Filha da Fama

14 Na Casa do Meu Pai


Notas iniciais
Status: decepcionada com a quantidade de reviews U_U

Blue Ivy começou a chorar, quem sabe ela sentisse que ele tinha morrido. Mas o barulho acordou minha mãe, ouvi o som de seus sapatos. Ouvi a porta sendo aberta e ela caminhar atrás de mim e se sentar. Não falei nada, esperando o começo de seu choro. Mas não ouve nenhum som, apenas o som do choro de Blue Ivy.

- Faz muito tempo? – perguntou, com a voz... Normal.

- Não, foi agora pouco. – respondi. Soltei minha mão da do meu avô e fui acalmar Blue Ivy. Minha mãe parecia um pouco desolada e abatida, mas não desesperada e muito triste.

- Eu não entendo... Logo agora que está tudo tão feliz... Ele morre. – lamentou. Não falei nada, com medo que minha tese e minhas palavras a ferissem ainda mais. – mas ele teve uma boa vida, já tinha vários problemas de saúde, agora ele pode finalmente descansar em paz. Nós temos de seguir em frente. – continuou. Não me importei por ela estar usando excesso de frases feitas. – querida, você dormiu ou comeu alguma coisa?

- Não, eu e Blue Ivy estamos acordadas desde que eu cheguei. – respondi.

- Por Deus! Vai para casa agora! Leve Blue Ivy com você! – falou surpresa.

- Mas mãe... – comecei a protestar, mas ela pos a mão no meu ombro e olhou-me com ternura.

- Está tudo bem querida, eu já estou bem, vou cuidar de tudo agora. Pegue um taxi e vá pra casa. – falou. Senti firmeza em suas palavras. Dei um beijo em sua bochecha e fui para a porta.

- Cuide bem dela, amo vocês.

- Vou cuidar, nós também te amamos, não é Blue Ivy? – falei e ela fez um barulho parecido com uma risada. Minha mãe sorriu, parecia 90% melhor.

Passei por tia Solange, tia Kelly e pela minha avó, que continuavam a dormir. Peguei a bolsa e a cestinha de Blue Ivy silenciosamente e fui para a saída. Os carros já estavam transitando, seria fácil pegar um taxi, mas percebi que não seria preciso.

Lá estava meu pai, com o carro estacionado em frente o hospital. O que estava fazendo aqui? Abriu o vidro.

- E aí, quer uma carona? – falou sorrindo. Fui até o carro e entrei. O motorista deu a partida.

- Por que veio? – não pude deixar de perguntar.

- A festa acabou, estava indo pra casa e quis passar aqui e te obrigar a ir comigo, você tem que dormir. E comer também.

- Não ia ser necessário, a mamãe já fez isso, eu tinha acabado de sair pra pegar um táxi. – falei rindo. Fez-se silencio, mas eu sabia que havia uma pergunta no ar.

- Ele... Morreu? – perguntou, meio receoso.

- Sim. – respondi normalmente.

- E como foi? – perguntou curioso.

- Estávamos eu e Blue Ivy no quarto. Ele pediu perdão e morreu segurando minha mão.

Meu pai ficou calado, mas depois abriu um sorriso sarcástico.

- Quem diria que o velho Sr. Knowles ia morrer tão cedo! – exclamou. Não falei absolutamente nada. – então, vai querer ir pra minha casa ou da sua mãe?

- Bom, eu já estou com as coisas de Blue Ivy aqui, então nós podemos ir pra sua casa, vou falar com a mamãe. – falei pegando o celular. Mandei uma mensagem pra ela e de repente, o carro parou.

- Não estou a fim de cozinhar às cinco e meia da manhã, então vamos pedir um Mc Quarteirão. – falou, abrindo o vidro.

- Cruzes, um Mcdonalds aberto a essa hora! – exclamei e ele riu.

- Estamos em Los Angeles baby, tudo aqui PE aberto 24h por dia. – respondeu.

- Bom dia senhor, o que vai querer? – perguntou a moçinha de aparelho nos dentes.

- Ah, dois McLanche quarteirão e um balde de frango frito, por favor. E você querida, vai querer o que? – brincou meu pai e eu não pude deixar de rir.

- São 33 e 90 senhor! – falou a moça. Meu pai pegou uma nota de 50 dólares e entregou a moça.

