Notas iniciais
Demorei muito?

– Kate? Quarto certo desta vez? – Entrei no quarto e vi Kate deitada na cama. Era um quarto bem simples, havia duas camas no quarto, uma prateleira, talvez para livros, um guarda roupa, que provavelmente terei de dividir com Kate, e um banheiro.

– Estou bastante cansada Ana, preciso dormir. Me acorde quando estiver faltando uma hora para as festas de boas-vindas no salão. – Percebi um tom de desanimo na voz de Kate quando ela falou da festa, ela nunca foi de desanimar quando o assunto é festa. – Você acha que há muitas pessoas neste navio?

– Bom, o navio é enorme! Por que a pergunta?

– Quero conhecer pessoas... novas.

– Sério? – Tentei lançar sobre ela um olhar de descrença, mas a única coisa que coisa que saiu foi, eu deduzi, uma careta horrível.

– Nunca mais faça essa cara, Anastácia!

Ela virou para o lado e fechou os olhos. Não disse nada, ela tinha razão. Então tirei minhas roupas que estavam na mala e as guardei no guarda roupa, as roupas de Kate estavam meio guardadas, e joguei a mala debaixo da cama.

Não havia nada mais a fazer. Faltava duas horas ainda para a festa, então sentei na cama e peguei meu celular. Zero mensagens. Então comecei a girar o celular na mão e foi nesse momento, vendo a cor cinza do meu celular que me lembrei daquele homem. Seu terno cinza combinava perfeitamente com seus olhos cinzentos. Qual é a de tanto cinza? Não sabia. Mas ele era muito lindo e sua beleza me atraiu de uma forma que eu não conseguia explicar.

Em quanto pensava em Christian acabei adormecendo e então, tempos depois, alguém estava me acordando, mas eu queria continuar ali, dormindo e foi quando percebi que conhecia aquela mão macia. Era de Christian, abri os olhos e saltei da cama. Ele ficou me olhando com aqueles olhos cinzentos. Estava atônita, esperei que ele começasse a falar, mas ele não falou nada, então tomei a iniciativa. − O que você está fazendo aqui?

− Como assim? Estou aqui para te ver Anastácia. Percebi o modo como me olhou hoje.

– Do que você está falando? E como descobriu em qual quarto eu estava?

– Isso não importa. Só estou aqui para te dizer que também senti a mesma coisa, Anastácia! Você bagunçou minha cabeça, não paro de pensar em você. Só consigo me imaginar beijando a sua boca. E é algo que eu realmente quero fazer – Agora, ele está se aproximando de mim e a cada passo eu me afasto para trás.

− Você é louco? Eu tenho namorado. E eu o amo. Não vou te beijar – “Por mais que eu queira.”, pensei

− Anastácia, não engane a você mesmo, sabe o que sente por mim e é por isso que quando eu te beijar você não vai nem tentar me impedir — Agora Cristian foi em minha direção e segurou meus braços. Ele estava certo, não vou tentar impedi-lo, é o que eu quero.

− Ana! — Ele chamou e foi então que me afastei, ele me chamou de "Ana" foi a primeira vez que o escuto me chamar assim, mesmo depois dele ter, praticamente, rejeitado me chamar assim quando o pedi.

− Ana! — Não, tive certeza, não era ele. Abri os olhos e vi Kate em minha frente. − Acorda Ana, já está na hora. Temos que aprontar.

− Já vou, Kate...

− Então? Teve um sonho bom?

− O quê? – Estava confusa, será que eu falei dormindo?

− Você estava mordendo os lábios, Ana!

− Não... Claro que não! – Putz, minha horrível mania de morder os lábios me entregou. Kate não vai me deixar em paz. – Vou ir tomar banho...

− Algo me diz que você não estava sonhando com Gabriel. – Revirei os olhos e entrei no banheiro.

...

POV Christian

Entrei em meu quarto e meu pai já estava lá, francamente, ele não me deixa em paz. Mesmo sendo o Diretor Executivo da minha própria empresa ele ainda está aqui para me ensinar a fazer estratégias para a impressa. Ele me aconselhou a vir neste navio, pois vários representantes Italianos estariam aqui e disse que eu precisava expandir meu comercio para a Europa, mas eu não me importava muito com isso. Vim mais para me livrar um pouco do estresse do trabalho, e agora posso ver que meu pai não me deixará livre para que isso aconteça.

Não posso reclamar, graças a ele cheguei onde estou, foram milhares de dólares que ele investiu em minha empresa, e mesmo tento pago tudo, ainda sinto que devo a ele.

− Olá pai.

− Christian, como está?

− Estou ótimo.

− Pronto para negociar com os Italianos? Eles não são fáceis de lidar.

− Sono più che pronto, papà! − Falei em um Italiano perfeito.

− Ótimo. Com certeza você irá conseguir. Agora tenho que ir, sua mãe deve estar me procurando. Boa sorte filho!

− Obrigado, pai!

Ele saiu e fechou a porta, então tirei meu terno e a gravata e fiquei só com a blusa branca desabotoada e deitei na cama. Preciso aproveitar este momento e comecei a planejar como aproveitar minhas férias. Há algo que eu queria muito fazer, mas neste cruzeiro? Quase impossível. Aqui, as pessoas (1) estão passando as férias com o namorado ou (2) fugindo de qualquer tipo de relação e ainda (3) procurando algum tipo de relacionamento. Não queria isso, só quero ter prazer e eu achava que conseguiria isso com aquela mulher... Anastácia, mas ela se encaixa perfeitamente na primeira opção. Quando ela se estatelou no chão, na minha frente fiquei com vontade de foder com ela ali mesmo. Mas não agora, ela está com o namorado.

Virei para o canto e fiz uma notação mental: “Dormir o máximo que conseguir”. Não importa se eu perder a festa, ainda terei mas oito dias.

...

Elliot continuava em seu quarto e agora estava apenas de cueca. Ele deitou na cama enquanto uma mulher ruiva apenas de sutiã saiu do banheiro e dançava sensualmente na porta.

− Está pronta querida? ­– Ela balançou a cabeça e lhe lançou um olhar sedutor.

Elliot abraçou as costas da mulher e ela caiu sobre ele. Ele beijava o pescoço dela e ela acariciava o corpo dele.

− Vamos logo com isso? – A mulher disse no ouvido de Elliot e ele concordou. Tirou sua cueca e deu à aquela mulher uma hora de puro prazer...

Notas finais
Então...? Vou lhes confessar que meu maior desafio foi escrever no Ponto de Vista do Christian... Não acho que ficou muito bom... Digam o que acharam... E falem se ficou muito na cara que era um sonho da Ana... I need to know!