Filha da guerra

16 15. Shopping • Jacob Black



— 05:45


O som do motor do SUV desligando no pátio marcou o fim de uma noite longa. O serviço fora limpo no cais do porto, rápido e sem margem para erros, mas a fuligem e a sujeira das ruas de Seattle grudavam na pele como uma segunda camada.

Puxei o ar frio da madrugada para os pulmões antes de empurrar as portas duplas de madeira da mansão. Paul, Embry e Sam vinham logo atrás de mim, mantendo o tom de voz baixo enquanto discutiam a contenção do perímetro do porto. Eu estava exausto, sem o paletó do terno e com as mangas da camisa enroladas até os cotovelos, querendo apenas um copo de uísque e o silêncio do meu quarto.

Mas assim que pisei no hall de entrada, estanquei.

Encolhida em uma das poltronas do canto, abraçando os próprios joelhos com os pés descalços sobre o mármore frio, estava a minha garota.

Renesmee.

No mesmo segundo, ergui a mão em um gesto seco, fazendo com que os homens atrás de mim parassem no ato. O silêncio no salão ficou absoluto.

— O que você tá fazendo acordada a essa hora, morena? — perguntei, a voz saindo mais grave e rouca do que eu pretendia, cortada pelo cansaço da noite.

Ela se levantou devagar. Estava pálida, com olheiras sutis marcando o rosto delicado e os cabelos acobreados levemente bagunçados. Quando deu os primeiros passos na minha direção, vi o olhar dela descer pelas minhas roupas e travar na minha camisa branca.

Ali estavam as marcas do meu trabalho: fuligem, terra e os respingos escuros do sangue do desgraçado que achou que podia desviar carga do meu clã.

Ela deu um meio passo para trás, o pavor brilhando nos olhos castanhos como se estivesse encarando um fantasma.

— Jacob... você tá sujo — murmuro ela, a voz trêmula e embargada. — Tem... tem sangue em você. Você tá machucado?

Olhei para baixo, encarando o tecido manchado no meu peitoral. A inocência dela diante da minha realidade sempre me parecia quase irreal.

— Não se preocupe, Nessie — disse, dando um passo na direção dela sem hesitar, deixando transparecer o sorriso frio que era natural do meu mundo. — O sangue não é meu.

Atrás de mim, escutei a risada irônica e debochada de Paul e Embry.

— Pode ter certeza de que não é o dele, senhorita — soltou Paul em tom baixo, antes de Sam dar um tapa firme nas costas dele para que calasse a boca.

Renesmee nem piscou para a piada dos meus homens. Ela continuava me encarando como se o ar do salão estivesse se esgotando. O tremor nas mãos dela e a forma como respirava rápido me entregaram no mesmo instante: algo tinha acontecido naquela casa enquanto eu estava fora.

— Eu... eu preciso sair um pouco — soltou ela, a voz falhando, passando as mãos trêmulas pelos cabelos. — Preciso respirar... preciso dar uma volta Eu tô sufocando aqui dentro.

Fiquei a milímetros dela. Reduzi a distância até sentir o calor do corpo dela contra o meu. Ergui a mão direita, suja de fuligem, e segurei a nuca dela com firmeza. Senti o estremeção da sua pele sob os meus dedos, mas ela não recuou. Seus olhos vasculhavam o meu rosto buscando salvação no mesmo homem que exalava cheiro de morte.

Eu não iria fazer perguntas sobre o motivo do surto dela ali, na frente de Sam e dos outros. Ninguém naquela casa precisava ver a fragilidade da minha mulher.

— Você não vai sair a essa hora, morena — ordenei baixinho, a voz descendo para um tom fechado, apenas entre nós dois, enquanto o meu polegar acariciava a pele macia do seu pescoço. — E você não vai a lugar nenhum nesse estado.

— Jacob, por favor... — pediu ela, os olhos marejados quase me implorando.

