Fighting for love.
28 Coisas do passado.
Notas iniciais
— Mãe, a gente pode falar com a senhora? — Marley falou assim que chegaram em casa.
— Claro querida, o que foi? — Millie olhou sem entender, de Marley para Kitty. As meninas se olharam e passaram a vista ao redor, observando que Camila estava conversando com Brittany num canto e Lauren no celular mandando mensagens no sofá da sala, procuraram por Santana mas não encontraram a latina.
— É melhor lá em cima. — Marley falou e a senhora concordou.
— Tudo bem, então vamos lá pra cima. — Millie falou e elas foram até o quarto da senhora. — Podem me dizer agora que mistério é esse?
— Tia Millie, me conte a história do jantar de natal... — Kitty falou e viu a mais velha mudar seu ar superior para uma expressão frágil, delicada e muito sensível. Millie foi ficando pálida até que desmaiou.
FLASHBACK MILLIE
24 de dezembro de 1969
A noite estava linda, era natal e como em todos os anos minha família ia passar a noite de natal na casa dos Kats. Eu não reclamava, não gostava de festas em família, muito menos quando se tratava de natal, porém, minha melhor amiga estaria comigo como em todos os anos, pra aguentar essa tortura.
Meu pai estacionou o carro em frente à casa dos Kats e logo pude ver Rose correr até a porta. Ela sempre fazia isso, já conhecia o som do motor do carro de meu pai de tanto que ele me trazia aqui. Ela veio correndo até a porta e liberou aquele sorriso maravilhoso que eu tanto amo. Desci do carro e fui até ela, a abracei e lhe entreguei uma caixinha. Sim, era um presente. Eu não gosto do natal mas a Rose sempre amou o natal, então eu sempre comprava algo pra ela. Ela pegou a caixinha e sorriu mais uma vez para mim.
— Você sabe que não precisa baby. — Rose me disse ainda olhando pra mim com aqueles olhinhos mágicos.
— Mas você sabe que eu sempre compro algo... — sorri de volta para ela com meu melhor sorriso, ela era a única que recebia sorrisos meus no natal.
— Meninas, entrem! Está frio aí fora. — Ouvimos a senhora Kats dizer da sala e assim o fizemos, entramos e fomos direto para o quarto de Rose.
— Então e o Nathan? — Perguntei curiosa, querendo saber sobre o pretendente da minha amiga.
— Eu ainda não sei, dei até hoje à ele para decidir, se ele não aparecer posso supor que desistiu... — Rose disse e eu pude ver em seus olhos que aquela ideia a machucava.
— Ei... Ele vai vir, você vai ver, eu sei que ele vem... — Segurei seu rosto em minhas mãos a fazendo olhar para mim e sorri. — E se ele não vier... É um homem morto. — Falei e ela gargalhou. Essa era minha função, a fazer sorrir. Não importa o momento, o motivo ou qualquer outra coisa, eu tinha que fazer ela ficar bem.
A noite foi passando, nossos pais conversavam na sala, enquanto nós apenas ficávamos quietas em nosso canto, esperando um verdadeiro milagre de natal, vulgo Nathan Wild, o garoto que roubou o coração de Rose Kats e a prometeu que viria no natal para conhecer sua família.
— Ele não vem... Já passam das 23h da noite, ele definiti... — Sua fala foi cortada pelo barulho da campainha. — Deixa que eu atendo! — Rose gritou e saiu correndo até a porta e eu, claro, fui atrás dela.
— Oi, desculpa a demora. Eu tava procurando uma loja aberta essa hora da noite, atrás de uma coisa que agradasse a você... — ele estendeu uma caixa de chocolates, que por sinal fui eu que disse a ele quais eram os preferidos dela. — E outra que agradasse a sua mãe. — Ele puxou um buquê de rosas, que escondia atrás das costas, esse que não foi palpite meu, mas confesso que o mané mandou bem. Olhei para Rose e ela tinha lágrimas nos olhos.
— Entra. — Ela sorriu apaixonada para ele e lhe abraçou.
— Filha, quem era na por... — A senhora Kats se interrompeu ao ver o rapaz parado ali. — Olá, boa noite, como se chama?
— Mãe, esse é o Nathan Wild. Nath, essa é minha mãe. — Rose fez as apresentações.
— Essas rosas são para a senhora. — O garoto sorriu e as entregou a mais velha.
— Oh! Que doce... Não precisava. — A mais velha sorriu recebendo o presente. — Denika, pode colocar essas lindas rosas num vaso para mim, por favor? — Pediu educadamente a empregada da casa, que assentiu e pegou o buquê das mãos da patroa. — Então Nathan, o que veio fazer aqui? — Nesse momento eu pude jurar que a Rose ia explodir ou que seu cérebro iria sair por todos os buracos possíveis de seu rosto, pois minha amiga ficou mais que vermelha, poderia até dizer que ela estava roxa de vergonha.
