Filha da Fama

21 No hospital


Notas iniciais
Mudei tudo, ia ficar muito sem sentido o que eu ia escrever, por isso a demora. Capítulo normal, sem talk show. Espero que gostem, boa leitura!

- Cherry, Cherry,ai meu Deus,vamos chamar a ambulância!

[...]

- Por favor Cherry, não me abandone, você pode me ouvir? Eu preciso de você! VIVA!

[...]

- O exame mostra que ela tomou comprimidos de aceptina tiroxedut (nome fictício) um calmante que só é comprado com receita médica.

- O remédio é meu, o médico me receitou.

- Ah sim.Parece-me que ela tomou em torno de três unidades, uma quantidade suficiente para deixar um cavalo de médio porte inconsciente.

- E ela vai ficar bem?!

- Se fosse apenas pelo remédio, era apenas deixá-la dormir. Mas houve também a queda.

- E o que aconteceu?

- Bom, ela teve uma batida brusca na nuca e começou a ter uma hemorragia arterial, mas realizamos a compressão direta.

- E ela pode ter alguma seqüela?

- Não há chances de isto ocorrer, ela pode ter uma perda momentânea da memória do que aconteceu nas ultimas horas, mas rapidamente volta..

- Quando ela irá acordar?

- Quando o efeito do remédio passar um pouco. Agora só nos resta esperar.

[...]

- Você sabe que a culpa é nossa, não sabe?

- É, eu sei.

[...]

Foram estes os fragmentos que ouvi. Em um determinado segundo, abri os olhos: estava no hospital, o mesmo em que meu avô morreu. Será que eu ia morrer? Talvez sim, pois eu não conseguia me mexer, falar e nem mesmo raciocinar. Talvez não, pois não sentia nenhuma dor, apenas uma tontura maçante, ou talvez este fosse um dos sintomas da morte: ficar em estado mórbido. Ah, que melancolia Cherry, você não vai morrer!

E foi com esta convicção que eu entrei novamente na escuridão do inconsciente.

Bom, ouvi falar disto uma vez, que quando estamos em certo estado de espírito, nossa alma pode sair de nosso corpo, mas eu nunca acreditei.

Até acontecer comigo. Quando dei por mim, já havia saído do meu corpo e estava em pé ao lado da cama.

E que coisa irreconhecível eu estava. Tinha varias faixas enroladas na minha nuca e graças á Deus não tiveram que raspar meus cabelos. Logo abaixo da minha boca, um pequeno corte; devo ter caído com muita força pois aquele osso que fica logo abaixo do olho, estava roxo, do olho esquerdo.

Nossa, essa queda deve ter sido feia. Lembro de ouvir o médico dizer que eu poderia perder a memória do que tinha acontecido, mas eu me lembrava de tudo com clareza.

Ok, admito que tive uma reação um tanto dramática, afinal eles são dois adultos e o que eles fazem ou deixam de fazer é problema deles. Então Cherry, nada de ficar os condenando. Mas que eu ia os obrigar a contar tudo pra Nicki e para o Jay, ah isso eu ia, pois meus pais não pensam do mesmo jeito que eu, então estão se culpando. Não quero que isto estrague nossa relação, mas eles precisam arcar com algumas conseqüências.

Olhei para a janela em frente a cama. Lá estavam meus pais e minhas duas avós, Bernadette e Tina.

Mas havia mais alguém. Aquele era o Justin? Ele veio aqui... Só por minha causa? Atravessei a parede e fiquei no mesmo corredor. Era engraçado estar lá e eles não me verem. Estavam tão abatidos, minha mãe tinha os olhos inchados e parecia exausta; meu pai estava tenso, um pouco amedrontado; minhas avós tinham a expressão séria e preocupada, sem perder o semblante sério.

Justin parecia o mais abalado. Tinha a aparência devastada, a expressão desolada, inconsolávelmente triste. Os olhos marejados, olhando para mim. Minha mãe se levantou.

- Vou comer alguma coisa, alguém quer ir comigo? – falou, ajeitando a roupa e pegando sua bolsa.

- Eu vou, estou faminta. – Tina prontificou-se.

- Justin? – perguntou. Ele apenas balançou a cabeça dizendo não. Elas saíram. Meu pai também se levantou.

- Tenho que ir em casa, alimentar Rambo e Laika, falar com Nicki, com Phillip. Mãe, quer ir?

- Não querido, pode ir. – Bernie respondeu docemente. Antes de ir, olhou curioso para Justin, como que esperando alguma reação de sua parte, mas logo partiu. O celular da minha avó tocou. – alo? Ah, oi Pete... – e foi andando pelo corredor.

Restou apenas Justin. Ele não mexeu nem um músculo desde que eu cheguei. Sentei-me ao seu lado. Senti um aperto, ele estava assim por minha causa? Ou havia outro motivo? Ele parecia tão afetado que eu subitamente quis confortá-lo. Com receio, levantei minha mão para tocar seu rosto e pensei que iria atravessar, mas não. Afaguei seu rosto gélido. Ele franziu o cenho e virou-se para mim, olhando diretamente em meus olhos. Será que nossa ligação era tão forte a ponto dele poder me sentir, ou até mesmo me ver? Não sei o que ele sentiu, mas no segundo seguinte, levantou-se e entrou no quarto. Atravessei a parede novamente, entrando. O que ele ia fazer?

Fechou a porta lentamente atrás de si. Veio ainda mais lentamente até a cama, sentou-se á beira.

- Queria tanto que você estivesse aqui agora... – e eu estou aqui Justin – e de algum jeito, sinto que você está. – pegou minha mão. Sua mão estava ainda mais gélida que seu rosto, pude sentir. – sinto sua falta, Cherry. Sei que não faz tanto tempo assim, mas ver você nesse estado está acabando comigo. Mal posso esperar para te ver acordar, te ver sorrir. E eu vou esperar impacientemente por este momento, mas enquanto não chegar, vou ficar aqui, ao seu lado. – calou-se e apertou minha mão, como que tomando uma decisão. Aproximou nossos rostos, senti meu coração acelerar-se – eu gosto tanto de você... – disse antes de selar seus lábios nos meus. E eu senti, senti todo aquele doce sabor entorpecente. Fora apenas um selinho, ele separou nossos lábios. Olhou para mim uma ultima vez e beijou minha mão, a que ele segurava, para depois levantar-se e sair.

Eu estava encantada. Nossa relação ia alem de uma amizade, era algo desconhecido e maravilhoso. Amor? Ainda era muito cedo para se dizer. Amizade? Já era muito tarde para se dizer. Mas era uma sensação tão boa...

E com um sorriso nos lábios, voltei ao meu corpo, embarcando novamente na escuridão do inconsciente.

Notas finais
Ficou uma droga né? Eu sei (U_U)
Pode demorar um pouquiinho pr poder sair o proximo, tenho que atualizar as outras fics. Comentem!
Bjoo rarah