— Nós vamos subir — decretei, sem dar o menor espaço para contestação. — Eu vou tomar um banho para tirar essa sujeira do meu corpo... e você vem comigo. Vamos tomar um banho quente juntos para você relaxar essa cabeça. Depois a gente conversa.

Olhei por cima do ombro para Sam, que entendeu o recado na hora e dispensou a guarda com um aceno de cabeça.

Girei de volta para a minha garota e entrelacei meus dedos grossos nos dela, sentindo o quanto a mão dela estava fria. Puxei-a com firmeza em direção à escadaria principal, pronto para trancar a porta do meu quarto e descobrir exatamente quem tinha ousado tirar a paz da mulher que me pertencia.


10:30


Elliott Bay Waterfront | Seattle, Washington


O sol da manhã era uma piada fraca atrás da camada espessa de nuvens cinzentas, mas a luz clara e o ar gélido das oito horas faziam bem. A névoa baixa ainda pairava sobre a baía, e o cheiro forte de mar e madeira molhada preenchia o calçadão quase deserto de Elliott Bay.

Olhei de canto para a garota ao meu lado. Renesmee apertava os dedos no sobretudo de lã escura e puxava o ar congelante para os pulmões com os olhos fechados, como se estivesse bebendo aquilo. Depois de semanas trancada entre as paredes de mármore da minha mansão — tendo saído uma única e tensa vez apenas para aquele evento do prefeito —, ver a minha mulher ali, andando ao ar livre tão cedo, parecia um alívio urgente para ela.

Eu mantinha um passo calmo e cadenciado ao seu lado. O banho quente de mais cedo no meu quarto tinha tirado cada vestígio de sangue e fuligem da minha pele. Eu vestia um sobretudo preto sobre a camisa limpa, as mãos afundadas nos bolsos e a atenção dividida entre o rosto dela e qualquer movimento suspeito no perímetro.

A cerca de quinze metros atrás de nós, dois dos meus SUVs pretos rodavam em velocidade reduzida pela avenida silenciosa. Pelo calçadão, Embry e mais três homens de terno escuro caminhavam discretamente, mantendo as mãos perto das jaquetas e os olhos atentos a qualquer aproximação nas docas.

A segurança era absoluta. Ninguém tocaria nela.

— Tá muito frio para você, morena? — perguntei, a voz saindo grave no silêncio da manhã.

Renesmee abriu os olhos e me encarou. Um sorriso sincero surgiu nos lábios dela.

— Não... tá perfeito — respondeu ela, o tom suave. — É só que... eu tinha esquecido como é a sensação de andar ao ar livre logo cedo. Sentir o vento da manhã no rosto assim... parece até que a vida é normal.

— Você não é uma garota normal, Nessie — lembrei, no tom calmo e realista que eu nunca escondia dela, embora tirasse a mão direita do bolso para oferecê-la. — E o meu mundo não tem nada de normal. Mas se você precisava sair daquela casa para colocar a cabeça no lugar, a gente sai.

Ela entrelacei os dedos nos meus sem hesitar. A mãozinha dela estava fria por causa do vento da baía, contrastando com o calor da minha. Ver a minha mulher caminhar de mãos dadas comigo sob o céu de Seattle dava uma ilusão estranha de casal comum, mas a pegada firme da minha mão e a presença da minha escolta ao fundo mostravam a verdade: ela era do Capo, e eu a protegia do meu jeito.

— Obrigada por me trazer aqui, Jacob — murmurou ela, olhando para as luzes do mercado de Pike Place acendendo ao longe. — Eu estava enlouquecendo naquela mansão.

Parei perto do parapeito de madeira, de frente para a névoa que cobria a água. Puxei o corpo dela devagar até colar suas costas no meu peitoral, envolvendo meus braços ao redor da cintura dela e abrigando-a contra o vento gélido que vinha do mar.

— Eu disse que cuidaria de você — murmurei perto da orelha dela, sentindo o perfume do cabelo dela se misturar ao ar salgado. — A fortaleza é para a sua segurança, não para ser uma cela. Se você quiser ver a rua, me avisa.