— Mãe, podemos ir até a sala antes? — Ela pediu e a mais velha concordou, ao chegarmos na sala Rose logo se pronunciou. — Pai, esse é o Nathan Wild e ele quer falar com o senhor. — Rose disse e olhou para mim, ela estava muito nervosa e via-se isso em seu olhar.
— Quer falar comigo rapaz?
— Sim senhor.
— Pois então, diga!
— Senhor Kats, eu sou um rapaz direito, de família, estudioso, tenho boas notas e pretendo um dia poder construir uma família e ter uma carreira médica de sucesso, mas esse meu sonho começa com um primeiro passo e esse passo é ter a mulher que eu amo ao meu lado, pra me mostrar o caminho certo e me dar broncas quando preciso... — Ele olhou para Rose e sorriu. Eu olhei para minha melhor amiga e ela estava com lágrimas nos olhos, então eu resolvi que me aproximar dela era a coisa certa a se fazer, então o fiz e ao chegar até ela segurei sua mão e apertei num sinal de apoio. — Senhor Kats, o que eu to tentando dizer é que eu quero a sua bênção para namorar sua filha, eu a amo e prometo que não a magoarei, nunca. — O senhor Kats olhou para o rapaz, o encarou por alguns segundos e depois voltou seu olhar para Rose.
— É isso que você quer filha? — Ele perguntou e ela assentiu. — Então vocês dois tem minha bênção. — Sr. Kats sorriu e apertou a mão de Nathan.
— Obrigado senhor, prometo que não vai se arrepender. — Nathan sorriu para o mais velho.
— Obrigado Papa! Eu amo o senhor. — Rose correu e abraçou o pai.
— Eu também amo você filha.
— Ah... Qual é? Cadê as ameaças??? — Brinquei e todos no cômodo riram. — Tudo bem, se o senhor não vai fazer Tio, deixa comigo. — Falei e me virei para o Nathan. — Olha aqui moleque, você pode tá namorando com ela agora, mas se magoar minha garota você vai conhecer o Shazam e o Motoca. — Falei apontando para meus punhos e todos voltaram a rir, inclusive eu.
— Ta bom, parou a palhaçada. — Rose disse rindo.
— Confesso que me deu medinho dela... — Nathan brincou e todos voltamos a rir.
— Srta. Rose, telefone pra você. — Denika falou ao entrar no cômodo.
— Denika... Qual das Roses?? — Rose e eu perguntamos juntas e todos riram novamente, inclusive a empregada.
— Você Millie... — Ela disse e eu assentiu sussurrando um volto logo para Rose.
— Obrigado Denika. — Agradeci a mulher que logo se afastou. —
"Alô?" — Falei e logo ouvi a voz conhecida de meu namorado.
"Oi amor, só liguei pra desejar feliz natal e dizer que essa festa aqui sem você tá um saco." — George falou do outro lado da linha e eu sorri.
"Aqui também ta meio chato sem você, que saco seus pais terem inventado de viajar para Flórida logo nesse natal né?"
"Com toda certeza, mas eu tenho uma surpresa pra você..."
"Que surpresa?" — perguntei curiosa.
"Abre a porta." — Ele disse e a ligação foi encerrada. Estranhei, mas não falei nada, apenas fiz o que George me pediu, fui até a porta e quando a abri dei de cara com meu namorado.
— Surpresa! — Ele falou com aquele sorriso maravilhoso.
— Oi amor!!! — Pulei feliz em seus braços. — Eu estava com tanta saudade.
— Eu também estava minha pequena... — Ele falou e ficamos abraçados por um tempo.
— O’malley?? — Nathan perguntou e eu me assustei, me afastando de George.
— Wild?? — George falou. Ele parecia bastante surpreso. — O que faz aqui cara? — perguntou se aproximando do rapaz e fazendo uma batida de mano que só os meninos da escola sabem fazer. Não é porque seja uma coisa difícil, na verdade é bem fácil, mas é que eles nunca deixam as meninas treinarem pra aprender, isso é um saco, mas voltando ao assunto, acabamos descobrindo que George, meu namorado, é o melhor amigo do Nathan, que é o namorado de minha melhor amiga.
— Mãe, nós quatro vamos dar uma volta ok? — Ouvi minha amiga anunciar. Nós já havíamos jantado e decidimos ir os quatro passear, dar uma volta pela cidade, caminhar a luz da lua. Era sempre tão romântico.
— Eu ainda não acredito nisso. — George falou e todos olhamos para ele.
— Nisso o que? — Nathan perguntou.
— Você ta namorando a melhor amiga da minha namorada. — George falou olhando para o amigo e riu. — Cara, tem ideia de quantas vezes eu sai com essas duas e tudo o que eu ouvi foram duas horas de um discurso interminável sobre um garoto que tinha arrematado o coração da Rose sem pedir permissão?! — Eu olhei pra Rose e ela estava rindo mas com o rosto todo vermelho, olhei para George com um olhar matador de repreensão e ele parou de falar. — Desculpa meninas. — Pediu sincero.
