Filha
1 Alegria de ser mãe
Já faz 1 ano que ela nasceu. Ainda me pego olhando e me impressionando com aquele ser perfeito, gerado dentro de mim.
Aos 2 meses gargalhava
Aos 5 meses, ela aprendeu virar, pegar tudo o que tem a seu alcance nas mãozinhas e levar à boca.
Aos 6 meses, se sentava, gritava alto pelo que queria
Aos 7 meses engatinhava em busca do que queria
Fico embasbacada observando-a. Tudo me impressiona, tudo me deleita.
Cada descoberta, uma alegria...
É a perfeição humana, o sublime desenho do amor que nunca se apagará, é parte de mim independente. Quando chego, não importa se estou nervosa, cansada, descabelada... ela sempre sorri pra mim, e fica pulando onde estiver, louca pra vir pra mim. Grita Mamã, sorri, pula...
Nessas horas o mundo pára, é como se fôssemos apenas nós duas, sentindo aquele amor se tornar palpável, cheirando-nos e sentindo o melhor dos aromas, a mais incrível ligação que se pode ter com alguém. O laço de mãe e filha.
Me orgulho, estufo o peito e digo: é minha filha!
Pouco me importa se meu corpo mudou, se pareço mais velha, gorda, cansada... essas mudanças foram necessárias pra que eu gerasse e possa agora cuidar do tesouro que Deus me deu.
Não tenho como agradecer por tantas bênçãos. Sou feliz, com muitos problemas, mas satisfeita pelas graças de Deus.
Ela, com 5 meses, acordava de manhã e fica lá, no bercinho dela, brincando por mais ou menos 40 minutos, eu ficava ouvindo, deitada na minha cama, minha filha se divertir sozinha, até que ela resolvia dar gritinhos, que a mim queriam dizer: Mamãe, venha logo, eu acordei! Me levantava aos pulos, já antecipando seu sorriso. E como ela sorria!! Aquele gengiva sorria mais brilhante que quaisquer dentes que eu tenha visto. Os sons que ela emitia pra mim, o calor do corpo dela, a quietude quando enfim a pegava no colo... nada se assemelhava a isso.
Agora, acorda, senta-se na cama e grita. Se não apareço, ou lhe dou atenção, ela desce sozinha e vai me procurar onde eu estiver. Por vezes me escondo, pra ver a alegria dela quando me encontra. Algumas vezes continuo dormindo, e ela vem e me dá pequenos tapas no rosto, enfia aqueles gorduchos dedinhos em minha boca e grita alto mamãaaaaa...
A magia do desenvolvimento... vai aonde quer, se não consegue ir sozinha, vai até mim e me puxa pelas mãos, faz força até que eu me levante e a acompanhe. Ontem se levantou e foi sozinha até o carrinho, pela primeira vez. Ela ainda não anda sozinha, mas pelo visto sabe como fazer... é a imagem da saúde, é inteligente e perfeita. Sabe quando um não é sério, já tenta me ludibriar com o choro falso... e sabe quando isso não dá certo. Já entende que existem limites impostos por mim, e já entende quando farei o que ela quiser.
Mama no meu peito, mas come o que quiser. É independente, mas não abre mão do meu abraço. Não existe vínculo maior, não existe amor maior.
Minhas noites mal dormidas são muito bem aproveitadas. Eu estou com ela, minha princesinha.
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