Fiction City
1 Zero
Capitulo Zero
A manhã é tranquila na cidade, os pássaros cantam em meio a prédios cinza e as ruas ainda não foram acordadas por seus pedestres.
A cidade já esta desperta, mas continua de olhos fechados esperando a orquestra urbana expulsa-la de seus sonhos.
Aos seus olhos os prédios são azuis e se mesclam com a cor do céu, o verde das arvores impregna o asfalto. Sem sons humanos, apenas o vento sussurrando entre as construções. A cidade sonha com o fim daqueles que a criaram, confiando para este fim na fraca natureza ─ destrutível e assustada ─ dos seus habitantes.
A cidade conhece a todos.
Todos aqueles que andam por suas ruas.
Porém, a alegria que isso proporcionava há alguns séculos já lhe é quase extinta, hoje os vê como uma massa estranha. O que antes considerava como o sangue em suas veias hoje tem o mesmo significado que vermes tem para os humanos.
Continua de olhos fechados. Viva e morta ao mesmo tempo. Possui consciência humana, que desenha a cada dia o destino de todos. Os cria, ordena e pune como deseja. Mas já está cansada.
Está entediada.
O que ocorre ao destino de seus pedestres não a importa mais. Por isso continua a sonhar, mesmo sabendo que atrairá seu próprio fim.
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