- Ah, me dê um pote de sorvete, e fique com o troco.

- Qual sabor senhor?

- Qual você quer querida? – perguntou meu pai.

- Menta com pedaçinhos de chocolate. – falei meu sabor favorito.

- Pegue seu pedido logo à frente senhor, obrigado e tenha um bom dia!

Pegamos os pedidos e eu lembrei de uma coisa urgente.

- O que aconteceu na festa?

- A policia chegou e prendeu Drake, não por causa da Nicki, mas porque o cara estava com 30 gramas de crack e 2 cigarros de maconha.

- Que horror! E cadê a Nicki?

- Está na casa dela, chamei ela pra ir lá pra nossa casa, mas ela disse que precisava ficar sozinha.

- Ah sim.

Chegamos ao incrível edifício do meu pai. Não tinha quase ninguém no hall, pegamos o elevador para o 10° andar. O apartamento do meu pai era o 131. Assim que entramos, Rambo veio correndo nos receber, arrastando sua enorme e fofa barriga.

(N/A:http://twitter.com/#!/BrunoMars/media/slideshow?url=http%3A%2F%2Fyfrog.com%2Fgyimemoqj)

- Ei Rambo! – falou meu pai. Colocou os lanches na mesa e o pegou no colo.

- Querida, acho melhor você alimentar Blue Ivy antes. – falou meu pai.

- Eu sei, vou dar a mamadeira, dar um banho nela e a colocar pra dormir. – falei.

- Ótima idéia, vou colocar o leite pra esquentar. – falou meu pai, colocando Rambo no chão.

Fui para o meu quarto(que ainda estava sendo decorado) e coloquei Blue Ivy na cama, ela estava quase dormindo. Tomei banho rapidamente e troquei de roupa (N/A: http://www.polyvore.com/roupa_de_casa/set?id=45623270) . Peguei-a e fui para a cozinha.

- Deixe-me ver se o leite está bom, pai, segure-a aqui. – falei entregando-a ao meu pai. Provei o leite, estava bom. Coloquei na mamadeira e fui pegar Blue Ivy. Percebi que meu pai estava distante, encarando o vazio.

- Pai... – chamei uma vez e nada – pai... Pai! – ele finalmente acordou. – estava pensando em que?

- Estava lembrando quando te segurei pela 1ª e única vez, lá na maternidade. – falou, entregando-me Blue Ivy.

- Unh, e como foi? – perguntei, colocando a mamadeira na boca dela.

- Foi tão lindo... Você era tão pequenininha... – falou sonhador, me olhando com ternura. Sorri do mesmo modo. Meu pai pegou seu lanche e foi para a sala, assistir TV, mais especificamente Os Simpsons na Fox, fui assistir também. De repente, meu pai levantou correndo para seu quarto. Depois voltou com uma câmera na mão.

- Haha, vou filmar você e sua irmã. E... Gravando!

Não ligue e continuei a agir normalmente. Blue Ivy tomou quase toda a mamadeira e eu a pus pra arrotar. Feito isso, fui dar banho nela e depois fiz todas as fases, de passar pomada anti-assaduras, talco, a fralda, a roupinha. E depois a balancei um pouco e ela rapidamente dormiu. Coloquei-a no quarto de hospedes, meu pai filmando tudo.

- E corta! – falou meu pai desligando a câmera. Fui comer. Terminado isso, fui deitar-me.

- Durma bem querida, amo você. – falou meu pai, da porta.

- Durma bem também,te amo. – falei. – pai?

- Sim querida?

- Canta uma musica pra mim dormir? – pedi como uma criança. Meu pai sorriu e veio até mim. Deitou-se e me abraçou.

- Que musica você quer? – perguntou no meu ouvido.

- Count On Me. – respondi. – em 3 tons mais baixo por favor.

- Ok. – falou rindo.

If you ever find yourself stuck in the middle of the sea,
I'll sail the world to find you
If you ever find yourself lost in the dark and you
can't see,
I'll be the light to guide you

Find out what we're made of
When we are called to help our friends in need

You can count on me like one, two, three
I'll be there
And I know when I need it I can count on you like
Four, three, two
And you'll be there
Cause that's what friends are supposed to do,
Oh yeah


Dormi antes que ele pudesse terminar.

Notas finais
Façam o FAVOR de deixar os fuckin' reviews Ò_Ó
bjoo rarah