Ficção ou Realidade?
19 Entre sentimentos e comemorações.
Notas iniciais
Durante a semana os girassóis continuaram chegando à casa de Libra. Foi só no quarto dia durante a manhã que além das flores, mais alguém apareceu.
Shunrei havia parado em Áries, já que a nova moradora foi tão simpática lhe oferecendo um copo d’água antes que subissem tantos lances de escada.
- Pedi ao Kiki que fosse à arena avisar o Shiryu que você chegou. –Niquita avisou entregando o copo a ela e se sentando no chão da sala de Áries.
Nesse dia em especial, elas não foram vê-los treinar, por um pequeno motivo. Completavam um mês no santuário.
A chinesinha corou, fitou o copo sem conseguir olhar pra Niquita.
- Não precisava, eu poderia ir sozinha sem problema. — a jovem respondeu timidamente colocando o copo na mesinha de centro, não queria dar trabalho.
Niquita a observou, Shunrei a fez lembrar-se de DD ou seria o contrário?
- E você acha que eu iria te deixar subir tudo isso desacompanhada? Além do mais!- chegou pertinho da outra como se confabulasse. — Kiki esta quebrando todas as regras desse santuário indo buscar o Shiryu com seu tele transporte, e deve está adorando.
Usar o cosmo para passar de uma casa a outra era proibido, mas o garoto não seguia a regra.
- Hoje tem festa em Touro, você esta mais que convidada.
- Obrigada, mas...
- Se recusar vai ser uma ofensa pra mim e as meninas. — e explicou que não só ela estava morando no santuário bem como outras sete também.
Shunrei deu um sorriso contido seu primeiro desde que chegou. Ia responder à jovem quando sentiu uma presença familiar.
Ela se virou e se deparou com Shiryu ao lado de Kiki, o Dragão estava todo suado do treino, ele não sorria, mas estava satisfeito por ela esta ali.
- Shunrei! – disse dando um passo na sua direção.
- Oi! Shiryu. – sorriu abertamente, sem se conter.
Kiki rolou os olhos, se teleportou aparecendo ao lado de Niquita que fez cafune em sua cabeça.
O casal ficou se contemplando, parecia que fazia anos que não se viam e não meses. Então ela o abraçou de modo tímido, querendo matara saudade dele.
- Shunrei eu estou todo suado. — reclamou, mas se pegou correspondendo ao abraço.
Ela se afastou dele corada.
- Eu não me importo. — disse, fitando o chão. — Onde está o mestre ancião?- chama-lo assim agora era tão estranho estando ele em sua forma jovem.
Por um instante, ele ficou sério se conectando então Dragão soltou uma risada que ela não entendeu.
- Está indo ao décimo terceiro templo falar com o mestre. — disse misterioso.
Ela enrugou a testa.
- Está me escondendo algo?- perguntou preocupada tocando o braço dele.
- Ele esta bem, o mestre arranjou um admirador. — revelou.
Eles estavam tão entretidos que nem parecia que Niquita e Kiki estavam na sala.
- É mesmo? Quem é? Eu conheço?
- Ninguém sabe. — Niquita falou fazendo os dois olharem pra ela.
- Não entendi. — disse a chinesa confusa.
- É o mistério do momento. — falou o pequeno lemuriano empolgado.
Shunrei fitou Shiryu.
- Na última semana ele tem recebido flores, não entanto o admirador dele nunca se identifica. – explicou o Dragão a jovem pegando uma de suas malas na entrada.
- Girassóis?!- seu mestre adorava essas flores até as cultivava no templo. Niquita abriu a boca espantada ninguém tinha falado o nome da flor a ela. Então a chinesinha explicou.- Mestre Dohko os adora.
Niquita sabia, pois ela e as outras já tinham visto o mestre cultivando-as em libra, dai a ideia de usar os girassóis no plano.
- É tanto girassol que eu estou começando a ficar alérgico... — Shiryu espirrou de brincadeira.
