Fight Fire With Fire
1 Who made you god?
Notas iniciais
É uma pegada mais comédia mesmo, pq não to no clima do pornozão que nem atiçaram no grupo do Nyah! Fanfiction Oficial.
Mas eu ri bastante escrevendo.
Se achar algum erro me avisa, eu revisei por cima.
Steve ergueu a cabeça quando uma música do Metallica penetrou seus ouvidos. O som alto do carro atrapalhou sua leitura. Ele girou os olhos quando viu Billy sair do automóvel, com um cigarro pendurado na boca, enfiando a camiseta branca para dentro da calça jeans super apertada, com uma corrente presa no bolso de trás. Aquela era a última coisa que ele precisava encarar as oito da manhã.
Vinha mantendo uma distância segura de Billy desde que as coisas ficaram bem estranhas entre eles. E esse evento não tinha nada a ver com demodogs ou Max e os garotos nerds.
As garotas pararam para ver aquele teatro de Billy e os garotos faziam o mesmo. Uns com inveja, outros com nojo, alguns sem entender o que ele ainda fazia naquele colégio.
Distraído naquele instante, Steve tentou focar novamente no livro de espanhol, se tirasse outra nota ruim a Senhoria Menezes iria proibi-lo de jogar basquete no final do campeonato, e o treinador deixou claro que se alguém faltasse aquele jogo, seria empalado vivo.
Quando voltou a atenção para o Livro de María sobre la mesa, Steve foi interrompido com uma baforada de fumaça mentolada na cara. Olhou para cima e Billy sorria como um cachorro louco sem vacina em dia.
— Perdeu alguma coisa? Ou está só admirando meu cabelo? — Steve perguntou, debochado.
— Preciso passar nessa prova. — Billy mexeu o queixo, mastigando um chiclete e jogando as cinzas do cigarro em cima da mesa.
— E o que eu tenho a ver com isso?
— Se eu não jogar, a escola vai ficar decepcionada. — Billy comentou, com um ar de obviedade. — Vamos combinar, sem mim o time não ganha.
— Se quer tirar boa nota, então estude. — Steve se levantou, colocando o livro na mochila.
Billy segurou-o pelo braço. Os dois ficaram bem próximos.
Aquela não foi a primeira troca de olhares que tiveram. A colônia de quinta que Billy usava deixava Steve enjoado e também nervoso.
Billy deu uma piscadela.
— Vamos conversar na biblioteca, no terceiro tempo, lá temos mais privacidade.
Com isso, Billy largou o braço de Steve e abriu passagem por entre os curiosos que se aproximaram para ver a conversa dos dois de perto.
Steve mandou todos saírem, já que não havia nada ali para eles olharem. Jogou a mochila nas costas e fez questão de caminhar para o lado oposto de Billy.
Ele pensou em conversar com alguém sobre o que aconteceu e o que estava acontecendo. Mas Steve não conseguia ver ninguém naquele lugar que poderia dar uma luz.
Por falar em luz, o rapaz abriu a porta do laboratório fotográfico. A luz vermelha estava acessa e Jonathan pendurava uma fotografia para secar.
— Feche a porta! — Jonathan exigiu.
— Ah! É, eu esqueci. — Steve fechou a porta e virou-se para o rapaz. E imaginava que aquele era um erro que cometia, mas não havia outra pessoa que sabia certas coisas sobre ele, senão Jonathan Byers, pois fazia apenas um ano desde que eles tiveram um lance diferente.
— O que foi? — Jonathan perguntou.
Steve encarou-o, focando nos olhos estreitos e já suspeitos de Byers.
— Eu estou com um problema. — Ele tirou a mochila e andou pelo quarto vermelho, pensando em como começar aquela conversa sem estragar o pouco de respeito que Jonathan possuía por ele. — Tem uma pessoa que meio tá me cercando faz uns dias.
— Alguém do laboratório?
