo.
– Jura? – Madeline indagou, e viu o garoto assentir. – Hum, vamos tentar.
Hum, olá, pensou Madeline.
Olá, nova dona, você é linda, respondeu o Pégaso, Agradeça ao seu namorado pelo elogio, ele também é muito bonito.
Obrigada, mas Percy não é meu namorado, a garota riu, provocando olhares duvidosos dos campistas ao lado.
Não? Mas ele te olha de um jeito, sei lá, disse o Pégaso, soltando um relincho. Madeline gargalhou e fez um carinho na crina do animal.
– Ela disse que você também é bonito. – Madeline disse para Percy, que corou.
– Vamos colocá-la no estábulo. – disse o menino, guiando as duas.
– Fui falar com Blackjack hoje. – deu ombros.
– Não me diga que deu torrões para ele. – murmurou.
– Ah, mas ele fica tão feliz quando come. – Madeline fez bico.
– É por isso que ele gosta tanto de você. – riu.
– Todos me amam. – Madeline brincou.
– Inclusive eu. – murmurou, só para ele ouvir.
– Como? – indagou a menina.
– Nada, nada. – deu ombros, sorrindo.
***
– Hey, Blackjack! Olha quem eu trouxe! – brincou Madeline, parando em frente ao cavalo. Percy saiu de trás dela, fazendo uma dancinha alegre – e bizarra.
– Ele disse que eu sou um dono desnaturado por deixá-lo sozinho. – o garoto riu, e o cavalo relinchou.
– Poxa. Sozinho? Fico com você todos os dias, e você vai e fala que está sozinho? – a menina perguntou, fingindo estar chateada. Ela estava falando com um cavalo, isso não era normal. – Vem, Fox.
Uh, disse o Pégaso branco, que cavalo lindo!
Acalme-se, pediu Madeline, rindo, ele é Blackjack.
– Blackjack disse que ela é bonita. – Percy deu ombros.
– Engraçado, ela disse que ele é bonitão. – riu. – Os Pégasos podem falar entre si?
– Não sei, mas acho que sim. – deu ombros. – Vamos.
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