Ficarei Ao Seu Lado

3 De Mãos Cheias


Notas iniciais
Primeiro, eu quero agradecer meu trenzin lindo que me deu suporte no bloqueio desse capítulo: Janaina Costa ♥ alguns trechos foram de autoria dela. Enfim, vamo que vamo. Ah, e caso se perguntei no decorrer do capítulo (e da história, rs)... sim, eu sou potterhead ;)

Logo pela manhã o telefone começara a tocar insistentemente. O relógio ao lado da cabeceira da cama marcava 08h30min da manhã. Novamente o toque insistente começou. Ainda completamente sonolento, ele esticou o braço para alcançar o aparelho e a voz grave ecoou pelo quarto atendendo ao chamado: um novo convite de emprego, uma nova missão para salvar vidas.

A novidade do outro lado da linha terminou por despertar o médico, ele se levantou e foi à cozinha a fim de preparar o desejum.

Mais uma vez viajaria e ficaria meses longe de sua criança. Josh sabia que estava longe de ter seu nome adicionado à lista dos melhores pais do mundo; ele vivia para o trabalho, perdera todos os momentos que um pai dedicado nomearia como "os mais importantes". Era tão ausente na vida de Sofia que a primeira palavra pronunciada pela menina fora "babá", a pessoa com a qual ela costumava passar cada minuto de seu dia antes de começar a frequentar a escolhinha. E, apenas em título de curiosidade, este fazia parte de um dos "momentos mais importantes" para os pais que Josh perdera: o primeiro dia da filha na escola.

Esses pensamentos o remeteram ao dia anterior, ao reencontro com Kate. Ela continuava linda e com a mesma força da destemida detetive Kate Beckett. Arriscara-se a dizer que agora, como capitã – sim, ele seguia cada momento da vida dela –, ela havia se tornado ainda mais forte e respeitada. O que significava dizer, e ele tinha certeza disso, que ela não mediria esforços para recuperar Sofia e, pior ainda, para acusá-lo e conseguir sua condenação por sequestro.

Nunca fora parte de seus planos passar a vida em uma eterna fuga, mas temia ser esta sua única alternativa.

Sempre tomou cuidado para não sair com Sofia quando estava na cidade, porém a menina ficara inquieta o tempo todo no dia anterior e a senhorita Sproud, que sempre tomou conta dela, havia tirado o dia de folga. Então, o médico decidiu arriscar um passeio na tentativa de tranquilizar a filha, sequer imaginando que esbarraria com sua ex no shopping.

— Já preparou meu achocolatado, papai? – a voz doce, com um leve tom rouco, da menina o tirou de seus devaneios. Ele observou sua miniatura de Kate Beckett sentar-se na bancada à sua frente e coçar os olhos, ainda sonolenta. Sorriu.

— Farei agora, baixinha.

— A babá volta hoje?

— Sim, ela já deve estar chegando. – ele respondeu, virando-se para ela e entregando sua caneca com a bebida que havia pedido, juntamente com um prato de panquecas cobertas com calda de morango.

O barulho da fechadura, seguido pela maçaneta da porta da frente sendo aberta, confirmou a afirmação de Josh. A moça adentrou a casa e Sofia a recebeu com uma enxurrada de beijos e abraços. Hermione Sproud era uma jovem de pouco mais de 19 anos, cuidava da garotinha desde o primeiro dia em que o médico a levou para casa. A única informação que recebera do patrão sobre a mãe da criança fora a de que ela havia ido embora e os abandonado. O ocorrido mexeu com os sentimentos da mulher e ela passou a dedicar seus dias para cuidar de Sofia.

— Bom dia, Mione. – Josh saudou a moça após o festival de carícias entre as duas paradas diante dele.

— Bom dia, doutor.

— Que bom que você chegou cedo. Faça companhia para Sofia enquanto arrumo as malas.

— Malas?! – a criança indagou sentindo a felicidade com a chegada de sua babá desaparecer quase que instantaneamente. – Papai, você chegou semana passada e já vai embora de novo?

