Filha da Fama

39 Which the taste of my kiss


Notas iniciais
Mais um, de presente! Boa leitura
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O show tinha acabado e eu tinha acabado de me arrumar. Dei uma olhada no espelho e verifiquei se estava bom. Sorri para minha imagem no espelho, agora era só esperar Justin chegar. Estava sozinha em casa.

Dava meia noite, uma hora, e nada do Justin chegar. Onde ele estava?

Saí na porta. Ao lado da minha casa, tinha uma festa rolando em uma casa de shows. Uma curiosidade estranha me arrastou para lá, então eu caminhei até uma das janelas, fiquei na ponta dos pés e espiei lá dentro.

Justin estava lá, e aquela tal de Barbara Palvin também. Se pegando! Dei um grito e desci dá janela, sentando chocada no chão.

Acordei num pulo, ofegante. Justin, que dormia ao meu lado, acordou assustado.

– O que foi? – ele perguntou confuso.

– Eu tive um pesadelo! – falei, ainda ofegante, quase chorosa.

– Ah, é isso? Venha aqui, eu vou te proteger. – ele disse, abrindo os braços. Deitei em seu peitoral e ele me envolveu com os braços, voltando a dormir quase imediatamente.

Nesse momento, senti que nada no mundo poderia me atingir ou me magoar. Eu estava com Justin, e era isso que importava. E como nada que eu sonho ou sonhei nunca se realizava mesmo, eu voltei a dormir tranqüila e com um pequeno sorriso no rosto.

~//~

Abri os olhos rapidamente. Olhei pela janela, o sol já estava alto. Sentia-me descansada e subitamente animada. Mas depois senti que os braços de Justin não estavam mais ao meu redor, ele nem sequer estava ao meu lado.

Só depois eu o vi, em pé perto da cama, com duas canecas na mão, me olhando com um sorriso caloroso. Sorri de volta, um tanto acanhada.

– Você fica sexy dormindo. – ele disse, sentando-se ao meu lado e me entregando uma xícara de chocolate quente.

– E você fica parecendo um anjinho. – falei, tomando um gole do chocolate, que estava realmente bom. Lembrei-me do pesadelo que tive. – cara, eu sonhei que você tinha furado o encontro comigo e estava se pegando com a Barbara Palvin numa festa!

Ele riu divertido.

– Isso é bobagem, acho que ela tem um namorado, e ela meio patricinha. – ele falou, tomando um gole.

– Pode ser, mas por precaução, está proibido de vê-la, conversar ou pelo menos pensar nela. – falei, normalmente. Ele parou e me olhou. Depois levou a caneca à boca novamente.

– Nem queria mesmo. – falou, fazendo-me rir. Deitei em seu peito, ele me abraçando.

– Justin? – chamei.

– Oi. – ele respondeu, começando a afagar meus cabelos.

– Você não se sente sozinho? Agora mesmo, se eu não estivesse aqui, você estaria sozinho. – perguntei.

– É, verdade. Eu me sinto sozinho sim. – ele respondeu, sem interromper as carícias.

– Então seu tapado por que você deu o Pac? – perguntei em xingamento inofensivo. Ele riu.

– A verdade é que ele meio que não me fazia companhia. Eu quero um bichinho que eu possa… brincar, sabe? Que vai abanar o rabinho quando me ver, que vai me dar trabalho. – ele respondeu, como uma criança.

– E tem planos de comprar ou adotar um? – perguntei, tendo uma idéia.

– Não, e será que podemos mudar de assunto? Estou ficando nostálgico. – ele disse, sem querer parecer irritado.

Muito bem, já sei o que darei de presente de Natal para Justin.

– Mudar de assunto? Ok! Qual é o gosto do meu beijo? – perguntei de supetão.

– Wow, isso que é mudar de assunto! – ele disse, rindo. Ficou calado um instante. – o gosto do seu beijo? Parece com… batida de halls de cereja e chocolate com vodka.

– Agora explique. – pedi, tendo apenas uma vaga idéia sobre o porque das escolhas.

– Bom, o halls de cereja porque você é a Cherry, é um gosto natural e próprio seu, sempre refrescante; o chocolate porque ele é doce, gostoso; e a vodka porque ele me deixa bêbado, inebriado e totalmente viciado. – ele respondeu, apaixonante. Não resisti e lhe tasquei um beijo, que foi doce, muito doce. – sua vez.

– Hum… tem gosto de… brigadeiro de panela com sorvete de menta. – falei, rindo em seguida.

– Acontece que eu nunca comi brigadeiro de panela e não faço idéia de como é, é um doce? – ele perguntou, confuso.

– É sim. Nunca comeu? Vai comer agora! Mas primeiro eu vou trocar de roupa. – falei, levantando-me. Troquei-me e fui para a pequena cozinha do ônibus, sendo acompanhada por ele. – cadê o pessoal desse ônibus?

– Estão dormindo ainda. – ele respondeu, sentando no banco da bancada. – bando de preguiçosos. – completou, fazendo-nos rir.

Ficamos conversando enquanto eu fazia o brigadeiro, rindo muito. Por fim, pus o brigadeiro no congelador.

– Agora é só esperar ele esfriar. Ou você quer arriscar comer um pouquinho quente, só para finalmente saber qual o sabor do seu beijo? – perguntei, com um pouco de malicia na voz.

– Vou querer arriscar, vai que meu beijo é ruim. – ele respondeu. Ri e peguei um pouco na colher, lhe entregando. Ele provou, e sorriu. – uau, meu beijo é muito bom! Agora explica.

– É porque ele é doce, intenso, marcante e causa dependência. Sorvete de menta porque é fresco e extremamente agradável, e sabe do que mais? – perguntei maliciosa, inclinando-me sobre ele sobre a bancada.

– O que? – ele perguntou, igualmente malicioso.

– Eu sou louca e viciada por sorvete de menta com chocolate. – respondi. Ele não resistiu e me puxou para um beijo.

– Vai pelo menos dar uma passada na minha casa na véspera de Natal? – perguntei, sentando em seu colo. Ele passou os braços ao meu redor e apoiou o queixo na curva do meu pescoço. Suspirei, era bom…

– Vou, passo lá à noite, quando estiver voltando de casa. Na casa do seu pai ou dá sua mãe? – ele perguntou bem perto do meu ouvido, causando alguns arrepios.

– Na véspera na casa da minha mãe, no Natal mesmo é na casa do meu pai. – respondi, recostando-me em seu ombro.

Ficamos ali, apenas conversando. Era tão bom ficar com Justin.

Acho que já estávamos na hora de avançarmos mais um passo.

Notas finais
Feliz Natal pra vocês gatas! Dê presente, eu quero um montão de reviews (*_*)
Bjoo rarah
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