Fight in Love
1 Chapter 1
Notas iniciais
Era só mais uma manhã qualquer no meu Colégio aqui em Littleroot, na verdade, era uma sexta-feira e eu esperava ansiosamente o sinal bater. Já estava na última aula, faltavam apenas cinco minutos e sairia com minhas melhores amigas, Dawn e Misty.
Ah, sou Maybelle Maple, mas pode me chamar de May. Tenho 13 anos e estou na sétima série. Sou morena, de cabelos castanhos escuros e olhos azuis claros, e não, não tenho corpo bonito... Pelo menos eu acho.
Voltando, estávamos tendo aula de Biologia Pokémon. ADORO os Pokémons, mas infelizmente existe essa maldita matéria. Pra piorar, meu pai é o Prof., ou seja, eu tenho que me concentrar.
- Bem, os Bulbasaurs são mais encontrados em Kanto e pref... — Ele ouviu o sinal bater e começou a guardar as coisas. - Certo turma, terminamos na terça, ok?
Sai em disparada atrás de Misty e Dawn. Quando eu as achei, me surpreendi com quem elas estavam falando. E esse era o ser mais irritante do mundo.
Elas estavam falando com Andrew Hayden, ou simplesmente, Drew. Junto dele estavam também Ash, Brock, e pra piorar, meu irmão, Max.
- Puxa, demorou May! — Dawn reclamou e a encarei.
- Desculpa se tentei correr o mais rápido possível!
- Não foi o suficiente Maple. — Drew disse e lhe soquei.
Nós não sabíamos o por quê, mas sempre brigávamos, mesmo quando concordávamos com algo. Nós nos conhecemos com 10 anos e desde então brigávamos a todo momento.
- Vamos meninas! — Exclamei e peguei meu celular para escutar Bring Me To Life, do Evanescence.
- May... Você gosta do Drew? — Misty perguntou me encarando e ri imediatamente.
- Lógico que não!
Eu o odiava com todas as minhas forças, mas não negava, achava ele bonitinho até... Ou lindo... AH! CHEGA DE PENSAR NISSO! Nesses dias não parava de pensar nele, mas não sabia o por quê...
Chegamos numa padaria e fomos comer algo, afinal, meu pai teria de ficar dando algumas aulas de reforço e Max e eu só iríamos esperar.
- May, você deveria ser mais feminina, não acha? — Dawn perguntou e dei de ombros.
- E por que eu seria? Já não sou o bastante?
De nós três, eu era a menos feminina. Um dia fizemos um teste de feminilidade e deu:
Misty — 86%
Dawn — 91%
Eu — 51%
Essa era a realidade, enquanto elas falavam de maquiagem ou algo assim, eu falava de lutas. Adorava lutar e até havia pedido pra minha mãe me deixar fazer, e ela deixou? Lógico que não! Mas eu era boa nisso.
Enquanto comíamos algo, os seres humanos anteriores apareceram também e resolveram se sentar com a gente. E infelizmente o Hayden se sentou do meu lado.
- Oi garotas! - Ash disse, todo alegrinho.
- Oi meninos! — Misty e Dawn disseram, mas eu apenas virei meu rosto pra janela.
Eles começaram a conversar sobre algo até que um assunto surgiu, sobre meninas serem mais fracas que meninos. E pra piorar tinha que ser o desgraçado do Hayden opinando.
- EI! MENINAS PODEM SER MAIS FORTES QUE MENINOS SIM! — Berrei metendo um tapa na cara dele.
- Acha que pode ser mais forte que eu? — O cabelo de gosma perguntou e lhe dei outro tapa.
- Com certeza! Segunda-feira, atrás da escola, às 12:40, dez minutos depois do término das aulas!
Estendi a minha mão, ele estendeu a dele e apertamos. Ouvi meu pai buzinar o carro e puxei Max pra irmos embora. Chegamos no carro e fizemos o de sempre, sentei na frente e Max atrás.
- Novidades na escola? — Meu pai perguntou sorridente.
- A May vai dar uma surra no Hayden na segunda! — Max riu e me virei, lhe dando um olhar mortal.
- QUE?! May, como assim?! Vai bater num menino?! Você é uma menina! Não deve fazer isso!
Revirei os olhos e fiquei encarando a janela. Meu pai detestava o fato de eu querer socar quase todos os meninos da minha escola, mas fazer o que se eles são todos idiotas?
Chegamos em casa e corri pra almoçar. Estava morta de fome e Max fez o mesmo, devorou tudo. Minha mãe estava acostumada com isso, por isso, sempre colocava comida a mais.
- May, me responda a pergunta! O que você tem na cabeça?! Quer morrer ou algo assim?
- O que foi meu amor? — Mamãe... Sempre preocupada com os chiliques de papai...
- Nossa bebê quer bater num garoto! Isso é errado!
- FILHA! Quantas vezes já lhe disse que bater em meninos é errado e que violência gera violência?!
Dei de ombros e terminei meu almoço rápido, fui correndo para meu quarto e peguei meu Nintendo para jogar Pokémon Omega Ruby.
-X-
Era segunda-feira. Estava acabando a aula de História Pokémon, por sorte, faltava menos de cinco minutos.
O sinal bateu e sorri, indo me encontrar com as garotas. Elas estavam aflitas, achavam que eu iria cometer uma loucura.
- May, só tome cuidado...
- Relaxa Dawn, vou ficar bem, treinei o fim de semana inteiro!
Olhei meu relógio de pulso, 12:38. Corri em disparada atrás da escola e por azar chovia, mas aí ia ser divertido. Estava encostada na parede e como a chuva apertou, coloquei meu casaco cinza.
- VEM LOGO MAPLE! — Drew disse, a alguns metros de mim.
Fui até ele e cerrei meus punhos. Dei-lhe um soco na lateral do rosto e uma rasteira, mas ele fez o mesmo por azar. Seu olhar sobre mim estava estranho, mas não me importava.
- Só isso que sabe fazer? — Ri com gosto e lhe soquei na barriga, depois metendo um soco no queixo.
Meu ponto forte eram meus punhos. Drew estava meio enfraquecido, mas pegou nos meus pulsos, me paralizando um pouco.
- Hayden, me solta!
Ele se aproximava de mim, algo perigoso em minha opinião. O problema foi tamanha aproximação, estava possível sentir a respiração dele! Mas depois senti seus lábios juntos dos meus.
Drew estava de olhos fechados e eu de olhos arregalados, queria sair dali mas cedi. Acho que porque eu havia gostado daquilo e confesso que queria.
O cabelo de gosma parou um tempo depois, sorrindo para mim. Ele estava repleto de arranhões e alguns roxos no rosto.
- É, te causei um corte aqui... — Drew apontou numa região da minha bochecha esquerda que ardia. — Teu pai vai me matar... Foi uma boa luta, se não foi a melhor...
- Por que me beijou? — Perguntei e ele se virou, sorrindo.
- Porque te amo.
Depois disso ele saiu andando. Mas eu queria mais respostas. E ia encontrar! Comecei a correr e lhe abracei por trás, lhe dando um beijo na bochecha.
- Também te amo...
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