— Sim, filha. Mas dessa vez vocês duas irão comigo. O que acha disso?

— Mas e a minha escola?

— Você pode estudar lá onde o papai trabalhará.

— E os meus amiguinhos?

— Faça novos, Sofia.

— Eu não quero novos, gosto desses.

— Não discuta, Sofia. Nós iremos e pronto. – ele disse firme, já começando a perder a paciência com a resistência da filha.

A garota abaixou a cabeça infeliz com a decisão do pai e voltou a beber seu achocolatado. Não queria ficar longe dele, porém tampouco desejava afastar-se dos amigos que fizera em sua escola.

A senhorita Sproud estranhou a repentina decisão do patrão em levá-las junto nessa nova empreitada. Ele sempre viajava a trabalho, mas a permanência de Sofia na cidade fora algo conversado desde o início. Mesmo que estivesse prestes a completar mais um ano de vida, as viagens que o pai costumava fazer não eram nem de longe aconselháveis para ela. Afinal, quatro anos de idade ainda eram muito pouco, mesmo para uma criança tão madura, por assim dizer, como Sofia.

Josh saiu para o quarto a fim de organizar as coisas, conforme anunciara, e a babá tratou de distrair sua criança que se entupia de panquecas ainda com uma expressão carrancuda presente em seu rostinho.

#

Castle dirigia a toda velocidade o carro da esposa, provavelmente infringindo mais leis de trânsito do que sabia que existiam. Porém ele, e muito menos Beckett, preocupava-se com isso no momento. No banco ao lado, a capitã usava seus melhores argumentos para convencer o juiz Longbottom a impedir a fuga de Josh e obrigar o médico a permitir que o exame de DNA para a comprovação da maternidade de Sofia fosse realizado. Não foram necessários mais de sete minutos de conversa para que ela lograsse êxito.

Assim que encerrou a chamada recebeu uma mensagem de Ryan com a localização de Josh e as informações do táxi que ele havia pegado. Anunciou a Castle que, em contrapartida, acelerou ainda mais o carro, sendo seguido de perto pela viatura que ela colocara para vigiar a casa.

— Eu até ponderaria não ultrapassar todos os sinais vermelhos se minha copiloto não fosse uma capitã de polícia.

— Olhos na direção, Castle. Não faça eu me arrepender de ter passado o volante para você.

Yes, chef. – ele brincou e voltou os olhos para frente.

— Ali, Rick. – a mulher exclamou abruptamente, apontando o indicador para um táxi seguindo a poucos metros à sua frente. – É naquele táxi que eles estão, acabei de ver o reflexo de Josh pelo retrovisor externo e a placa condiz com a enviada por Ryan.

— Vou fazê-lo encostar. – ele disse, conduzindo o carro para que ultrapassasse o táxi e o obrigasse a frear.

O taxista se assustou com o barulho da sirene e, mesmo ante os protestos de Josh, parou o carro no acostamento. A senhorita Sproud olhou para o patrão de forma assustada e apertou Sofia contra seu corpo. O homem desceu de seu carro assim que percebeu a capitã vindo em sua direção com dois policiais e Castle.

— Fiquem aqui dentro. – o médico ordenou para as duas e também saiu. Sofia colocou a cabecinha para fora do carro, pela janela, reconhecendo Beckett de imediato.

— O papai a conhece, Mione.

— Quem, Sof? – a babá questionou, também olhando pela janela.

­– Aquela mulher. Nós a encontramos no shopping ontem, acho que ela é amiga do meu pai.

A moça olhava atentamente a pequena reunião do lado de fora do carro, tentando entender o que poderia estar acontecendo. Assim que seus olhos bateram no rosto de Kate, ela a reconheceu. Ou quase isso. A criança sentada em seu colo era uma cópia exata da capitã. Um pensamento lhe ocorreu, ou seria melhor dizer uma constatação: aquela era a mãe de Sofia.