- Shiryu, seu bobo. — a garota deu uma tapinha no ombro dele.
Ele pegou a mão dela e lhe deu um beijo fazendo a corar.
- Vamos! No caminho lhe apresentarei o restante das meninas. — ele disse se virando pra sair.
Ela abraçou Niquita em agradecimento e o segui-o a portuguesa ainda pode ouvir.
- Alguém está morando em Câncer com o... ?- ela perguntou meio sombria.
- Sim! Duas! Mick e DD.- ele informou rindo esperando ela passar na frente.
- Corajosas. – disse fraquinho, se bem que se lembrava ele não era de confiança.
Logo que eles saíram, Mônica pegou o copo e ia levá-lo para a cozinha quando sentiu os pelos da nuca eriçarem, parecia que alguém a observava, olhou pra trás e só viu Kiki parado a porta.
- Kiki!- chamou.
Ele se virou nervoso torcendo as mãozinhas.
Mônica estranhou foi até ele.
- O que foi foguinho?- esse era o apelido que ela tinha dado a ele.
- Nada não. — falou mordendo os lábios louco pra sair de perto dela.
- Uhum! Sei, vá tomar seu banho! Se o Mu ti pegar sujo, você vai passar um ano concertando armaduras. — ela o fez carinho nos cabelos dele.
- Quero isso não!- disse disparando pro quarto.
Assim que ele se foi, ela saiu na porta na intenção de saber o que foi que o deixou tão nervoso, no entanto não viu nada. Mas a sensação ficou.
- O que será que esse garoto está aprontando? — indagou a se mesma baixinho.
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Até á ultima semana, Dohko não esperava viver essa situação tão misteriosa, não saber quem lhe mandava as flores estava mexendo com seus nervos, tinha esgotado e eliminado quase todas as pessoas que conhecia, no entanto só havia uma pessoa a quem o libriano cogitaria como sendo seu admirador.
Ponderou até se decidir em ir falar com ele. Se permanecesse em Libra nunca saberia que o que desejava fosse verdade, então criou coragem e seguiu para o décimo terceiro templo.
O encontrou dando ordens a três aspirantes.
Ele se aproximou do grupo observando apenas o grande mestre e não notou que um dos aspirantes fitava-o com cobiça.
- Posso falar com você, ou está muito ocupado? – indagou a Shion não querendo atrapalhar.
- Bom dia Dohko. Só um minuto. — falou gentil, depois com ar grave liberou os três. — Estão dispensados.
O trio lhe fez uma reverência, ao passar por Dohko, Magno parou.
- Senhor!- disse educado lhe olhando de cima abaixo, Shion notou se segurou para não pular no pescoço do garoto.
- Olá Magno!- Dohko sorriu não só pra ele como pra Azra e Dan que também estava no recinto, tanto o garoto como Shion não ficaram imunes ao sorriso aberto do chinês.
Nervosa Azra puxou o amigo, não queria problemas. Pessoalmente Shion os acompanhou a até a porta.
- Queria falar comigo?- Shion indagou meio rude assim que os três se foram. Ele ainda estava atordoado com o fato de ter se interessado em Dohko. Como em duzentos anos só agora percebia que o queria? E pior tinha concorrência.
Tentado não pensar no assunto se encaminhou pra a potra na intenção de fecha-la.
- Vim lhe agradecer pelos ramalhetes. — disse Dohko sorridente observando sua movimentação. -Não esperava isso.
Com a mão na maçaneta Shion voltou-se pra o amigo. O cenho franzido.
- Do que está falando? Dohko não lhe enviei ramalhete algum. – respondeu confuso, será que...
O sorriso que o cavaleiro de libra ostentava findou aos poucos lhe deixando apático. E isso machucou o coração de Shion.
- Dohko eu...
- Se não foi você, quem foi?- perguntou desolado não queria conhecer o “admirado” não se ele não fosse Shion, disso tinha certeza.
