Filha da loucura
2 Entramos em Arkham
Notas iniciais
*toc,toc*
– Queriiiiiidaaaa! É a mamãe!
– Pode entrar.
Ela entrou, a garota estava ajoelhada no chão checando se as armas estavam carregadas, caminhou até ela e disse
– Você vai precisar disso – disse ela colocando um colete a prova de balas no colo da menina.
– Sério? Você sabe que eles não usam aramas. – disse ela guardando a arma no cinto.
– É, mas usam teasers , e tem o ricocheteio das armas dos nossos e... – ela foi interrompida pelo olhar de Lucy, um olhar que dizia em tom sarcástico “pior desculpa do mundo” – qual é uma das principais regras de combate?
Lucy se lembrou de seu primeiro dia de treinamento, ela estava assustada, tinha acabado de ser arrancada de sua tia e já estava no antigo hospício, segurando uma arma, com o único objetivo de acertar um alvo, objetivo no qual falhara miseravelmente, tirando isso a única coisa que se lembrava foi da mãe se ajoelhando ao seu lado, colocando a mão sobre seu ombro e dizendo, “duas das principais regras de combate, você foca com o olho esquerdo, então, primeiro: sempre foque no alvo de modo que a ponta da arma fique bem ao lado esquerdo de onde você quer acertar”. Ela mostrou como se fazia e em seguida continuou, “ e segundo...
–Sempre use colete a prova de balas. – ela completou seu pensamento e viu a mãe fazer uma cara de aprovação pela filha ter se lembrado daquilo.
– Isso, ah, e você também vai precisar disso – ela disse pegando uma katana que havia trazido consigo e estava escorada na parede.
Sem perceber que a arma havia ficado lá durante toda a conversa, ela a pegou um pouco assustada e levantou devagar, a ultima vez que a vira e usara, ficou enfurecida com um capanga e a usou para mata-lo, o pai, mais enfurecido ainda, a estapeou e tomou a katana para si dizendo que iria destruí-la.
–Vá vestir o traje, eles já devem estar indo. – disse arlequina saindo pela porta enquanto sorria para a garota.
– Como você sabe?
– Porque esse é o nosso jogo querida, sempre deixamos uma dica de onde estamos, é assim que nos encontram, é assim que funciona. – disse e fechou a porta afinal
***
– Barbara, quero que decodifique os códigos chave, Tim e Dick irão na frete para cobrir o perímetro, Damian, você vem comigo, entenderam?
Ouviu-se um couro de sim, e então todos foram para seus meios de transporte rumo a Arkham.
***
Ela se olhou no espelho rachado em 5 partes, aquela memoria era até que engraçada, estava trinando com seu chicote quando acidentalmente acertou com tudo o espelho, riu da memoria e voltou sua atenção a sua aparência. Seu cabelo castanho estava solto, a boca e o nariz cobertos por um pano, deixando apenas os olhos azuis a mostra, os braços estavam descobertos, e por baixo do colete usava uma blusa que havia sido adaptada para comportar as duas katanas, a calça jeans estava apertada, o que ela odiou visto que, não poderia dar chutes altos ou certos movimentos, usava ainda uma bota de amarrar que ai até pouco abaixo do joelho, tinham o solado duplo, o que aumentava a força e impacto de um chute, naquele momento ela se sentia gloriosa.
Uma batida de porta ela correu para abri-la , interrompendo um capanga no meio de sua segunda batida, ele interrompeu o movimento a tempo de não socar a cara dela.
– Qual o motivo de você dar o ar de sua graça? – perguntou ela irônica, se apoiando no batente da porta
– Os outros estão aguardando-a senhorita, estão esperando ordens.
–Ordens? — perguntou com um sorriso de canto de boca e arqueando uma sobrancelha.
– Sim, a senhorita vai comandar uma equipe, vamos estão te esperando.
– Hum – disse cruzando os braços, e em seguida andou pelo corredor – você vai ficar ai ou vai me seguir?
***
Sem muitas dificuldades, a batfamilia adentrou em Arkham, estavam agora em uma grande sala que funcionava como lugar de identificação dos criminosos, para que eles pudessem ser levados para as celas.
– Isso foi até fácil, você sabe, para Arkham. – comentou Tim
–É, fácil demais — respondeu Batman olhando em volta – fiquem atentos, pode ser uma emboscada.
Após desbloquear a entrada, a porta se abriu e todos entraram atentos, para a surpresa deles o grande salão estava vazio, havia celas de observação nos arredores do cômodo, e do segundo andar uma sala com uma grande janela dava vista para onde estavam, com exeção de um telão em uma das paredes não havia objetos ali. O telão se ascendeu, e um rosto surgiu ali, um rosto que nenhum deles reconheceu.
– Quem é você? – perguntou Batman
– Pode-se dizer que eu sou a funcionaria do mês – respondeu a garota.
– Estou sem tempo para gracinhas, onde está a bomba? — o tom de sua voz se elevou na ultima frase.
– Olha, orelhas pontudas, um amiguinho meu me disse que você ama charadas, então aqui vai uma bem fácil, o pedestal você deve subir, para a bomba não explodir, tic tac tic tac, vocês tem 1 minutinho, não se atrasem – disse ela em tom de brincadeira e em seguida desligou a tela.
– Pedestal, pedestal – sussurrava batgirl tentando entender a charada — Pedestal! Quando foi construído, Arkham havia um monumento em hora a Amadeus Arkham, mas foi retirada após risco de queda.
– A estatua ficava em cima de uma grande construção de concreto, talvez esse seja o pedestal, onde a bomba está, — completou Dick
Sem mais uma palavra, todos foram as pressas para um dos pátios de recreação onde estava o “pedestal”.
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