Fight Double

1 Você me fez desistir...


Notas iniciais
Oi meu povo! Essa é minha primeira fic one, e é o resultado da minha revolta com tudo que vem acontecendo na série e o fato de não saber mais o que esperar... Ai esses produtores ainda vão me matar do coração! Espero que vocês gostem!

Eu acabara de chegar de Central City, nunca estive mais confusa do que agora, mas apesar da confusão eu me sentia leve e feliz como não me sentia há muito tempo. Oliver pediu para que John me ligasse dizendo para que eu fosse direto a caverna, eram por volta das onze horas da noite e eu estava exausta, mas segundo John era importante que eu estivesse lá. Desci as escadas da caverna contrariada, estava decidida a não demorar, deixei minha bagagem no andar da boate para facilitar minha fuga mais tarde.

–Ela chegou. –Roy anunciou quando me viu com um sorriso no rosto que eu retribui.

Eu tinha um sorriso permanente nos lábios que em nada foi afetado pela carranca de todos a minha volta, bom na verdade apenas Oliver estava carrancudo. John me deu um abraço apertado perguntando em meu ouvido o porquê de eu estar assim tão animada, não respondi é claro, mas não acho que precisava.

–Preciso que cheque essas contas. –Oliver disse me entregando um envelope. –Rastreie a movimentação dos últimos dois anos. –Ele nem mesmo me olhava nos olhos.

Me sentei em frente aos meus computadores sorrindo. –A mamãe voltou amores. –Disse para eles.

Comecei a trabalhar e em minutos eu já tinha tudo o que Oliver pedira, mas é claro que ao contrário dos parceiros do Barry ele não ficou em nada surpreso com minha performance. Apenas escutou meu relatório dos dados com a mesma carraca de sempre, o que me leva a pensar por que eu não posso ser apaixonada pelo Barry e ele por mim, somos perfeitos um para o outro, não teria segredos ou complicações, nem teria como existir esse tipo de coisa já que nenhum de nós dois nasceu com o dom de filtrar seus pensamentos...

–Felicity! –Oliver gritou meu nome me fazendo pular de susto. –Está escutando o que eu estou dizendo? –Ele perguntava parado a minha frente em seu uniforme de Arqueiro eu nem mesmo o vi indo se trocar.

–Desculpe. –Sussurro olhando para sua face séria. –Eu estava pensando...

–Preciso que preste atenção no que está fazendo agora! Eu sei que chegou animada de sua viajem, mas agora sua cabeça tem que estar no jogo! –Sua voz estava repleta de acusação.

Eu poderia gritar com ele, acusa-lo ou retribuir sua frieza, só que não sei mais se quero ficar sofrendo por Oliver Queen e suas intermináveis crises existências. Respirei fundo contando até dez mentalmente para suprimir toda a vontade que tinha de voar no pescoço dele naquele momento.

–Do que precisa? –Pergunto indiferente.Oliver parece surpreso por eu não ter o respondido da forma que normalmente faria.

–Thea movimentou essa conta para comprar um apartamento, mas elas estão no nome... –Eu estava digitando enquanto ele falava.

–Malcom Merlin. –Digo horrorizada. –Elas eram todas contas no nome dele que foram transferida para esse fantasma, Malcom estava com ela. –Eu sussurro evitando olhar Oliver nos olhos. –Ele está vivo!

–Já sabemos disso. –Ele diz impaciente. –Quero saber onde ele está agora.-Como assim sabíamos? –Fiz força para não gritar aso palavras. –Você não contou.

–Não queria acabar com sua alegria. –Ele diz cheio de ironia na voz. –Estou esperando o endereço.

Encontrei o endereço, anotei em um papel e entreguei em sua mão já pegando minha bolsa pronta para sair daquele lugar. –Felicity! –Escuto a sua voz me chamando, mas não me dei ao trabalho de olhar para trás, estava cansada de ser apenas um peão em seu jogo.

–Felicity! –Agora quem chamava era Dig.

Eu havia me esquecido que ele e Roy estavam na caverna.Eu já estava na porta da Verdant. Encostei meu corpo na parede fria segurando o choro, era isso o que ele fazia comigo, era sempre dessa forma que eu acabava quando ele estava envolvido. Diggle parou a minha frente e levantou meu rosto com cuidado me fazendo o olhar nos olhos.

–Ele está em choque Felicity. –Disse com a voz calma tentando me acalmar. –Tenho certeza que não agiu dessa forma por mal.

