Notas iniciais
Olá amados leitores!!!Aqui vai mais uma contribuição para vocês de 50SBF, dessa vez na inédita visão de ninguém mais, ninguém menos que Patch!Esse conto incrível foi escrito por minha amiga, fiel leitora e escritora diva Angélica (Aloenne)! Espero que vocês gostem de ver o que nosso anjo caído sentiu nesses momentos íntimos com Nora, conforme Angel escreveu!E gostaria de dedicar a postagem desse capítulo à leitora Taii, que deixou a primeira recomendação para a fic! Beijos linda!Boa leitura!

:: Patch ::

Deixar aquele cemitério para trás tornou-se nossa prioridade naquele momento, tínhamos pressa de ficarmos sozinhos, matar a saudade até então acumulada por ambos. Nora pediu que a levasse para a sua casa na fazenda, entretanto sugeri levá-la para a minha casa, alegando que seria mais seguro para ela, para a minha surpresa ela não se mostrou contrária.

Já em casa, a deixei a vontade para ter um tempo só pra ela, sabia que sua cabeça certamente estava um caos, a minha também não estava lá muito tranquila, desta forma escutei atentamente o barulho do chuveiro ligado, desejando ardentemente estar ao seu lado, compartilhando um banho juntos, num momento íntimo e só nosso. Meu lado humano gritava para ter paciência e esperar o tempo de Nora, porém a constatação de que enfim poderia senti-la como sempre sonhei só fazia meu desejo por ela aumentar cada vez mais.

Foi impossível conter um sorriso ao vê-la surgir a minha frente, usava uma blusa minha que deixava suas pernas lindas e longas a mostra, natural e ao mesmo tempo incrivelmente provocante. Não falamos nada, nosso olhares se encontraram ao passar por ela e inalar o delicioso cheiro de erva doce que impregnava o seu corpo, Nora usara meu sabonete e o aroma lhe caia perfeitamente bem.

Meu banho não foi tão demorado quanto o dela, homem é sempre muito mais rápido do que mulher para esse tipo de coisa, isso sem contar que tinha pressa de voltar para o quarto e aninhá-la em meus braços, senti-la adormecer ao meu lado, sempre muito prático vesti apenas uma calça larga de moletom.

Ao contrário do que imaginei, Nora ainda estava acordada, aparentemente a minha espera. Caminhei lentamente em sua direção, tendo o cuidado de ler as expressões de seu rosto, não sei se era apenas impressão minha, mas meu Anjo mantinha um olhar tranquilo, sua postura estava relaxada.

– Tive medo de nunca mais vê-lo. — ela confessou com a voz partida, repleta de emoção. Dei três passos largos em sua direção e assim que parei a sua frente, toquei o seu rosto, o acariciando com a ponta dos meus dedos.

– Te fiz uma promessa Anjo, sempre estar ao seu lado e fiz de tudo para cumpri-la, mesmo correndo riscos, sei que todos eles valeram a pena já que tenho você de novo. — confessei a centímetros de seu rosto, ela deixou escapar um suspiro alto, certamente de alívio, passou suas mãos ao redor da minha cintura e me beijou com paixão.

Mantendo um controle que até então desconhecia ter, retribui o beijo sem pressa, aproveitando o momento e explorando a boca gostosa que me atraía como um ímã. Minhas mãos enroscaram nos cabelos encaracolados dela, aprofundando o beijo voraz.

Nora se mostrou desinibida ao deslizar suas mãos sob o meu corpo, me deixando arrepiado e ainda mais desejoso por ela. Ousado, acariciei suas costas por debaixo da blusa, a arrepiando por completo. Nora rompeu o beijo a procura de ar, me olhou intensamente, vi todo o desejo cintilar em seus olhos acinzentados, imaginei que ela se afastaria de mim, porém, contrariando as minhas expectativas ela me puxou pelo cós da calça, ficando bem rente ao meu corpo.

