Filha da guerra

13 12. O apartamento • Renesmee King



24 de Setembro de 2000 — 00:05


— Eu quero dormir com você — Minha resposta pareceu travar o tempo dentro do carro. A aceitação que escapou dos meus lábios fez os olhos de Jacob queimarem com um brilho de triunfo tão absoluto que meu coração errou todas as batidas.

Eu ainda estava trêmula, montada no colo dele, com a barra do vestido de seda esmagada nas minhas coxas e a mão dele prensando minha pele nua por baixo do pano. O receio continuava ali, mas o fogo que ele acendera dentro de mim já tinha devorado qualquer resquício de resistência.

Jacob não perdeu tempo. Sem tirar os olhos de mim, ele estendeu o braço esquerdo e apertou o botão do intercomunicador do painel.

— Embry — a voz de Jacob veio grave, rouca e imperiosa, cortando o silêncio do veículo. — Mude a rota. Não vamos para a mansão.

Pela divisória de vidro fumê, ouvi a hesitação do segurança antes de responder pelo viva-voz:

— Como é, chefe? O Paul e o Quil já tão aguardando o comboio nos portões da mansão...

— O Quil que cuide do perímetro — interrompeu Jacob, o tom seco, arrogante e sem margem para contestação. — Vá direto para a minha cobertura no centro.

— Entendido, chefe. Mudando o trajeto.

Senti o carro desacelerar no acostamento por um segundo, fazendo a curva acentuada e mudando o trajeto na autoestrada, deixando para trás o caminho da Zona Sul para retornar em direção às luzes dos arranha-céus de Seattle.

Quando o viva-voz se desligou, a escuridão do banco traseiro voltou a nos engolir.

— J-Jacob... — comecei a sussurrar, tentando tomar ar, o medo da reação da família me atingindo — ...o seu pai... o que eles vão pensar se a gente simplesmente sumir?

— Eu não dou a mínima para o que eles pensam, morena — rosnou ele contra a minha boca, a respiração quente e aromatizada por uísque queimando a minha pele. — E eu definitivamente não vou foder a minha mulher pela primeira vez com o meu pai, as minhas irmãs e uma dúzia de homens armados no andar de baixo.

O sangue subiu como uma onda de fogo para o meu rosto. A palavra dita por ele daquele jeito cru, sem o menor filtro, fez meu ventre se contrair inteiro em um espasmo violento de desejo e vergonha.

— Quero privacidade total com você — continuou ele, a voz descendo para um tom rosnado que fez minha espinha arrepiarem inteira.

A mão dele, que estava por baixo da minha seda, deslizou com ignorância para cima, rasgando o tecido fino da minha calcinha de renda sem o menor esforço. O som do pano se partindo ecoou como uma ordem na escuridão.

— Jacob! — soltei um ganido alto, o choque me fazendo dar um salto no colo dele, mas as mãos grandes dele travaram o meu quadril com a força de um grampo de aço, me prensando com violência contra a rigidez insana do membro dele por cima da calça social.

— Fique quieta, Nessie — ordenou ele, os olhos negros faiscando com uma perversidade dominadora. — O Embry tá lá na frente. Ele não vê nada pelo vidro, mas vai ouvir se você gritar..

A ideia de estar sendo levada para o apartamento dele enquanto um dos homens de confiança dele dirigia na frente, ouvindo o ritmo descontrolado da minha respiração, levou o meu tesão a um nível de loucura que eu nem sabia que existia.

Jacob afastou a minha calcinha rasgada e afundou dois dedos direto no meu centro encharcado.

— Meu Deus... — o choro abafado de prazer escapou da minha garganta, e eu cravei as unhas nos ombros largos do terno dele, enterrando o rosto no vão do seu pescoço para não gemer alto.

— Você tá ensopada para mim, morena... — provocou ele no meu ouvido, a voz arrastada e cheia de uma satisfação sombria. Os dedos dele começaram a se mover dentro de mim, lentos, fundos e ritmados, enquanto o polegar pressionava o meu clitóris com uma precisão devastadora. — Olha como você tá... enlouquecida por causa do meu toque.

Eu rebolava sem controle sobre a mão dele, completamente entregue, sentindo o meu corpo perder as forças. A cada investida dos dedos dele, o meu quadril se erguia sozinho, buscando mais pressão contra o peito e as mãos dele. A brutalidade do toque de Jacob, misturada à promessa do que aconteceria naquela cobertura, me fez ver estrelas antes mesmo de chegarmos.

— Diga o que você quer que eu faça com você quando aquele elevador abrir — ordenou ele, acelerando o ritmo dos dedos lá dentro, arrancando espasmos do meu corpo até eu ficar à beira de um colapso.

— T-tudo... — solucei contra a pele do pescoço dele, apertando as pernas ao redor da cintura dele enquanto me afogava em uma onda de prazer violento no banco de trás do carro. — Faz tudo o que você quiser... Jacob... por favor...