— Não conta nada que você ouviu nas conversas, pelo amor George. Isso é papo de mulher, te controla homem! — Falei e nós quatro rimos.
Fomos caminhando até o parque central, os meninos compraram pipoca e nós sentamos nuns banquinhos que tinham ali. Ficamos observando o céu, que por mais nublado que estivesse, estava lindo. Os meninos entraram numa conversa aleatória sobre algo que não me dei o trabalho de prestar atenção, enquanto eu e Rose conversamos baixinho sobre eles dois. De vez em quando, olhávamos para eles e sorriamos, porque mesmo com eles alí, bem ao nosso lado, estávamos falando deles como se não estivessem ali, era engraçado.
Resolvemos os quatro voltar para a casa de Rose, estava ficando tarde, os meninos tinham que voltar para suas casas e estava ficando frio. Quando estávamos saindo do parque, uma senhora, ela poderia ter uns 90 anos só pela sua aparência, se aproximou de nós. Eu e Rose nos demos as mãos, era mania, sempre que havia algo suspeito nós dávamos as mãos, como num sinal de apoio e proteção uma com a outra. A senhora nos olhou, mais precisamente para Rose e eu. Ela nos encarou como se estivesse enxergando nossa alma, nosso futuro.
— Que coisa mais linda. — Falou a velha senhora. — Vocês terão uma bela família mocinhas. — A mulher falou e eu e Rose nos olhamos e os meninos fizeram o mesmo.
— Somos apenas amigas moça. — Rose falou com aquele tom doce que ela tem na voz.
— Sim, sim... Amigas. Olha só esses dois, conquistaram seus sonhos, mas terão decepções, o senhor... — Ela apontou para Nathan. — Por ser muito cabeça dura e não aceitar nada. E você... — Ela olhou para George. — Por não acreditar que é capaz. — Nós nos olhamos confusos, não entendendo absolutamente nada.
— Senhora, do que está falando? — Perguntei. Agora eu queria saber, sou muito curiosa.
— Do seu futuro ora bolas. Vocês terão filhas lindas e elas serão meninas maravilhosas e irão amar de verdade. — A senhora olhava de mim para Rose e isso tava começando a me assustar. — A voz... Ela me diz que não posso dizer mais nada. Tenho que ir, tenham uma boa noite meus jovens. — A velha falou e foi andando até sumir de nossa vista.
— Okay, quem concorda que isso foi totalmente estranho pra caramba? — George falou e logo Nathan, Rose e eu levantamos as mãos e começamos a rir. — Vamos embora. — George falou e seguimos nosso caminho de volta a casa de Rose.
Dias depois, Rose e eu tentamos encontrar aquela senhora, voltamos ao parque e procuramos ela por todos os lados e não encontramos. Confesso que aquela história toda foi bastante estranha, mas nós duas ficamos muito curiosas. Os meninos nos disseram pra parar de pensar nisso e que aquela senhora era apenas mais uma louca, mas nós duas queríamos acreditar que ela podia ver o futuro, que ela poderia nos dar as respostas que queríamos.
Um mês e meio depois, estávamos Rose e eu, andando pelo parque, sozinhas, até que minha amiga colou os olhos num ponto fixo.
— Millie olha lá, é aquela senhora do natal! — Rose falou e saiu correndo em direção da mulher e eu corri atrás dela. — Moça, moça. Olá! — Rose gritava no meio do caminho. — Oi, senhora. — Ela falou ofegante. — Você lembra de nós? — Rose perguntou e a mulher nos encarou.
— Ah... As mocinhas do natal, sim. Claro que lembro. Seu futuro é incrível, impossível esquecer. — A senhora falou e sorriu para nós.
— Nós te procuramos por toda parte... — Falei ainda tentando recuperar o fôlego.
— As pessoas só me encontram se realmente precisarem saber de algo sobre o futuro minha jovem. Nunca é por acaso. — A senhora falou olhando de Rose para mim.
— Nós precisamos saber... — Rose falou e ela a encarou.
— O que precisam saber?
— Precisamos saber sobre nossos namorados, nossa família, nossa carreira. — Falei.
— Mas e o mistério? Se descobrirem tudo, a vida perderá a graça! — A senhora falou e Rose e eu nos olhamos. Ok, ela tinha razão. Saber de tudo faria com que perdesse a graça, mas como que ela começa a falar e não termina? Ela nos deixou curiosas! — Calma, tem uma coisa que precisam saber... Vocês não vão se separar nunca e serão muito felizes, mas terão dois detalhes... Doença e amor. Suas filhas. Amor. A voz... Ela me diz que não posso dizer mais nada. Tenho que ir.
