Fifty Shades Of Black Feathers
1 Capítulo 1 - Fanie Oliveira
Notas iniciais
Estou mais uma vez aqui, dessa vez com uma fic que, inicialmente, pretende ter apenas um único capítulo.
Mas, se vocês gostarem, posso reformulá-la para que cada capítulo seja escrito por um de vocês, de acordo com o que vocês imaginaram para Patch e Nora!
Bem, essa é minha primeira One Shot, então desejo uma boa leitura para vocês!
Me deixei ser levada. O calor do sol amanhecendo às nossas costas não superava o calor da pele de Patch.
Ainda com minha cabeça aninhada na curva de seu pescoço, inalei o cheiro de sua pele. Ali era aonde eu pertencia.
Ele me levou até seu antigo estúdio, abaixo do Delphic Park e eu conseguia sentir ainda o cheiro fúnebre de penas inflamadas. Mas talvez fosse apenas a memória dos piores momentos de minha vida, quando eu pensei ter pedido Patch para sempre.
Antes que eu pudesse me corroer com essas lembranças agonizantes, Patch me colocou no chão, em pé diante dele.
– Não vou fazer tudo sozinho enquanto você se aproveita de mim, Anjo. – uma de suas mãos enlaçou minha cintura, me trazendo para perto enquanto sua outra mão conduzia a minha por baixo de sua camisa, espalmando meus dedos em seu peito que pulsava vívido.
– E quem disse que esse jogo é para um?!
– Hum... – ele gemeu enquanto nos conduzia até seu quarto. Apesar de os móveis ainda estarem revirados, não temi tropeçar porque sabia que estava segura nos braços dele.
– O que foi esse ‘Hum’? – mordi o lábio.
– Gosto de como meu corpo reage perto de você...
Sorri e alcancei sua jugular, depositando beijos em sua pele.
– Que bom saber disso... Aliás, sente isso? – subi mais um pouco, mordiscando sua pele abaixo do queixo, seguindo a linha de seu maxilar enquanto minha mão que estava em seu peito deslizava por seu abdômen. Ele se inclinou para alcançar meus lábios, mas desviei apenas o suficiente para deixá-lo mais impaciente.
O corpo dele estremeceu e um som gutural ecoou de sua garganta. Meu sorriso ampliou. Era bom demais finalmente saber que ele me sentia tanto quanto eu o sentia. Era bom saber que eu conseguia surtir efeito sobre alguém como Patch.
– Depende... – ele nos deitou na cama e eu soltei um gritinho histérico pelo seu movimento surpresa. Em seguida, Patch se livrou de sua camisa e logo se inclinou, equilibrando seu peso sobre mim, até alcançar minha orelha – Você sente isso?
Sim, eu sentia. Eu sentia cada parte dele e sentia cada partícula minha aquecendo como o magma da Terra.
E ele tinha consciência de cada reação que causava em mim. E mais: sabia tirar proveito dessa minha fraqueza.
Me permiti ser levada à beira do precipício que me faria cair em queda livre rumo à minha perdição. Cada peça de roupa foi sumindo do alcance, aumentando ainda mais o contato de nossos corpos.
Eu não tinha muita experiência nisso, mas bastava apenas pensar que era Patch que estava ali, que eram os beijos dele, as carícias dele e o corpo dele que eu sentia para saber exatamente o que fazer.
Seus olhos negros me devoravam a cada beijo que trocávamos e, quando o ar nos faltava e éramos obrigados a nos separar, eu via nitidamente uma chama consumindo a alma dele. Era a mesma chama que eu sentia me consumir por dentro.
– O céu não se compara à sua beleza. – ele sussurrou contra minha pele enquanto distribuía beijos entre meus seios.
– Eu quero você. – embrenhei com força meus dedos em seu cabelo desalinhado, dando ênfase à minha reivindicação.
– Eu já sou seu, Anjo. Para sempre. – ele respondeu com um sorriso contra meu umbigo. – E você é minha. Só minha.
Dizendo isso, ele se livrou da última peça de roupa minha e então meu suplício começou.
