Notas iniciais
Mais um capítulo. Esse, como o anterior são do ponto de vista do Grey. Boa leitura *-*

No dia seguinte, acordo bem cedo, tomo um banho gelado e me dirijo a cozinha; avistando a Sra. Jones e peço pra ela preparar o café do jeito que eu gosto. Enquanto ela faz o café, sento-me e começo a ler o jornal, que já estava em cima da mesa. Não vendo nada de interessante, dobro novamente o jornal e o coloco onde estava. De repente, me vejo encarando um ponto qualquer na cozinha e me vem um desejo de ter a senhorita Woolridge nesta mesa, de ter certeza que está sendo bem cuidada e alimentada, e sua filha... Bem, pode parecer que estou agindo feito um pai super protetor, mas realmente, não posso parar de pensar em Skye. Ah, eu não sei o que acontece comigo.

Termino meu café e vou em direção à porta, Taylor já está me esperando. Ele sabe onde tem que ir e eu atendo algumas ligações no caminho. Boas notícias? Não, só problemas.

Chego na empresa e vou direto para minha sala, nem ligando pra quem está esperando ou quem está chamando, preciso pensar em um jeito de tirar essa moça da minha cabeça.

A senhorita Woolridge chega alguns minutos depois de mim, mas não a vejo antes do almoço. Saio da sala nessa hora e pego o elevador, mas não para almoçar, tenho que cuidar de alguns assuntos desagradáveis. Eis que chega a moça de cabelos cor de fogo, com uma expressão abatida. Meu instinto super protetor fala mais alto e a questiono.

– Skye, o que houve?

– Minha filha não estava muito bem hoje cedo, vomitou bastante e a deixei na casa de mamãe. O senhor é muito ocupado, não quero te aborrecer com meus problemas.

Meu coração se aperta com essas palavras, e quando fito seus olhos verdes, eu simplesmente me afogo naquele mar e a beijo ali mesmo, mas reconheço que não era uma boa hora.

A encosto na parede do elevador, e quando ela me toca, não recuo, a deixo pousar as mãos em meu peito e é uma sensação divina; Minhas mãos se entrelaçam em seus cabelos macios e vermelhos, sinto seu cheiro maravilhoso e estou agora afundando meu rosto em seu pescoço. Porém, um som se faz ouvir, nos interrompendo. É o celular de Skye.

– Mamãe?

– Filha, a Lily está pior, eu não sei o que fazer...

– Calma mãe, estou indo. Beijos.

Ela desliga o celular e me encara preocupada.

– Skye, o que aconteceu?

– Lily está piorando. Eu preciso ir até lá.

– Sim, claro. Vamos no meu carro.

Então, acompanhando uma muito preocupada Senhorita Woolridge, sigo até o meu carro no estacionamento. Peço a Taylor pra ir o mais rápido possível a casa da senhora Nora.