— Ela falou e se foi. Depois desse dia nunca mais encontramos aquela velha senhora novamente. Criamos muitas teorias do que poderia ser tudo aquilo, mas nada conclusivo. Nunca contamos aos meninos que encontramos com ela novamente, mas quando estávamos sozinhas especulávamos sobre nosso futuro com as pistas que ela havia nos dado. Alguns anos mais tarde nos casamos, anos depois tivemos vocês. Vocês cresceram juntas e foi quando tinham 16 anos, que percebemos o que a velha senhora queria dizer. Chegamos a conclusão que as nossas filhas se amavam. Era isso que o Nathan cabeça dura não aceitaria. Mas esse amor ainda não era problema, pois vocês não o haviam notado, mas quando notassem, nós duas estaríamos ao lado de vocês para apoia-las nessa luta. — Assim que Millie terminou de contar toda a história, Kitty e Marley se olharam assustadas.
— Mãe, tudo bem que se deve acreditar no sobrenatural, mas a senhora não acha que aquela mulher poderia ser apenas uma louca? — Marley perguntou olhando de Kitty para Millie.
— Filha, no começo eu até achei que acreditar nela fosse perca de tempo, mas foi quando seu pai morreu que eu tive certeza de que deveria acreditar. — Millie as olhou com ternura. — E quando eu vi os olhares apaixonados de vocês duas, essa certeza só aumentou. — Millie sorriu e Kitty ficou vermelha.
— Tia Millie, você acha que meu pai vai aceitar isso algum dia? — Kitty perguntou se referindo a Marley e ela.
— Olhe querida, eu não posso responder por ele, mas eu creio que um dia ele entenderá que toda forma de amor é válida. — Kitty sorriu fraco.
— Meu pai é um homem muito cabeça dura, eu sei que quando ele souber vai pirar, ele vai me deserdar, capaz até de parar de pagar minha faculdade ou querer me mandar pra uma reabilitação, mas quer saber? Eu não me importo, porque nada do que ele fizer vai me separar da Marls. — Kitty falou convicta e segurou as mãos de Marley que sorriu com as palavras e com o gesto da namorada.
— Eu acho muito lindo o amor de vocês e podem ter certeza que abençoo essa união. — Millie falou e Marley a abraçou. — Eu e sua mãe estaremos ao lado de vocês, ok?! — Millie disse e as meninas assentiram.
"Alô?" — Lauren falou ao atender o celular.
"Oi Lauren, é o Will! Roubei seu número do celular da Kitty quando ela estava dormindo, espero que não tenha problema..." — Will falou e Lauren pôde perceber o nervosismo em sua voz.
"Ah... Oi Will. Tudo bem,sem problemas... Mas fala aí, você tá bem?" — Lauren perguntou pra puxar conversa.
"Estou sim e você?" — Ele respondeu.
"Também estou bem..." — Lauren respondeu e um silêncio se instalou. — "Will, cê tá aí?" — Lauren perguntou.
"É... Sim, ainda tô aqui! Sabe o que é Lauren, eu queria te perguntar uma coisa..."
"Pode perguntar..." — Lauren falou já imaginando o que séria.
"Sabe, eu achei que pelo celular seria mais fácil... Eu não sei o que da em mim, com qualquer outra garota é fácil, mas com você eu travo... Não sei..." — Ele falou e os dois riram. — "Deve ser porque você é a garota mais linda que eu já conheci..." — Lauren corou. — "Enfim, você quer sair comigo? Tipo num encontro?" — Ele falou rápido mas Lauren pôde entender perfeitamente e logo sorriu.
"Claro Will... Sábado às oito?" — Perguntou e logo o garoto concordou e eles se despediram.
Lauren olhou para a tela do celular e salvou o número de Will. Ela nem percebeu que Camila estava parada na porta a alguns minutos.
— Oi... — Camila falou entrando no quarto.
— Oi Camz. — Lauren falou e sorriu para a amiga.
— Quem era no telefone? Você tá com uma carinha de felicidade desde que desligou... — Camila falou e tocou a ponta do nariz de Lauren que sorriu. Camila estava sim com ciúmes de quem quer que fosse que tivesse deixado esse sorriso no rosto da sua garota, sim, sua. Porque Lauren ainda seria dela, não importa o quanto fosse demorar. Mas pelo menos era um sorriso e não lágrimas.
— Era só o Will, irmão da K.
— O que ele queria e como conseguiu seu número?
— Meu número ele roubou do celular da K enquanto ela dormia... — Lauren falou e riu achando graça. — E ele me ligou porque... Porque...
— Aí Lolo, fala logo! — Camila falou agoniada.
— Ele me chamou pra sair... — Lauren falou e viu o sorriso de Camila sumir aos poucos de seu rosto. — O que foi?
— Nada... — Camila mentiu e tratou de sorrir novamente. — Temos que decidir com que roupa você vai! Anda... — Camila falou e arrastou Lauren para planejar tudo.