Josh e Beckett discutiam de forma acalorada. Os dois outros policiais encontravam-se posicionados um pouco atrás da capitã, cada um de um lado, as mãos tocando as armas ainda na cintura, atentos ao menor sinal de perigo. Castle posicionara-se de modo a deixar Josh entre ele e a esposa, para impedir uma nova tentativa de fuga. Um pouco afastado, o taxista observava apreensivo os cinco.

Hermione notou as vozes se alterando e, numa atitude impensada, saiu do táxi segurando Sofia nos braços. Tudo aconteceu tão repentinamente que ela sequer teve tempo de pensar em impedir a criança de presenciar aquela cena.

Em uma fração de segundos, tudo aconteceu. Josh avançou na direção de Kate, os dois policiais empunharam suas armas contra ele e Castle foi de encontro aos outros quatro, com o propósito de impedir qualquer atitude do médico. Porém, antes que um desastre maior pudesse acontecer, Beckett agarrou o braço do homem que avançou sobre si, jogando-o violentamente contra o capô de seu carro, algemando-o e, em seguida, anunciando com o tom de voz ainda elevado: "Joshua Davidson, você está preso".

— Papai! – o grito desesperado de Sofia chamou a atenção de todos e Kate amaldiçoou-se por não ter notado antes a presença de sua filha no local.

A menina tentou, em vão, se soltar dos braços de Hermione, mas ela a impediu e apertou ainda mais a criança contra si.

— Fique aqui comigo, Sof.

— Por que você fez isso com ele? – a menina questionou olhando firme nos olhos da capitã.

Ela sentiu seu corpo tremer diante do olhar infantil, porém duro. Sofia era igual a ela até nas atitudes. Um dos policiais se aproximou tirando Josh da custodia de Kate, e ela abaixou o olhar para seus próprios pés, sem coragem de encarar sua garotinha. Castle se aproximou da esposa e tocou seu braço de leve, ela o encarou com os olhos marejados e ele soube que precisaria decidir por ela o que fazer. Ordenou que os policiais levassem Josh para a delegacia e liberou o taxista. Depois se virou para Hermione e Sofia, notando os olhares angustiados e confusos na face de ambas.

— Precisamos que nos acompanhem até a delegacia. – ele disse para a babá e abriu a porta do carro para que entrassem. Hermione, prontamente, o fez.

Ao passar pela capitã, os olhares de mãe e filha se cruzaram. Beckett tentou uma aproximação, mas Sofia a rejeitou virando o rosto para o lado contrário e o enterrando no vão do pescoço de sua babá. A moça notou a movimentação e tentou desculpar-se com os olhos.

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Castle guiou Hermione até uma sala e pediu que aguardasse com Sofia um pouco, pois logo Beckett viria para conversar com ambas e explicar o motivo de terem levado Josh. A capitã estava em sua sala com um oficial de justiça que fora ao distrito a mando do juiz Longbottom. O pedido de realização do exame de DNA havia sido provido.

Esposito e Ryan ficaram encarregados de interrogar Josh e explicar a gravidade de suas ações. Assim que adentrou o 12th, Kate informou aos rapazes que não estava em condições de encarar o médico sem a iminência de cometer um homicídio e ordenou que ambos cuidassem dessa parte por ela, o que eles, sem demora, fizeram.

— Kate, a moça e Sofia estão esperando por você. – Castle avisou adentrando a sala da capitã. Ela apenas o olhou de forma apreensiva, sem pronunciar uma única palavra, e ele entendeu o que se passava em sua mente. – Amor, vai dar tudo certo. Ela é uma criança e apenas está assustada com toda essa situação.

— Minha filha me odeia, Cas. Você viu a forma com a qual ela me olhou e me acusou de ter feito mal a Josh? Ela me rejeitou quando tentei me aproximar.

— Ela havia acabado de ver o próprio pai sendo preso. Tente entender, Kate. Vai dar tudo certo, você apenas precisa ter calma e conversar com ela. Deixe que Sofia conheça a mulher incrível que você é, e toda essa resistência que a nossa pequena apresentou irá se dissipar.

