Notas iniciais
To sem tempo! Espero que gostem! Digam nos comentários!!!

Capitulo 14

Segui em direção ao castelo do meu pai, ainda surpresa com aquela ordem que me deram. Segundo o sátiro, Zeus estava me chamando. Parei em frente á porta, e ela se abriu sozinha, me dando passagem para entrar.

Caminhei até o meio do salão, meus passos ecoando pelo enorme salão. Lá estava ele, em seus enormes doze metro de altura, olhando para mim. Um convite pra mim assumir minha forma divina, fechei meus olhos e deixei que a sensação de estar de novo em seu verdadeiro ser tomasse conta de mim, enquanto eu crescia até ficar da sua altura. Uma luz prata que cegaria qualquer mortal e o reduziria a cinzas encheu o salão, a luz foi tão forte que Zeus fechou os olhos.

Ele os abriu e retomou aquela cara de “sou o todo poderoso, se você fizer algo errado vou te fulminar” que sempre ficava em seu rosto.

– Ótimo, você só está um pouco atrasada. Vou ao que interessa. Decidi que vou mandar você para morar em outro lugar.

– Onde? – Minha voz estava musical e ao mesmo tempo ameaçadora. Muito estranho para mim.

– Vou mandar você para o Acampamento Meio-Sangue. Por incrível que pareça Dionísio não está dando conta dos campistas, apesar de ainda faltar um século para ele sair do seu castigo, quero que ajude a supervisionar os campistas. Como uma deusa, você tem o direito de ser como quiser, mas não recomendo que haja como uma mortal qualquer.

Ele queria me mandar para o Acampamento Meio-Sangue? Que incrível! Mais ainda, sem precisar fingir ser o que não sou! Mais incrível. Só não gostei de ter que agir como uma deusa, eu realmente não queria ser como aqueles deuses sem coração.

– Tudo bem, eu aceito. – Falei por fim.

Zeus sorriu de jeito carinhoso, e tomou forma humana, assim como eu. Poseidon escolheu aquele momento para entrar, com a camisa florida, óculos de sol, bermuda e o sorriso confiante ele poderia parecer com qualquer surfista.

– Hey, Night eu sei que você vai para o Acampamento Meio-Sangue e etc. Gostaria que dissesse a Percy, se ele estiver por lá ainda, que tenho uma surpresa para o aniversário dele. E que não estou respondendo os chamados dele por que estou muito ocupado. Peço desculpas a ele.

Sorri e abracei meu tio.

– Claro! Você com certeza não é o melhor pai mais faz o seu melhor. Vou dizer isso para ele.

– Ótimo, pequena! Depois vá me visitar no meu novo palácio.

– Tudo bem.

Voltei para o lado de Zeus, que segurou minha mão e numa explosão eletrizante desapareceu me levando junto.

– Vou sentir sua falta filha. – disse ele no meio da escuridão.

– Eu sei. Também vou. Mas... Você tem certeza de que lá estarei segura?

– Cada um faz seu próprio caminho. Vai depender de suas escolhas se você irá para o bem ou para o mal. Não posso manter você segura se as parcas não quiserem isso.

E com essas palavras surgimos no meio do pavilhão do refeitório numa explosão de raios e luz. Todos olharam pra nós atordoados, e um por um se levantaram.

– Bom isso sim que é uma surpresa. Senhor Zeus e Night. Bem-vindos. Vamos para a Casa Grande. – Disse Quíron, o centauro.

– Papai e irmãzinha, hum? Criou vergonha na cara e decidiu aparecer pirralha? – Disse Dionísio.

Franzi a testa. Um trovão balançou o pavilhão.

– Quer ficar mais um século Dionísio? Você sabia que nós íamos vir. – Disse Zeus, sua voz ameaçadora.

– Blá- Blá- Blá. Suponho que sim...

– Vamos, Sr. D., não quer deixar dois deuses nervosos? – Digo, interrompendo.

– Ora, pirralha como ousa... – ele começou, mais levantei a mão e sombras taparam a boca dele.

– Irritante. Muito irritante. – digo.

– Como você...? – Perguntou Percy, que estava do meu lado.

Não sabia qual era o nível de coragem do garoto, mais era muita. Abanei a mão. Um Dionísio se contorcendo se dissolveu em sombras.

– Depois conversamos. – Digo pra ele. — Você não me disse que Dionísio era tão irritante. – Acrescento em grego para Zeus que estava parado ao meu lado, com um vestígio de sorriso no rosto.

– Achei que você já soubesse. – Responde ele, na mesma língua. “E todos os semideuses sabem Grego Antigo aqui” Acrescenta ele mentalmente.

Desapareci deixando um Percy confuso e centenas de semideuses atordoados para trás.

Depois de duas horas discutindo – Demorou tanto assim por causa de Dionísio que não parava quieto – decidimos que eu ficaria ali como hóspede por tempo indeterminado.

Assim que Zeus saiu, me joguei na cadeira e fechei os olhos. Fiquei assim por meio segundo antes de levantar com um pulo, assustando Quirón, e os semideuses conselheiros de cada chalé.

– Di Immortalles! – Praguejei. – Esqueci completamente.

Todos olharam pra mim. Alguns deram passos para trás.

– Percy? Podemos conversar? – Perguntei para o garoto.

– Claro. Como vamos chamar você? Sra. N.?

Desapareci com ele antes de alguém responder. Aparecemos na praia do Acampamento. Ele piscou e olhou fixamente o mar.

– Seu pai falou com você? – Comecei devagar.

– Não... Por quê? Ele falou com você? Ah, claro. Você é uma deusa.

Virei pra ele, o vento balançando meu cabelo preto com mechas prateadas. Toquei seu ombro de leve. Ele virou a cabeça e fechou a boca.

– Não sei agir como deusa.

– É tão difícil assim?

– Pra mim é. – digo abaixando os olhos.

– Você faz parecer fácil. Você não pode, tipo, me fulminar agora?

– Posso. Mas eu vim aqui pra fazer uma coisa que prometi.

– O que?- Diz ele.

Segurei o queixo dele e fiz ele me encarar nos olhos, o que eu imagino ser muito difícil fazer com uma deusa que acabou de falar que pode te fulminar.

– Seu pai pediu desculpas Percy. Ele está muito ocupado para atender os seus chamados, mas faz o que pode.

– Ahn... Sei.

– Ele disse que tem uma surpresa pro seu aniversário.

Percy relaxou, e sorriu confiante. Ele era tão parecido com o pai...

– Claro... Pelo menos ele não esqueceu.

Soltei o queixo e deixei ele se afastar. Não disse mais nada e ele entendeu que era para sair. Quando ele estava chegando na colina que dava no Acampamento, chamei.

– Percy?

– Sim?

– Dá uma chance pra ele. Ele pode não ser o melhor dos pais, mas tenta de tudo para ser.

– Claro. Vou me lembrar disso.

– Obrigada.

Observei ele ir, alguns campistas foram conversar com ele, mas ele os despistou e seguiu em direção ao chalé de Poseidon. Uma garota loira se juntou á ele, Annabeth, e de mãos dadas eles seguiram em frente.