- A pessoas não se identificou. — não era uma pergunta, mas sim uma certeza, Shion lhe tocou o ombro confortando-o.
A angústia do libriano era palpável.
- Não, só disse que era um antigo admirador, por antigo imaginei... – deu um sorriso triste sem terminar a frase.
“Ele queria que...” Shion sorriu por dentro satisfeito.
- Covarde. — resmungou o grande mestre.
Surpreendendo Shion, Dohko começou a ri sem controle.
- Dohko?- quis sabe a causa da histeria estava começando a se ofender.
Aos poucos o libriano foi contendo-se, até dar um último suspiro.
- Não estava rindo de você Shion, estava rindo de mim. – explicou limpando uma lágrima. — Depois de dois séculos, estou parecendo um adolescente com os hormônios aflorando. — riu com gosto.
Com a explicação Shion se permitiu rir também já que ela sentia o mesmo.
- Também pudera, nunca, nos foi permitido aproveitar nossa juventude. – o tranquilizou.
- Verdade, mas não é desculpa e sair por ai achando que você...
O ariano deu um passo à frente.
- Se tivesse sido eu, você saberia. – disse fixando o olhar nos olhos do outro.
Dohko sentiu a garganta secar. Shion sorriu decanto achando encantador o libriano ficar nervoso.
Neste exato momento, alguém colocou a cabeça para dentro da sala, viu os dois, com receio de está atrapalhando deu uma batida na porta de leve, mas fez uma careta quando o som se propagou pela sala, fazendo os dois se virarem em sua direção.
- Bom dia!- desejou a morena envergonhada, entrando de vez na sala.
Ao vê-la Shion fechou a face e Dohko lhe deu um pequeno aceno de cabeça.
- Bom dia! Mabel!- falou o libriano educado.
Com o comprimento, ela ouviu Shion resmungar algo incompreensível talvez um palavrão e se sentar no trono destinado ao grande mestre, no caso ele.
- Desculpe atrapalhar. — ao dizer isso Shion estreitou os olhos, ela teve vontade de se bater, eles deviam está se entendendo, mas ao entrar, não viu nada de mais entre os dois.
- Vim fazer um convite.
- Convite?-o mestre estreitou os olhos, bem provável que era uma festa organizada pelo escorpião.
- Sim, hoje faz um mês que chegamos aqui, por isso resolvemos comemorar. – ela explicou nervosa.
- Mais já? Parece que foi ontem que as encontramos. — Dohko disse admirado.
Em volto em pensamentos Shion se desligou da conversa, o que tinha pra comemorar? Desde que chegaram ao santuário as sete só lhe trouxe problemas.
-... E queria que os senhores fossem almoçar no segundo templo. – a ouviu dizendo.
- Pode ter certeza estaremos lá, não é Shion? – indagou a o amigo este encontrar-se com a mente á quilômetros de distancia. -Shion?
O ariano deu um pulinho quase imperceptível de susto. Dohko riu discretamente.
- O que? É!- concordou rápido demais, sem ter certeza de que estava concordando. Provavelmente se arrependeria no futuro pelo ato falho.
Mabel achou divertida a confusão de Shion, soltando uma risadinha fitou Dohko que lhe deu uma piscada marota.
- Estaremos esperando pelos dois em Touro ao meio dia. –disse saindo com vontade de ri.
Do lado de fora não aguentou e caiu na gargalhada.
Lá dentro Shion rogava aos deuses para ter paciência.
- Dohko eu acabei de concordar com o que mesmo?- perguntou cauteloso ao amigo.
Sem conseguir se contiver, Dohko soltou uma risada gotosa, ficando sério em seguida para não ofender tibetano.
- Vai ter que ir a libra e descobri. — falou dando uma piscada charmosa a Shion, saindo logo em seguida.
O coração de Shion batia descompassado tentando se convencer que Dohko só estava de galhofa com ele. Tocou o peito sentindo suas batidas.
- Estou perdido.