— Você sempre sabe a coisa certa a dizer. – ela se aproximou do marido, envolvendo seu pescoço com os braços e tocando seus lábios em um beijo rápido, porém carregado de sentimentos.

Leves batidas à porta interromperam os dois, era Lanie. Kate a havia chamado para que fizesse o exame com ela e Sofia, precisava da confirmação o mais rápido possível. Ela explicou para a amiga tudo o que havia acontecido e pediu que a ajudasse com esse pequeno favor, e Lanie prontamente concordou.

Enquanto a ME organizava tudo, já com o material de Beckett colhido, a capitã foi de encontro a Hermione e sua filha. Mais cedo ou mais tarde precisaria enfrentar isso. Sempre confrontara os piores tipos de ser humano sem o menor receio, batia de frente e se fazia intimidar sem qualquer dificuldade. Entretanto, sentia suas pernas fraquejarem a cada passo que dava para mais próximo da sala onde Sofia se encontrava. Temia outra rejeição da menina e implorava em pensamento para que estivesse enganada.

Assim que abriu a porta do cômodo, Sofia e Hermione direcionaram seus olhares para ela. "Boa tarde, eu sou a capitã Beckett", Kate anunciou, estendendo a mão para a babá que havia se levantado e a encarava um pouco alarmada. A moça retribuiu o cumprimento e pareceu se acalmar um pouco ao notar um sorriso simpático nos lábios da mulher. Beckett indicou que ela se sentasse e voltou seus olhos para a garotinha enterrada no sofá.

— Oi, Sofia. – ela falou com um tom doce, tentando uma nova reaproximação. Porém, novamente, foi rejeitada pela criança que apenas a encarou séria e voltou a abaixar o rosto.

— Sof, o que é isso? Responda a capitã. – Hermione repreendeu a menina. Ela levantou os olhos e disse um "oi" seco e baixo.

— Bom – Beckett começou respirando fundo –, eu creio que vocês estejam esperando uma explicação para o que presenciaram a pouco. E foi por isso que pedi que eu as trouxessem até aqui. O doutor Davidson tem algumas... pendências com a polícia de Nova Iorque, então receio que ele não será liberado hoje. – ela explicava tentando ser o mais clara possível, mas não tão clara a ponto de revelar o que de fato estava acontecendo. Não queria assustar sua menina ainda mais.

Ela comunicou que logo viriam buscar Sofia para que alguns exames pudessem ser realizados na menina e, em seguida, as duas estariam liberadas. Ao ouvir essa informação, a senhorita Sproud entendeu do que se tratava. E, após mais alguns minutos de conversa, na qual Sofia manteve-se apática, Lanie chegou para levá-la. Hermione aproveitou a deixa para questionar Kate e confirmar suas suspeitas.

— Capitã, a senhora poderia me esclarecer algumas dúvidas? – Kate meneou a cabeça, indicando que ela continuasse. – Eu gostaria de saber o porquê, de fato, o doutor Davidson está sendo mantido aqui. Eu trabalho para ele desde que Sof nasceu e nunca notei nenhum comportamento suspeito de sua parte.

— Essa é uma pergunta que eu ainda não posso te responder, senhorita Sproud. Preciso confirmar algumas coisas antes para que, então, eu possa esclarecer quaisquer questões que queira levantar.

— O teste com Sofia. Você é a mãe dela, certo? – Kate a encarou alarmada e, antes que pudesse dizer algo, a moça se fez entender. – Eu notei a semelhança logo de cara e o doutor Davidson havia me falado há uns anos que a mãe de Sofia tinha ido embora.

— Sim, eu sou a mãe dela. Mas eu nunca a abandonei. Ela foi tirada de mim poucos dias após seu nascimento. Eu a procurei incansavelmente durante todos esses anos.

Hermione a interrompeu, já entendendo aonde toda aquela história chegaria. "Então o doutor Davidson foi preso por ter sequestrado a própria filha?", ela disse mais como um comentário para si mesma do que como uma pergunta para Kate. A capitã confirmou, porém não teve a oportunidade de prolongar a conversa, já que Castle as interrompeu anunciando que o advogado a esperava em sua sala.