Santana e Brittany estavam deitadas no sofá, Brittany por cima de Santana, assistindo TV, enquanto Kitty, Marley e Millie prestavam o jantar.
— Que cheirinho bom! — Santana falou alto para que as mulheres escutassem da cozinha.
— Adivinha o que é que eu levo uma prova pra você! — Kitty gritou de volta.
— Deixa eu ver... — Santana pariu e ficou pensando. — Não sei... Rolinho primavera?
— Não, enroladinho de carne com bacon. — Kitty falou entregando um pedaço a Brittany.
— Ei e o meu? — Santana perguntou.
— Você não acertou! — Kitty deu de ombros.
— Isso não é justo, ela nem deu palpite! — Santana protestou indignada.
— Quer um pedaço? — Brittany perguntou e Santana confirmou com a cabeça.
— Toma... — Brittany colocou o enroladinho na boca e se aproximou de Santana. Santana pegou um pedaço do petisco e de quebra roubou um beijo da loira.
— Eca! Eu não sou obrigada a ver isso... — Kitty falou e saiu da sala, voltando para a cozinha, o que fez Brittany e Santana rirem.
Minutos depois Camila apareceu na sala, com a cara emburrada e se jogou na poltrona que havia ali.
— Que cara é essa?
— A mesma de sempre...
— Amor, da uma licencinha? — Brittany sussurrou na orelha de Santana e deu um beijo no pescoço da latina, que sorriu e saiu do cômodo. Brittany esperou alguns segundos e bateu duas vezes no sofá ao seu nado chamando Camila para perto dela e a garota logo o fez.
— Pronto, agora já pode falar...
— A Lauren vai sair com o Will, irmão da Kitty. — Camila finalmente falou.
— Entendi... Mas você não pode ficar assim, ok? — Ela falou passando as mãos no rosto de Camila para enxugar as lágrimas.
— Eu não queria que fosse assim... Queria que ela fosse só minha ou que pelo menos eu não sentisse tanto ciúmes dela assim. — Camila concluiu em meio a soluços e se agarrou ao pescoço de Brittany. — E pra piorar eu ainda tenho que dar uma de melhor amiga feliz e ajudar ela a escolher uma roupa decente pra o encontro. E tá achado que é fácil arranjar uma roupa decente pra Lauren? Não, não é mesmo. Porque ela só quer vestir preto e jeans 24h por dia... — Camila falou tudo num fôlego só é parou para respirar. — Ela diz que roupa de Barbiezinha não dar pra ela... — Camila falou e riu fazendo Brittany se juntar a ela numa crise de gargalhadas. Uma acabou rindo da risada da outra e acabaram esquecendo totalmente do que estavam conversando anteriormente.
— Do que tanto vocês estão rindo aí? — Lauren e Santana perguntaram juntas, meio que sem querer, se olharam, riram e voltaram a encarar as meninas.
— A risada da B é muito hilária! — Camila falou ainda tentando se controlar.
— Olha quem fala! — Brittany disse ainda rindo.
Lauren e Santana se encararam e começaram a rir das duas, se sentaram no sofá e enfim quando Camila e Brittany se controlaram e pararam de rir, elas começaram a prestar atenção na TV.
— Quinn, a Beth tá com febre de novo. — Rachel falou ao sair do quarto da pequena. — Liga pra sua mãe pelo amor de Zeus criatura... — Rachel pediu pela milionésima vez.
— Amor, olha pra mim... — Quinn falou segurando o rosto de Rachel entre suas mãos. — Isso é só uma virose, não tem com o que se preocupar, ok?
— Como pode ter tanta certeza? Você não é médica!
— Como eu sabia que você ia falar isso, porque eu te conheço bem pra caramba... — Quinn segurou a cintura da morena, falou e riu. — Eu falei com professor meu e ele disse que era só dar um antitérmico a ela pra controlar a febre e ficar de olho que logo ela fica bem... — Quinn falou e viu Rachel a olhar confusa.
— E porque eu deveria acreditar nessa informação? — Rachel perguntou.
— Porque ele sabe do que tá falando!
— Como assim ele sabe o que tá falando? Vai me dizer que nas grades para o curso de roteirista agora tem matéria de doença!?
— É amor, a gente precisa conversar... — Quinn falou ao lembrar que ainda não havia contado a notícia para a morena. Ela logo tirou o sorriso do rosto, sabia que Rachel ia pirar com uma notícia mas sabia que tinha feito a coisa certa, afinal ela havia feito o que seu coração havia mandado. — Eu não estou mais cursando roteiro... — Quinn falou de uma vez. — Mudei pra medicina porque não gostei muito do curso e eu sempre quis fazer medicina...
