Filha da guerra

14 13. Confissões • Renesmee King




O ar no quarto congelou de forma brutal. O silêncio que se instalou não era mais o acolhimento pós-sexo, mas uma atmosfera pesada, distante e terrivelmente gélida. Jacob não piscou. A expressão dele, antes relaxada e entregue, fechou-se por completo. A mandíbula dele travou até o músculo saltar na pele, e os olhos negros tornaram-se duas pedras de gelo indecifráveis. Uma muralha de aço foi erguida entre nós dois em uma fração de segundo.

Ele não respondeu. Não disse “eu também”, não sorriu e nem sequer fez qualquer gesto para disfarçar o impacto seco daquela declaração.

Sentindo o peso esmagador daquele vácuo e o sangue queimar no meu rosto em uma mistura de vergonha e pavor, tentei consertar a situação antes que o meu orgulho fosse reduzido a pó. Engoli em seco e dei um sorriso fraco, tentando parecer madura e impassível.

— Tá tudo bem, Jacob... — murmurei, desviando o olhar para o edredom e tentando puxar o tecido para cobrir mais o meu peito. — Tá tudo bem se você não sentir o mesmo. Eu sei como as coisas começaram entre a gente... sei o mundo em que você vive. Você não precisa responder nada.

Jacob continuou em silêncio por longos e angustiantes segundos. Ele soltou um suspiro pesado, ríspido, e devagar retirou a mão que descansava nas minhas costas, sentando-se na cama. A escuridão do quarto desenhava os contornos rígidos do seu peitoral e dos seus ombros largos. Ele encarou a parede de vidro e as luzes de Seattle por um momento antes de girar o rosto para me olhar de cima.

A doçura de minutos atrás simplesmente evaporara. O homem que me encarava agora era o Capo implacável dos Black.

— Você precisa parar de fantasiar com esse tipo de coisa, Renesmee — disse ele, a voz vindo fria, pausada e cortante como uma lâmina. — Amor romântico não existe. É uma ilusão bonitinha que vendem para pessoas civis para que elas se sintam confortáveis no mundo delas.

A crueza do tom dele foi como um tapa seco no meu rosto. Encolhi-me ligeiramente sob o edredom, mas mantive o olhar fixo no dele.

— Jacob... — comecei, mas ele me interrompeu sem a menor hesitação.

— Eu fui criado para comandar uma organização criminosa, não para ter historinha de amor — continuou ele, o tom desprovido de qualquer calor humano. — Fui ensinado a sangrar, a matar, a desconfiar da minha própria sombra e a tomar o que é meu por direito. Sentimentos fofos, borboletas no estômago e promessas de ‘amar para sempre’ são fraquezas. E, no meu mundo, fraqueza é a primeira coisa que coloca um homem num caixão.

Ele inclinou-se ligeiramente na minha direção, o rosto a poucos centímetros do meu. A proximidade não trazia carinho, mas uma autoridade esmagadora.

— Eu não acredito em amor, morena. Nunca acreditei e não vai ser hoje que vou começar a acreditar — declarou ele, encarando o fundo dos meus olhos com uma indiferença gélida. — Eu não tenho sentimentos por você e nem por ninguém. O meu cérebro não funciona assim.

Engoli a saliva a seco, sentindo uma dor afiada e profunda rasgar o meu peito. As lágrimas ameaçaram subir aos meus olhos, mas me recusei a deixá-las cair na frente dele. Tentei me afastar, criando distância do corpo quente dele, mas a mão de Jacob disparou e segurou o meu pulso com uma firmeza inflexível, impedindo-me de sair de perto.

— Não se afaste — ordenou ele, a voz baixando para aquele tom rosnado e perigosamente possessivo. — Não confunda a minha falta de sentimentos com falta de interesse ou falta de posse.

— Jacob, me solta... — pedi em um fio de voz.