Fitou a porta por onde o libriano tinha passado, tampou os olhos tentando se controlar.
Ele tinha duas horas.
Áries
Antes de começa os preparativos as meninas se reunirão em Áries a pedido de Niquita.
Sentada em um Puff, Mabel batia o pé impaciente. Esperando a portuguesa vim do quarto.
- Niquita eu tenho que voltar logo. – falou alto roía o polegar, nervosa, nessa tarde nada poderia dar errado.
- Calma, deve ser algo importante. — Mel tocou seu ombro tentando aclama-la.
- Nosso plano esta dando certo, mas acho que quase estraguei tudo. – disse se levantando.
A atenção se voltou pra morena. Com as mãos na cintura Lary quis saber.
- O que foi que você fez? Não vai dizer que contou a eles?
- Contou?- DD lhe indagou a face preocupada.
Parecia que estava na inquisição espanhola, todo os olhares acusatórios sobre ela.
- Não, né gente.
- Fala o que você fez pra quase estragar tudo? — a impaciência de Mick já estava virando notória.
- Cheguei em um momento muito, muito bom, acho que eles iam se beijar quando entrei no templo.
Elas fizeram “Uh” estilo pênalti na trave em final de campeonato.
- Eu sei, estou sempre no lugar certo, na hora certa, mas no momento errado. – lamentou.
Com um bloquinho Niquita apareceu na sala. A cada uma entregou uma folha com algo impresso.
- O que é isso?- Sah indagou verificando o conteúdo do papel.
Se sentado no chão Niquita tinha os olhos cheios de lágrimas.
- Meu e-mail, telefone e endereço em Portugal para o caso de um dia... — suspirou limpando uma lágrima.
A emoção tomou conta do templo estavam tão acostumadas umas com as outras que se esqueceram dessa possibilidade, voltar pra casa e se voltassem. Em lágrimas DD escondeu a face no ombro de Mick as duas já eram inseparáveis.
- Há não, você não vai fazer isso com a gente Niquita, não hoje é dia de festa, não de... – Mel abanava os olhos pra não chorar.
- Um dia isso vai acontecer, e da minha parte eu quero me reencontra com vocês do outro lado. — ela soluçou.
- Quem disse que quero me reencontra com vocês suas choronas?- Lary rebateu tentando não cair no choro sem sucesso.
Delas, as únicas que não choravam era Ran e Mabel, mas estavam emocionadas a sua maneira. Pegando um bloquinho na mesa a francesa escreveu algumas linhas entregando a Niquita. Olhando nos olhos dela disse.
- Também vou adorar me encontra com você. — fitou cada uma. — Com todas vocês.
Então pegou o folheto de cada uma e anotou, as outras fizeram os mesmo. Assim no futuro se quisessem saberiam onde uma encontraria a outra.
- Agora chega de chororô, por que é dia de festa, as anfitriãs não podem ter cara de choro isso não é velório. — Sah bateu palmas espantando a tristeza.
Antes de saírem se abraçaram. Mabel correu pra Touro antes que finalmente chorasse.
Touro
O segundo templo encontrar-se repleto de conversas, alegria, música, vida.
Aldebaran estava adorando a muvuca instalada em sua “casinha”. Só teve receio de que quebrassem algum objeto por isso guardou seus bibelôs no quarto, melhor prevenir principalmente com Milo e Seiya por perto.
Ele era um dos anfitriões, era cortes com todos que chegavam, brincava descontraindo o ambiente. As meninas se espalharam umas na sala, outras enfurnadas na cozinha terminando de preparar o almoço.
Quando passou pela sala servindo petisco, observou os casais formados há pouco tempo, cada um a seu estilo de brincadeira classificou cada um.
Os mais discretos: Saga e Kanon, nem por isso menos apaixonados, eles trocavam olhares tão carinhosos que chegava a dar inveja.
Os indiscretos além de fogosos: Shura e Shina o incrível era que ele sabia como domar a italiana com um simples toque ou palavra.