— Q você pirou?! — Rachel voltou para a sala com Beth nos braços e Quinn pode ver que ela estava com cara de quem está surtando como previa. — Você mudou de curso criatura? — Rachel colocou Beth no chão e a pequena sentou e foi brincar. — Seu sonho sempre foi ser roteirista e agora cê tá fazendo medicina?! Quinn você só pode ter pirado... Uma coisa não te nada a ver com a outra! — Rachel passou as mãos na cabeça, desesperada. — Não... Espera um pouco... Isso tem alguma coisa a ver com o fato de você está assistindo Grey's Anatomy, Quinnie Lucy Fabray?
— Não Rach! — Quinn riu do desespero da morena. — Olha, uma coisa realmente não tem nada a ver com a outra, e não. Não é porque eu tô assistindo Grey's Anatomy que eu resolvi mudar amor. Na verdade eu comecei a série depois, porque esse meu professor recomendou. — Quinn explicou.
— Então por que diabos você desistiu do seu sonho pra fazer medicina?
— Não sei Rach, eu acordei um dia com essa ideia na cabeça e conversei com a minha mãe e ela me disse pra fazer o que meu coração dissesse que era o certo. Aí eu fui mudei o curso...
— Porque não conversou comigo? Porque não me contou?
— Simplesmente porque eu sabia que você ia surtar amor... Você tem essa coisa de sempre lutar pelos nossos sonhos e eu desistir de algo que eu passei a vida querendo, pra fazer algo pelo qual me apaixonei a pouco tempo. Eu sabia muito bem que você ia querer me esfolar viva, então eu fiquei sem saber como te contar... — Quinn falou e Rachel passou a analisá-la.
— É isso mesmo que você quer? — Rachel perguntou.
— Sim amor, é isso mesmo que eu quero. — Quinn respondeu e Rachel se aproximou dela, segurou em suas mãos, respirou fundo.
— Então tá, vou te apoiar. — Rachel disse e sorriu. — Eu amo você.
— Também amo você. — Quinn falou e beijou Rachel. Logo Beth começou a chorar, as duas se encararam sorrindo e Quinn foi pegar Beth para acalmá-la.
Assim que Beth se acalmou e dormiu, Rachel foi tomar um banho e Quinn resolveu ligar para Brittany, pra saber como estavam as coisas por lá.
"Britt? Oi..." — Quinn falou assim que ouviu a voz da loira do outro lado. — "Como estão as coisas por aí? A mãe da K ta melhor?"
"Oi Q, por aqui as coisas até que está bem, a mãe da K teve uma melhora incrível!" — Brittany falou animada o que deixou Quinn bastante preocupada. — "Q, o que foi?"
"Nada B, só umas ideias que me tiraram do ar..." — Quinn falou tentando desconversar, mas na verdade ela estava bem preocupada com o estado da Senhora Wild. Ela tinha visto em Grey's Anatomy uma história de uma tal de "súbita" e perguntou ao seu professor do que se tratava. Ele a explicará que a súbita melhora, ocorre em pacientes no estado terminal. Eles podem estar mal o quanto for e do nada melhoram e não se tem uma explicação para essa melhora repentina. Mas seus órgãos estão tão cansados de tentar sobreviver que vão parando aos poucos depois disso. Era como se o corpo desse um tempo para despedidas conscientes.
Quinn teve medo de que esse fosse o caso da Sra.Wild. Chacoalhou a cabeça de um lado para o outro, a fim de afastar tal pensamento e voltou a prestar atenção no que Brittany falava.
"Quinn, cê tá me ouvindo?"
"Ah... Oi B, eu tô aqui... O que foi que você disse?" — Perguntou ainda meio aérea.
"Eu perguntei se a Beth tá melhor e disse que a Lauren vai sair com o Will e que a Mila ta se mordendo de ciúmes..." — Brittany respondeu e Quinn começou a rir.
"Porque essas duas não ficam juntas logo de uma vez? Facilitaria muito para todos." — Quinn falou ainda rindo e Brittany se juntou a ela.
"Concordo com você, mas tenta entender elas. Sempre foram amigas e do nada passar pra outro nível..." — Brittany parou para pensar. — "Imaginei se fôssemos nós e quase vomitei." — Brittany brincou e começou a rir.
"Ah é palhaça? Toda engraçadinha... Quando quiser um pedaço de mim agora vai ter que implorar!" — Quinn entrou na brincadeira.
— "Você sabe que eu prefiro chocolate latino e não esse chocolate americano e branco que você tem a oferecer..." — Brittany falou e as duas gargalharam. — "Tá, parei... Mas é aí, como tá a Beth?"
"Ela ainda tá com um pouco de febre, mas eu conversei com meu professor e ele disse que não tem com o que se preocupar porque é só uma virose e logo ela vai estar bem." — Quinn falou e Brittany assentiu. Ela já sabia que Quinn havia mudado de curso, pois a loira havia pedido sua opinião, como sempre fazia com decisões importantes, e Brittany havia lhe dito para fazer o que achava ser o certo e que estaria ali por ela, independente da escolha.
"E a Rach? Já contou pra ela que vai ser médica quando crescer?" — Brittany brincou e Quinn riu.