Suas carícias íntimas me faziam arquejar por ar e eu sentia que me quebraria por dentro em instantes.
O tecido de seda preta de sua cama facilitava o deslizar do meu corpo, que se contorcia suado a cada beijo íntimo. Eu sentia meus lábios se moverem, mas nem mesmo eu compreendia o que eu pronunciava. Acho que eram súplicas, porque tudo o que eu queria era que ele parasse de me torturar tanto e ao mesmo tempo desejava ardentemente que ele continuasse.
Eu sentia como se um pavio estivesse acesso e que a qualquer momento meu corpo fosse explodir em mil pedaços. Mas antes que isso acontecesse, senti falta de Patch me beijando entre minhas pernas.
Minha carranca deve ter sido muito feia porque ele riu antes de alcançar meus lábios.
– Eu te avisei que não faria tudo sozinho enquanto você fica com toda a diversão! – Ele sussurrou antes de me beijar e eu pensei em retrucar. Mas apenas pensei, porque nesse instante eu pude senti-lo em mim.
Gememos juntos. E só o gemido grave e sexy dele quase me fez chegar ao meu limite.
Deslizei meus dedos por seus ombros, descendo uma mão para o braço e outra para suas costas. Sentia cada músculo se contraindo e relaxando conforme ele guiava nossos movimentos.
Uma de suas mãos afastou uma mecha que grudou em meu rosto e então ele uniu nossos lábios num beijo profundo, quente, ofegante e apaixonado.
– Patch... – quebrei o beijo para gemer quando senti novamente o calor crescendo dentro de mim, prestes a me explodir. Minhas mãos agora estavam em seu bumbum, massageando e ao mesmo tempo conduzindo-o mais para mim.
Ele afundou o rosto em direção minha orelha, onde eu podia ouvir com ainda mais nitidez sua voz se quebrando em gemidos e murmúrios de prazer. Quando Patch ergueu uma de minhas pernas, circulando seu quadril enquanto apertava minha coxa para penetrar mais fundo, senti meu corpo cair em queda livre no precipício.
Mas não era rumo à minha perdição como eu pensara.
A maneira como nossos corpos se fundiram me fez acreditar que eu poderia morrer naquele instante porque minha alma pertencia unicamente a Patch: meu paraíso e minha perdição.
Fiquei num torpor aceso, sentindo meu corpo inteiro vibrar e amolecer. Não queria que aquela sensação acabasse nunca.
– Você está bem? – Ele colou sua testa suada na minha. Sua respiração ofegante e quente fazia cócegas em meu rosto.
– Se eu morresse agora, morreria feliz. – acarinhei seu rosto, vendo em sua íris negra o reflexo da felicidade plena que eu sabia que estava nítido em meu próprio olhar.
– Você não vai morrer.
– Sim, eu sei.
– Não... Mesmo se você não fosse Nephilim, jamais permitiria que a morte ou qualquer outra coisa tirasse você de mim. Arranjaria uma maneira de te seguir aonde quer que você fosse.
Encurtei a distância entre nossos lábios, beijando-o lentamente.
– Eu amo você... Nada e ninguém vai mudar isso porque eu pertenço a você. – sussurrei.
Minha respiração já estava normalizada e as explosões de prazer haviam passado. Mas eu sentia uma nova onda de prazer crescendo dentro de mim, como uma necessidade vital. Seria sempre assim?
Patch inverteu nossas posições e meu cabelo – que estava um desastre – caiu em cachos desgrenhados sobre seu rosto, fazendo-nos rir. Trilhei um caminho de beijos em sua face, enquanto uma mão repousava em seu peito, sentindo as batidas fortes de seu coração sob sua pele quente.
Sim. Seria para sempre assim.
Notas finais
Agradeço também a você, leitor que me motiva a continuar escrevendo!
Deixem seus comentários para não apenas saber o que vocês acharam de como eu imaginei a primeira vez de Patch e Nora, como também para saber se vocês se interessariam em escrever seus próprios contos sobre isso!
Um grande abraço!
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