— Preste atenção no que eu estou te dizendo — continuou ele, ignorando meu pedido e puxando meu pulso até que o meu corpo voltasse a colar no dele. O tom dele ainda era frio quanto a afetos, mas queimava de uma obsessão sombria. — Eu não sinto amor romântico por você, Renesmee. Mas eu sinto um desejo cego por cada centímetro do seu corpo. Eu sinto a necessidade absoluta de te proteger de tudo e de todos nesta cidade. Se alguém erguer a mão para você, eu mato a pessoa e a família dela inteira. Eu dou a minha vida pela sua se for preciso, e prefiro queimar Seattle até as cinzas a ver você no braço de outro homem.

Ele soltou meu pulso para segurar meu queixo, obrigando-me a sustentar o olhar impiedoso dele.

— Para um homem como eu, isso é o máximo que você vai ter. Eu vou te dar o meu sobrenome, te dei a minha proteção e reivindiquei o seu corpo hoje. Você é minha. E, para o mundo em que vivemos, isso tem que ser mais do que suficiente.

Fiquei em silêncio, o peito subindo e descendo rápido, encarando a figura imponente do homem que acabara de despedaçar qualquer ilusão romântica que eu guardava. Ele era frio, era perigoso e não prometia um conto de fadas.

O silêncio no quarto durou apenas o tempo de a minha respiração tentar se alinhar à frieza das palavras dele. A dor do choque emocional ainda queimava no meu peito, mas a proximidade do corpo dele — o calor absurdo da sua pele, o peso do seu braço sobre mim e o cheiro de pele e sexo — agia como um entorpecente perigoso.

Jacob não se moveu por alguns instantes. Ele permaneceu deitado de costas, encarando o teto, enquanto a sua mão livre subia devagar da minha espinha até a minha nuca. Os dedos dele afundaram nos meus cabelos castanhos com uma força controlada, puxando minha cabeça para trás até obrigar meu rosto a se erguer na direção do dele.

Os olhos negros de Jacob haviam mudado de novo. A indiferença gélida sobre sentimentos derretera, dando lugar a uma fome crua, escura e pesada.

— Você entendeu as regras do meu jogo, não entendeu, morena? — murmurou ele, a voz descendo para um tom rouco, grave e perigosamente arrastado.

— Entendi — respondi em um fio de voz, sustentando o olhar dele.

— Ótimo — rosnou ele, o canto da boca se erguendo em um sorriso lento e arrogante. — Porque agora que a gente esclareceu que não há romance entre nós... eu quero você de novo.

Antes que eu pudesse assimilar, Jacob girou o corpo com uma agilidade brutal, virando-me de costas para o colchão e ficando por cima de mim em um único movimento. O peso e o tamanho do corpo dele me prensaram contra a cama. A mão dele que estava no meu cabelo apertou ligeiramente o couro cabeludo, mantendo minha cabeça inclinada, expondo completamente a linha do meu pescoço.

— Mas desta vez, Nessie... sem os cuidados de primeira vez — sussurrou ele, a boca colada na minha orelha, o membro dele já ereto e rígido voltando a pressionar a minha coxa nua. — Eu fui bonzinho, fui paciente e te ensinei o caminho. Agora eu vou te tomar do meu jeito. Do jeito que um Capo toma o que é dele.

O ar sumiu do meu pulmão. O contraste entre a doçura anterior e o tom sombrio, quase dominador, fez uma onda violenta de tesão e frio na barriga percorrer meu ventre.

Jacob desceu a mão livre até os meus pulsos. Sem o menor esforço, ele juntou minhas duas mãos acima da minha cabeça e as prendeu contra o travesseiro, usando apenas uma de suas mãos gigantes para imobilizá-las juntas.

— Fique quietinha aqui — ordenou ele, o tom seco, cortante e carregado de uma autoridade que fez minha pele arrepiarem inteira.