Os fofos esses Aldebaran imaginou que fossem atirados, mas não ao passar pelos dois viu Dite com a cabeça apoiada no ombro do canceriano este acariciava as madeixas de seu peixinho de forma carinhosa e distraída.
O leão e a Águia poderia se dizer quer eram um casal que adorava uma brincadeira, ele a abraçava por trás mordiscando lhe da orelha ao pescoço fazendo-a se esquivar rindo.
Apesar da timidez Niquita fez com que Mu se soltasse beijando a quase sem pudores, e parecia que um imã os atraia, os dois faziam quase tudo juntos.
Voltou pra o interior da cozinha, onde Mabel terminava de preparar o tão esperado almoço, junto com ela dando suporte, pois a morena não tinha aceitado ajuda estava Lary, Shunrei adotada a pouco por todas Mel e Sah além de Milo se lamentando.
-... Estou sozinho no mundo. — ele choramingava apoiado na bancada.
A “mestre cuca” suspirou mexendo em algo numa panela que exalava um cheiro de dar água na boca, as outras riam do lamento do escorpião.
- Do que ele está reclamando?- indagou pondo a bandeja no balcão em um lugar livre parecia milagre, pois ele estava repleto de ingredientes.
- O quarteto foi desfeito. –Sah informou entre uma mordida e outra em um pedaço de cenoura roubado da bancada.
Então era isso, depois que Kanon, Máscara e Shura começaram a namorar o escorpião ficou sem cúmplice para fugir para as baladas.
- Só por isso?- Touro resolveu implicar com o amigo.
- E você acha pouco Deba? – ditou inconformado. — Agora é meu amor pra cá, não posso sair por que Dite, vai me dar uma massagem pra lá, massagem sei como se alguém fosse acreditar nisso. Bando de traíra. Largaram-me na sarjeta.
Ninguém se segurou, era hilário demais.
- Como se eles fossem deixar de namorar para lhe dar atenção. – a voz fria de Kamus se fez presente, ele e Ran tinham acabado de chegar a Touro.
O Escorpião quase perdeu o folego a ver o aquariano tão bem vestido para um simples almoço entre amigo.
- Eles poderiam ter mais consideração por mim que sou amigos deles. – disse tentando olhar nos olhos e não para o corpo do amigo.
- Coitadinho de você Milo. – Kamus disse debochado.
Os olharam surpresos Kamus brincando era novidade. Sem dar a entender que percebeu os olhares se sentou à mesa da cozinha com Mel e Shunrei, além de Ran em pé .
- Kamus você é outro que não esta mais nem ai pra mim. — reclamou fazendo bico.
Levantando o sobrolho Kamus o fitou.
- Tenho mais o que fazer do que sempre arrumar sua bagunça, arranja uma namorada. –o aquariano respondeu fitando longamente o outro.
- Ou namorado. — Mel tossiu do canto dela.
A gargalhada de Aldebaran reverberou o templo ele achava muito difícil Milo sendo tão mulherengo se fixar em alguém seja quem fosse. O Escorpião corou desviando atenção para outro assunto e Kamus pareceu desconfortável, discretas as meninas fiaram-se.
Não demorou muito e Mabel estressou expulsando todo mundo do recinto.
Além dos cavaleiros, dois aspirantes foram convidados por Sah a comparecer: Altor e Magano os dois se sentiram embevecidos com o convite feito pela paranaense.
Por não terem tanta intimidade com os santos, os dois estavam próximos à janela longe dos outros, mas pra eles isso não era problema.
Quando Ran viu que Altor estava presente, ela teve vontade de dar meia volta e retornar a aquário, não sabia como agir perto dele, ele era gentil, mas às vezes lhe dava medo já que o moreno parecia esta sempre no mesmo lugar que ela.
Resolveu tirar satisfação com Sah, provavelmente ela que o convidou por simpatizar com o rapaz.