"Você tá muito palhaça hoje né Srta.Spierce?!." — Quinn falou e riu junto com Brittany. — "Bom, eu contei a ela hoje de manhã, ela deu uma surtada mas depois relaxou quando eu disse que tinha feito o que meu coração havia mandado... Acho que ela ainda acha que é porque eu tô assistindo Grey's Anatomy mas fazer o que né?! Já disse a ela a verdade, basta ela querer acreditar." — Quinn concluiu.
"Você tem razão... Mas sabe, eu também achei que cê tinha dado essa pirada por causa dessa série..." — Brittany falou, o que fez Quinn rir do outro lado.
"Eu juro que comecei a assistir depois..." — Quinn falou rindo.
— Quem é amor? — Rachel perguntou ao sair do banheiro enrolada na toalha.
— É só a B, mas ela já tava desligando, não foi B?! — Quinn falou sem tirar os olhos de Rachel e sem nem ao menos esperar Brittany responder ela encerrou a chamada e largou o celular.
— Você desligou na cara dela? — Rachel perguntou surpresa mas com um ar de quem ia rir.
— Você acha mesmo que eu ia continuar no telefone com ela tendo você nesse estado, na minha frente? Só se eu estivesse muito, mas muito louca... — Quinn respondeu e Rachel riu. — Ela vai me perdoar. Eu sei que vai... — Quinn soltou aquele sorriso sarcástico, Rachel logo entendeu e levantou uma sobrancelha. Quinn levantou da cama e se aproximou da morena, agarrou sua cintura, a puxou e a beijou. Rachel suspirou entre o beijo, com os toques de Quinn e a loira puxou sua toalha.
— Ops... — Quinn sorriu aí olhar pra baixo e ver o corpo da morena. A puxou e a jogou na cama, tirando a própria roupa em seguida. Deitou por cima da morena e beijou seu pescoço, fez um caminho de beijos até sua boca, depois até sua orelha esquerda, desceu os beijos até sua clavícula, seus seios, sua barriga, até chegar em sua intimidade. Rachel gemeu com a proximidade e puxou os cabelos de Quinn. A loira passou o nariz por toda aquela área e sentiu o cheiro de mulher que exalava da morena. Quando estava pronta para penetrá-la, ouviu um choro distante. Tentou ignorar mas seu instinto não permitiu.
— Desculpa amor... — Quinn falou e bufou.
— Deixa que eu vou, ok? — Rachel disse, levantou, vestiu o roupão e foi para o quarto de Beth. Quinn viu Rachel passar pela porta e bufou mais uma vez, respirou fundo e se xingou por estar chateada com Beth, afinal a pequena não tinha culpa.
— Que cara é essa amor? — Santana perguntou ao ver a cara de indignada que Brittany fazia para o celular.
— A ridícula da Quinnie que desligou na minha cara, só isso! — Brittany falou com um tom de voz sarcástico.
— Porque ela fez isso?
— Espero de paixão que tenha sido porque a Rachel entrou no quarto nua e querendo sexo porque se não foi, eu mato aquele chocolate branco americano.
— Chocolate branco americano? — Santana perguntou e começou a rir.
— Você é meu chocolate latino... — Brittany falou num tom bem sexual, quase que sussurrando e mordeu o lábio com um sorriso sedutor, o que fez Santana se arrepiar por inteiro. Já estava de noite e a luz do quarto estava apagada, apenas a luz do abajur iluminava o cômodo.
— Nossa, você falando assim me dá até arrepios... — Santana falou no mesmo tom.
— Eu te causo arrepios? — Brittany perguntou perto do ouvido de Santana. — Se te causo arrepios só com palavras, quero saber quais são meus poderes com atos... — Brittany falou passando as mãos pelo corpo da morena que se arrepiava, cada vez mais, a cada toque.
— B, isso não é lugar... — Santana engoliu em seco quando Brittany mordeu seu pescoço. — Deixa pra quando estivermos em casa... — Ela respirou fundo tentando se controlar. — Não quero fazer isso no quarto de hóspedes de ninguém...
— Já fizemos isso no quarto dos Fabray's, podemos muito bem fazer no dos Rose's também.
— B, o que te deu? Nossa! — Santana resolveu jogar o resto da sanidade para o alto e jogou Brittany na cama, ficando por cima da loira.
— Confesso que estava com saudades de ser dominada. — Brittany falou e sorriu entre um beijo e outro.