— Que? Não, não é isso. Eu to falando de uma pessoa que sempre que me encontra, rola uma tensão. — Steve gesticulou com a mão, tentando dar forma ao que dizia.
— Como uma atração física?
— Isso. Como uma tensão sexual. — Ele balançou a cabeça, concordando. — Mas eu acho que é uma cilada.
Jonathan se virou, voltando ao seu trabalho com as fotografias.
— E você achou que eu seria a melhor pessoa para discutir esse assunto?
— Nós não somos amigos? — Steve sorriu.
— Somos?
— Agora eu estou confuso. Enfim, não sei porque vim até aqui, mas eu não tinha com quem falar sobre isso.
Jonathan abandonou a revelação.
— Você quer que eu te diga que deveria aproveitar o momento, curtir o que você está sentindo e relaxar, se algo acontecer, pode ser que seja uma coisa boa?
— É, isso mesmo que eu queria ouvir. — Steve sentia-se renovado após aquela conversa.
— Sei, foi exatamente isso que você me falou na primeira vez que a gente transou nessa sala.
Naquele momento, Steve ficou grato pela luz vermelha.
— Achei que a gente tinha superado nosso momento. — tentou se justificar.
— Eu superei. — Jonathan retornou para a revelação fotográfica. — Não esqueça de fechar a porta.
Steve concordou e se despediu.
Chegou atrasado no primeiro tempo, e não teve cabeça para o segundo. No terceiro, ele estava na biblioteca. Alguns alunos estavam sentados em silêncio, estudando. Steve caminhou por entre os corredores das estantes de livros, como quem procurava algo interessante. Parou na sessão com livros geográficos e começou a folhear um livro.
Ouviu um barulho de corrente, alguém se aproximava, parando diante da estante do outro corredor. Billy tirou alguns livros da prateleira e piscou para Steve do outro lado.
— Eu estou muito ocupado para palhaçada, se você vai estudar, então que seja do meu jeito. — Steve sussurrou, olhando para os lados, na esperança de que ninguém os visse.
Billy largou os livros sobre a estante de qualquer jeito e caminhou para o outro lado do corredor, encontrando Steve.
— Minha madrasta assiste umas novelas estúpidas em espanhol. Billy começou a falar, andando pelo corredor, passando os dedos pelos livros.
— E você faz o que? Assiste com ela enquanto pintam as unhas?
— No, estúpido. Aprendí un poco de español.
— Então para que você quer minha ajuda na prova? — Steve devolveu o livro que havia pego, enquanto Billy chegou mais perto dele, pressionando-o contra a estante.
Billy exalava uma fragrância característica da mistura do tabaco e sua colônia. Steve sentiu melhor o cheiro dele quando a língua de Billy percorreu todo o seu pesçoco até a orelha, do mesmo jeito que fizera duas semanas atrás depois do jogo que levou-os para a final do torneio. Billy havia dado carona para alguns membros do time, e quando voltava para casa encontrou o carro de Steve quebrado na rodovia.
E uma coisa nada a ver, levou a outra completamente inusitada.
— Acho que você quem precisa da minha ajuda, e eu estou me sentindo bastante benevolente hoje.
O sorriso de Billy era ridículo e Steve nem sabia que ele conhecia aquela palavra, benevolente. Provavelmente não tinha ideia do significado.
Desajeitado, como nunca pensou que estaria na vida. Steve deu alguns passos para trás, sentindo-se mais seguro ao sair do corredor, onde todos podiam vê-lo.
— Vai sonhando que eu vou precisar da sua ajuda algum dia. — Steve apontou o dedo indicador para Billy.
— Você sabe onde me encontrar. — Billy passou a língua no lábio superior e gargalhou, saindo da biblioteca, colocando a perna na frente de um garoto que carregava uma pilha de livros.
— Eu devo estar muito desesperado…
Steve olhou o relógio, precisava correr para a aula de física.
Notas finais
RISOS :D
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