–Eu cansei Dig, cansei de ser o saco de pancada dele, cansei de ser tratada como lixo. –Eu sorri sem nenhum humor. –Eu estava com Barry, com o time dele, e consegui me lembrar... –Diggle limpou uma lágrima que escorria por minha face me escutando atentamente. –De como é ser valorizada, ser tratada com carinho, como é ter alguém que olhe para mim e me veja, não as minhas habilidades ou meu QI, alguém que veja a garota nerd que gosta de coisas estranhas. –Ele me abraçou com carinho para acalmar meu choro. –Eu não queria que chegasse a esse ponto Dig. –Sussurrei. –Se soubesse que terminaria dessa forma nunca teria aceitado aquele convite para jantar, ele só sabe me dar ordens agora, fala comigo como se eu fosse um computador ambulante.

–Ele ama você. –Diggle falou cheio de certeza me surpreendendo. Ele se afastou para me olhar nos olhos. –Só não sabe como agir agora que vocês foram quase um casal e aos olhos dele não podem mais ser. Acho que ele não confia nele mesmo quando está perto de você.

–Ele era meu amigo Diggle, eu contava com ele e agora é um estranho... Idiota, melhor, um estranho idiota! –Diggle esboçou um pequeno sorriso. –Vou para a casa, acho que preciso descansar.

[...]

Nós não nos falávamos a duas semanas, ele tentou se desculpar, mas aquele discurso já tinha dado para mim a muito tempo. Eu havia criado um esquema, chegava quando ele já tinha saído para as rondas, nos falávamos apenas pelo comunicador e eu só respondia o que era pertinente para o trabalho, sem mais papo furado. Eu saia da caverna antes dele voltar, assim não nos víamos, não discutíamos, nem mesmo sabíamos da vida um do outro. –Que a propósito a minha estava uma merda! – Ficar sem Oliver era uma tortura, chegava a ser pior do que ele sendo frio comigo, mas eu precisava me acostumar pois essa seria minha vida de agora em diante.

Cheguei a caverna no mesmo horário de sempre, eu monitorava sua saída através do rastreador que instalei no comunicador dele, mas para minha surpresa Oliver estava sentado em minha cadeira em seu uniforme do Arqueiro vigiando minha chegada. Prendi a respiração parando no fim das escadas com os braços cruzados sobre o peito.

–Como você pode estar aqui? –Perguntei olhando para o teto.

–Tenho tentado descobrir como você consegue saber exatamente onde eu estou todos os dias, cheguei a trocar de uniforme com Roy ontem pensando que era algo na roupa, mas você conseguiu me localizar e fugir da mesma forma, então foi por eliminação. A única coisa que não havia trocado, o comunicador, e hoje eu troquei. –Explicou. -Vamos conversar. –Ele diz olhando em minha direção.

–Não quero falar com você Oliver. –Respondo me virando para as escadas.

Ele não me seguiu, não me chamou, continuou sentado no mesmo lugar. Quando cheguei na porta ela estava travada, assim como a que dava acesso a boate. O pior é que era minha culpa, eu havia transformado a caverna em uma espécie de quarto do pânico depois que a reconstruímos após a batalha contra o Slaide. Pensando que seria uma boa ideia reforçar a segurança. Desci as escadas resignada encostando meu corpo na maca de frente para ele.

–Fala. –Disse olhando para meus pés.

–Eu não vou te pedir desculpas novamente, por que isso é tudo o que eu tenho feito nas últimas duas semanas.

–Ele se levantou caminhando em minha direção, agora estava parado a minha frente invadindo meu espaço pessoal. –Entendo o porquê está com raiva, e eu mereço isso, mas não pode ficar sem falar comigo por tanto tempo. –Seu tom agora era autoritário. –Não pode ficar tanto tempo assim sem me ver. –Ele respirou fundo colocando as mãos na cabeça. –Você foi a um encontro com Allen? –Mudou de assunto me surpreendendo.

–Eu acho que nunca vou ter um encontro com início, meio e fim na minha vida... Era um encontro duplo na verdade, foi legal, mas Barry precisou sair no meio dele para salvar o dia. –Disse sem filtrar o excesso de informações. –Mas ele é apaixonado pela garota que estava com o outro cara. –Respirei fundo vendo o rosto sério de Oliver e sentindo o peso de seu olhar sobre mim. –Como sabia do encontro? – Perguntei confusa.

–Não sabia, era um palpite. –Ele se virou andando na direção contrária. –Que eu rezava para ser errado. –Sussurrou.