Santana passou as mãos por dentro do blusão que Brittany estava usando, o tirando logo em seguida. Desceu as mãos pelos lados do corpo de Brittany, sentindo cada curva e Brittany se excitava cada vez mais com os toques da morena. Brittany jogou a cabeça pra trás e Santana atacou seu pescoço, distribuindo chupões e mordidas por toda a área. Santana desceu os beijos até a clavícula da loira e quando enfim alcançou os seios dela, Brittany já não aguentava mais segurar os gemidos. Santana voltou sua atenção ao seio esquerdo da loira, onde chupou, mordeu e lambeu, depois passou para o direito fazendo o mesmo. Desceu os beijos até a barriga e mais um pouco até a virilha da loira. Aos poucos foi abaixando sua calcinha, até que a tirou por completo. Santana se colocou entre as pernas de Brittany e aproximou o rosto da intimidade da loira, sentindo o cheiro de mulher que exalava de Brittany, que por sua vez, gemeu ainda mais com a proximidade da morena.
— Não me faz implorar mor... — Brittany falou meio que gemendo.
— Me diga o que quer que eu faça com você que eu farei.
— Me faça sua mais uma vez... — Brittany respondeu. — Por favor. — Gemeu.
Sem esperar nem mais um segundo, Santana atacou a intimidade de Brittany, que gemia cada vez mais. Santana concentrou primeiro no clitóris da loira, depois desceu até sua entrada em seguida voltando para o clitóris e com a língua foi fazendo movimentos certeiros. Ela levou um de suas mãos até a entrada da loira e assim que Santana introduziu os dedos, médio e anelar na loira, que arqueou as costas, se mostrando totalmente entregue a latina.
Santana fazia movimentos hábeis e precisos que estavam levando Brittany à loucura e Santana sabia disso, tanto que poderia gozar só vendo o estado de Brittany naquele momento.
Brittany começou a dar sinais de que estava quase em seu ápice e Santana acelerou mais os movimentos, logo a loira gozou em seus dedos. Santana torou os dedos de dentro de Brittany e os analisou. Nesse momento Brittany segurou a mão da latina e levou seus dedos até a boca. Santana arqueou uma sobrancelha em surpresa e viu um sorriso sacana surgir nos lábios de Brittany.
— Uau! — Santana falou unicamente.
— Uau digo eu, porque isso foi incrível... — Brittany sorriu e puxou Santana para um beijo. — Preciso te incentivar a fazer isso mais vezes. Não reclamaria de ser sempre a passiva da história... — Brittany sorriu e Santana a abraçou.
— Preciso de um banho... Ta meio quente aqui né?! — Santana falou e Brittany concordou com um olhar sexy. — Que tal nós duas irmos tomar um banho? — Santana perguntou apontando para o banheiro.
— Acho uma ideia maravilhosa... — Brittany concordou.
E foi assim, fizeram tudo de novo, primeiro no chuveiro, depois em cima da pia, em seguida na mesinha que tinha no quarto, depois voltaram para a cama. Enfim, digamos que a noite das garotas foi bastante agitada.
No dia seguinte, ao acordar, Brittany olhou para o lado e viu no corpo de Santana as marcas de uma noite inesquecível. Lembrou de cada momento e se arrepiou, estava torcendo para que noites como essa se repetisse cada vez mais. Ela se espreguiçou e sentiu seus músculos reclamarem, sorriu e levantou. Andou até o banheiro é fez sua higiene, em seguida se dirigiu até onde estava seu notebook, o abriu e viu que haja uma nova mensagem na caixa de entrada do seu email. Abriu o email e no assunto dizia "IMPORTANTE, RESPONDER O QUANTO ANTES". Brittany entranhou mas mesmo assim abriu.
"Olá Brittany, sou Normani Kordei, dançarina profissional da compania de dança de Sidney e filha de sua professora de dança, André Kordei.
Vim por meio deste lhe informar que depois de dois anos de espera e 1500 candidatos rejeitados, nós achamos nossa estrela e ela é você. Recebemos sua ficha de inscrição a dois anos, mas por causa da sua idade na época e por não sabermos seu histórico, decidimos não te chamar, mas aí, no outro dia, conversando com minha mãe, ela me contou de você e de sua amiga Marley, (um email parecido com esse foi enviado pra ela também), enfim, nessa conversa, minha mãe elogiou muito vocês e me falou que você tinha o potencial. Recordei-me de sua ficha e bom, aqui estou eu, implorando seu perdão por não ter acreditado no seu potencial antes e te perguntando...
Brittany Suzan Pierce, você quer ser nossa estrela?
Atenciosamente, Normani Kordei e Equipe Sidney."
Brittany precisou reler cinco vezes para acreditar e quando enfim caiu a ficha ela perdeu o ar. Depois de dois anos de espera, o seu maior sonho estava prestes a se realizar. Mas como contaria para Santana que teria que ir embora? Como deixar a Quinn agora que ela tem a Beth? A dois anos atas era fácil... Ela não tinha a Santana e nem a Quinn tinha a Beth. Bom, isso seria difícil é complicado, mas Brittany tinha certeza que as duas entenderiam e que esse não seria o problema, mas sim sua mãe. Ela não a contará que tinha se inscrito é ela sim iria surtar com isso. Mas no momento, Brittany não queria pensar nisso, ela só queria que a ficha caísse de verdade e também tinha que responder o email.
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