Anjo. — disse seu apelido com dificuldade, tentando fazê-la entender o que estava prestes a acontecer, embora a desejasse com todas as minhas forças, queria que ela tivesse certeza sobre sua decisão, morreria de culpa se por acaso ela viesse a se arrepender depois de se entregar para mim.

– Temos assuntos inacabados Patch, seria uma boa zerarmos nossas pendências nessa noite. — ela esclareceu minhas dúvidas, vibrei por dentro.

– Você sabe o quanto eu te desejo, mas posso esperar o seu tempo... — voltei a insistir, ela sorriu para mim, deslizou suas mãos pelos músculos do meu abdômen e sentenciou.

– Preciso de você. — sua afirmação jogou por terra todo o meu auto controle, que vamos combinar já era bem escasso, a ergui do chão sem dificuldade , ela aproveitou para circular suas pernas ao redor da minha cintura e a conduzi até a cama, onde depositei seu corpo com cuidado.

Sempre atento a sua reação, me livrei rapidamente de sua camiseta, revelando assim seu corpo nu, cujos músculos pequenos recém adquiridos durante seu treino, deixava seu corpo magro ainda mais sensual, convidativo. Nora corou diante do olhar abobalhado e ao mesmo tempo faminto que eu lhe lançava, retirei minhas calças largas a fim de ficar mais a vontade.

– Você é linda Nora! — as palavras saíram com dificuldade, era difícil dizer algo coerente diante de uma mulher tão linda quanto Nora, ela sorriu de lado e respondeu.

– Lindo é você, perfeito pra mim! — afirmou enquanto seus olhos passeavam sem pudor pelo meu corpo, aparentemente satisfeita com o que estava vendo.

Nora lançou seus braços ao redor do meu pescoço, com o meu polegar tracejei a sua boca, que estava entreaberta, receptiva, irresistível, sendo assim a beijei com vontade. Suas mãos deslizaram até as minhas costas, as detive antes que tocassem as minhas cicatrizes onde antes havia asas, não queria que nada nos atrapalhasse agora.

– Nem pensar. — disse sorrindo, ainda com os lábios colados ao dela, Nora mordeu meu lábio inferior, gemi satisfeito. Aproveitei para prender seus braços acima de sua cabeça, com minha mão livre acariciei as curvas do seu corpo, me perdendo na maciez de sua pele.

Beijei e mordisquei sua mandíbula, deslizei minha boca faminta até seus seios e os provei como se dependesse disso para viver, arrancando gemidos altos e profundos de Nora. Ergui meu rosto e encontrei seus olhos, que exalavam luxúria, examinei seu rosto afogueado, seu peito subindo e descendo, seu cabelo ruivo rebelde e selvagem espalhado de modo displicente sob o colchão, dando lhe um ar ainda mais irresistível.

Soltei seus braços a fim de lhe dar mobilidade, já sentia falta do seu toque, meu corpo clamava por ela. Ela não perdeu tempo e voltou a explorar meu corpo com suas mãos trêmulas, voltei a beijá-la e quando nossas línguas se tocaram, senti a necessidade de tê-la inteira pra mim crescer de um jeito incontrolável. Fiz aquilo que meu corpo exigia, a preenchi com cuidado, lentamente, dando lhe tempo para recuar, o que não aconteceu.

Rompi o beijo para avaliar sua reação, disposto a parar caso houvesse um único indicativo que pudesse dizer que eu estava lhe machucando, Nora apertou as pontas do lençol conforme seu corpo acomodava o meu. Passei a me mover lentamente, sem pressa, aproveitando o nosso momento especial. Nora passou a se movimentar seguindo o meu ritmo, ela era inexperiente, mas provou ser uma ótima aluna, aprendeu a arte de amar bem rápido.

– Patch, você sente isso? — ela perguntou com dificuldade e eu sorri, procurei suas mãos e entrelacei nossos dedos, a olhando intensamente, disse.

– Sim eu sinto, nunca foi tão intenso assim Anjo. — confessei sem dificuldade, sempre fora excelente para esconder meus sentimentos, emoções, mas com Nora assim tão entregue não havia necessidade de esconder nada.

