Figther
1 Capítulo 1
Notas iniciais
As característica físicas de alguns personagens podem não condizer com a característica real dos mesmos.
Espero que gostem e acompanhem, e mandem reviews.
FIGTHER – Só não diga que sou frágil
Era meu primeiro dia de aula na Santa Helena e estava bastante animada e confiante, pelo menos dessa vez. Eu me chamo Selena e tenho 15 anos, e por mais que pareça ainda uma criança, eu já passei por bastante coisa nesse “pouco tempo”. Tudo começou quando eu tinha em torno de uns sete anos, eu era um pouco acima do peso, usava óculos do tipo bem horríveis e tinha um problema que me fazia suar demais. Devido a todos esses empecilhos eu não tinha uma boa relação com meus colegas de turma, mas não por minha parte, mas por parte deles, que passavam o dia me chamando de diversos apelidos que até agora não vi nenhum com tamanha criatividade.
Eu cresci com muitos problemas psicológicos, e desde esses meus sete anos, comecei a criar pensamentos suicidas que me acompanharam até os nove anos, e foi a partir dessa idade que eu comecei a me cortar. A verdade é que eu não sabia ao certo o que eu queria com isso, mas aquela dor aliviava toda tensão que as pessoas colocavam sobre mim. Era uma espécie de castigo, onde eu depositava todo meu ódio por eu mesma.
Exatamente no dia do meu aniversário meus pais descobriram que eu me cortava e decidiram me mudar para uma nova escola. Nada adiantou. Porém, nessa confusão toda, teve um lado bom, que foi quando eu conheci o Justin, um cara super bacana que ficava ao meu lado todos os intervalos. O impossível era criar uma imagem onde um garoto popular como Josh ficasse em todos os intervalos ao lado de uma gorda, cheia de acne devorando um x-burguer. Era maravilhoso.
Certa manhã me ligou sua mãe falando que ele tinha sofrido um acidente quando estava a caminho de uma praia aonde iria se encontrar com seus amigos. Eu fiquei em estado de choque, afinal ele era meu único e melhor amigo. Apesar de ter me passado inúmeras cenas horríveis, das quais não quero me lembrar, ele estava vivo, mas em uma espécie de coma indeterminado. Desde quando fui à primeira vez ao hospital continuo a visitar ele todos os dias com a esperança de que ele simplesmente me responda a todas as frases, poesias que leio para ele. Aliás, ele amava poesias.
Nunca esperei chegar ao ponto em que estou, sinceramente. Depois de todas essas turbulências em minha volta, foi como se eu não tivesse mais a vontade de viver, e por isso passei a comer convulsivamente, a me cortar com mais freqüência e simplesmente não sou a pessoa com milhares de amigos, não tenho sequer um.
- Estou indo mãe! – Gritei antes de sair de casa.
- Tomou o seu café? Para onde vai apressada? – Respondeu ela, como sempre preocupada.
- Tomei sim mãe, relaxa.
Na verdade eu não tinha dado nem uma mordida sequer na maçã que ela deixou em cima da mesa, juntamente com várias fatias de bolo e um copo de suco. Ela sabe que eu só tomo café da manhã quando estou doente. Raramente, ou seja.
Eu queria chegar cedo na nova escola. Queria sentar em algum local onde não transparecesse meu tremendo nervosismo. Estava nervosa por medo do que as outras garotas iam achar e pelo o que os garotos iriam me chamar. Da última vez, meu recorde de apelidos indicaram uma vitória imbatível para “baleia” e sua companheira fiel “porca bigoduda”! Claro que eu não esperava algo do tipo “Gostosa” muito menos “ô lá em casa”... A única coisa que eu estava esperando era a aceitação por parte de todos.
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