Renesmee encostou a cabeça no meu peito. Sentir o peso dela relaxar contra o meu corpo me deu a certeza de que a decisão de tirá-la daquela casa pela manhã fora a certa. Fosse qual fizesse a sombra que a assustara durante a noite, ali, no meu abraço, ninguém tocaria na minha mulher.

Do calçadão gélido e enevoado da baía, guiei o comboio de SUVs pretos direto para o distrito comercial mais exclusivo do centro de Seattle. O shopping de luxo ainda estava calmo naquelas primeiras horas da manhã, mas a minha equipe de segurança já havia checado cada entrada e saída do perímetro antes mesmo de cruzarmos as grandes portas de vidro.

Renesmee parecia outra pessoa. O ar pesado, o pavor mal dissimulado e a ansiedade sufocante que a dominavam na mansão deram lugar a um brilho vivo e curioso nos olhos castanhos. De mãos dadas comigo, ela caminhava pelos corredores de mármore brilhante, parando diante das vitrines iluminadas das marcas francesas e italianas mais caros da cidade.

Em cada loja que entramos, os gerentes e atendentes desdobravam-se em reverências e cortesia exagerada ao reconhecerem quem eu era. Bastava um aceno discreto da minha cabeça para que o estabelecimento fosse fechado exclusivamente para nós. Entrei com ela em boutique após boutique, observando em silêncio enquanto ela escolhia vestidos, casacos de lã, sapatos e acessórios.

Na hora de pagar, eu simplesmente tirava o meu cartão de crédito preto do bolso e o entregava aos caixas sem sequer olhar para os valores. Ver a minha mulher usar o meu dinheiro, vestindo-se com o que havia de melhor na cidade e assumindo o seu lugar ao meu lado, trazia-me uma satisfação crua, profunda e possessiva. Ela era a mulher do Capo, e Seattle inteira precisava entender que nada no mundo faltaria a ela.

Após algumas horas e dezenas de sacolas acumuladas nas mãos de Embry e dos outros dois homens, que nos seguiam a uma distância discreta, paramos diante da vitrine de uma maison de lingerie de alta-costura. Rendas pretas artesanais, sedas vermelhas, corseletes e tecidos translúcidos decoravam os manequins sob luzes suaves e amareladas.

Renesmee desacelerou o passo, olhando para as peças com uma mistura de curiosidade, fascínio e timidez visível.

— Quer entrar? — perguntei perto da orelha dela, a voz descendo para aquele tom grave e pausado.

— Acho que já compramos demais por hoje, Jacob... — murmurou ela, as bochechas corando levemente enquanto desviava o olhar da vitrine. — As sacolas já estão lotadas e...

— Nunca é demais — decretei, cortando-a sem dar margem para contestação, segurando a mãozinha dela com firmeza e guiando-a para o interior da loja.

A gerente da boutique veio imediatamente ao nosso encontro com passos apressados. Ao perceber quem acabara de entrar, a mulher engoliu em seco, arranjou um sorriso bajulador e correu para fechar as cortinas aveludadas da entrada, garantindo privacidade absoluta para o Capo dos Black.

Junto com a gerente, veio uma atendente mais jovem, alta, loira e impecavelmente maquiada. A garota de imediato nos conduziu para a área VIP no fundo da loja, um ambiente reservado com iluminação intimista e sofás de veludo escuro.

— É um honra imensa recebê-lo em nossa loja, Senhor Black — disse a atendente loira, a voz excessivamente aveludada e doce. Ela nem sequer olhou para Renesmee de início, mantendo os olhos fixos em mim, inclinando o corpo para a frente de um jeito nada sutil ao me oferecer uma taça de cristal com uísque refinado. — Um drinque para o senhor enquanto a jovem olha as peças? Se o senhor precisar de qualquer coisa... qualquer coisa mesmo... estou inteiramente ao seu dispor.