–Por que? –Perguntei. Oliver se virou em minha direção com cara de interrogação para mim. –Por que queria que fosse um palpite errado?

Oliver sorriu sem humor andando de um lado para o outro. –Vou te contar o porquê. –Ele parou no meio do caminho me olhando nos olhos. –Eu conheci uma garota. –Engoli em seco sentindo o buraco se formar em meu peito. –Mas ela era boa demais para mim então eu resolvi que não me envolveria com ela, que nem mesmo olharia para ela com outros olhos. Só que essa garota passou a fazer parte da minha vida, ela conhece meu segredo, e se tornou minha parceira. –Então minha ficha caiu, ele estava falando sobre mim. Precisei segurar na maca para não desabar com minhas pernas bambas. –As coisas se acalmaram e eu resolvi que talvez fosse a hora de tentar com a garota, mesmo não sendo bom para ela ainda, por que essa garota tomou um proporção tão grande da minha vida para ela, que eu não consigo mais dizer quem sou eu sem ela. Eu a chamei para um encontro, queria fazer as coisas certas com ela.

–Oliver...

–Mas deu tudo errado, tudo o que eu mais temia aconteceu. –Ele parecia furioso. –Eu já perdi muitas pessoas que eu amo, parece uma maldição. –Oliver deu mais um passo em minha direção. – Só que se eu perder essa “garota” eu me perco junto. –Seus olhos eram intensos sobre mim.

–Ok. Vamos falar hipoteticamente então. –Comecei a dizer com a voz muito baixa intimidada pela forma que ele me olhava. –Seu eu fosse você e não quisesse perder essa garota, pararia de ser um idiota! –Gritei por fim perdendo a paciência. –Por que não acredito que ela aprecie ser tratada como uma estranha com uma incrível habilidade em computação que só serve para encontrar respostas para seus problemas de herói!

–Pode ser, e eu já pedi desculpas por isso. –Ele estava vermelho de tanta raiva. –E quanto ao encontro com outro cara? ONDE ESSA GAROTA ESTAVA COM A CABEÇA?

–Em você seu idiota! –Gritei parando a sua frente antes de caminhar até o computador e destravar as portas. –Eu só queria ter alguém que gostasse de mim, que falasse comigo com carinho, que me olhasse e visse quem eu sou. –Disse caminhando em direção a porta.

Oliver segurou meu braço me empurrando em direção a parede, por um segundo eu pensei que ele fosse dizer: “Felicity Smoak, você falhou com essa cidade!” e dar uma flechada em meu peito. Seu rosto lindo estava repleto de fúria, suas mãos eram como aço em volta de meus braços.

–E você acha que eu não te vejo? –Perguntou como se eu fosse um suspeito sendo interrogado. –Acha que não me importo com você? Ou que eu não gosto de você?

–Sim, sim, não tenho certeza. –Respondi o fazendo revirar os olhos antes de voltar a me olhar, parecendo fazer muita força para conter sua fúria.

–Eu te vejo. –Ele afastou meu cabelo do rosto me olhando nos olhos. –É isso que me deixa louco, por que eu sei melhor que o Barry Allen. –Oliver disse o nome do meu amigo como se fosse um palavrão. –Quem você é de verdade, e sei o quanto preciso de você para me manter na linha. Se não tivesse me tirado do centro de sua vida, começado a trabalhar novamente na QC. –Olhei assustada para ele. –Ah eu sei muito bem por onde você anda! –Disse como se fosse obvio. –Se não tivesse feito tudo isso eu ainda estaria esperando a morte, mas eu também quero mais Felicity, quero ter uma vida, quero ser Oliver Queen.

Foi o suficiente, eu o puxei pela alça de sua aljava o fazendo se curvar e selando nossos lábios, suas mãos foram imediatamente para minha cintura enquanto as minha estavam em seus ombros. Foi um beijo cheio de saudade e carinho, eu precisava disso, precisava dele como ele precisava de mim.

–Isso foi melhor que o primeiro. –Disse zonza quando nossos lábios se afastaram.

–Eu gostei do primeiro. –Oliver disse beijando o alto da minha cabeça.

–Foi bom, pela surpresa da situação, mas sinceramente eu esperava mais...-Pensei em voz alta o fazendo rir.

–Me deixa tentar novamente. –Ele me prendeu novamente na parede me olhando de uma forma completamente nova.

–Manda vê! -Disse a ele com um sorriso cheio de esperança.

Notas finais
Não deixem de comentar, me digam o que acharam da minha viajem... Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!