Sofia mantinha o olhar vidrado na luz colorida do bonequinho em cima da mesa da médica. Lanie, notando o rostinho assustado da menina, tentou iniciar uma conversa com ela.

— Qual é o seu nome? – A ME tirou as luvas de látex e caminhou para junto da maca onde Sofia estava. Não começaria aqueles testes até a menina estar confortável.

— Sofia Davidson. – Ela murmurou e encolheu o corpo dentro do casaco vermelho. – E o seu?

Lanie se surpreendeu com a resposta imediata da menina e decidiu continuar naquele caminho. "Lanie Parish", respondeu puxando o crachá de dentro do jaleco e o entregando para a criança.

— Ah! – ela devolveu a identificação da médica e, assim que ela se aproximou para iniciar o exame, Sofia a interrompeu agarrando sua mão direita e observando maravilhada o anel prateado que repousava no dedo da mulher.

— Ei, querida, o que acha do meu anel de noivado?

— É lindo. – Os olhinhos da garota brilhavam enquanto seus dedinhos faziam círculos ao redor do pequeno diamante no topo do anel. – Quem é o seu noivo?

— O amor da minha vida, Javier Esposito. – A expressão de interrogação dominou o rosto de Sofia e Lanie continuou. – Ele é detetive, trabalha na delegacia lá em cima.

— Ele trabalha com aquela capitã malvada? – Sofia tirara o casaco e agora tinha as pernas cruzadas em cima da maca.

— A capitã Beckett não é malvada. – Lanie tentou melhorar o terreno para Kate, mas a menina parecia irredutível.

— Eu tenho medo dela, ela prendeu meu papai. – a médica indicou para que a menina abrisse a boca a fim de passar o coletor de saliva na parte interna de sua bochecha. – Ela é feia.

Lanie tentou reprimir a gargalhada ao máximo. A cópia fiel da capitã chamando-a de feia... isso daria uma ótima história mais tarde.

— Tudo bem, Sofia, você não precisa ter medo da Kate, ela é legal e divertida. Só não quando roubam os cronnuts dela. – Lanie a ajudou a descer da maca e se curvou para ficar na altura da menina. – Agora, quem quer um pirulito?

— Eu! Eu! – Sofia gritava e pulava como se houvesse uma competição para ver quem ficava com o doce.

A médica riu e deu as costas para pegar sua bolsa e, quando se virou novamente, viu os olhos da menina brilharem.

— Pode pegar quantos quiser. – Lanie rasgou a borda do pacote de doces e ofereceu a ela. – Encha as duas mãos e coloque nos bolsos do casaco, depois, se você quiser mais, é só lembrar que eles estão lá.

Sofia seguiu as instruções da mais nova amiga com um enorme sorriso em seu rosto, garantindo seu estoque de doces do dia.

— Tudo bem, hora de voltarmos lá para cima. – Lanie ofereceu a mão e Sofia aceitou de bom grado.

Kate viu as duas saindo pelo elevador e ficou maravilhada ao notar a alegria presente no rosto de sua filha. Fez uma nota mental para agradecer Lanie por isso, sabia que só poderia ser coisa da amiga. Seu coração ficara partido pelo fato de aquela expressão de medo não ter deixado a face de Sofia por todo o tempo em que esteve com ela. A criança correu para os braços de Hermione assim que a viu e mostrou os doces que havia ganhado.

Beckett pediu a Ryan que levasse as duas para casa, e assim ele o fez. Preferiu não arriscar uma nova aproximação por enquanto, logo teria muito tempo para isso.

Momentos depois, Lanie foi à sala de Kate com o resultado do DNA: positivo. Ela agradeceu à amiga e disse que logo voltaria para saber como havia sido a interação de sua filha com ela. Agora tinha outro assunto a tratar.

Levantou-se de sua mesa e seguiu para a cela onde Josh se encontrava. Tinha contas a acertar com o médico.

Notas finais
Eita que o Josh se ferrou grandão nessa, ein :P Comentem, por favor