Ele soltou um rosnado baixo, vitorioso, e selou a minha boca com um beijo possessivo, engolindo os meus gemidos enquanto os seus dedos terminavam de me enlouquecer na escuridão.

Quando o carro finalmente entrou na garagem privativa da cobertura e os pneus cantaram no concreto polido, Jacob retirou a mão de baixo do meu vestido, limpando a minha umidade na própria coxa sem tirar os olhos queimantes dos meus. A minha respiração estava desfeita, o vestido desalinhado e a minha mente completamente destruída por ele.

Embry abriu a porta do passageiro do lado de fora, mantendo os olhos discretamente fixos no chão, mas com uma postura tensa que deixava claro que ele sabia exatamente o que tinha acontecido no banco de trás.

Jacob desceu primeiro, alinhando a camisa preta, e virou-se para mim, estendendo a mão grande e viciante.

Apoiei meus dedos nos deles, trêmula, e saí. Jacob nem sequer fechou a porta; puxou-me pelo quadril para o seu lado e caminhou a passos largos em direção ao elevador privativo, pronto para me reivindicar no topo da cidade.

O painel espelhado do elevador privativo subia em silêncio absoluto. A pressão no meu peito aumentava a cada andar que deixávamos para trás, acompanhada pelo tremor involuntário das minhas mãos.

Ao meu lado, Jacob exalava uma presença avassaladora. Ele tirara a gravata e abrira os primeiros botões da camisa preta, mas a mão dele mantinha um aperto firme, embora protetor, na minha cintura. Ele sentia a minha agitação. Sentia a forma como o meu corpo oscilava entre o desejo cego e o pavor natural do desconhecido.

Com um som metálico suave, as portas de espelho se abriram direto na sala da cobertura.

O ambiente era amplo, iluminado apenas pelas luzes distantes dos arranha-céus de Seattle que atravessavam as imensas paredes de vidro. O som da chuva caindo lá fora criava um eco calmo sobre o piso escuro.

Jacob não me puxou com ignorância. Ele caminhou comigo para fora do elevador e, ao notar o meu sobressalto quando ele trancou o painel, segurou o meu rosto com as duas mãos grandes e quentes. Os polegares dele deslizaram devagar pelas minhas bochechas, limpando qualquer traço de ansiedade.

— Calma, morena — disse ele, a voz descendo para um tom grave, aveludado e surpreendentemente suave. — A urgência do carro ficou lá fora. Aqui dentro, o tempo é nosso.

Ele não rasgou o restante do meu vestido na sala. Em vez disso, Jacob me guiou com calma pelo corredor de iluminação amarelada até o quarto principal. No centro do cômodo, uma cama gigante nos aguardava. Ele caminhou até a borda, virou-se para mim e estendeu a mão.

Aproximei-me devagar, sentindo meu coração martelar contra as costelas. Jacob levou as mãos às minhas costas. Com dedos surpreendentemente pacientes e cuidadosos, ele desfez os fechos do vestido vinho, descendo o zíper sem pressa, permitindo que a seda escorregasse pelos meus ombros e caísse em um monte no chão.

Fiquei diante dele apenas com os sapatos de salto, tentando cobrir o peito com os braços, subitamente tomada por um pudor vergonhoso.

— Não se esconda de mim — pediu ele em um tom baixo, tirando delicadamente as minhas mãos da frente do meu corpo e entrelaçando os seus dedos nos meus.

Os olhos negros dele me percorreram sem a brutalidade de antes. Havia uma admiração profunda, quase reverente, na forma como ele me encarava. Jacob ajoelhou-se à minha frente, retirou os meus saltos altos um a um e depositou um beijo suave na curva do meu tornozelo, fazendo um arrepio doce percorrer a minha espinha.

Em seguida, ele se ergueu devagar, desfez o próprio cinto e a camisa preta, livrando-se das roupas com calma até que ficássemos ambos despidos na penumbra do quarto. O corpo dele era alto, musculoso e coberto por cicatrizes discretas, mas a forma como me olhava não passava ameaça alguma.

Jacob me deitou no centro do colchão macio. Ele não pesou seu corpo sobre o meu; apoiou-se nos joelhos e cotovelos, posicionando-se ao meu lado, e começou uma trilha de beijos lentos e quentes pela minha pele.

A boca dele começou no meu queixo, desceu pela curva do pescoço e demorou-se na saboneteira, onde a língua dele deu uma lambida suave antes de puxar minha pele com uma leve pressão dos dentes. Soltei um suspiro baixo, e ele parou, erguendo os olhos negros para mim.

— Gostou disso? — perguntou ele, a voz baixinha e atenta, o polegar roçando minha cintura.

