Notas iniciais
Estamos começando de um ponto crítico agora, onde Elena se vê dividida entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre o que ela quer e o que ela não quer. Ou melhor, entre sua alma boa e sua sede de sangue.

Elena está se tornando compulsiva. Não quer se sentir assim, mas tão pouco tem escolha. Seu coração bom e sua alma caridosa irão a levar ao fundo do poço no início de toda essa loucura, eu sei, pois foi o que aconteceu comigo. Elena não consegue se desligar de sua vida passada, não pode largar essas coisas justamente porque ainda tem com o que se preocupar sobre aquela vida: Jeremy. Afinal, os laços de “sangue” no final da história sempre serão maiores que qualquer coisa no mundo. Foi isso que me impediu de arrancar a cabeça do meu irmão sem esperar duas vezes.

Não me orgulho disso, mas a única coisa que me faria bem agora era tirá-la daqui e apenas dirigir, para Atlanta talvez, como naquela outra vez, ou para qualquer lugar que ela queira. Seria o melhor para nós dois nesse momento, com certeza. Elena está cada vez mais deslumbrante, sua sede de sangue a torna sensual, coisa que eu via em Katherine, provavelmente alguma regra de vampiragem. Talvez por isso as mulheres simplesmente não resistam a mim. E olhe pra mim, me apaixonando de novo, tão idiota, magoado, e tão superestimado.

Fora tudo isso, não consigo tirar da cabeça o quanto gostaria de cravar uma estaca no coração de Stefan, aquilo tudo pra mim não fez o menor sentido. Ele não a amava? O que haveria acontecido? Teria sido tão idiota a ponto de achar que ela conseguiria esperá-lo voltar? Por favor. Essas coisas não saem da minha cabeça, não importa o quanto queira afastá-las, para o bem de Elena.

Tudo que espero é que ela consiga passar por isso, pois dependendo dela e de seu incrível e afiado espírito suicida, posso esperar ela mesma cravar um pedaço de pau em seu coração. Mas então eu morreria também, e essa não é a melhor das ideias.

Notas finais
Próximo capítulo será postado daqui a mais ou menos uma semana ;)