Filha da Fama

32 Halloween ( part 2 )


Notas iniciais
*Cantarolando depois de saber que Justin e Selena terminaram
Aquii, mais um capítulo, com um bafãão meninas! É que acabei de ler os livros da série Hush Hush e a idéia veio como um raio, e não tive escolhar à não ser escreve-la, mesmo sabendo que vão partir minha cabeça em duas. Boa leitura!

– Vou ao banheiro Cherry, tente não beber todo o nosso copo de marguerita. – disse Justin sarcástico, levantando-se e me dando um beijo na testa.

– Não prometo nada – disse, ele riu. Como eu o amava! Tinha muito receio de confessar isto em voz alta e ferir-me, mas por dentro, ele sabia.

E quem sabe, me amasse também.

~//~

Vários astros teen estavam na nossa mesa. Miley, Taylor, Demi, o One Direction, todos rindo muito. Mas nada de Selena.

– Pessoal, alguém sabe se a Selena veio? – perguntei. Demi deu de ombros.

– Veio, vi ela entrar no banheiro. E pensando bem, já faz um tempão. – ela respondeu.

Meu coração parou por um instante, para depois bater descontrolado. Os banheiros masculino e feminino ficavam no mesmo corredor. Justin não havia voltado.

Não, não, não! Por favor Deus, isso não.

– Elisa, vou ao banheiro. – lhe falei, torcendo para que minha voz não me denunciasse. Não o fez. O problema era que ela me conhecia muito bem. Arqueou as sobrancelhas.

– Algum problema? – ela perguntou.

– Ainda não. – respondi, ciente.

– Quer que eu vá com você? – ela perguntou, já sacando o que acontecia.

– Não. Dessa vez eu vou sozinha. – disse, levantando-me. O banheiro ficava um pouco distante da mesa.

Talvez tenha muita gente no banheiro. Talvez ele tenha encontrado um conhecido e parado para conversar. Talvez ele esteja com um mal estar, eu pensava. Ou talvez esteja com aquela lésbica vadia.

O som das batidas eram mais altas que o som dos meus passos. Minhas mãos gelaram-se, e isso sem saber de nada.

Quando virei ao corredor, meu coração parou. Prendi a respiração. O sangue parou de circular em minhas veias. O próprio tempo tinha parado.

Os únicos que não paravam com os movimentos eram Justin e Selena, se pegando no corredor.

Sorri amarga, ele a beijava de um jeito que nunca tinha me beijado, a tocava de um jeito que nunca tinha me tocado. Ela estava com as pernas ao redor da cintura de Justin, provavelmente sendo penetrada.

Uma raiva misturada com angústia e mágoa tomaram o lugar das hemácias no meu sangue, mas não ódio. Com os movimentos controlados por eles, peguei o extintor de incêndio e joguei toda aquela substância que havia dentro neles. Quando acabou, joguei o extintor vazio no chão e saí quase correndo dali, sem vê-los, cobertos pela fumaça.

– Cherry, o que aconteceu? O que você fez? – perguntou Elisa, mas a sua voz veio como se estivesse muito longe. Eu não ouvia nada, não via nada. Apenas sentia. Vontade de chorar, de gritar, de bater, de matar. Saí sem olhar para ninguém, apenas queria sair dali.

Na entrada, não havia ninguém, apenas carros passando na frente da rua. Corri na calçada e rezei para que um táxi passasse. Dessa vez, minhas preces foram ouvidas. Acenei para ele, que parou.

– Para onde, senhorita? – perguntou um senhor de meia-idade com aparecia muito simpática, que sorria para mim. Estávamos em New York, onde a festa acontecia.

– Quero que me leve ao bairro Scarsdale, te digo onde parar. – respondi, controlando as lágrimas e a voz. O senhor ligou o taxímetro e deu a partida.

~//~

Desci do táxi, agradeci ao senhor e o paguei. Observei seu táxi se afastar, mas as lágrimas não me deixavam ver com clareza. Consegui controlar durante todo o trajeto, mas agora era impossível.

Entrei lentamente no apartamento da minha mãe e de Jay que tinha quatro andares. Laika veio correndo me receber, eu a peguei no colo e abracei forte. Ela sempre esteve ao meu lado, não importava o que acontecia.

A pus no chão e rastejei até meu quarto. Tirei a roupa e fui ao chuveiro, mas não antes de pegar uma faca na cozinha.

Queria que a água do chuveiro me lavasse por dentro. Queria que fizesse escorrer pelo ralo minha dor, minha angústia, mas a única coisa que ela levava eram minhas lágrimas. Olhei a tatuagem no meu braço. Era para termos ficamos juntos para sempre, éramos para sermos felizes juntos. Então, por quê ele… me traiu?

Que idiota eu era, uma perfeita e completa idiota. Como eu pude acreditar que ele tinha esquecido Selena e se apaixonado por mim? Por que ele trocaria uma mulher por uma garota, uma adolescente, uma menina que ainda era virgem?

Com uma raiva entorpecente, afundei uns dois centímetros da faca na pele abaixo da tatuagem e puxei até o final da frase, mas eu não senti dor. Parecia que a dor do meu coração não permitia que mais nenhuma parte do meu corpo sentisse dor. Eu queria quebrar tudo que eu visse pela frente, mas os objetos não tinham culpa por eu ter me apaixonado e ter sido traída. Descontei em mim mesma fazendo outro corte.

Lavei o sangue e saí do chuveiro. Sequei os cabelos com um secador, pus o short e a blusa com alças rosa de cetim do pijama e me esgueirei embaixo dos cobertores. Não estava exatamente frio, mas sentia-me congelar, as lágrimas encharcando o travesseiro.

Caí em um estado curioso. Parecia que eu havia feito O Deserto no EAC e estava repousando. Estava deitada e de olhos fechados, mas não dormindo. Não sentia vontade alguma de me mexer. Mas aquilo não me trazia paz, ao contrário.

Não abafei mais o choro desconsolador que torturava meu peito. Doía tanto que pensei que iria morrer, talvez eu fosse mesmo. A cena deles dois juntos não parava de rodar na minha mente, dando espaço apenas para cenas minhas e de Justin, conversando, rindo, beijando-nos. A dor apertou e eu chorei desesperada.

Meu celular tocou, mostrando que uma mensagem havia chegado. Era da minha mãe. Fiquei tão atordoada que nem pensei em avisar meus pais.

Pelo amor de Deus diga que está em casa, estamos morrendo de preocupação!!”

Pensei em não responder, mas depois pensei que meus pais não mereciam isso. Com um esforço tremendo, peguei o celular para digitar a mensagem.

“Estou”, e foi o máximo que consegui.

“Ah, que alívio! Estamos indo pra aí, não faça nenhuma burrice”

“Por favor, estou quase dormindo, não quero conversar. Pelo menos, não hoje” disse ciente que ela viria no meu quarto para conversarmos.

“Entendo. Tente se acalmar. Eu te amo”

Não consegui responder.

Notas finais
Viixi, sou chata né?
O próximo já tá pronto, mas vou deixar vocês sentirem um pouco de raiva de Jus antes!
Geente, o próximo ano tá chegando, podiam colaborar e deixar reviews e recomendações? Ano que vem não será mais possível :(
Conto com vocês! O que acharam da capa nova?
Bjoo rarah