— S-sim... — murmurei, tentando me acostumar com as sensações novas.

— Então me diga. Quando você gostar de algo que eu fizer, você me avisa, Nessie. Eu preciso saber o que faz o seu corpo tremer.

Ele continuou descendo. A boca dele traçou um caminho quente pelo meu tórax até alcançar meus seios. Jacob abocanhou um dos bicos com uma lentidão agonizante, circulando com a ponta da língua até o mamilo ficar rígido, enquanto a mão dele massageava a outra mama com uma pressão firme, mas sem dor. Um arquejo alto escapou da minha garganta, e meu quadril se ergueu sozinho da cama.

— E assim? Fundo demais ou tá bom? — sussurrou ele contra a minha pele sensível, roçando os lábios no topo do meu seio

— Tá... tá muito bom, Jacob... por favor, não para... — pedi, fechando os olhos e sentindo uma onda de calor se concentrar no meio das minhas pernas.

— Não vou parar. Mas eu não quero fazer isso sozinho — disse ele, pegando a minha mão direita e guiando-a até o peitoral dele. — Você nunca esteve com um homem, morena. Quero que você aprenda o meu corpo da mesma forma que eu tô aprendendo o seu. Toca em mim.

Hesitei por um segundo, os dedos tremendo contra a pele quente dele. Aos poucos, ganhei coragem e deslizei a palma pelo peito largo de Jacob, sentindo os músculos rígidos e o bater forte e acelerado do coração dele sob a minha mão. Subi até os ombros largos dele e depois passei os dedos pelo seu pescoço, puxando-o levemente para baixo.

— Isso... assim — incentivou ele com um sorriso sombrio e satisfeito, inclinando a cabeça para que eu alcançasse sua boca. — Me beija, Nessie. Do jeito que você quiser.

Tomei a iniciativa pela primeira vez. Colei meus lábios nos dele em um beijo calmo, explorando o gosto de uísque e o calor da sua boca, enquanto minhas mãos se afundavam nos cabelos escuros da sua nuca. Jacob soltou um rosnado baixo no fundo da garganta, deliciando-se com a minha entrega, deixando que eu ditasse o ritmo do beijo por alguns segundos antes de voltar a assumir o controle devagar.

A mão dele desceu pelo meu ventre, traçando linhas invisíveis na minha pele até alcançar a parte interna da minha coxa. Ele abriu minhas pernas com uma delicadeza extrema, ajoelhando-se entre elas, e baixou o rosto até a curva da minha virilha, distribuindo beijos sutis ali antes de subir para o meu centro encharcado.

Quando a língua quente dele tocou o meu clitóris pela primeira vez, um choque elétrico percorreu toda a minha coluna. Soltei um grito agudo de surpresa e tentei fechar as pernas, assustada com a intensidade da sensação, mas as mãos grandes dele seguraram minhas coxas com firmeza e carinho, mantendo-me aberta para ele.

— Calma, morena... relaxa para mim — pediu ele, erguendo o rosto por um segundo, os lábios molhados brilhando na penumbra. — Confia em mim. Deixa eu te mostrar o quanto você é linda aqui.

Ele voltou a me lamber, misturando toques sutis e sucções lentas, prestando atenção a cada pequeno gemido ou sobressalto do meu corpo. Quando eu puxava os lençóis com força, ele sabia que estava no caminho certo; se eu me tensionava demais, ele diminuía o ritmo e voltava a distribuir beijos carinhosos na minha coxa para me acalmar.

Ele usou os dedos com uma paciência infinita, afundando um de cada vez, preparando o meu corpo milímetro a milímetro, ensinando-me a reconhecer o próprio prazer até sentir que eu estava completamente relaxada, molhada e necessitada da presença dele.

Quando Jacob finalmente se ergueu, posicionando o membro ereto na minha entrada, ele segurou minhas duas mãos sobre o travesseiro e entrelaçou nossos dedos.

— Toca no meu rosto, Nessie — pediu ele, a voz rouca e falhada pela contenção. — Olhe para mim o tempo todo.

Levei uma das mãos à bochecha dele, sentindo a barba rala e o olhar devorador que me fitava. Jacob alinhou-se e começou a se empurrar para dentro de mim devagar, permitindo que meu corpo se moldasse à largura dele. Quando encontrou a barreira da minha virgindade, ele estancou de imediato, colando a testa na minha e mantendo os lábios nos meus para engolir o meu pequeno gemido de dor.

Ele esperou que a sensação afiada passasse, dando-me beijos calmos e conversando em sussurros até que eu mesma erguesse o quadril, pedindo por mais dele.

Com a minha autorização implícita, ele se aprofundou de vez. A dor inicial dissolveu-se por completo, dando lugar a uma pressão densa, quente e avassaladora que preencheu cada centímetro interno do meu corpo.