Aceitei o copo de uísque com um aceno frio de cabeça, mal me dando ao trabalho de olhar para a garota. No meu mundo, pessoas tentando me agradar por medo ou interesse eram mato.

Mas quando voltei os olhos para Renesmee, percebi o impacto imediato.

Minha mulher estava parada a dois passos de distância, rígida. O rubor tímido das suas bochechas desaparecera, dando lugar a uma palidez tensa. Os olhos castanhos dela queimavam ao encarar a atendente loira, a mandíbula delicada travada e os braços cruzados sobre o peito. A garotinha ingênua dera lugar a uma postura ereta, indignada, exalando um ciúme puro e terrivelmente mal disfarçado.

Apertando o copo de uísque na mão, senti um sorriso sombrio e extremamente satisfeito desenhar-se no canto dos meus lábios. Ver a minha garota marcar território em silêncio, queimando de ciúmes por mim, acendeu um fogo quente no meu peito.

— A minha noiva vai provar algumas peças — ordenei, a voz cortante e fria direcionada à atendente, enfatizando a palavra ‘noiva’ com deliberada autoridade. — Traga os melhores conjuntos de renda. Pretos e vermelhos. Agora.

A funcionária loira desfaz-se no mesmo instante, o sorriso murchando ao perceber o erro, e correu para pegar os cabides.

Aproximei-me de Renesmee, que mantinha os olhos cravados no chão, bufando baixinho. Segurei o queixo dela com os dedos, erguendo o seu rosto para encarar o meu.

— O que foi, morena? — provocai baixinho, o tom carregado de deboche e prazer. — Não gostou do atendimento da moça?

— Ela é uma oferecida — disparou Renesmee em um sussurro irritado, os olhos brilhando de raiva ao me encarar. — Fica se jogando para cima de você como se eu não estivesse bem aqui do seu lado! E você nem disse nada!

— Eu não preciso dizer nada, Nessie — murmurei, me curvando até a minha boca quase roçar a dela, apreciando cada segundo daquela fúria adorável. — Você é a única mulher que interessa neste lugar. E a única que vai vestir essas rendas para mim. Entendeu?

Ela engoliu a seco, o ciúme dando lugar a uma onda de choque elétrico que fez as bochechas dela queimarem de novo.

A atendente retornou apressada, entregando quatro cabides com conjuntos minúsculos e sensuais de lingerie para Renesmee e indicando o provador VIP — uma sala ampla com espelhos de três ângulos e uma cortina pesada de seda cinza.

Renesmee pegou as peças e correu para o interior do provador, puxando a cortina com força para se esconder.

Sentei-me no sofá de veludo escuro bem de frente para a cortina, cruzei as pernas e apoiei o copo de uísque no joelho, saboreando a bebida com calma. A atendente e a gerente permaneciam a uma distância respeitosa no corredor, sem ousar dar um piu.

Dez minutos se passaram. Ouvia o som do tecido roçando e os suspiros hesitantes da minha mulher lá dentro.

— Jacob... — a voz dela veio abafada de trás da cortina, trêmula e cheia de vergonha. — Eu... eu não acho uma boa ideia. É muito apelativo. Eu tô com muita vergonha. Vamos levar sem eu testar...

— Abra essa cortina, Renesmee — ordenei em um tom calmo, mas absoluto, sem me mover do sofá. — Eu não pedi para você gostar da ideia. Eu pedi para você provar para mim.

— Jacob, tem gente na loja! — protestou ela, o tom quase implorante.

— A loja tá fechada e só tem eu te olhando — respondi, dando um gole no uísque. — Você tem três segundos para abrir essa cortina por conta própria, ou eu mesmo entro aí e arranco o que você estiver vestindo.

Houve um segundo de silêncio denso. Em seguida, a cortina de seda deslizou devagar pelo trilho de metal.

Minha mulher deu um passo hesitante para fora do provador.

O ar no meu peito simplesmente sumiu.