O joelho dele empurrou minhas pernas para as laterais, abrindo-me totalmente diante dele. Mas antes de se aprofundar, ele curvou o corpo e encarou meus olhos com uma atenção cirúrgica, o rosto a centímetros do meu.

— Mas preste bem atenção no que eu vou te dizer agora — a voz dele baixou, perdendo a brutalidade por um segundo para dar lugar a uma seriedade absoluta. — Eu vou te dominar, vou te marcar e vou ser duro com você. Mas se em algum momento você não quiser algo, se doer de um jeito errado ou se você quiser parar... basta você dizer a palavra 'não'. Se você disser 'não', eu paro no mesmo segundo. Entendeu, Renesmee?

A clareza daquela regra, vinda de um homem que controlava o submundo de uma cidade inteira, caiu sobre mim como uma anestesia de confiança. Ele me dava o poder absoluto de para-lo, exatamente enquanto assumia o controle total do meu corpo.

— Eu entendi, Jacob — assenti devagar, a respiração falhando. — Eu... eu confio em você.

— Ótimo — rosnou ele, e a escuridão voltou ao olhar dele no mesmo instante.

Jacob não usou mais a paciência de antes. Ele alinhou o membro na minha entrada, já encharcada e receptiva do primeiro ato, e se afundou de uma vez só até o limite.

Um grito agudo escapou da minha garganta. O impacto firme e sem rodeios me fez arquear o peito da cama, as mãos presas acima da cabeça tentando em vão se libertar do seu aperto de aço. A sensação de ser preenchida daquela forma, de maneira tão profunda e impiedosa, fez meus olhos lacrimejarem de puro choque e prazer.

— Jacob! — gritei, o peito subindo e descendo com violência.

— Isso... chame meu nome, morena — exigiu ele, a voz rouca no meu ouvido enquanto dava uma mordida firme na curva do meu ombro, marcando a minha pele com os dentes até tirar um gemido doloroso e necessitado de mim. — Sinta quem tá no comando aqui.

Ele começou a se mover. Não em um ritmo calmo ou de ensino, mas em investidas fortes, rápidas e profundas. A cada estocada, o som pesado dos nossos corpos se chocando ressoava pelo quarto escuro, e a cabeceira da cama batia ritmadamente contra a parede. Jacob mantinha meus pulsos presos acima da cabeça com uma mão, enquanto a outra mão descia para a minha cintura, cravando os dedos na minha carne para ditar a velocidade e a profundidade de cada impacto.

— Tá forte demais? — perguntou ele entre os dentes, arfando contra o meu pescoço, sem diminuir o ritmo. — Quer que eu pare?

— N-não! — estraguei qualquer pudor que me restava, balançando a cabeça no travesseiro, enlouquecida pelo ritmo sombrio dele. — Não para... continua!

A resposta dele foi um rosnado vitorioso. Jacob soltou meus pulsos de repente, apenas para me virar de bruços no colchão sem a menor delicadeza.

Ajoelhado atrás de mim, ele puxou meu quadril para cima com ignorância, posicionando-me de quatro na cama. Ele segurou meus cabelos perto da nuca, puxando levemente para trás para erguer meu tronco, e se afundou novamente por trás, com um golpe bruto e certeiro que me fez gritar contra o travesseiro.

A posição era humilhante, crua e incrivelmente devassa. A mão dele nas minhas costas me prensava ligeiramente para baixo a cada estocada, enquanto a outra mão subia para dar um tapa firme na minha bunda , o som estalado ecoando pela cobertura e deixando minha pele ardendo em fogo.

— Meu Deus, Jacob! — solucei, o prazer atingindo um nível insano, o meu corpo respondendo a cada ato de dominação com uma umidade ainda maior.

— Você é minha, porra — rosnou ele contra as minhas costas, desferindo investidas rápidas, impiedosas e ritmadas que me levavam à beira do abismo a cada segundo. — Ninguém mais faz isso com você. Só eu. Fala que é só eu!