Jacob começou a se mover em um ritmo calmo, profundo e ritmado. A cadência era quase hipnótica, mas a cada investida ele cravava os olhos negros nos meus, buscando qualquer sinal de desconforto.

— Tá doendo, Nessie? Me fala — murmurou ele, a voz rouca e falhada pelo esforço brutal de se conter.

— Não... tá bom... — murmurei, a respiração entrecortada enquanto me acostumava à largura dele.

— Então aprende a mover o quadril comigo — instruiu ele, a mão grande descendo até a minha cintura, firmando meus ossos para me guiar. — Sobe o corpo quando eu me afastar e desce quando eu entrar. Deixa eu te sentir por inteiro.

Eu obedeci, tentando acompanhar o balanço do corpo dele. A cada investida sintonizada, o atrito perfeito arrancava um suspiro mais alto da minha garganta. A dança, que começou feita inteiramente para o meu conforto e adaptação, foi gradativamente mudando de tom. À medida que Jacob percebia que o meu corpo não só aguentava, mas ansiava por mais, a postura protetora deu lugar à natureza crua do homem que comandava as ruas de Seattle.

O olhar dele escureceu, perdendo a doçura e assumindo uma autoridade perigosa, dominadora. O Capo que fazia homens ajoelharem assumia o controle absoluto daquela cama.

— Isso... — rosnou ele, o tom descendo para um sussurro grave e possessivo no meu ouvido. — Olhe para mim enquanto eu te tomo, Renesmee. Quero você vendo exatamente quem tá dentro de você.

A calmaria do início ruiu. Jacob aumentou a força das estocadas, saindo quase por completo antes de se afundar com ignorância até o limite, fazendo o meu corpo deslizar pelo colchão e a cabeceira de madeira bater contra a parede. O som dos nossos corpos se chocando e o ruído líquido do nosso contato preencheram o quarto, acendendo um fogo quase insuportável no meu ventre.

A pegada dele na minha cintura ficou mais firme, os dedos dele se cravando na minha pele macia como marcas de posse.

— Jacob... meu Deus... — ganhei alto, jogando a cabeça para trás, completamente tonta de tesão com a mudança brusca de ritmo.

— Não fecha os olhos! — ordenou ele, a voz autoritária e cortante, segurando meu queixo para me obrigar a encarar a fome devoradora no seu rosto. — Diga de quem você é. Diga, morena.

— Sua... eu sou sua, Jacob! — entreguei-me sem reservas, as mãos subindo para arranhar os ombros largos dele, tomada por uma loucura que eu nunca soubera que existia em mim.

— É bom mesmo que saiba — rosnou ele, um sorriso sombrio e vitorioso surgindo nos seus lábios antes de ele se curvar sobre mim, abocanhando o meu pescoço com uma mordida firme que me fez arquear as costas em choque e prazer. — Você é a minha mulher. Nenhum outro homem no mundo vai colocar a mão em você.

O prazer crescendo no meu ventre virou uma tempestade incontrolável. Enlacei minhas pernas ao redor do quadril dele, puxando-o para mim com desespero, pedindo por mais daquela força bruta. Jacob respondeu aumentando ainda mais a intensidade das estocadas, com uma precisão e firmeza impiedosas, atingindo exatamente o ponto interno que me fazia ver estrelas.

O meu corpo colapsou em um clímax violento e espasmódico. A musculatura interna do meu centro se contraiu com força cega ao redor do membro dele.

Gritei o nome dele no seu ouvido enquanto me afogava em ondas de prazer puro e descontrolado, tremendo inteira sob o peso do seu corpo. Sentir a minha rendição e a forma como o meu corpo o esmagava fez com que a pouca contenção de Jacob ruísse por completo. Ele deu duas últimas investidas profundas e brutais, soltou um rosnado baixo e gutural e se descarregou por inteiro no fundo do meu corpo, preenchendo-me com seu calor antes de desabar com cuidado ao meu lado.

A respiração dele estava tão desfeita quanto a minha. Jacob me puxou para o seu peitoral largo, cobrindo-nos com o edredom pesado. A minha cabeça descansava no seu ombro quente, e a mão dele traçava carinhos lentos na minha espinha, ajudando a normalizar o meu ritmo cardíaco enquanto o som da chuva lá fora nos isolava do mundo.

— Você aprendeu rápido, morena — murmurou ele contra o meu cabelo, a voz voltando a ter aquele tom cheio de orgulho e carinho.

— Porque você soube me ensinar — respondi em um sussurro sincero, fechando os olhos e me acolhendo no abraço do homem a quem eu agora pertencia por inteiro. — Jake ? — chamei, um tanto incerta

— Hmm?

— Talvez seja rápido demais, mas...eu te amo.

Senti os músculos dele ficando tensos.

— Claramente você não sente o mesmo.





Notas finais
Espero que estejam gostando, me deixem saber