Renesmee vestia um conjunto de renda preta vazada que parecia ter sido desenhado no corpo dela por um pintor insano. O sutiã de meia-taça e decote profundo erguia os seios fartos dela com uma precisão indecente, destacando a alvura impecável da sua pele contra o tecido escuro. A calcinha, extremamente fina nas laterais, marcava a curvatura do seu quadril macio, deixando quase tudo à mostra. O contraste do vermelho do seu cabelo caindo sobre os ombros com a fita preta da lingerie era uma visão avassaladora.

Apertei o copo na minha mão com tanta força que o cristal rangoreu. O meu olhar negro percorreu cada centímetro da pele dela — das coxas grossas ao tronco definido, parando nos bicos dos seios que desenhavam a renda. Sentir meu sangue esquentar e o meu membro enrijecer na calça foi uma questão de milissegundos.

Ela estava encostada na batente do provador, os braços cruzados sobre o peito em uma tentativa desesperada de se cobrir, o rosto queimando num rubor intenso.

— Ficou... ficou horrível, não foi? — perguntou ela em um fio de voz, a respiração entrecortada, intimidada pela intensidade faminta do meu olhar. — Eu sabia... tá curto demais, é muito...

— Tire as mãos da frente, morena — ordenei baixinho, a voz rouca, crua e indiscutível, pondo o copo de uísque na mesa de apoio e ficando de pé.

Ela hesitou, mas a autoridade do meu tom a fez obedecer. Devagar, Renesmee baixou os braços para as laterais do corpo, ficando inteiramente exposta diante de mim sob a luz suave da loja.

Caminhei passos lentos até ela. Parei a milímetros do seu corpo, sentindo o calor e o perfume doce que exalavam da sua pele arrepiada. Minhas mãos grandes foram direto para a cintura dela, os meus dedos se cravando na sua carne macia, puxando o seu quadril para colar no meu. Ela soltou um arquejo alto, sentindo a rigidez da minha ereção pressionar a sua barriga nua através do tecido do meu terno.

— Você tá a coisa mais perfeita e indecente que eu já vi na minha vida — murmurei contra a orelha dela, a voz descendo para um rosnado grave, minha mão livre subindo para apertar um dos seus seios por cima da renda preta, fazendo o bico ficar ainda mais ereto sob o meu polegar. — Olhe no espelho, Nessie. Olhe o que você faz comigo.

Ela ergueu os olhos para o espelho triplo, vendo a imagem do meu corpo alto e dominador cobrindo o dela por trás, minhas mãos marcando a sua pele nua. Um gemido baixo e involuntário escapou dos lábios dela.

— Dê uma volta devagar para mim — instruí no seu ouvido.

Renesmee engoliu em seco, mas obedeceu. Ela girou lentamente sobre os saltos, mostrando a curva perfeita das suas costas e a forma das suas nádegas emolduradas pela renda fita.

Um sorriso sombrio, orgulhoso e possessivo surgiu no meu rosto. A doçura da caminhada matinal evaporara por completo; a posse crua do meu mundo assumia o controle daquela tarde.

— Nós vamos levar este — decretei, colando meus lábios no pescoço dela e dando uma mordida firme na sua saboneteira que a fez ganir. — E a atendente vai embalar os outros três modelos. Todos pretos e vermelhos.

— Jacob... — sussurrou ela, as mãos segurando meus ombros para se apoiar, o olhar entregando que o meu domínio e a provocação do ciúme a deixavam completamente entregue. — A gente vai voltar para a mansão agora?

— Não — respondi, virando-a de frente para mim e cravando meus olhos nos dela com uma fome escura. — Nós vamos direto para a minha cobertura no centro. Porque eu não vou aguentar esperar até chegar na fortaleza para arrancar essa lingerie do seu corpo com os dentes.

O sobressalto dela foi engolido por um beijo faminto e profundo que tomei da sua boca ali mesmo, no hall da boutique, deixando claro para qualquer um que estivesse naquela loja a quem Renesmee pertencia por inteiro.