— Só você! Só você, Jacob! — gritei, enterrando o rosto no colchão, totalmente entregue àquela tempestade, sentindo as paredes do meu ventre se contrairem em espasmos violentos.

O clímax me atingiu como um raio. O prazer foi tão intenso, tão avassalador que o meu corpo inteiro travou em convulsões de tesão. Eu mal conseguia respirar enquanto me afogava naquela onda dolorosa e perfeita de rendição.

Sentindo a minha musculatura esmagar o seu membro, Jacob soltou o meu cabelo, segurou o meu quadril com as duas mãos com tanta força que deixou marcas roxas na minha pele, e deu três últimas investidas brutais, afundando-se até a raiz antes de urrar alto e descarregar a sua poção quente e densa no fundo do meu corpo.

Ele desabou por cima das minhas costas, pesado, exausto e arfante, mantendo-se colado a mim enquanto o silêncio da noite voltava a nos envolver.

Jacob permaneceu imóvel por alguns minutos, o peito dele subindo e descendo com violência contra a minha espinha. Aos poucos, ele se deslizou para o lado, puxando meu corpo mole e exausto para o seu peitoral. A mão dele, que segundos atrás apertava a minha carne com brutalidade, voltou a traçar um carinho leve e protetor pelos meus cabelos bagunçados.

— Você tá inteira, morena? — perguntou ele, a voz rouca, baixinha, a respiração ainda desfeita contra o topo da minha cabeça.

Aconcheguei meu rosto no peito quente dele, sentindo o ardor suave na pele e o preenchimento absoluto que ele deixara em mim.

— Tô... — murmurei em um suspiro longo, fechando os olhos. — Tô sim.

Ele soltou um riso baixo, satisfeito, e deu um beijo demorado na minha testa, mantendo-me presa no abraço dominador do qual eu sabia que nunca mais conseguiria — ou desejaria — escapar.


— 10:30


Mansão dos Black | Zona Sul de Seattle, Washington

O comboio de SUVs pretos cruzou os portões de ferro da fortaleza no meio da manhã. Quando desci do carro, minhas pernas ainda estavam bambas e uma sensibilidade quente no centro do meu corpo lembrava-me de cada investida, de cada toque e da intensidade brutal daquela noite na cobertura.

Jacob desceu logo em seguida. Ele já vestia um terno preto impecável, o semblante frio de Capo perfeitamente alinhado, mas assim que pousou os olhos em mim, entrelaçou nossos dedos com uma firmeza possessiva. Entramos na mansão de mãos dadas, um gesto público e claro de que as coisas haviam mudado irrevogavelmente entre nós.

Ao cruzarmos o hall de entrada, os passos de nossos saltos ecoaram no piso de mármore. Na sala principal, sentado em uma poltrona de couro, Rebecca saboreava uma xícara de café enquanto lia alguns papéis. Rosalie estava de pé perto da janela, os braços cruzados e a postura tensa de uma mãe que passara a noite em claro esperando a filha.

Assim que entramos, os olhos das duas se voltaram para nós.

Rebecca baixou a xícara devagar. Um sorriso de canto, sabichão e provocativo, surgiu nos lábios da primogênita dos Black. Ela mediu meu andar vacilante, o leve cansaço sob meus olhos e a forma como a mão de Jacob prendia a minha.

— Vejo que Seattle foi produtiva essa noite — comentou Rebecca, a voz doce carregada de um veneno divertido. — A noite no centro rendeu tanto que nem conseguiram voltar para casa, não é? A postura da noiva está até meio... desalinhada esta manhã.

O sangue subiu instantaneamente para o meu rosto. O rubor queimou minhas bochechas e tentei soltar a mão de Jacob, tomada pela vergonha absoluta diante da minha mãe e de Rebecca.

Jacob, porém, nem se abalou. Em vez de me soltar, ele deu um puxão firme no meu braço, colando meu corpo ao seu de forma protetora e arrogante, cravando um olhar mortal na irmã.