A paranaense conversava com Mu, Niquita e Shaka, o cabelo de Sah esse dia era um caso aparte estava em um vermelho vivo. A francesa se aproximou do grupo, mas foi impedida de seguir adiante.
Altor apareceu bloqueando sua passagem
- Olá! Senhorita Ran. — a cumprimentou educado.
- Oi Altor. — respondeu mordendo os lábios nervosos olhavam para os lados a procura de uma rota de fuga.
- Parabéns!
O fitou confusa.
- Pelo que?-indagou ajeitando a franja que teimava em não ficar no lugar, então ela se lembra do porque da felicitação. — Há obrigada.
Percebendo seu desconforto Altor deu um passo pra trás na intenção de deixá-la mais confortável com a sua presença.
- Olhe eu não mordo. — disse magoado.
- Eu... Vou ser sincera com você Altor. — suspira resolvendo esclarecer alguns pontos. -Não gosto dessa sua perseguição é... É inconveniente.
Ele pareceu ter levado uma tapa.
- Me desculpe se dei a impressão errada, não foi minha intenção eu só gostei de você, não queria deixa-la incomodada. Queria fazer amizade. — disse visivelmente triste, fazendo uma carinha linda de cachorro quando cai da mudança.
Se um buraco abrisse agora Ran entraria nele de bom grado de tão envergonhada. Estava ficando expert em dar bola fora, primeira Orpheu e agora Altor.
- Ai! Quem devia está se desculpando sou eu, fui rude e desconfiada, me desculpa?- pediu levemente corada — Amigos?- estendeu a mão.
Os olhos dele brilharam.
- Amigos. — correspondeu ao cumprimento selando a nova amizade.
Um pouco afastado, Aiolos presenciava a diálogo entre os dois adolescente. Quase desferiu um soco no rapaz quando ele retribuiu o cumprimento da francesa tocando nela, mas se controlou, os dois eram jovens e não tinha nada com Ran.
- Olos tudo bem?- o Leão indagou preocupado.
- Sim. — disse ríspido, fazendo Marin encostada em Aiolia se assustar, o cunhado era sempre gentil.
- Se está tudo bem, por que essa cara?- indagou ignorando a forma rude que o outro lhe respondeu.
- Se você falar talvez o ajude. — Marin disse solicita.
Aiolos fitou os dois extremamente apaixonados sentiu uma pontinha de inveja.
- Nisso vocês não podem me ajudar. -respondeu melancólico.
- Aiolos está me deixando preocupado irmão. — Aiolia soltou Marin tocou o ombro do irmão, que soltou um suspiro profundo.
Marin compreendeu depois de tanto tempo o coração do herói finalmente foi preenchido novamente.
- Deixe-o Olia. -pediu a amazona puxando o namorado.
- Mas Marin...
- Ele vai fica bem, amor. – prometeu.
- Sabia mulher, devia escuta-la mais. – ditou o sagitariano agradecido a cunhada.
Como Aiolia ainda não estava convencido, a Águia intercedeu.
- Olia. — ela cochichou algo, o leão arregalou os olhos fitou o irmão sorrindo.
- Há!- exclamou feliz, voltou a pôr a mão no ombro do mais velho. — Olos seja ela quem for ou ele. -fez careta, Marin e Aiolos acharam graça. — Tem meu apoio.
Pego desprevenido Aiolos abraçou o mais novo.
- Obrigado, Olia, mas como se diz hoje em dia “ela esta em outra”. – sorriu agradecido bagunçando as madeixas do caçula.
- Ei cuidado com a juba. –gracejou afastada a mão de Aiolos. — Então ela é uma boba não sabe o que esta perdendo.
- Eu quem fui o bobo. – confessou vendo Ran e Altor saírem de seu campo de visão. — E agora não tem mais volta.
- Que derrotismo é esse?- o Leão nunca tinha visto o irmão tão pra baixo, a garota devia mesmo valer a pena. — Se o culpado foi você pesa desculpas, você é melhor nisso do que eu.
