Fides

1 Capítulo 1


Homens, Orcs, duas espécies diferentes mais com apenas uma coisa em comum, ambas são sustentadas por apenas uma coisa, crença...

Ao longo do norte podem-se ver em seus territórios, estátuas de dragões com oferendas em suas bases, os Orcs ao mesmo tempo veneram e temem os dragões. São como deuses para eles, representam proteção e morte ao mesmo tempo.

Eles usam apenas um símbolo antigo para representar os dragões.

Esse símbolo antigo é encontrado em todos os territórios Orcs conhecidos, seus costumes podem ser diferentes dos de mais, suas leis, seu modo de vida, mais o símbolo sempre está lá presente na sua cultura.

Nas suas lendas e historias não há nada que fale de dragões bonzinhos salvando Orcs, só de dragões dizimando territórios inteiros, cidades e etc...

Centenas de mortos pelas garras dos dragões, eles olham para os dragões e ao invés de sentir ódio e tentar acabarem com eles, eles apenas se curvam ao seu poder.

Por séculos os homens e os Orcs se manterão em uma guerra constante, um dos motivos,é que os homens olham para os dragões como demônios enviados por lúcifer para destruir tudo na terra, já os Orcs veneram esses chamados “demônios”.

Após anos e anos de luta os Orcs foram caindo, até restar apenas pequenos grupos deles, com o tempo os dragões foram tidos como extintos, os que restaram fugiram daquelas terras, atravessaram o oceano em busca de terras mais calmas.

Haviam boatos de barcos destruídos por bestas voadoras, mais nada que poderia ser levado a serio, em fim os dragões haviam sido considerados extintos mesmo com viajantes dizendo ter visto tais animais voando nos oceanos em busca de um novo lar.

Em fim, os homens com sua arrogância consistem em pensar que como todo o resto à crença pode ser destruída, só havia restado apenas um ultimo grupo de Orcs, que se mantinha forte vivendo numa pequena vila com barracas improvisadas, nada de guerreiros, apenas Orcs reverenciando um enorme monumento em forma de dragão, baseado em um amuleto,

Essa pequena vila ficava em um cambo aberto, o sol ainda estava tímido não queria aparecer, a nevoa predominava nos cambos na vila se via luz em volta ao monumento, e Orcs eram ouvidos cantando em sua língua ancestral reverenciando e mostrando o seu respeito à criatura considerada extinta.

Um homem chega ao longe de armadura, aparentava uns 37 ou 40, tinha uma barba que cobria o rosto, olhava para a pequena aldeia com desprezo, de longe podia-se ouvir sons de pés marchando, atrás do cavaleiro um exercito, na frente catapultas chegam com bolas em chamas, milhares de lanças e espadas seguiam apenas um homem.

Ele parou atrás dele o exercito parou, um homem saiu de meio a os outros e veio até o cavaleiro que olhava seriamente para a pequena vila.

Ele perguntou se podiam atacar, o homem olhou mais uma vez para a pequena vila, lá dentro todos estavam em volta do monumento, um Orc ancião tinha o amuleto no pescoço segurava ele com força e pedia proteção para seus espíritos, os outros em sua volta apenas se ajoelhavam para ouvir suas prezes em um dialeto antigo.

O homem então respirou fundo, e gritou bem alto “MATEM OS ANIMAIS!” com esse grito de guerra todos seus soldados deram um grito e levantaram suas lanças e espadas.

As catapultas se prepararam não se via nada na vila nenhuma reação, apenas Orcs ouvindo um ancião, foi aqui que eles atiraram dezenas de bolas gigantes de fogo, cruzando os céus em uma velocidade tremenda, a primeira acertou uma assa do amuleto, a segunda acertou o topo e a terceira acertou o peito em cheio, com isso o monumento foi caindo e as outras bolas só destruíram mais ainda a pequena vila.

Depois de tudo, o ancião se via caído em meio a destroços apenas fumaça e corpos pelo chão, em meio à fumaça alguns soldados surgiram para garantir que estavam todos mortos, espadas eram cravadas na cabeça e garganta dos poucos sobreviventes, então o mesmo homem que liderou o exercito chega perto do ancião, que por sua vez pega seu amuleto aperta bem forte e põe em direção ao homem com a espada na mão.

Você pode até esmagar quem acredita, mais é muito mais difícil apagar aquilo que queima em sua alma, o homem então crava sua espada no peito do ancião e com a ponta da espada levanta o amuleto, e sorri com isso ele coloca o amuleto no pescoço como uma espécie de troféu, pois é fácil ridicularizar a crença dos outros.