— Cuidado com a língua, Rebecca — a voz de Jacob virou uma lâmina cortante, ecoando gélida pela sala. — Cuide da sua própria vida e dos seus negócios antes que eu resolva interferir neles. A Renesmee é minha mulher e não deve satisfações de como passa a noite comigo para você ou para qualquer outro nesta casa.

Rebecca ergueu as mãos em um gesto teatral de rendição, mantendo um sorriso irônico, mas achou melhor calar a boca.

Rosalie deu dois passos à frente, os olhos fixos em mim, a preocupação estampada nas feições nobres.

— Vamos para o quarto, Nessie — disse minha mãe, o tom suave, porém inflexível. — Você precisa se ajeitar e descansar.

Soltei a mão de Jacob com cuidado. Ele me deu um olhar demorado, um aviso silencioso de que nos veríamos mais tarde, e assentiu antes de se virar para o escritório principal.

No andar de cima, assim que a porta do meu quarto se fechou, Rosalie virou-se para mim. Ela me examinou dos pés à cabeça com olhos clínicos de mãe, notando o vestido novo que Jacob mandara me entregar pela manhã e o brilho diferente no meu olhar.

— Ele te machucou, Nessie? — perguntou Rosalie direto ao ponto, segurando minhas duas mãos. — Me diga a verdade. Se aquele desgraçado encostou um dedo em você sem o seu consentimento...

— Não, mãe! Não! — interrompi de imediato, sentindo as bochechas esquentarem novamente, mas com uma convicção que surpreendeu a nós duas. — Ele não me machucou.

Rosalie piscou, surpresa com a minha reação rápida. Ela me guiou para sentar na borda da cama.

— Então o que aconteceu naquela cobertura? Vocês...

— Aconteceu — confessei em um sussurro, baixando os olhos por um segundo antes de voltar a encará-la. — Nós fomos para o apartamento dele no centro. E... ele foi muito bom para mim, mãe. Muito bom mesmo.

Rosalie ficou em silêncio por um instante, processando a revelação. Um brilho astuto e calculista, típico da mulher que sobrevivera anos no topo e na decadência, começou a surgir nos seus olhos azuis. Ela se aproximou, sentando-se ao meu lado e segurando meu rosto com carinho, mas com um tom de voz que rapidamente mudou para a estratégia.

— Se ele foi bom com você, Nessie... se ele se rendeu ao seu corpo desse jeito, é agora que você precisa agir — sussurrou Rosalie, a voz vindo cheia de uma ambição maternal e desesperada. — Homens como o Jacob Black, quando estão dominados pelo desejo por uma mulher, ficam vulneráveis a pedidos que nunca aceitariam em uma mesa de negociação.

— Do que você está falando, mãe? — perguntei, franzindo a testa.

— Da nossa liberdade, minha filha! — exclamou Rosalie em um sussurro fervoroso, apertando minhas mãos. — Nós estamos trancadas nesta mansão sob os olhos de Billy Black, de Sam, do Solomon e daquela Rebecca... Você tem o poder na mão agora. Comece a cobrar favores dele. Use o que aconteceu ontem a seu favor!

— O que você quer que eu peça?

— Uma casa nossa — disparou Rosalie, os olhos brilhando com uma esperança vívida. — Peça a ele a promessa de uma propriedade separada. Diga que quer uma casa para vocês, longe da vista da família dele. Se você pedir com jeito, se souber usar a influência que tem na cama dele, o Jacob vai ceder. E ele pode permitir que eu saia daqui e vá morar com você nessa outra casa!

Rosalie alisou meu rosto, o tom implorante.

— Pense nisso, Nessie. Nós duas juntas, em um lugar só nosso, sem os Black nos vigiando vinte e quatro horas por dia. Se ele realmente é tão bom para você quanto diz... faça ele te dar isso.