Ficção o todo poderoso (Season 1)
4 Capítulo 4: O Desaparecimento do Térios
Depois de algum tempo, eu e o Roger conseguimos nos levantar. O chão ainda estava coberto de poeira e detritos da luta, e o cheiro de suor e madeira queimada pairava no ar. Cada músculo do meu corpo doía, mas a adrenalina mantinha minha atenção elevada.
De repente, Rayleigh apareceu correndo, quase sem fôlego. Apesar da pressa, seus olhos atentos examinavam cada detalhe ao redor, mas percebia-se que ainda não estava totalmente seguro de como agir — afinal, ele também era novato nessa situação.
— O Térios desapareceu! — disse, a voz carregada de preocupação, mas ainda com aquele ar confiante que mostrava que ele tentava se manter firme.
Eu perguntei:
— E o que você estava fazendo?
— Depois da luta, eu desmaiei — respondeu Rayleigh, respirando fundo. — Quando acordei, ele não estava mais lá.
Eu e Roger gritamos ao mesmo tempo:
— Mas o quê!!!
Roger se levantou, limpando a poeira da roupa, com um sorriso confiante, embora um pouco nervoso por ainda não saber lidar com toda a situação:
— Então... acho que é hora de agir, né? Vamos atrás dele!
Rayleigh apenas assentiu, mas tropeçou levemente em um pedaço de madeira, corrigindo a postura rapidamente. Apesar do pequeno erro, seu olhar atento percorria cada canto, avaliando possibilidades, como um novato tentando agir com experiência.
Começamos a interrogar pessoas nas ruas. A primeira foi um homem carregando caixas pesadas:
— Ei, você viu um cara de cabelo branco, olhos de cristal, usando uma roupa preta?
O homem balançou a cabeça:
— Não, não vi nada.
Roger deu de ombros, coçando a cabeça, claramente um pouco inseguro sobre como conduzir a busca, mas tentando passar confiança:
— Ok, então seguimos adiante. Ele deve estar por aí em algum lugar.
Segui adiante e encontrei outra pessoa, mais atenta, que respondeu:
— Sim, eu vi. Ele estava indo para aquela outra cidade ali, e até me perguntou onde ficava uma hospedaria. Eu indiquei a Estrela Polar.
Agradeci e me virei para Roger e Rayleigh:
— Parece que ele foi para uma hospedaria na outra cidade ali, então vamos lá.
Roger, empolgado, levantou o punho no ar:
— Bora!!! Mas calma, Rayleigh, vamos sem tropeçar dessa vez, hein? — disse com um sorriso travesso.
Rayleigh revirou os olhos, mas não pôde deixar de sorrir levemente, enquanto se ajustava e seguia, ainda cauteloso, tentando aprender com os pequenos erros do capitão novato.
Seguimos em direção à outra cidade, passos firmes, mas com uma leve hesitação natural de novatos. O vento levantava folhas secas e poeira, que se espalhavam pelos caminhos estreitos. Cada esquina parecia esconder uma surpresa, e o som distante de vozes misturadas a pequenos gritos de vendedores deixava o clima mais tenso.
No caminho, tropeçamos em pequenas pedras e portas rangendo, e Roger riu:
— Hahaha, ok, isso foi um clássico tropeço de iniciante! Quem diria que ser pirata novato seria tão divertido e difícil ao mesmo tempo?
Rayleigh resmungou, tentando não rir:
— Só não derrube ninguém agora…
Demoramos alguns minutos até que, quando estávamos perto da cidade, uma pessoa estranha apareceu, nos encarando desafiadoramente. Aceitei o combate. Ele veio com um golpe de direita; eu desviei e, em seguida, lancei um soco com toda minha força, derrubando-o imediatamente.
O sistema disse:
— Experiência com Kung Fu +1
Continuamos andando até chegar à cidade. Perguntamos a uma pessoa onde ficava a hospedaria Estrela Polar. Ele respondeu, apontando para outro bairro. Seguimos o caminho indicado, atentos a qualquer movimento suspeito.
No caminho, Roger comentou, meio sem jeito, mas tentando parecer confiante:
— Acho que estamos indo certo… mas e se ele tiver desaparecido de novo?
Rayleigh, franzindo a testa, respondeu:
— Então teremos que nos dividir. Mas não vamos nos precipitar. Primeiro, observem cada canto.
Entramos na hospedaria e perguntamos ao recepcionista:
— Terceiro andar, porta número 5.
Roger levantou a sobrancelha, parecendo um pouco surpreso com a organização do lugar:
— Terceiro andar, hein? Bom, vamos nessa!
Subimos as escadas, indo diretamente à porta número 5. Quando batemos, alguém abriu, e a tensão atingiu o ponto máximo.
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