Fifteen Days - Leonetta
4 Family
Notas iniciais
(N.A.: Leiam as notas finais)
—Grávida? — minha mãe exclamou. Assenti, puxando minha camisa para revelar o pequeno volume em meu ventre.
—Seis semanas — disse, sentindo Leon me abraçar por trás.
—MINHA NOSSA SENHORA DA BICICLETINHA — Cami gritou, fazendo Dani e Ludmila pularem do sofá também.
—LEONETTA VAI TER UM FILHO, EU NÃO TO BEM — Dani disse puxando Cami para pular com ela. Ludmila deu mais uma olhada para nós e subiu para seu quarto, sem se pronunciar.
—Com certeza, o melhor presente de todos. – minha sogra falou — Posso? — pediu indicando a barriga.
—Claro — respondi, logo sentido suas mãos e as de minha mãe tocarem meu ventre.
—Eu espero ser o padrinho — brincou Diego, puxando uma Fran quieto junto dele até nós. Em uma parte da sala, Dani e Cami pulavam e gritavam algo envolvendo a palavra Leonetta.
—Meu amor posso falar com você, a sós? — minha mãe pediu. Assenti e a segui para um canto da casa. — Tem certeza disso?
—Disso o que, mãe? — perguntei confusa.
—Você sabe que gravidez não é algo fácil. Tem certeza que você e Leon estão prontos para isso?
—Isso é seu neto, mãe — falei magoada. — Uma gravidez não é fácil, mas sei que nós vamos conseguir.
—É claro que vão. — ela sorriu entre lágrimas. — Eu só não quero perder a minha bebê.
—Mãe! — ri enquanto era puxada para um abraço apertado.
—CADÊ A MULHER GRÁVIDA MAIS LINDA DA TERRA? – ouvimos Dani gritar da sala e voltamos para a pequena comemoração que aquele Natal tinha se tornado. — Ai está! Leon Vargas, é melhor me mandar fotos dessa barriguinha TODA SEMANA, OU TU VAI SE VER COMIGO!
—Calma miga, se ele esquecer eu te mando! — garantiu Cami, puxando eu e Leon para um abraço.
—Abraço em grupo! — gritou Diego, e logo ele e Fran também nos abraçavam.
—Com certeza, o melhor aniversário da vida. — sussurrou Leon em meu ouvido. Sorri e lhe beijei, arrancando gritos de Dani e Cami.
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Pov. Narradora
—Ludmila só precisa de um tempo para se acostumar com a ideia. — garantiu Leon, beijando a mão de Violetta enquanto esperava o semáforo abrir.
—Ela não parecia nem pensar em aceitar Le. – a de olhos castanhos respondeu cansada. A viagem a cansava mais do que nas outras vezes e agora, a menos de uma hora de casa, o sono quase a vencia.
—Babe, pode dormir. Quando chegarmos eu te acordo.
—Tem certeza? – a morena perguntou. Não lhe agradava nada a ideia de Leon ir "sozinho" no carro. Tinha medo, sejamos honestos. Não se sabe o que o tédio faria com ele.
—Com toda certeza, Vih. Já estamos perto de casa e eu nunca me entediaria olhando para você. — respondeu o de olhos verdes, sabendo dos temores da outra.
—Qualquer coisa, me acorda — Violetta disse, desistindo de uma discussão que pudesse tomar uma parte do seu tempo para dormir. Inclinou seu banco um pouco e colocou seu travesseiro de pescoço para que pudesse dormir o mais confortavelmente possível.
—Eu te amo — sussurrou, antes de apagar completamente.
Ela não ouviu, mas Leon respondeu-lhe imediatamente:
—Eu também Vilu. Eu também.
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—Fran? Desde que saímos da casa do Le, você está muito mais quieta que o normal. O que houve? Eu disse algo que você não gostou? — o castanho pediu, acariciando as costas de sua namorada. Francesca suspirou antes de responder, olhando apenas para a camisa de Diego.
—Eu vi o quanto você ficou feliz por Violetta e Leon. Não me entenda mal, estou feliz por eles também, mas de certa forma me machucou. Você quer uma família grande e eu não posso te dar isso. — desabafou, sentindo lágrimas invadirem seus olhos.
—Amor, se você acha que não está pronto, podemos esperar mais um pouco. Não quero que você veja minha animação por Violetta e Leon como pressão para termos os nossos...
—Não, Di! Eu não posso te dar filhos, nem hoje nem nunca! — as lágrimas agora caiam na camisa de Diego e manchavam o rosto de Francesca — eu sou infértil.
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