- Não é tão simples. — tentou explicar.
- Nós somos cavaleiros, nada pra nos é simples. Não é sempre que temos a hora de ser revividos, aproveite sua segunda chance e não a solte você me ensinou isso. — abraçou Marin novamente.
As palavras do irmão emocionou o sagitariano.
- Marin o que você deu a ele?- brincou.
Em um ato infantil Aiolia mostrou a língua, fazendo os outros dois rirem.
Decimo terceiro templo.
Saori não conseguia se decidir que traje usar para comparecer ao almoço de comemoração das oito, fitava a pilha de roupa sobre acama, estava atrasada. Pra piora seu celular tocou com insistência, nervosa o procurou por toda a parte até encontrá-lo entre o amontoado de roupa sobre o leito.
- Alô?!- atendeu ofegante.
- Estava nos braços de algum amante?- alguém indagou bem humorado.
Saori reconheceu a voz e sorriu com certa preocupação. Depois da batalha contra Hades, a deusa e a sacerdotisa tronaram-se amigas compartilhando até mesmo os problemas de suas fundações.
Infelizmente a inimizade entre seus defensores persistia.
- Antes fosse. — respondeu corando ao falar algo tão intimo enquanto pegava as roupas no chão. — Como vai?
- Vou bem, liguei por que precisamos conversar. — Pandora falou razoavelmente calma.
- Hades...
- Não, meu senhor continua selado. – disse tranquilizando a. – O assunto é outro... Vou me casar.
Tomada pela surpresa Saori parou oque fazia.
- Pandora... Eu... Parabéns!- piscou gaguejando.
A alemã achou graça.
- Devia ter visto a reação do Radamanthys quando contei a novidade.
Sendo o juiz como era bem que deveria ter destruído algo.
- Qual foi o delito que ele cometeu?- tinha que saber.
O resmungo de insatisfação da sacerdotisa foi ouvido.
- Nada de mais, só fez o Etna entra em erupção... Cinco vezes em um único dia.
Estava explicado o porquê, que região onde o Etna se encontrava estar em alerta.
- É a cara dele.
- Verdade, mas além de falar sobre o casamento preciso conversar com você sobre o meu noivo quero seu aval.
- Pandora não quero ser rude, mas o que tenho haver com isso?
Silêncio.
- Saori, me casarei com o Julian.
A deusa ficou sem ar, devia ser engando Poseidon e Hades juntos?
- Julian? Solo?
-...
Saori esfregou os olhos, pensando rápido.
- Não vou poder ir à Alemanha, pois tenho assuntos inacabados por aqui, será que você...
Pandora suspirou aliviada.
“Eles iram surtar quando souberem” pensou a deusa fitando sua imagem no espelho.
- Sem problemas, amanhã à tarde tudo bem pra você? Chego a tarde e volto no dia seguinte bem cedo. Os três juízes estarão comigo, bem como dois espectros menores. Poderia ir só, mas Radamanthys e o Julian insistem que eu tenha escolta. — explicou nesse ponto sua voz aparecia enfadada.
- Já esperava por isso, pode trazê-los. — respondeu, pensando em como contar aos santos.
- Saori?!- a sacerdotisa a chamou.
- Sim?
- Só espero que não se inicie uma guerra.
Apesar da seriedade Saori soltou um riso nervoso.
- Minha esperança é essa.
Continua...
Notas finais
SaoriKido: Temos cada ideia hein, estava mais do que na hora dessa povo se assumir. Dohko e Shion não demora muito XD.
Será que os cavaleiros vão surtar quando o souberem da vinda dos Espectros? Uma surpresinha, um casal vai se formar no próximo cap algum chute de qual? Tá na cara né?
Ah não esperem muito da aparição dos espectros eles vão tipo ser meros coadjuvantes, aparecem abalam um pouco as estruturas e somem.
Um chero pra todos e até.
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