Nora sorriu satisfeita, inclinei meu rosto em sua direção e voltei a beijar todo o seu rosto. Ela circulou minha cintura com suas pernas, aproveitei para me perder ainda mais em seu corpo, indo fundo, dando e recebendo prazer. Nora falava palavras desconexas, enquanto grunhidos escapam da minha boca. Senti seu corpo convulsionar levemente, ela estava a beira do clímax, investi ainda mais rápido disposto a levá-la ao céu juntamente comigo.

Não demorou muito para alcançarmos o ápice juntos, entre gemidos, sussurros e carícias, nos amamos sem empecilhos. Girei nossos corpos, ficando por baixo de Nora, a puxei de encontro ao meu peito e ela veio sem cerimônia. Nora me abraçou, ergueu seu rosto para me olhar, acariciei seu rosto e aproveitei para prender uma mecha displicente do seu cabelo que caía sob o seu rosto.

– Amo você. — disse num sussurro, sua declaração me encheu de alegria, mesmo que tivesse dificuldade para entender o porque de todo esse amor, inclinei meu rosto em sua direção e depositei um beijo breve em seus lábios.

– Te amo mais. — expressei em palavras aquilo que já havia provado de todas as formas possíveis e imagináveis e o sorriso genuíno e satisfeito que recebi como recompensa aqueceu meu coração. Porém, seu sorriso antes resplandecente, perdeu o brilho e Nora afirmou.

– Patch, queria muito poder ficar aqui com você, mas tenho que voltar pra casa. — Nora disse em tom de lamento, rolei meus olhos sem deixar de lhe fazer carinho e respondi.

– Você sabe que não precisa ir, minha casa é sua casa. Minha cama fica vazia sem você. — disse portando um sorriso zombeteiro nos lábios, deslizando vagarosamente a ponta dos meus dedos pela lateral do seu corpo, deixando-a arrepiada.

– Sua proposta é tentadora. — respondeu provocativa, mordendo levemente seu lábio inferior.

– Tentador é meu nome do meio. — resolvi entrar na brincadeira, provocar sempre fora um dos meus hobbies preferidos.

– Minha mãe deve estar preocupada. — Nora disse em sua defesa e isso meio que me desarmou.

– Vou com você, Anjo. — disse com determinação, vi a dúvida cintilar em seu rosto.

– Patch, não sei se será uma boa ideia, você sabe que minha mãe não te vê como eu te vejo. — disse desviando seus olhos dos meus, toquei a ponta do seu queixo, a obrigando a olhar pra mim, quando consegui toda a sua atenção, disse.

– Sei que Blythe não vai com a minha cara, mas ela terá que se acostumar com minha presença, estive tão perto de te perder e agora que te tenho de volta, não pretendo ficar longe Anjo. — fui o mais sincero possível e Nora me presenteou com um beijo quente.

– Não tenho a pretensão de te manter longe Patch, te quero o mais perto possível. — afirmou enquanto acariciava meus cabelos, rocei minha barba por fazer em seu pescoço, mordi o lóbulo de sua orelha e decretei.

– Você é minha, Anjo. — usei um tom possessivo que Nora conhecia muito bem, ela ergueu seu rosto e disse bem próxima a minha orelha.

– É, eu sou sua. — voltamos a nos beijar, senti vontade de gritar "muito obrigado" aos Arcanjos que me concederam a bênção de poder senti-la, mas seria loucura demais. Nossos membros se enroscaram, meu corpo já estava pronto para voltar a amá-la, tínhamos a eternidade toda pela frente e eu não queria desperdiçar tempo algum.

Notas finais
N/Aloenne: Olá meninas!Eis aqui a minha pequena contribuição pra essa fic fantástica! Está sob o ponto de vista do Patch, nosso Anjo Negro e espero de coração q esteja do agrado de vcs!E aí, esse conto merece reviews?Bjs a todas q acompanham está fic, mto obrigada pelo apoio!